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Sindicato dos Médicos apresenta pedido de impeachment do governador Wilson Lima e do vice

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Na tarde desta terça-feira, 21, o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Amazonas (Simeam), Mário Vianna, protocolou um de pedido de impeachment do governador do Estado, Wilson Lima (PSC), e do vice-governador, Carlos Almeida Filho (PTB), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, Vianna alega que o pedido foi feito baseado em farto material que demonstra negligência e omissão do Estado em relação à saúde. “Inclusive sendo responsabilizado por mortes tanto da sociedade como um todo como de profissionais da saúde”, afirma.

O Poder tentou contato com o presidente da Assembleia, deputado Josué Neto (PRTB), para saber quando o pedido seria apreciado e quais outras medidas seriam tomadas, mas não teve as ligações atendidas.

 

Veja o vídeo:

 

Álik Menezes, para O Poder 

Foto: Divulgação 

Maioria da bancada federal do AM ignora pedido de intervenção na saúde: ‘disputa política’

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Coronavirus-Covid-19 - Movimentação de ambulâncias, pacientes, enfermeiros, bombeiros e socorristas no Hospital Regional da Asa Norte, local de referência para paciebtes com a Covid-19. Sérgio Lima/Poder360 04.04.2020

O pedido de intervenção federal na saúde do Amazonas, aprovado anteontem na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), segue nesta quarta-feira, 22, para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A iniciativa partiu do presidente da casa, deputado Josué Neto (PRTB), que avalia que o Estado perdeu a capacidade de gerenciar a crise no setor agravada pelo coronavírus.

Mas, se depender da bancada federal do Amazonas, o pedido de intervenção não vai ser endossado junto ao governo federal.

Na avaliação do senador Plínio Valério (PSDB), por exemplo, uma possível intervenção não vai ser responsável por melhorar o setor de saúde do Estado e, o caos, frisou, está ocorrendo em todo o país.

“Se a Assembleia Legislativa reuniu e aprovou, eu tenho que achar que a coisa é séria. Não eu não vou me meter, defender nada em Brasília quer se concretize a intervenção ou não. A Assembleia tem prerrogativa pra isso legítima e deve ter encaminhado ao presidente (Jair Bolsonaro), e particularmente ao Ministério da Saúde. Eu não vou fazer nada e mover uma palha em Brasília em relação a isso. Uma intervenção federal é traumática e vejo com uma certa dificuldade, são quase todos os Estados que passam por esse problema e acho até difícil de se concretizar”, avaliou.

Líder da bancada do Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD) preferiu não se envolver na questão, enquanto Eduardo Braga (MDB) respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que somente vai se manifestar a respeito após a decisão do presidente Bolsonaro.

Indiferentes

O deputado federal Marcelo Ramos (PL) disse que essa questão é fruto de uma disputa política e que julga que agora não seja o momento. “A hora é de todos se unirem pra ajudar a combater o único inimigo que importa no momento: o coronavírus. A hora é de cuida da vida dos amazonenses. Eu farei minha parte tentando ajudar”, afirmou.

Na avaliação de Marcelo, a intervenção gera restrições legislativas, como o impedimento de aprovação de Propostas de Emendas Constitucionais (art. 60, parágrafo 1o, CF). “A intervenção atrapalharia o governo federal que precisa aprovar pautas no Congresso e teria como efeito imediato a paralisação da PEC do Orçamento de Guerra que é fundamental para que o governo federal enfrente a crise. Vamos cuidar da vida das pessoas e deixar a política pra depois”, alertou.

José Ricardo (PT) considera que o pedido de intervenção aprovado na Aleam é um instrumento de pressão de cobrança do governo federal em relação a investimentos necessários para na área de saúde no Amazonas.

“Não sei se o governo federal vai atender porque o problema da pandemia é em todo o Brasil, tem vários outros Estados numa situação de colapso como o Amazonas e o governo federal a tendência é se realmente for querer ajudar os Estados é encaminhar recursos. É o que foi prometido pelo (ex) ministro Mandetta e não sei se o novo ministro vai cumprir o que estava previsto de repasses de recursos”, questionou.

