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Desembargador se declara suspeito em recurso da Aneel contra Amazonas Energia

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O desembargador federal Newton Campos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), se declarou suspeito de decidir o recurso apresentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contra uma decisão da 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas que deu 48 horas para que a agência reguladora deliberasse sobre a conversão dos contratos de compra de energia da distribuidora por contratos de energia de reserva (CER) e aprovasse a transferência do controle da empresa, hoje detido pela Oliveira Energia, para a Âmbar Energia.

O mesmo desembargador já havia acatado parcialmente outro recurso da Aneel no mesmo processo, quando a Justiça do Amazonas tinha dado 72 horas para que a agência regulamentasse os pontos da Medida Provisória (MP) 1.232. Desta vez, como se declarou suspeito, o agravo será redistribuído para que só então o recurso da agência reguladora seja avaliado.

Enquanto isso, as atenções seguem voltadas à instância inferior. A diretoria da Aneel se reuniu em caráter extraordinário na sexta-feira para cumprir a decisão judicial, mas houve empate nos dois processos deliberados e, sem um quinto diretor, foi  impossível concluir a votação e aprovar a conversão dos contratos de compra de energia e a transferência do controle da distribuidora.

Na noite de sexta, 27 de janeiro, a Amazonas Energia enviou manifestação à 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas defendendo que o voto divergente da diretora Agnes da Costa proferido naquele dia, em reunião extraordinária da diretoria da Aneel, fosse transformado numa decisão monocrática pelo diretor-geral, Sandoval Feitosa, aprovando a a transferência do controle acionário da distribuidora. A petição defende ainda que, caso os agentes da Aneel se recusem a cumprir a eventual decisão, sejam afastados e presos por desobediência.

A resposta da Procuradoria Federal junto à Agência Nacional de Energia Elétrica veio ontem à noite, quando foi protocolada uma petição pelo afastamento de qualquer acusação de descumprimento da decisão judicial que obrigava a agência a aprovar a transferência de controle da Amazonas Energia, e pediu prazo “razoável” para que a diretoria do regulador possam analisar uma nova proposta feita pela Âmbar Energia.

Segundo o documento, a divergência que levou ao empate na votação na agência reguladora foi causada pela “insegurança jurídica e a postura contraditória” da Amazonas Energia, já que, em agosto, foi enviada proposta de transferência de controle pela Âmbar, mas foram apresentadas três novas propostas entre a noite de quinta e a reunião de sexta-feira, sem tempo hábil para que a diretoria pudesse avaliar as novas condições.

Os procuradores afirmam que o novo pleito da Amazonas Energia vão além da decisão anterior e não encontram embasamento da jurisprudência. O afastamento de diretores, por sua vez, só seria cabível no âmbito de uma ação de improbidade, para assegurar a instrução do processo investigativo.

Empate na Aneel 

A reunião extraordinária da Aneel tratou de dois processos, mas o empate ocorreu tanto no plano de transferência quanto na conversão dos contratos originas de suprimento em Contratos de Energia de Reserva (CER). As questões estão previstas na MP 1.232, que perde eficácia no dia 12 de outubro. Votaram juntos os diretores Fernando Mosna e Ricardo Tili, e o diretor-geral Sandoval Feitosa e a diretora Agnes da Costa.

No caso da transferência de controle da Amazonas Energia, detida atualmente  pela Oliveira Energia, à Âmbar, o relator do processo, diretor Ricardo Tili votou pela rejeição do plano submetido pela controlada da J&F.

Inicialmente, a deliberação seria sobre o plano de transferência de controle apresentado pela Âmbar no fim de agosto. Na madrugada desta sexta-feira, porém, a empresa enviou nova proposta, e um novo plano foi enviado hoje durante a leitura do voto de Tili na reunião extraordinária. As novas propostas apresentaram calendários diferentes para aportes, o que, segundo Tili, inviabilizou qualquer possibilidade de análise técnica fundamentada do processo.

