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Contratos entre Prefeitura de Tonantins e parentes de vereador são investigados pelo MPF

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Tonantins com familiares do vereador Rubervam Castelo(PSD). A medida foi assinada pelo procurador da República, Guilherme Diego Rodrigues Leal, e publicada no Diário Eletrônico do MPF.

O inquérito civil é resultado de um procedimento preparatório que já tramitava na Procuradoria da República no Município de Tabatinga. O processo foi aberto para apurar denúncias relacionadas a possíveis irregularidades na contratação de parentes do vereador, além de indícios de situações que podem configurar conflito de interesses e nepotismo.

De acordo com a portaria, o Ministério Público Federal considera necessária a realização de novas diligências para reunir elementos de prova que possam subsidiar eventuais medidas judiciais. Entre as providências iniciais determinadas está o cumprimento de diligências previstas em despacho interno do órgão, que indica quais documentos e informações devem ser requisitados nesta fase da investigação.

Caso sejam confirmadas irregularidades, o MPF poderá adotar medidas judiciais cabíveis.



Da Redação 

Foto: Divulgação

Penduricalhos: Com fim do auxílio-peru e combustível, tribunais terão que publicar valor exato recebido por juízes

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Tribunais de Justiça, ministérios públicos, tribunais de contas, defensorias públicas e a advocacia pública – da União e dos estados – terão de publicar, mensalmente, o “valor exato” recebido por seus membros, de acordo com tese de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão foi publicada nessa quarta-feira, 25, após julgamento que fixou limites para os chamados “penduricalhos” pagos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público. Esses adicionais passam a ser restritos a 35% do teto constitucional, hoje em R$ 46.366,19.

O valor apresentado deverá abranger tudo o que compõe o rendimento, incluindo o salário-base e todas as parcelas de caráter indenizatório e auxílios.

A publicação deverá ser feita nos sites oficiais das instituições do sistema de Justiça e de controle do Estado e não poderá apresentar apenas um valor global: o órgão terá de especificar quanto do total corresponde a cada benefício.

Caso haja divergência entre os valores publicados e os efetivamente pagos, as instituições poderão ser responsabilizadas. Hoje, todos os órgãos públicos já são obrigados a divulgar a remuneração de servidores pela Lei de Acesso à Informação – dessa forma, a decisão tem como intuito dar mais transparência em relação aos valores recebidos pelos membros do Judiciário.

A padronização nacional dos relatórios mensais fica a cargo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que definirão categorias comuns para todas as verbas.

A medida entra em vigor em abril de 2026, com dados referentes aos pagamentos de maio, para magistrados e membros do Ministério Público. Para os demais servidores, seguem valendo as regras do regime estatutário até eventual nova lei do Congresso.

Na prática, um magistrado em início de carreira poderá receber até R$ 62.594,35. No topo da carreira, a remuneração pode chegar a cerca de R$ 78,5 mil, considerando verbas indenizatórias.

Segundo o STF, a mudança pode gerar economia de R$ 7,3 bilhões por ano, com base em estimativas de 2025. A decisão não altera o salário dos ministros da Corte.

Fim de benefícios

Além da transparência, a tese determina o fim de benefícios considerados inconstitucionais, como auxílios-combustível e moradia, até que o Congresso legisle sobre o tema.

Pelo entendimento da Corte, devem cessar imediatamente pagamentos classificados como “indenizatórios” ou “auxílios” que não tenham previsão legal adequada e que, na prática, elevam a remuneração acima do teto.