Na avaliação do deputado, na prática o governo federal é muito lento e liberou recursos somente do Ministério da Saúde. “Foi aprovado na Câmara Federal a questão de repasses adicionais para a área da saúde o que na prática ainda não aconteceu no montante que o Amazonas precisa. Também foi aprovada a PEC do orçamento de guerra que prevê orçamento paralelo para enfrentar a pandemia e isso ainda não foi aprovado no Senado”, explicou.

O deputado delegado Pablo (PSL) explicou que se for aprovado um Decreto Interventivo, as pastas atingidas no Amazonas, no caso a Susam, (Secretaria de Estado da Saúde), passam a ser controladas pela União Federal e que orçamento, servidores e estruturas passam a ser geridos pela União.

“Apoio toda e qualquer medida que restabeleça a tranquilidade dos cidadãos do Amazonas com a saúde e a economia afetadas por essa crise. Não existe vara de condão para resolver todos os problemas, mas é importante que ações efetivas sejam feitas logo. Nossas vidas e empregos estão em jogo”, afirmou.

O Portal O Poder entrou em contato com os deputados federais Sidney Leite (PSD) e Bosco Saraiva (SD) que não retornaram as ligações. O deputado Atila Lins (PP) foi acionado pela sua assessoria de imprensa, mas não retornou a demanda. Capitão Alberto Neto (PRB) respondeu que estava em reunião e falaria mais tarde, por intermédio da assessoria de imprensa, mas até o fechamento desta edição não respondeu. O deputado Silas Câmara (PRB), não atendeu às ligações.

‘Decisão política’, diz governador

Em entrevista ao programa Bom Dia Amazônia da TV Amazonas, nesta terça-feira, 21, o governador Wilson Lima (PSC) respondeu, ao ser questionado sobre a intervenção federal, que é uma decisão política.

Na avaliação do governador esse não é o momento de “esticar a corda” e que é preciso entender que o combate é contra o coronavírus. Ele disse que essas questões políticas precisam ser deixadas para outro momento.

“Preciso muito da Assembleia Legislativa nesse momento pra que a gente possa superar esse caos que estamos enfrentando na saúde. Tenho conversado inclusive com o Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público, para encontrar caminhos para resolver esses problemas. Tenho uma reunião marcada com todos eles na próxima quinta-feira, para mostrar tudo que estamos fazendo”, afirmou.

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

Brasil tem 43 mil casos de coronavírus e 2,7 mil mortes registradas

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O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira, 21, novos números sobre a pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 43.079 casos confirmados da doença e 2.741 mortes foram registradas. A taxa de letalidade está em 6,4%. Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 2.498 novos casos e 166 mortes.

A Região Sudeste registra 23.133 (53,7%) casos confirmados da doença. Em seguida, aparecem as regiões Nordeste, com 10.868 (25,2%); Norte, com 4.431 (10,3%); Sul, com 2.991 (6,9%), e Centro-Oeste, com 1.656 (3,8%).

Em 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou situação de pandemia de coronavírus em todos os países. O termo é usado quando uma epidemia – grande surto que afeta uma região – se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

Conteúdo: Agência Brasil 

Foto: Agência Brasil

STF abre inquérito para apurar envolvimento de deputados em atos contra democracia

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e pediu a abertura de um inquérito para apurar a organização de manifestações contra a democracia no Brasil.

Moraes mantém o sigilo sobre o caso e permitiu a busca de provas solicitadas pelo Ministério Público Federal.

Os atos realizados em todo o país no último domingo,19, foram o motivo do andamento da investigação. Os manifestantes pediam o fechamento do Congresso Nacional, a reedição do AI-5.

Mesmo participando do manifesto, discursando para apoiadores do governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não foi incluído na investigação.

“O Estado brasileiro admite única ideologia, que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, afirmou o Aras em seu pedido.

Moraes declarou em sua decisão, que os fatos apresentados pela PRG são “gravíssimos”, já que ponderam contra o Estado Democrático de Direito brasileiro e as instituições republicanas.

Em sua avaliação, o ministro afirma que “é imprescindível a verificação da existência de organizações e esquemas de financiamento de manifestações contra a Democracia e a divulgação em massa de mensagens atentatórias ao regime republicano”.

