O deputado federal José Ricardo (PT) enviou ao governo do Amazonas uma indicação para que os pacientes indígenas, tanto da capital quanto do interior, sejam diretamente atendidos no Hospital Nilton Lins, sem nenhuma exigência. A indicação ocorre após povos indígenas do Estado terem denunciado esta semana que estão sendo impedidos de serem atendidos devido à grande burocracia para receberem os atingidos pela doença. Segundo o parlamentar, o objetivo é promover um atendimento mais ágil e diferenciado, proporcionando o salvamento de mais vidas.
No documento, José Ricardo explica que recentemente foi inaugurada uma ala neste hospital com um total de 53 leitos (33 clínicos, 15 UTI e 5 UCI) para dar mais agilidade no atendimento à população indígena contaminada pela Covid-19, o que, na sua avaliação, não faz sentido tanta burocracia.
“Vejo que a finalidade desta estrutura não vem sendo cumprida já que a burocracia para internação continua, seja para quem mora na capital ou no interior. E isso tem causado aflição, revolta e desespero aos indígenas, porque eles são obrigados a se deslocar para um outro hospital em Manaus, podendo agravar ainda mais o quadro de saúde, diante da demora no atendimento”, denuncia o deputado.
Outra manifestação apontada pelos indígenas foi a falta de médicos infectologistas para o atendimento nas aldeias, além da falta de estrutura de base, que realize a triagem no local.
Ele lembra ainda que a ala não é suficiente para uma população de um Estado que, na sua grande maioria, é indígena. Por isso, vem cobrando do governo federal a instalação de um hospital de campanha que atenda a esses povos.
“Prometeram, mas nada foi feito. E após cobranças da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas, o governo do Amazonas construiu então apenas a Ala Indígena no Nilton Lins”, disse José Ricardo.
O Poder tentou contato com o governo do Amazonas, por meio do e-mail exclusivo para demandas sobre a Covid-19, para questionar se o governo já tinha sido notificado sobre a indicação do deputado e quais medidas já estariam ou seriam adotadas, mas até a publicação desta matéria não havia obtido retorno.
Da Redação O Poder
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