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Mando paralelo na Saúde, perseguição a profissionais e reuniões na casa do prefeito são investigados em Humaitá

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Possíveis irregularidades na gestão de saúde pública em Humaitá serão investigadas pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). O procedimento, assinado pelo Promotor de Justiça, Weslei Machado, foi publicado no Diário Oficial do último dia 23 de março.

A investigação tem como foco denúncias de que uma prestadora de serviços estaria exercendo funções de chefia e coordenação dentro da Secretaria Municipal de Saúde, sem ocupar cargo público efetivo ou comissionado, o que contraria a Constituição Federal.

Segundo o despacho, documentos e depoimentos apontam que Francielle Simpson Santiago teria passado a exercer poderes de comando sobre servidores e unidades da rede pública municipal, mesmo sem possuir investidura funcional adequada para o exercício dessas atribuições.

De acordo com o promotor, a situação, se confirmada, pode representar uma grave distorção no funcionamento da administração pública. “O que os documentos apontam, em tese, não é mero detalhe burocrático. É algo bem mais grave: a possível captura informal de funções públicas estratégicas por pessoa alheia ao regime jurídico próprio da administração”, escreveu no documento.

Reuniões na casa do prefeito

Outro ponto considerado preocupante pelo Ministério Público é a denúncia de que reuniões e deliberações sobre a gestão da saúde municipal teriam ocorrido na residência particular do prefeito José Cidenei Lobo do Nascimento, mais conhecido como Dedei Lobo(UB).

Segundo o promotor, a transferência de discussões administrativas do ambiente institucional da Secretaria de Saúde para um espaço privado pode indicar confusão entre o interesse público e o privado.

“A essa altura, convém lembrar o óbvio, justamente porque o óbvio parece ter sido esquecido: assuntos públicos devem ser tratados em ambientes públicos, institucionais e oficialmente identificáveis e não na intimidade doméstica de agente político. […] A Administração Pública não é sala de estar de ninguém”, pontuou no despacho.

Possível acumulação irregular de funções

O Ministério Público também investiga a possível acumulação irregular de funções remuneradas ligadas ao poder público por parte de Francielle Simpson Santiago. Segundo a denúncia, ela teria atuado simultaneamente em atividades relacionadas à rede municipal de saúde e à CASAI (Casa de Saúde Indígena).

Caso seja confirmada a ocupação simultânea de dois cargos, a situação pode ser classificado como irregularidade administrativa.

 Humilhação e intimidação contra profissionais

Além das possíveis irregularidades administrativas, o despacho também reúne relatos de profissionais da saúde que teriam sido submetidas a constrangimentos e humilhações no ambiente de trabalho.

Depoimentos indicam que médicas e dentistas da rede municipal teriam sido alvo de desqualificação profissional, cobranças vexatórias, intimidações e perseguição funcional.

Uma das médicas mencionadas no documento relata ter sofrido constrangimentos reiterados no ambiente de trabalho, já uma dentista afirma que seu trabalho teria sido publicamente desqualificado, o que teria afetado sua reputação profissional.

Segundo o Ministério Público, há ainda a suspeita de que duas profissionais teriam sido realocadas após procurarem o órgão para denunciar os abusos, o que pode indicar possível retaliação administrativa.

“Em termos simples: as profissionais denunciam abusos e, logo em seguida, são removidas. A cronologia dos fatos fala por si e impõe apuração rigorosa quanto à possível utilização da máquina administrativa para perseguir quem ousou denunciar. […] O serviço público não é feudo pessoal. A chefia pública não é domínio informal”, destacou o promotor.

Possíveis crimes e irregularidades

Diante das denúncias apresentadas, o Ministério Público determinou a apuração de uma série de possíveis irregularidades, entre elas:

  • exercício irregular de função pública de chefia ou coordenação;
  • violação aos princípios da administração pública;
  • possível assédio moral institucional;
  • possível violência psicológica contra mulheres no ambiente de trabalho;
  • crimes contra a honra;
  • possível perseguição funcional;
  • ameaça contra usuária do sistema público de saúde.

Também foi determinada a remessa de cópias do procedimento à Polícia Civil, para eventual investigação criminal, e ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), diante da suspeita de irregularidades administrativas e possíveis impactos sobre o uso de recursos públicos.