Segundo a nota divulgada pelo gabinete, Alexandre de Moraes garante que a Constituição não aceita a proliferação nem o financiamento de ideias contrárias a ordem constitucional e ao Estado Democrático, muito menos atos que propagem esse conceito.

“A livre discussão, a ampla participação política e o princípio democrático estão interligados com a liberdade de expressão tendo por objeto não somente a proteção de pensamentos e ideias, mas também opiniões, crenças, realização de juízo de valor e críticas a agentes públicos, no sentido de garantir a real participação dos cidadãos na vida coletiva”, informa a nota.

 

 

 

 

 

Conteúdo: G1

Foto: Sergio Lima/Poder360 

Profissionais de saúde se queixam de salários atrasados e dificuldades no combate à Covid-19

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Com a saúde do Amazonas em colapso agravada nas últimas semanas por conta da Covid-19, profissionais da área, que atuam na linha de frente, relatam cansaço, sobrecarga de trabalho, falta de equipamentos de proteção individual, crises emocionais e atrasos salariais. Os relatos são de profissionais que atuam nos hospitais e prontos-socorros João Lúcio, na Zona Leste, e no 28 de Agosto, Zona Centro-Sul.

O enfermeiro Carlos da Silva* relatou ao O Poder o caos e os transtornos vividos por todos profissionais da área da saúde que trabalham no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto. “Nós estamos sobrecarregados. Tem muitos colegas afastados porque testaram positivo para a Covid-19. Isso complica porque os que estão trabalhando precisam atender mais pessoas e muitos pacientes acabam ficando desassistidos”, lamenta.

Segundo o profissional, após o início dessa nova crise na saúde, em alguns plantões, um profissional fica responsável por atender até 15 pacientes. “É exaustivo, é doloroso, é cruel porque nós não conseguimos, mesmo nos esforçando ao máximo, cuidar de todo mundo com excelência e carinho”, revela o enfermeiro.

Ele também relata a falta de EPIs para trabalhar com o mínimo de segurança. Segundo Carlos, muitos profissionais estão comprando ou levando de outros hospitais ou clínicas onde trabalham para o 28 de Agosto.

“A gente não poderia trabalhar sem proteção, por isso, tem colegas que levam e doam para outros colegas. Só para você ter noção da humilhação, a gente precisa implorar no hospital por uma máscara e eles dizem que nunca tem, mas que vão solicitar e nunca chega”, relatou com a voz embargada.

Outro problema são os salários atrasados há mais de três meses. Segundo o enfermeiro, quando recebem são 30% ou 40% dos vencimentos e sempre há falta de informações. “O governo diz que paga, a Segeam diz que não recebeu ou diz que está aguardando liberação da Sefaz. É uma situação insustentável e humilhante”, lamentou.

Além dos problemas no hospital, os profissionais também relatam problemas emocionais por estarem longe da família. “A gente precisa ficar longe para protegê-los. Tem colega que mandou os pais para sítios, tem outros hospedados em hotéis, é muito doloroso”, disse.

Mortes

Sobrecarregados, os profissionais já chegaram a ver pacientes morrer sem atendimento na “Sala Rosa”, área específica para pessoas com suspeita de coronavírus. “Já cheguei lá e tinha pessoas mortas. A gente se sempre horrível porque não conseguiu atender e muitas vezes nem depende de nós”, disse.

Sobrecarga

Diante da falta de profissionais e o amor pela profissão, os profissionais ouvidos pela reportagem, que pediram para não ter seus nomes revelados por medo de represálias, afirmam que chegam a trabalhar 36 horas direto no 28 de Agosto.

“Não tem outra pessoa para cobrir, pedem para a gente ficar e a gente vai ficando. Não tem como abandonar essas pessoas. Não consigo abandonar, é mais forte do que eu”, disse uma enfermeira, que também revelou que o salário está atrasado há três meses.

No HPS João Lúcio, profissionais também relataram medo e caos. Segundo eles, o afastamento de profissionais por conta de contágio e a falta de EPIs prejudica o trabalho e causa temor. “Já teve colega usando saco de plástico de 50 litros como se fosse avental para tentar evitar contágio”, disse uma médica, que implorou para não ser identificada.

O Poder tentou contato com a Segeam (Serviços de Enfermagem e Gestão de Saúde do Amazonas LTDA), empresa responsável pelos enfermeiros que atuam nos hospitais do Estado, mas não obteve sucesso.

Susam desmente denúncias 

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) negou as afirmações dos profissionais que atuam dentro das unidades e informou que apesar da escassez de EPIs no mercado mundial, o Amazonas vem conseguindo manter “até aqui” o estoque e o abastecimento de todas as unidades de saúde da rede estadual.

A distribuição dos EPIs aos profissionais de saúde ocorre conforme recomendações de uso feitas pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa).

“O que tem se observado é que, por medo da contaminação, os profissionais que atuam dentro das unidades têm exigido equipamentos diferentes daqueles definidos para cada ambiente e situação recomendada pela Anvisa. É o caso do macacão e da máscara N95, esta última indicada para uso em procedimentos que produzem aerossóis, mas que é reivindicada por todos, inclusive profissionais para os quais o equipamento indicado é a máscara cirúrgica”, respondeu a Susam, em nota.

A nota diz, ainda, que o abastecimento vem sendo garantido com aquisições pelo Estado e Ministério da Saúde, além de doações e de parcerias,  como a que está em curso com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para a produção de EPIs para a rede estadual de saúde.

Sobre a falta de profissionais, a secretaria disse que devido ao avanço da pandemia de coronavírus no Estado e o aumento rápido do número de casos sobrecarregou os serviços de saúde, os quais estão sendo afetados, também, pelo afastamento de profissionais.

Segundo a pasta, são 983 afastamentos por atestado médico, sendo que a grande maioria se afastou após o registro dos primeiros casos do novo coronavírus no Estado e nem todos por suspeita ou confirmação da doença.

“Para suprir a falta de profissionais, o governo está convocando 517 profissionais de saúde aprovados no concurso do Corpo de Bombeiros e abriu processo seletivo para contratar 704 técnicos de enfermagem. O Estado está pedindo reforços do Governo Federal que enviou, na última semana, 16 voluntários do programa Brasil Conta Comigo e ficou de mandar mais reforços, tendo em vista que o desafio também é a falta de profissionais especialistas no Amazonas na quantidade exigida, em razão da sobrecarga de demanda.”

‘Salários em dia’ 

Segundo a nota, o governo do Amazonas paga o salário de seus servidores rigorosamente em dia, incluindo médicos, e, diz desconhecer a informação sobre evasão por falta de pagamentos.

“Aqueles profissionais que prestam serviços por meio de empresas ou cooperativas contratadas pelo Estado recebem pró-labore destas empresas, e não salário, uma vez que são sócios ou cooperados. Em relação ao pagamento das empresas, a atual gestão tem pago pelo menos uma competência mensal para cada uma. A escassez de profissionais de medicina é uma realidade no mundo e não exclusividade do Amazonas”, finaliza a nota.

 

*A pedido, usamos nomes fictícios para preservar as fontes 

Álik Menezes, para O Poder 

Foto: Divulgação 

Com 193 mortes e 2.270 infectados, coronavírus já alcança 27 cidades do Amazonas

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Em 24 horas, o Estado do Amazonas registrou 110 novos casos da Covid-19, chegando a 2.270 pacientes positivos e 8 novas mortes. O vírus já circula em 27 municípios do interior do Estado. Os dados foram atualizados na tarde desta terça-feira, 21, no boletim on-line da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS).

Desses 2.270 casos confirmados, 1.809 são em Manaus e 461 casos no interior. Desses casos, 726 estão fora do período de transmissibilidade e 1.170 estão em isolamento domiciliar.

Ainda conforme os números da FVS, 181 pessoas estão internadas, sendo 84 em leitos clínicos e 97 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No total, 193 pessoas morreram, sendo 30 mortes no interior.

A diretora-presidente da FVS, Rosemary Pinto, afirmou que o avanço do número de casos nos municípios do interior do Amazonas acontece porque a população não está respeitando o isolamento e viajando em embarcações clandestinas, que pegam passageiros fora dos portos. “O vírus está circulando de barco”, revelou.

