O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, disse a interlocutores que recebeu dividendos da Maridt, empresa da qual era sócio com seus familiares, e que declarou os valores recebidos à Receita Federal.
A informação de que o ministro é sócio da empresa foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN. É a primeira vez que Toffoli detalha sua relação com a empresa de seus parentes que tinha parcela do controle do Tayayá Resort, no Paraná.
As explicações foram dadas ao presidente do tribunal nesta semana após a Polícia Federal pedir que Toffoli seja afastado da condução do inquérito que investiga o Banco Master de Vorcaro. Os esclarecimentos serão reforçados no processo que pede seu afastamento do caso.
Toffoli contou a Fachin que, quando a investigação chegou a seu gabinete, a empresa que mantém com seus parentes já não tinha mais participação no resort situado no Paraná.
No final de janeiro, José Eugênio Dias Toffoli, irmão e sócio do ministro, informou que a participação da Maridt no resort foi integralmente encerrada por meio de duas operações.
A primeira venda de parte da participação ao Fundo Arllen ocorreu em 27 de setembro de 2021. A segunda alienação do saldo à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.
Na ocasião, o irmão do ministro informou que “todos os atos e informações financeiras da Maridt estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil, conforme exigido pela legislação”.
O ministro descarta deixar a condução do inquérito e tem dito a pessoas próximas, inclusive a Fachin, que não há motivos para se afastar das investigações. A avaliação é a de que o fato de ser investidor de uma empresa familiar não gera suspeição e nem impedimento.
A Polícia Federal entrou com pedido para declarar a suspeição no caso Master. O Ministro, por meio de nota, disse que a PF se baseia em “ilações”. Vale destacar que a Polícia Federal encontrou menções a políticos com foro privilegiado no celular de Vorcaro.
Com informações CNN Brasil