No plano apresentado originalmente, a empresa sinalizou que seria feito um aporte da ordem de R$ 7,5 bilhões na distribuidora de energia em 2025. Depois, a diretoria disse ter recebido a informação que o valor foi corrigido para R$ 6,5 bilhões em 2025. Na terceira revisão, eles iriam aportar R$ 2 bilhões em 2024, e os R$ 4,5 bilhões restantes em 2025.

Em seu voto, que foi acompanhado pelo diretor Fernando Mosna, Tili propôs rejeitar a proposta, seguindo a recomendação que a área técnica, “após muito se debruçar sobre a proposta apresentada, entendeu como pertinente, razoável, proporcional e equilibrado, dentro daquilo estipulado pela medida provisória”.

Divergência sobre o benefício ao consumidor

Acompanhada pelo diretor-geral, a diretora Agnes da Costa abriu divergência, entendendo ser necessário avaliar a nova proposta apresentada pela empresa, para entender se ela apresentaria maior benefício para o consumidor.

“Inicialmente gostaria de expressar meu profundo desacordo com essa intervenção judicial no ambiente regulatório. É lamentável que os agentes que se valham atrás de instrumentos para atribular um processo de caráter  técnico em que estamos envidando os melhores esforços para avançar em uma proposta que seja sustentável do ponto de vista econômico-financeiro para a concessão e, ao mesmo tempo, a segunda, a prestação de um serviço público de qualidade ao consumidor amazonense”, disse a diretora Agnes da Costa antes de abrir seu voto divergente.

Mesmo declarando se sentir extremamente desrespeitada pela decisão, como parte da Aneel, disse não ser possível concluir qual entre as propostas apresentadas pela empresa melhor atende o interesse público dentro do cumprimento da decisão judicial.

 

Da Redação com informações de MegaWhat 

Foto: Divulgação

MP Eleitoral ajuíza ações para cassar candidaturas de Dedei Lobo e Herivaneo Seixas em Humaitá

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizou, nesta segunda-feira, 30, duas ações de investigação judicial eleitoral contra o atual prefeito de Humaitá, José Cidenei Lobo do Nascimento, conhecido como “Dedei” Lobo (União Brasil), e o ex-prefeito, Herivaneo Vieira de Oliveira, que concorre com o nome Herivaneo Seixas (MDB), ambos candidatos à eleição de 2024. As ações, baseadas em investigações que apontam abuso de poder político e econômico, pedem a cassação de suas candidaturas e a inelegibilidade por oito anos, conforme previsto na legislação eleitoral.

A ação proposta contra “Dedei” Lobo apurou que o prefeito teria usado seu poder para coagir 73 servidores municipais comissionados a realizar atos de apoio político à sua administração, sob pena de exoneração. Esses servidores foram obrigados a participar de um grupo no WhatsApp, criado exclusivamente para disseminar conteúdo favorável ao prefeito e à sua gestão. Além disso, o prefeito e seu chefe de gabinete, Jhonatan Maciel de Souza, exigiram que os servidores evitassem divulgar qualquer informação que pudesse prejudicar a imagem do prefeito, caracterizando um claro abuso do poder político.

Segundo depoimentos, em janeiro de 2024, Jhonatan Maciel teria dito aos servidores que a permanência deles em seus cargos dependia de demonstrações públicas de apoio ao prefeito. Em uma das reuniões gravadas, ele afirmou: “Se você não acompanha o governo, é muito fácil ele (prefeito) chegar com juiz, com o promotor, com o vereador ou quem quer que seja, e falar assim ‘não, pode botar outra pessoa (comissionada), porque essa não acompanha o nosso governo’”. Além disso, ficou comprovado que servidores que expressaram críticas à gestão foram ameaçados de exoneração — como no caso de Paulinny Freire de Oliveira, que foi pressionada após criticar a falta de recursos no hospital local.

Milícia digital

A segunda ação envolve o ex-prefeito Herivaneo Seixas, acusado de montar uma milícia digital entre 2021 e 2024, financiada com recursos não declarados à Justiça Eleitoral. Esse grupo tinha o objetivo de promover desinformação e ataques contra adversários políticos. A prática incluía a criação e distribuição de conteúdo difamatório em redes sociais, além da apresentação de notícias de fato infundadas ao Ministério Público, em uma estratégia conhecida como “lawfare” (uso estratégico do sistema judicial), para desgastar a imagem de oponentes e ganhar vantagem eleitoral.