 

Álik Menezes

Foto: Reprodução 

Trabalhador que tiver auxílio emergencial negado pode fazer nova solicitação

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O brasileiro que tiver o auxílio emergencial de R$ 600,00 negado pode agora recorrer a análise e pedir novamente o benefício diretamente pelo site do programa ou aplicativo. A informação foi dada pela Caixa Econômica Federal após a atualização nas plataformas.

Vale ressaltar que tem direito ao benefício, quem atender aos critérios determinados pela legislação, como não ter emprego formal, não receber outro benefício do governo (com exceção do Bolsa Família), ter renda familiar mensal maior que R$ 3.135,00 ou R$ 522,50 per capita (por pessoa), entre outros.

 Não aprovado

Em caso de recebimento da mensagem, seja no site ou aplicativo, de “benefício não aprovado”, o usuário pelo verificar o motivo e fazer uma contestação. Se for o caso de “dados inconclusivos”, é necessária a correção das informações e pedir uma nova solicitação, segundo a Caixa.

A responsável por informar o motivo do auxílio emergencial não ter sido aprovado é a Dataprev, estatal federal de tecnologia que analisa os dados informados pelo solicitante. O resultado é depois homologado pelo Ministério da Cidadania.

Principais motivos

A Caixa separou alguns motivos que podem ocasionar nas inconsistências nos dados informados pelos solicitantes sendo eles: marcação como chefe de família sem indicação de nenhum membro; a divergência de cadastramento entre membros da mesma família; a falta de inserção da informação de sexo; a inclusão de alguma pessoa da família com indicativo de óbito e a inserção incorreta de dados de membro da família, tais como CPF e data de nascimento;

CadÚnico

Os trabalhadores informais que possuem Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico, tem sua elegibilidade para receber o auxílio emergencial analisada automaticamente pela Dataprev.

De acordo com a Caixa, se benefício for negado mesmo acreditando ter direito ao benefício, o trabalhador também pode recorrer diretamente no aplicativo do auxílio emergencial ou no site do programa.

 

 

 

 

Conteúdo: Agência Brasil

Foto: Arquivo Blasting News

Pelo segundo ano consecutivo, Brasil cai em ranking mundial de liberdade de imprensa

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O Brasil ocupa a posição 107 da lista de 180 Estados, apresentando uma queda pelo segundo ano consecutivo, do ranking de liberdade de imprensa divulgado anualmente pela organização Repórteres sem Fronteiras.

Agora, o país fica atrás da Angola (106), Montenegro (105) e Moçambique (104).

O país caiu duas colocações em relação ao levantamento anterior. No ano passado, o Brasil havia caído três lugares em decorrência do clima “anti-imprensa” estabelecido nas eleições presenciais de 2018 e ao assassinato de quatro jornalistas.

A lista foi publicada nesta terça-feira, 21, e sem entrar em detalhes, o relatório citou a importância do trabalho dos jornalistas no país, que são constantemente alvos de ataques

“Os jornalistas brasileiros, e sobretudo as mulheres, estão cada vez mais vulneráveis e são regularmente atacados por grupos promotores de ódio e por apoiadores do presidente, em particular nas redes sociais”, informou.

O ranking se tornou uma referência para a diplomacia e por organizações internacionais como a ONU e o Banco Mundial, promovendo a liberdade de imprensa e o direito da população à informação.

Posições

Também pelo segundo ano seguido, Noruega (1) e Finlândia (2) estão nas primeiras colocações, seguidas pela Dinamarca (3), Suécia (4).

O pior país para o jornalista é a Coreia do Sul (180), que ficou no lugar do Turcomenistão (179), onde o ditador proibiu o uso da palavra coronavírus.

A pandemia foi um dos motivos para que países tomassem medidas bruscas em relação aos profissionais da imprensa, de acordo com o levantamento. A China (177) e o Irã (173) adotaram um massivo sistema de censura.

Inclusive no Iraque (162), a agência Reuters teve a licença suspensa após veicular uma notícia questionando os números de doentes divulgados pelo governo.

Saindo da lista de “problemática” e entrando para a “satisfatória” os Estados Unidos (45) subiram três posições em comparação ao ano passado, mesmo com Trumo atacando jornalistas em entrevistas coletivas sobre o covid-19.