Benefícios interrompidos:

  • auxílio-combustível: pagamento extra para custear gastos com transporte ou combustível;
  • auxílio-moradia: verba destinada a ajudar com aluguel ou moradia;
  • auxílio-alimentação: valor adicional para cobrir despesas com alimentação;
  • auxílio-natalino: espécie de “13º extra” pago no fim do ano, fora do salário regular;
  • auxílio-natalidade: ajuda financeira relacionada ao nascimento de filhos;
  • auxílio-creche e assistência pré-escolar: valor para custear creche ou educação infantil de filhos;
  • licença compensatória por acúmulo de acervo: folga ou tempo livre concedido quando o servidor acumula muitos processos ou tarefas pendentes;
  • indenização por acervo: pagamento feito ao servidor como compensação pelo trabalho extra de analisar ou gerir esse acervo acumulado;
  • licença compensatória por funções administrativas e processuais relevantes: folga concedida quando o servidor exerce funções que demandam trabalho acima do normal;
  • licença compensatória com folga de 1 dia a cada 3 trabalhados: descanso proporcional ao esforço extra;
  • licença remuneratória para curso no exterior: afastamento pago para participação em cursos fora do país;
  • gratificação por exercício de localidade: pagamento extra quando o servidor trabalha em local considerado mais difícil ou distante;
  • gratificação por encargo de curso ou concurso: valor adicional por participação na organização ou aplicação de cursos e concursos;
  • indenização por serviços de telecomunicação: pagamento extra para cobrir custos com telefone, internet ou outros serviços de comunicação usados no trabalho.

Segundo a análise do STF, essas verbas vinham sendo usadas pelos servidores como forma indireta de aumentar salários.

O que continua permitido:

  • parcela de valorização por tempo de antiguidade (5% a cada cinco anos, até 35%);
  • diárias de viagens;
  • ajuda de custo (em caso de mudança de domicílio por remoção, promoção ou nomeação);
  • pró-labore por atividade de magistério;
  • gratificação por exercício em comarca de difícil provimento;
  • indenização de férias não gozadas (limitada a 30 dias);
  • gratificação por exercício cumulativo de jurisdição ou de ofícios (apenas quando houver acúmulo real de funções);
  • valores retroativos reconhecidos até fevereiro de 2026 (com pagamento suspenso até auditoria).
  • 13° salário;
  • terço adicional de férias;
  • auxílio-saúde (com comprovação de gastos);
  • abono de permanência;
  • gratificação por acúmulo de funções eleitorais.

Os valores dessas parcelas ainda serão padronizados em resolução conjunta do CNJ e do CNMP.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

TSE confirma eleições indiretas para governo do Rio de Janeiro após condenação de Cláudio Castro

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a sucessão no governo do Rio de Janeiro deverá ser definida por eleição indireta. Na quarta-feira, 25, o tribunal republicou a certidão do julgamento que condenou o ex-governador Cláudio Castro (PL) e corrigiu o erro material no documento anterior.

A primeira certidão mencionava apenas a necessidade de realização de “novas eleições”, sem especificar o tipo de pleito. Com a correção, foram inseridos os termos “novas eleições indiretas” no documento. A votação será feita na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A pessoa escolhida deve ficar no cargo até janeiro de 2027, quando uma nova chapa eleita pela população no pleito de outubro assumirá o governo.

As eleições indiretas ocorrerão porque todos os nomes que estariam na linha de sucessão de Castro também ficaram impedidos de assumir o governo.

Na terça-feira, 24, o TSE condenou Cláudio Castro à inelegibilidade por oito anos. A decisão do tribunal o deixa inelegível até 2030.

O ex-vice-governador, Thiago Pampolha, também foi condenado pelo TSE no mesmo caso. Ele, porém, não poderia assumir o governo de qualquer forma, já que havia deixado o cargo de vice em maio de 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.

Rodrigo Bacellar, que era presidente da Alerj, seria o próximo na linha de sucessão. No entanto, ele também foi condenado e já estava afastado do cargo por decisão do STF, já que é investigado em outro caso que envolve obstrução de Justiça em operação ligada ao PCC.

No TSE, o julgamento tornou os três inelegíveis. A ação que tramitava na Corte apurou o uso indevido da máquina pública nas eleições de 2022. As investigações apontam para um esquema de contratações irregulares na Fundação Ceperj, envolvendo cerca de 27 mil cargos temporários que teriam sido utilizados para empregar cabos eleitorais e fortalecer a campanha de reeleição de Castro.

 

Com informações de CNN Brasil

Vereador ex-BBB passa batom e usa peruca para criticar PL da Misoginia; veja vídeo

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O vereador Adrilles Jorge (União) passou batom e vestiu uma peruca na Câmara Municipal de São Paulo para criticar a proposta aprovada pelo Senado Federal, na terça-feira, 24, que classifica misoginia, o ódio contra mulheres, como crime de preconceito previsto na Lei do Racismo.

Durante a manifestação, Adrilles afirmou que a iniciativa legislativa poderia abrir brechas para interpretações amplas sobre o que configura misoginia, argumento que utilizou para justificar a encenação.

Para ele, isso criminaliza o homem: “Essa lei apenas criminaliza homens. Essa lei vai fazer com que homens se afastem de mulheres. Essa lei vai impor um ressentimento. Essa lei vai fazer com que patrões não contratem mulheres por medo de serem enquadrados em uma lei esdrúxula”.

No discurso, Adrilles afirmou que a lei não define o que é mulher: “Posso, em qualquer momento, me colocar como uma mulher para debater de igual para igual, sem que eu seja, enquanto homem, criminalizado pelo fato de ser homem. Posso contestar sua ideologia, posso fazer uma brincadeira com a senhora e posso me julgar mulher porque a lei é tão esdrúxula que não define o que é mulher”.

A performance foi interpretada por apoiadores como uma crítica ao que consideram excesso de regulação, enquanto críticos apontaram desrespeito e reforço de estereótipos.

O debate ocorre em meio à tramitação do projeto, que busca ampliar mecanismos de combate à violência e discriminação contra mulheres.

O Senado aprovou a proposta que inclui a misoginia como um dos crimes de preconceito previstos na Lei do Racismo. O texto, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e que teve como relatora a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

A proposta foi aprovada por unanimidade. O texto inclui a misoginia na Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo). A injúria misógina passa a ter pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa.

Relatora, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MT) chamou a atenção para o aumento de casos de feminicídio no país.

“O país viveu, nos últimos anos, uma escalada alarmante de feminicídios e agressões motivadas por desprezo às mulheres. Apenas em 2025, houve 6.904 vítimas de tentativas e casos consumados de feminicídio, segundo levantamento do Laboratório de Estudos de Feminicídios da UEL [Universidade Estadual de Londrina]. (…) E é por isso que o PL 896, de 2023, estabelece a necessidade de tipificarmos a misoginia como crime, equiparando-a aos demais delitos motivados por preconceito e discriminação já previstos na legislação. A injúria e a discriminação misógina, muitas vezes tratadas como meras ofensas individuais, são, na verdade, agressões estruturadas a um grupo social inteiro, como reconhecem estudos recentes sobre a violência de gênero”, declarou a parlamentar em discurso na tribuna.

Entenda a proposta

Pelo texto, passam a ser enquadrados na lei crimes resultantes de discriminação não apenas por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, mas também por misoginia.

Entre os principais pontos, o projeto:

  • tipifica a injúria por misoginia, quando há ofensa à dignidade da vítima por ser mulher;
  • amplia o alcance para condutas de praticar, induzir ou incitar discriminação;
  • estabelece que a punição só ocorre quando houver “exteriorização” da conduta, e não apenas pensamento.

O parecer também ajusta o Código Penal para evitar sobreposição de crimes. A injúria misógina passa a ter tratamento mais severo, enquanto a injúria contra mulher em contexto de violência doméstica permanece com regra específica, com possibilidade de pena em dobro.

Outro ponto é a definição legal de misoginia, que passa a ser caracterizada como a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres, além da orientação para que o Judiciário considere discriminatória as ações que causem constrangimento, humilhação ou exposição indevida.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução

Justiça italiana autoriza extradição de Carla Zambelli

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A Justiça da Itália autorizou nesta quinta-feira, 26, a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli.

Zambelli deixou o país em maio do ano passado, apesar de ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (relembre mais abaixo).

A decisão desta quinta-feira é da Corte de Apelação do país, que analisa o pedido de extradição feito pelo STF contra Zambelli. Ainda cabe recurso antes do caso ser levado para decisão final do governo italiano. Não há prazo para uma resposta definitiva.

O processo que corre na Corte em Roma julga um pedido do STF para que Zambelli, presa após pedido da Interpol no país europeu, seja devolvida à Justiça brasileira.

Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos. De lá, publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que era vítima de perseguição e que ainda pretendia provar sua inocência.

Como fugiu do país após uma condenação do Supremo, ela é considerada foragida da justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. O documento foi encaminhado pelo governo brasileiro a autoridades italianas.

Em julho do ano passado, o governo confirmou a prisão de Zambelli. Ela estava na lista vermelha da Interpol, e foi detida por forças de segurança do país europeu.

Após a prisão, Zambelli disse que preferia ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o julgamento, por entender que há risco de fuga.

Nos últimos meses, o processo de extradição de Zambelli enfrentou atrasos por diversos motivos e já teve quatro adiamentos de audiências. Na primeira delas, no fim de novembro, a defesa de Zambelli aderiu a uma greve de advogados em Roma, e na segunda, no mês seguinte, seus advogados apresentaram novos documentos à corte.

Ex-deputada teve o mandato cassado

O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro ordenou em dezembro a cassação do mandato de Zambelli, revogando decisão contrária da Câmara dos Deputados. Ela entregou uma carta de renúncia à Casa três dias depois.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar se filia ao PL e tem encontro com Flávio Bolsonaro

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O deputado federal Alfredo Gaspar (AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI), anunciou filiação ao PL e apareceu em vídeo com o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), na quarta-feira, 25.

Gaspar disse ter atendido a uma “convocação” de Flávio ao assumir, inclusive, a presidência do PL em Alagoas. Segundo o deputado, o objetivo é fortalecer o partido com o “projeto de um país justo e livre para os brasileiros”.

“Atendendo a uma convocação do senador e futuro presidente da República, Flávio Bolsonaro, assumo a presidência estadual do PL em Alagoas, com autonomia e independência para fortalecer o partido, o nosso projeto para o estado de Alagoas e o projeto de um país justo e livre para os brasileiros”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.

O deputado Alfredo Gaspar foi escolhido relator da CPMI do INSS, instalada para apurar desvios bilionários em aposentadorias e pensões.

O parlamentar nasceu em Maceió (AL) e é advogado de formação, com pós-graduação em Direito Público. Ele assumiu seu primeiro mandato como deputado federal pelo União Brasil em 2023, representando Alagoas.

Na Câmara, Gaspar tem atuação em diversas frentes. Já integrou as comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania, Relações Exteriores e Defesa Nacional e Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, além de ter participado de colegiados especiais sobre Direito Digital e Inteligência Artificial.

Com informações de CNN Brasil

Vorcaro tenta escapar de crime de organização criminosa em delação

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro quer tentar tirar do rol de acusações contra ele o crime de organização criminosa. Além disso, ele também pretende se desvencilhar do apontamento de que seria o líder do esquema.

Um dos motivos é que, em um acordo de delação, para entregar informações de uma organização criminosa, em tese, o delator precisa entregar “o andar de cima”, ou seja, quem seria o chefe da organização.

Retirando essa acusação, como tenta negociar a defesa, ele tende a entregar informações sobre outras pessoas envolvidas de forma horizontal nas fraudes bilionárias do extinto banco Master e suas ligações políticas.

No acordo, Vorcaro também deve entregar documentos, confirmar informações encontradas em seu aparelho celular e apresentar datas de encontros e suas conexões.

Apesar de já ter assinado termo de confidencialidade, cabe ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), homologar ou não o acordo.