Herivaneo também financiava a defesa legal de membros de sua equipe envolvidos nas ações da milícia, oferecendo proteção jurídica e custeando advogados. O núcleo da milícia digital era formado por Geandre Soares da Conceição e Samuel Costa da Silva, responsáveis pela formulação de denúncias ao Ministério Público, e Luiz Dávila da Silva Barroso e Claudionor Gonçalves de Oliveira, encarregados da criação e divulgação dos conteúdos difamatórios. As postagens eram distribuídas em massa por grupos de WhatsApp, como “Língua de Fogo”, “A Bronca do Povo”, “A voz do povo” e “Tá na boca do povo”, alcançando grande parte da população de Humaitá.

Próximos passos

Diante da gravidade dos fatos, o MPE pede a cassação dos registros ou diplomas dos candidatos e a realização de novas eleições, caso os réus sejam condenados. O promotor eleitoral Sylvio Henrique Lorena Duque Estrada reforçou a importância de manter a normalidade do pleito e garantiu que o processo judicial seguirá os trâmites legais.

“É importante esclarecer que, em caso de procedência da ação que determine a perda do mandato de candidato a cargo majoritário, a consequência não é a assunção do cargo pelo segundo ou terceiro colocado, e sim a realização de novas eleições, sem a participação dos candidatos infratores. Neste momento, é importante esclarecer que o eleitor deve ir às urnas no próximo domingo e votar conforme a sua consciência, não importando se a candidatura do seu candidato de preferência está ou não sub judice. A apuração e punição das infrações eleitorais é função do Ministério Público e da Justiça Eleitoral e será realizada com respeito aos recursos e exercício da ampla defesa e contraditório pelos representados”, declarou o promotor.

 

Da Redação com informações do MPAM 

Foto: Divulgação

Obras na BR-319 são retomadas após decisão judicial

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deu início à recuperação de um trecho de 20 quilômetros do Lote C da BR-319, que conecta Manaus a Porto Velho. A decisão foi possível após a Justiça Federal do Amazonas negar um pedido do Ministério Público Federal (MPF) para suspender as obras, que ocorreu no último dia 20.

Este trecho faz parte dos 424 quilômetros da rodovia que ainda não estão asfaltados e enfrentam grandes dificuldades de trafegabilidade, especialmente durante a estação chuvosa, quando buracos e lama se tornam comuns. A restauração visa melhorar as condições de tráfego e facilitar o transporte de pessoas e mercadorias na região.

O MPF havia argumentado que o Dnit não respeitava um acordo firmado com o Ibama em 2007, que exigia a realização de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) antes de qualquer intervenção na rodovia. No entanto, o Dnit defendeu que o acordo permite a continuidade das obras nos trechos já iniciados, como é o caso do segmento em questão.

A juíza Jaiza Maria Fraxe apoiou a defesa do Dnit, afirmando que a simples repavimentação do trecho não requer a realização do EIA, conforme estipulado no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ibama. Assim, a recuperação foi liberada para prosseguir, levando em conta que o TAC reconhece que o licenciamento ambiental deve ser realizado, especialmente entre os quilômetros 250 e 656,7 da rodovia.

As obras de terraplanagem começaram após a aprovação dos projetos básico e executivo em abril deste ano. O Dnit enfatiza que a recuperação vai proporcionar melhores condições de tráfego, beneficiando a mobilidade na região.

Contudo, a pavimentação da BR-319 enfrenta resistência de ambientalistas, que alertam para o potencial aumento do desmatamento e riscos à biodiversidade amazônica. Eles temem que a melhoria na estrada facilite o acesso a áreas remotas, intensificando a exploração e ameaçando a flora e fauna locais. A discussão sobre o equilíbrio entre desenvolvimento e conservação ambiental continua a ser um tema central nas decisões relacionadas a esta importante via.