A lista pode ser acessada através do site do Repórteres Sem Fronteiras.

 

 

 

 

 

 

 

 

Conteúdo: Folha de São Paulo

Foto: Shutterstock

Para combater a Covid-19 em Eirunepé, prefeitura reforça rede de saúde com EPIs e medicamentos

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O prefeito de Eirunepé, Raylan Barroso (DEM), é o primeiro caso positivo para coronavírus no município, mas, mesmo antes de a cidade registrar qualquer ameaça, a prefeitura havia tomado uma série de medidas contra a doença. Raylan contraiu a Covid-19 em Manaus.

Entre as medidas preventivas tomadas pelo prefeito em Eirunepé foi decretar o estado de emergência, a suspensão do transporte fluvial intermunicipal e, o recebimento de seis toneladas de insumos, como Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e medicamentos para combater a Covid-19.

De acordo com o prefeito, quatro aviões levaram os itens, para abastecer as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), a Farmácia Popular do município e o Hospital Regional Vinicius Conrado.

Os materiais que serão utilizados no combate ao Covid-19 são óculos de proteção, toucas, luvas, botas, macacões, aventais e máscaras, além de vários medicamentos, aparelhos hospitalares e equipamentos diversos como bombas de infusão, camas, colchões, ar condicionados, nebulizadores, álcool gel, pulverizador, cilindros de oxigênio.

“Certamente os investimentos em equipamentos vão nos ajudar nesse combate ao Covid-19. Estamos nos precavendo ao máximo em Eirunepé. Até o momento não tivemos casos na cidade. Teremos que esperar o boletim que é liberado pelo setor de saúde no final do dia. Ficarei em Manaus”, disse o prefeito.

Raylan confirmou que está com a Covid-19 e em isolamento em Manaus e que somente retornará a Eirunepé depois que receber a contraprova do exame que ele ainda vai fazer no laboratório Sabin, mas ainda não definiu a data.

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Assessoria de Eirunepé

Cepal prevê encolhimento de 5,2% na economia do Brasil por causa de pandemia

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A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) prevê encolhimento de 5,2% na economia do Brasil em decorrência da pandemia do novo coronavírus. O órgão é vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU) e afirma que a América Latina sofrerá a pior crise social em décadas, com milhões de pessoas passando por desemprego e pobreza.

Ainda de acordo com a Cepal, o número está próximo da previsão para o impacto na América Latina, cuja economia se contrairá 5,3% em 2020, o pior desempenho desde que começaram os levantamentos no continente, em 1900.

Os pontos específicos que resultarão no impacto econômico serão principalmente a queda no valor das matérias-primas, onde muitos países, incluindo o Brasil, dependem das exportações, e também a paralisação de setores como o turismo.

Países mais afetados

De acordo com a Cepal, os países mais afetados pela crise econômica provocada pela covid-19 serão Venezuela (-18%), México (-6,5%), Argentina (-6,5%), Equador (-6,5%), Nicarágua (-5,9%) e Brasil (-5,2%). No pelotão intermediário, estão Chile (-4%), Peru (-4%), Uruguai (-4%), Cuba (-3,7%), Costa Rica (-3,6%), Haiti (-3,1%), El Salvador (-3%), Bolívia (-3%) e países do Caribe (-2,5%).

Menos afetados

As economias menos impactadas pela pandemia serão Guatemala (-1,3%), Paraguai (-1,4%), Panamá (-2%), Colômbia (-2,6%) e Honduras (-2,8%). A República Dominicana, de acordo com as projeções, será o único país da América Latina e do Caribe a não registrar recessão, com variação de 0% no Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um país).

Antes da pandemia

Antes da pandemia do novo coronavírus, a o órgão estimava que a América Latina e o Caribe cresceriam 1,3% em 2020. No ano passado, o crescimento somou apenas 0,1% na região, de 626 milhões de habitantes e com altos índices de desigualdade.

Desempregos

A taxa de desemprego na América Latina e no Caribe subirá de 8,1% em 2019 para 11,5% em 2020. Significando que a região fechará o ano com 37,7 milhões de desempregados, alta de 11,6 milhões em relação ao ano passado.

 

 

 

Conteúdo: Agência Brasil 

Foto: Shutterstock