Esclarecimentos

O promotor determinou ainda o envio de ofícios à Prefeitura de Humaitá e à Secretaria Municipal de Saúde, que terão 10 dias úteis para informar, entre outros pontos:

  • qual o vínculo jurídico de Francielle Simpson Santiago com a administração municipal;
  • se ela ocupa cargo efetivo, comissionado ou contrato de prestação de serviços;
  • quais atos administrativos autorizaram eventual exercício de funções de chefia;
  • as razões formais para a relotação das profissionais que denunciaram os fatos;
  • se o prefeito teve conhecimento das denúncias e quais providências foram adotadas.

Após o recebimento das respostas, o MP vai definir as medidas que devem ser adotadas.

Da Redação
Foto: Divulgação

Domiciliar de Bolsonaro pode tirar Flávio da disputa presidencial?

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Aliados de Tarcísio de Freitas e de Michelle Bolsonaro nutrem uma esperança remota de que a prisão domiciliar leve o ex-presidente Jair Bolsonaro a desistir de lançar o filho Flávio ao Palácio do Planalto em 2026.

A aposta desses aliados de Tarcísio e de Michelle é de que, em casa, a ex-primeira-dama convença o marido a mudar de ideia e a lançar ela ou o governador paulista como candidato à Presidência da República.

Michelle, a filha Laura, os advogados e os médicos são os únicos autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes a terem acesso a Bolsonaro diariamente. Como é advogado do pai, Flávio está incluído nessa lista.

Os demais filhos do ex-presidente só poderão visitá-lo às quartas-feiras e aos sábados, mesmos dias em que podiam visitar Bolsonaro quando o pai estava detido no presídio militar da Papudinha, em Brasília.

Chances remotas

Apesar da esperança dos aliados de Tarcísio e de Michelle, lideranças do PL e caciques do Centrão ouvidos pela coluna consideram remotas as chances de Bolsonaro trocar seu candidato a essa altura do campeonato.

A avaliação é de que a candidatura de Flávio já estaria “consolidada” e que, em prisão domiciliar, Bolsonaro terá ainda mais influência sobre os rumos da pré-campanha presidencial do filho.

Para poder concorrer ao Palácio do Planalto, vale lembrar, Tarcísio teria de renunciar ao governo de São Paulo até 4 de abril. O registro da candidatura, porém, só pode ser feito no mês de agosto.

A eventual candidatura de Tarcísio conta com a simpatia de Michelle, que nunca engoliu 100% a escolha de Flávio. A ex-primeira-dama costumava ser citada como possível vice do governador na chapa ao Planalto.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução

Decisão de ministros do TCU desagrada BC e é vista como manutenção de ameças

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O Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu parecer da área técnica, endossando as medidas adotadas pelo Banco Central (BC) na liquidação do Banco Master, a expectativa da cúpula do BC era que o processo no tribunal fosse arquivado.

Não foi o que aconteceu. O ministro Jonathan Jesus decidiu suspender, em vez de arquivar, dizendo que vai aguardar todas as investigações em curso sobre o Banco Master. A decisão do ministro Jonathan de Jesus desagradou o Banco Central, ainda mais porque o relatório da área técnica do tribunal não só avalizou as decisões do BC no caso Master, como apontou que as irregularidades estavam mesmo no banco de Daniel Vorcaro, liquidado pela autoridade monetária.

Colegas de Jonathan de Jesus também não concordam com a decisão dele, que funcionaria mais para manter uma ameaça contra o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, sem nenhum sentido, já que a área técnica já deu seu aval para a decisão da autoridade monetária sobre o Master.

Segundo interlocutores do BC, o ministro Jonathan de Jesus simplesmente mantém sua prática de tentar beneficiar o Master.

E a área técnica do TCU foi além. Encontrou falhas graves e erros primários nas transações entre o Master e o BRB. Ou seja, o problema, segundo os técnicos, não está no BC, mas no Master e no BRB.

Desde o início do caso Master, a relação entre o ministro, relator do processo que analisa a liquidação do Banco Master, e o Banco Central tem sido marcada por atritos.