 

Da Redação com informações de AM POST

Foto: Divulgação

A 6 dias da eleição, Wanderlan Sampaio tem recurso negado na segunda instância pelo MP Eleitoral

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O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral no Amazonas, respondeu ao pedido de recurso que foi interposto pelo candidato à prefeitura de Autazes, Wanderlan Sampaio, do União Brasil. O processo foi divulgado na manhã desta segunda-feira, 30.

O pedido de recurso para Wanderlan concorrer ao cargo no pleito deste ano foi negado pelo MPE, no Recurso Eleitoral, mantendo os termos da sentença recorrida, indeferindo o registro de candidatura de Sampaio. Wanderlan segue sendo considerado inelegível para disputar o cargo e inapto para receber votos.

O Procurador Regional Eleitoral, Rafael da Silva Rocha, foi quem assinou a decisão. No documento, foram destacados o parecer do Tribunal de Contas da União (TCU), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do próprio MPE. Esse recurso foi  negado em segunda instância e o pedido foi feito em Manaus. Em Autazes, todos os pedidos de Wanderlan também foram negados.

São mais de 10 processos que justificam a inelegibilidade de Wanderlan, o impossibilitado de concorrer às eleições de 2024. Esses são os motivos de improvimento de recurso por parte do MPE.

Confira a decisão do MPE aqui

 

 

Ludmila Dias, para Portal O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro/ O Poder

RR: Operação da PF desarticula organização criminosa que atuou em compra de votos  

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Na manhã desta segunda-feira, 30, a Polícia Federal em Roraima realizou a Operação Voto Limpo, que atuava em esquema de compra de votos durante as eleições municipais suplementares em Alto Alegre, ao norte de Roraima.

As investigações iniciaram com uma ação da PF em abril deste ano, que fez a apreensão de uma pessoa e materiais que sinalizaram a participação de agentes públicos no suposto esquema. Durante a operação de hoje, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em Alto Alegre e em Boa Vista. A justiça determinou o bloqueio de valores em espécie superiores a  R$3 mil.

A apreensão feita em abril se trata da abordagem que a PF fez com o senador Mecias de Jesus e equipe, onde foram encontrados R$50 mil em notas de R$100 no carro do senador. O vídeo circulou na internet e o senador não negou as acusações.

 

 

Com informações do Roraima em Tempo

Foto: Divulgação

MPF vai acompanhar segurança territorial em terra indígena de Borba

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou Procedimento Administrativo para acompanhar a segurança territorial na Terra Indígena Kwatá-Laranjal. A área está localizada em Borba.

O órgão ministerial levou em consideração o requerimento subscrito por lideranças do Kwatá Rio Canumã/Terra Indígena Kwatá-Laranjal. O documento solicita o combate ao consumo de comércio de bebidas alcoólicas, drogas e permanência de pessoas estranhas não indígenas sem autorização do povo e do cacique geral vindo de outras regiões.

 

 

Da Redação

Foto cedida por Elivane Oliveira

A 6 dias da eleição, Marcos Martins mantém favoritismo para Prefeitura de Uarini, diz Pontual

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O Instituto Pontual Pesquisas realizou um estudo eleitoral para Prefeitura de Uarini (a 718 quilômetros de Manaus) e coletou intenções de votos para os seguintes candidatos: Marcos Martins (União Brasil), Marquinho Abreu (PT), Simone Soares (Progressistas) e Delegada Ju (PDT). No período de 24 a 26 de setembro de 2024 foram coletadas 370 entrevistas com margem de erro de 5,0% e intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa eleitoral teve registro do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) sob número AM- 00877/2024, obedecendo assim a legislação vigente e cumprindo o rigor metodológico necessário para atender às resoluções específicas. No CONRE-7, o registro da Pontual Pesquisas é 8260 e o da estatística profª M. Sc. Alice Assis é 9079. O diretor executivo do instituto é o Prof. M.Sc. Eric Barbosa.

Marcos Martins mantém liderança

O candidato Marcos Martins continua na liderança para Prefeitura de Uarini com 62,4% dos votos com um aumento de 4,3% nas intenções. