Brasília já viu alianças improváveis, rompimentos dramáticos e reconciliações estratégicas. Mas poucos espetáculos são tão frequentes quanto a disputa por protagonismo dentro do mesmo grupo político.
A mais recente envolve o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira. Em um longo texto publicado no X, Eduardo decidiu lembrar, em detalhes, tudo o que afirma ter feito para ajudar na ascensão de Nikolas.
O desabafo soou menos como um gesto de pacificação e mais como um inventário público de favores políticos.
Ao tentar reforçar a narrativa de lealdade e gratidão, o episódio acabou revelando algo bem menos estratégico: mais um capítulo de disputa pública dentro do então grupo político que frequentemente cobra “disciplina” e “união”.
Enquanto aliados trocam farpas nas redes sociais, o eleitor assiste a um espetáculo curioso: líderes que pedem coesão no discurso, mas parecem incapazes de resolver divergências longe do palco digital.
No fim, a direita segue discutindo à “mesa de jantar”, enquanto a plateia apenas observa quem vai sobrar de pé.
Da Redação