Jonathan de Jesus chegou a classificar a liquidação de precipitada, o que se provou um erro de avaliação do ministro. Ele chegou ainda a ameaçar proibir a venda de ativos do Master liquidado.

 

Com informações de G1

TSE condena Cláudio Castro à inelegibilidade até 2030

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Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nessa terça-feira, 24, condenar o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.

Castro disse que irá apresentar recurso contra a decisão. 

Com a decisão, Castro ficará inelegível pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, o ex-governador deve ser impedido de disputar eleições até 2030. 

Na segunda, 23, ele renunciou ao mandato e anunciou que é pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro.

A saída ocorreu em função do prazo eleitoral para desincompatibilização. Pela regra, Castro precisava deixar o governo estadual seis meses antes das eleições para se candidatar a outro cargo.

Acusação 

O TSE julgou um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE)  para reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024, rejeitou a cassação do mandato e absolveu o ex-governador e os outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

O MPE afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.

De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões. 

Julgamento

A inelegibilidade foi definida no processo no qual o TSE derrubou a decisão da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, que rejeitou a cassação do mandato de Castro e a consequente declaração de inelegibilidade.

Os votos pela condenação foram proferidos ao longo de várias sessões para decidir o caso.

Votaram pela inelegibilidade os ministros Maria Isabel Galotti, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Cármen Lúcia.

Cármen Lúcia

Durante o julgamento, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, disse que o Judiciário voltou a julgar “práticas gravíssimas” cometidas por representantes dos eleitores do Rio.  

“Quero dar início [ao voto], no meu caso, com minha tristeza, mais uma vez, estarmos a votar um caso de práticas gravíssimas praticadas por governantes, que receberam do bom povo do Rio de Janeiro, a incumbência  de representá-lo, e que de novo se vê com um julgamento a desmerecer aquela belíssima terra”, afirmou.

Votos divergentes

O ministro Nunes Marques proferiu o primeiro voto contra a inelegibilidade de Castro. Segundo o ministro, não ficou comprovado o uso eleitoreiro das contratações pelo ex-governador.

Marques entendeu que não houve impactos negativos nas campanhas dos demais concorrentes na eleição.

“A candidatura dos recorridos, que alcançou a vitória no primeiro turno, obteve 58,67% dos votos, tendo conquistado mais que o dobro dos votos do segundo colocado. Foram 4.930.288 votos contra 2.300.980 votos”, afirmou.

Em seguida, André Mendonça também divergiu e entendeu que não houve participação direta de Castro nas irregularidades.

“Embora tenha colhido os dividendos eleitorais, o que de fato justificaria a cassação, caso não tivesse havido a renúncia ocorrida na data de ontem. Não se aplica a sanção de inelegibilidade”, afirmou. 

Defesa 

Durante o julgamento, o advogado Fernando Neves, representante de Castro, disse que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj e não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades.

Após o julgamento, Castro publicou uma mensagem nas redes sociais e disse que vai recorrer da decisão.

O ex-governador disse que comandou o estado dentro da legalidade, “com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”.

“Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, comentou.

Outros acusados

O TSE também declarou inelegíveis: Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj, e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União), ex-secretário de governo.

O tribunal determinou que os votos recebidos por Bacellar deve ser retotalizados, ou seja, ele deve perder o cargo de deputado. A medida não é imediata porque ainda cabe recurso.

O ex-vice-governador Thiago Pampolha foi condenado ao pagamento de multa.

 

Da Redação com informações da Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil 

CEO e ex-sócio de grupo que compraria o Master são alvos da PF

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Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, é um dos alvos da ‘Operação Fallax’, da Polícia Federal (PF), que acontece na manhã desta quarta-feira, 25, em três estados.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo na capital paulista. O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também é alvo de mandado na cidade de São Paulo.

A Operação Fallax tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de crimes de estelionato e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 500 milhões. Além do grupo Fictor, o Comando Vermelho também usava o mesmo esquema de lavagem de dinheiro e é alvo da operação.

Ao todo, estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Até as 08h20, ao menos 13 pessoas já tinham sido presas pela PF.

Em 17 de novembro do ano passado, o Fictor anunciou a compra do Banco Master, envolvendo investidores árabes e um aporte de R$ 3 bilhões, poucas horas antes de o Banco Central ter anunciado a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro.

Após a liquidação do banco, a Fictor enfrentou uma crise reputacional, resultando em resgates de cerca de R$ 2 bilhões por investidores, o que levou ao pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest, pertencentes ao grupo.

‘Operação Fallax’

Segundo a Polícia Federal, as investigações da Operação Fallax começaram em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas.

De acordo com a PF, o grupo atuava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas — inclusive ligadas a um grupo econômico específico — para movimentar valores e ocultar recursos de origem ilegal.

A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. De acordo com a PF, as fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões.

Além disso, foram autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

Segundo as investigações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Em seguida, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o objetivo de dificultar o rastreamento.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

TCE-AM multa prefeito de Apuí por irregularidades em contratação de shows e infraestrutura para eventos festivos

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) multou o prefeito de Apuí (a 1.097 quilômetros de Manaus), Antônio Marcos Maciel Fernandes, conhecido como Marquinhos Macil, por irregularidades acerca de contratação de shows e infraestrutura para eventos festivos.

A Corte conheceu e julgou parcialmente procedente a representação apresentada pela Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex). Segundo o documento, ficou comprovado que o gestor realizou despesas vultosas.

Essas despesas foram realizadas na contratação de shows artísticos e infraestrutura para a 36.ª Exposição de Agropecuária. A festa foi realizada durante o período vedado de Decreto Emergência e Calamidade.

Foi realizado o pagamento antecipado no valor de R$ 166.500,00. Não foi dada a devida justificativa de economia de recursos ou de indispensabilidade da medida. O prefeito foi multado no valor de R$ 22.771,43, por grave infração à norma legal. A multa deve ser paga no prazo de 30 dias.

Confira a decisão do TCE-AM:

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro após internação por pneumonia

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acatou nesta terça-feira, 24, o pedido da defesa e aprovou a solicitação de prisão domiciliar temporária de 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O prazo começará a contar a partir do momento em que o ex-presidente receber alta do Hospital DF Star, em Brasília, onde está internado desde o dia 13 de março.

Na segunda-feira, 23, a PGR se manifestou favorável a transferência do ex-presidente para o regime domiciliar. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que ficou demonstrado por laudos médicos que a saúde de Bolsonaro precisa de vigilância constante, o que pode ser melhor oferecido no “ambiente familiar”.

Moraes determinou as condições que devem ser seguidas por Bolsonaro durante o cumprimento da prisão domiciliar:

  • Uso de tornozeleira eletrônica com área de inclusão do monitoramento limitando-se ao endereço residencial;
  • Autorização de visitas permanentes dos filhos às quarta-feiras e sábados, em um dos seguintes horários: 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h.
  • A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Laura Bolsonaro, e Letícia Marianna Firmo da Silva, enteada do ex-presidente, não precisarão de autorização já que residem na mesma casa em que o ex-presidente;
  • Autorização de visitas permanentes de seus advogados todos os dias de semana, inclusive aos finais de semana e feriados, iniciando-se às 8h20min até as 18h, sempre por 30 (trinta)
    minutos, mediante agendamento prévio;
  • Autorização de visita permanamente da equipe médica previamente designada pelo atendimento ao ex-presidente;
  • Autorização para sessões permanentes de fisioterapia;
  • Autorização para internação urgente de Bolsonaro caso seja necessário, sem ser preciso de autorização judicial;
  • Proibição do uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa;
  • Proibição do uso de redes sociais diretamente por Bolsonaro ou por terceiros;
  • Proibição de gravação de vídeos ou áudios diretamente por Bolsonaro ou por terceiros.

Na decisão, o ministro também determina a suspensão de todas as demais visitas pelo prazo de 90 dias para “evitar o risco de sepse e controle de infecções”.

Aliados de Bolsonaro apostavam nos últimos dias em uma decisão concedendo a prisão domiciliar ao ex-presidente como forma de o ministro tentar aliviar a pressão sobre o tribunal diante da crise.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, se reuniu nesta semana com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro. A esposa de Bolsonaro, Michelle, também teve encontro com o ministro nesta segunda-feira (23).

Com a decisão, Bolsonaro retorna para a prisão domiciliar depois de quatro meses. Em 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar após o ex-presidente descumprir medidas cautelares impostas pelo STF.

Quatro meses depois, no dia 22 de novembro, o ex-presidente foi preso preventivamente pela Polícia Federal após violar a tornozeleira eletrônica. Moraes determinou na ocasião a transferência de Bolsonaro para a Superintendência da PF em Brasília.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

TCU congela processo sobre Master e aciona BC sobre queda de sigilo

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O ministro Jhonatan de Jesus, relator das investigações no TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a conduta do Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master, acionou a autoridade monetária sobre a eventual retirada de sigilo das documentações anexadas ao processo.

Em despacho assinado nesta terça-feira, 24, o ministro solicitou que o BC indique especificamente quais peças ou trechos do processo precisam permanecer sob restrição de acesso ou se todos os documentos podem ser liberados publicamente.

O despacho ainda não foi divulgado, mas seu envio ao BC foi confirmado à CNN por fontes próximas às investigações.

Essa não foi a única decisão formalizada por Jhonatan. O ministro também sobrestou (paralisou) o andamento da análise do relatório de inspeção da Audbancos (Unidade Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros) no BC até que sejam conhecidos três pontos:

  • Os resultados da sindicância instaurada pelo BC contra servidores acusados de receberem pagamentos do Master para facilitar trâmites internos do banco de Daniel Vorcaro no processo de venda de ativos ao BRB.
  • O processo administrativo disciplinar aberto pela CGU (Controladoria-Geral da União) contra esses servidores do BC.
  • Apurações em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o escândalo do Master.

Com esse movimento, a análise do relatório da Audbancos e a elaboração do voto de Jhonatan, que ainda precisará ser submetido ao plenário do TCU, deverá demorar mais do que o inicialmente previsto.

O relator previa um prazo de 40 dias para preparar seu voto e levá-lo ao colegiado após o recebimento da auditoria, na primeira quinzena de fevereiro.

Esse prazo original, portanto, venceria entre o fim de março e o início de abril. Agora, não tem mais nada data para ocorrer.

Segundo relatos feitos à CNN, causou mal-estar, em setores do TCU, o fato de que os resultados da sindicância interna do BC foram compartilhados com a CGU, mas não com o tribunal de contas, apesar do processo aberto para investigar a conduta da autarquia na liquidação do Master.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

 

CPMI do INSS: STF livrou ao menos dez pessoas de depoimentos

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Com contestações ao Supremo Tribunal Federal (STF), a cúpula da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS avalia que os trabalhos têm sido atrapalhados. Isso se deu por conta da Corte ter dispensado dez pessoas de comparecerem na comissão.

Nomes considerados cruciais para a apuração sobre o esquema de descontos a aposentadorias e pensões garantiram no STF a possibilidade de faltar às oitivas.

O caso mais recente se refere a sessão programada para a última quarta-feira, 18, quando deputados e senadores esperavam tomar o depoimento da presidente do Banco Crefisa, Leila Pereira. A oitiva, no entanto, foi cancelada após o ministro Gilmar Mendes conceder habeas corpus que a desobrigou de comparecer.

Veja nomes que garantiram no STF a permissão para faltar à CPMI do INSS:

  • Maurício Camisotti, empresário (esperado em 18/09/2025);
  • Thiago Schettini, empresário (esperado em 17/11/2025);
  • Rodrigo Moraes, sócio da ARPAR (esperado em 24/11/2025);
  • Danilo Trento, empresário (esperado em 27/11/2025);
  • Sandro Temer de Oliveira, representante de associações (esperado em 01/12/2025);
  • Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master (esperado em 23/02/2026);
  • Edson Cunha de Araújo, deputado estadual (esperado em 26/02/2026);
  • Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master (esperado em 11/03/2026);
  • Aristides Veras dos Santos, presidente da Contag (esperado em 16/03/2026);
  • Leila Pereira, presidente do Banco Crefisa (esperada em 18/03/2026).

Em setembro, o ministro André Mendonça desobrigou Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti de comparecer à CPMI, o que deu início ao embate entre a comissão e o STF.

Desde então, ministros da Corte proferiram uma série de decisões que inviabilizou parte do calendário da comissão. O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), tem classificado as decisões do STF como uma interferência nas atribuições do Legislativo.

Apesar de ter sido liberado, Antônio Carlos Camilo Antunes decidiu comparecer na comissão e prestou depoimento em 25 de setembro.

Além do impasse quanto às convocações, a CPMI também esbarrou na anulação de quebras de sigilo. No início do mês, por exemplo, o ministro Flávio Dino decidiu suspender requerimento aprovado pela comissão em referência a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mendonça determina prorrogação

Instalada em agosto, a CPMI apura o esquema de fraudes a aposentadorias e pensões de segurados do INSS. O colegiado tinha prazo de funcionamento limitado a 28 de março, mas nessa segunda-feira, 23, o ministro André Mendonça, do STF, decidiu prorrogar o funcionamento do colegiado

Em sua decisão, o ministro entendeu ser inconstitucional o que chamou de “omissão deliberada” da Mesa Diretora e da Presidência do Congresso em deixar de receber e de promover a leitura da prorrogação dos trabalhos da comissão. Mendonça deu prazo de 48 horas para a leitura do requerimento.

 

Com informações de CNN Brasil

Faltando sete dias para término do prazo, 296 prestações de contas ainda não foram enviadas ao TCE-AM

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Com a proximidade do prazo final, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) intensificou os alertas aos gestores para o envio das Prestações de Contas Anuais (PCAs) do exercício de 2025. Dados atualizados até 24 de março indicam que somente 104 prestações foram enviadas, enquanto 296 ainda estão pendentes, representando 74% do total.

O prazo para entrega termina no dia 31 de março, restando poucos dias para que os órgãos jurisdicionados regularizem a situação junto à Corte de Contas.

A conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, destacou que o cumprimento do prazo é fundamental para garantir a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos. 

“A entrega da Prestação de Contas Anual visa não apenas garantir o cumprimento das obrigações legais, mas também assegurar a correta utilização dos recursos públicos em prol do interesse coletivo e do desenvolvimento dos municípios. O próprio Tribunal já fez a sua parte e encaminhou suas contas à Assembleia Legislativa. Agora, contamos com a colaboração dos jurisdicionados para que também cumpram essa obrigação dentro do prazo”, afirmou a conselheira-presidente.

O cenário mais crítico é o dos órgãos estaduais. Nenhuma das 139 unidades concluiu o envio até o momento, o que mantém 100% das prestações ainda pendentes neste grupo.

No âmbito da esfera municipal da capital, 17 unidades encaminharam as informações, enquanto outras 35 ainda não realizaram o envio.

Entre os órgãos municipais do interior, 84 unidades concluíram a prestação de contas, o que corresponde a 41%, enquanto 123 permanecem pendentes, representando 59%.

O Tribunal disponibiliza um painel eletrônico com atualização em tempo real, onde é possível acompanhar a situação das entregas por órgão, município e esfera administrativa. A ferramenta está disponível no endereço pca2026.tceam.tc.br.

Suporte e envio

O secretário-geral de Controle Externo do TCE-AM, Mário Roosevelt, afirmou que o Tribunal tem intensificado o suporte técnico aos jurisdicionados neste período final.

“A Secretaria de Controle Externo está à disposição dos gestores e das equipes técnicas para orientar e esclarecer dúvidas. A recomendação é que o envio seja realizado o quanto antes, para evitar pendências e garantir a regularidade das prestações dentro do prazo”, disse.

O envio das PCAs deve ser feito por meio do Domicílio Eletrônico de Contas, sistema no qual o gestor acessa o ambiente de prestação, preenche as informações e anexa os documentos exigidos.

O procedimento ocorre de forma progressiva. Inicialmente, a situação aparece como prestação não iniciada. Após o primeiro acesso ao sistema, passa para prestação iniciada e, ao final, é registrada como entregue.

O sistema permite que o envio seja realizado em etapas, com possibilidade de salvar o andamento e concluir posteriormente. Após a finalização, é gerado um número de protocolo para acompanhamento do processo até o julgamento final.

A prestação de contas é uma obrigação prevista na legislação e essencial para garantir transparência, controle e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. O não envio dentro do prazo pode resultar em sanções, como aplicação de multas e abertura de processo de tomada de contas especial.

 

Da Redação com informações de TCE-AM

Foto: Joel Arthus