Desde a última sexta-feira, 20, Vorcaro já recebeu nove visitas de seus advogados. Os encontros duram uma hora e a defesa sai com anotações em mãos.

Nesta quarta-feira, 25, o cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, também mudou sua defesa, com o objetivo de abrir caminho para encaminhar um acordo de delação premiada.

A ideia é que Zettel seja incluído na colaboração que vem sendo costurada por Vorcaro.

Os dois estão presos no âmbito da operação Compliance Zero. Zettel está em um presídio no interior de São Paulo. Vorcaro está na Superintendência da PF (Polícia Federal) do Distrito Federal.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

TCU condena ex-prefeita de Beruri por omissão e falta de provas em verbas federais

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O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou como irregulares as contas da ex-prefeita de Beruri, Maria Lucir Santos de Oliveira, devido à omissão no dever de prestar contas e à falta de prova sobre o uso correto dos recursos federais de 2022.

A Unidade de Auditoria Especializada em Tomada de Contas Especial (AudTCE) foi quem detectou a omissão e a falta de prova da utilização de recursos para execução de ações de resposta e desastres naturais.

Os ministros julgaram como irregulares as contas da ex-prefeita, com a condenação de restituição dos valores ao erário, que totaliza R$ 382.585,31, mais o pagamento de multa no valor de R$ 40 mil.

Foi determinado também o bloqueio de saldos em contas bancárias da prefeitura e foi autorizada a cobrança judicial caso os débitos não sejam quitados voluntariamente.

Confira a decisão do TCU:

 

Da Redação

Foto: Divulgação

Servidores denunciam atraso no pagamento de salários em Careiro Castanho

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para apurar o atraso no pagamento de salários de servidores públicos do município de Careiro Castanho. A medida foi assinada pelo promotor de Justiça, Eric Nunes Novaes Machado, e publicada no Diário Oficial do órgão.

A investigação é baseada em uma Notícia de Fato que relatava atrasos nos vencimentos dos funcionários públicos municipais. O promotor também citou que outros procedimentos semelhantes foram registrados com a mesma denúncia indicando que problema é recorrente.

Na portaria, o promotor destaca que o atraso ou a ausência de pagamento de salários viola princípios da dignidade da pessoa humana, a eficiência e a legalidade administrativa. E ressaltou ainda que a remuneração dos servidores possui natureza alimentar, sendo indispensável à subsistência dos trabalhadores e de suas famílias.

Como uma das primeiras providências, o MP encaminhou ofício à prefeita de Careiro Castanho, Mara Alves (REP), para que, em até 10 dias, apresente a justificativa para o atraso nos pagamentos, informar a previsão de regularização dos salários e encaminhar a folha de pagamento dos servidores municipais.

Além disso, o promotor requisitou à Secretaria Municipal de Administração e/ou Finanças informações detalhadas sobre a situação financeira da prefeitura, incluindo a disponibilidade de recursos e o cronograma previsto para quitação dos salários.

Da Redação
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Mando paralelo na Saúde, perseguição a profissionais e reuniões na casa do prefeito são investigados em Humaitá

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Possíveis irregularidades na gestão de saúde pública em Humaitá serão investigadas pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). O procedimento, assinado pelo Promotor de Justiça, Weslei Machado, foi publicado no Diário Oficial do último dia 23 de março.

A investigação tem como foco denúncias de que uma prestadora de serviços estaria exercendo funções de chefia e coordenação dentro da Secretaria Municipal de Saúde, sem ocupar cargo público efetivo ou comissionado, o que contraria a Constituição Federal.

Segundo o despacho, documentos e depoimentos apontam que Francielle Simpson Santiago teria passado a exercer poderes de comando sobre servidores e unidades da rede pública municipal, mesmo sem possuir investidura funcional adequada para o exercício dessas atribuições.

De acordo com o promotor, a situação, se confirmada, pode representar uma grave distorção no funcionamento da administração pública. “O que os documentos apontam, em tese, não é mero detalhe burocrático. É algo bem mais grave: a possível captura informal de funções públicas estratégicas por pessoa alheia ao regime jurídico próprio da administração”, escreveu no documento.

Reuniões na casa do prefeito

Outro ponto considerado preocupante pelo Ministério Público é a denúncia de que reuniões e deliberações sobre a gestão da saúde municipal teriam ocorrido na residência particular do prefeito José Cidenei Lobo do Nascimento, mais conhecido como Dedei Lobo(UB).

Segundo o promotor, a transferência de discussões administrativas do ambiente institucional da Secretaria de Saúde para um espaço privado pode indicar confusão entre o interesse público e o privado.

“A essa altura, convém lembrar o óbvio, justamente porque o óbvio parece ter sido esquecido: assuntos públicos devem ser tratados em ambientes públicos, institucionais e oficialmente identificáveis e não na intimidade doméstica de agente político. […] A Administração Pública não é sala de estar de ninguém”, pontuou no despacho.

Possível acumulação irregular de funções

O Ministério Público também investiga a possível acumulação irregular de funções remuneradas ligadas ao poder público por parte de Francielle Simpson Santiago. Segundo a denúncia, ela teria atuado simultaneamente em atividades relacionadas à rede municipal de saúde e à CASAI (Casa de Saúde Indígena).

Caso seja confirmada a ocupação simultânea de dois cargos, a situação pode ser classificado como irregularidade administrativa.

 Humilhação e intimidação contra profissionais

Além das possíveis irregularidades administrativas, o despacho também reúne relatos de profissionais da saúde que teriam sido submetidas a constrangimentos e humilhações no ambiente de trabalho.

Depoimentos indicam que médicas e dentistas da rede municipal teriam sido alvo de desqualificação profissional, cobranças vexatórias, intimidações e perseguição funcional.

Uma das médicas mencionadas no documento relata ter sofrido constrangimentos reiterados no ambiente de trabalho, já uma dentista afirma que seu trabalho teria sido publicamente desqualificado, o que teria afetado sua reputação profissional.

Segundo o Ministério Público, há ainda a suspeita de que duas profissionais teriam sido realocadas após procurarem o órgão para denunciar os abusos, o que pode indicar possível retaliação administrativa.

“Em termos simples: as profissionais denunciam abusos e, logo em seguida, são removidas. A cronologia dos fatos fala por si e impõe apuração rigorosa quanto à possível utilização da máquina administrativa para perseguir quem ousou denunciar. […] O serviço público não é feudo pessoal. A chefia pública não é domínio informal”, destacou o promotor.

Possíveis crimes e irregularidades

Diante das denúncias apresentadas, o Ministério Público determinou a apuração de uma série de possíveis irregularidades, entre elas:

  • exercício irregular de função pública de chefia ou coordenação;
  • violação aos princípios da administração pública;
  • possível assédio moral institucional;
  • possível violência psicológica contra mulheres no ambiente de trabalho;
  • crimes contra a honra;
  • possível perseguição funcional;
  • ameaça contra usuária do sistema público de saúde.

Também foi determinada a remessa de cópias do procedimento à Polícia Civil, para eventual investigação criminal, e ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), diante da suspeita de irregularidades administrativas e possíveis impactos sobre o uso de recursos públicos.

Esclarecimentos

O promotor determinou ainda o envio de ofícios à Prefeitura de Humaitá e à Secretaria Municipal de Saúde, que terão 10 dias úteis para informar, entre outros pontos:

  • qual o vínculo jurídico de Francielle Simpson Santiago com a administração municipal;
  • se ela ocupa cargo efetivo, comissionado ou contrato de prestação de serviços;
  • quais atos administrativos autorizaram eventual exercício de funções de chefia;
  • as razões formais para a relotação das profissionais que denunciaram os fatos;
  • se o prefeito teve conhecimento das denúncias e quais providências foram adotadas.

Após o recebimento das respostas, o MP vai definir as medidas que devem ser adotadas.

Da Redação
Foto: Divulgação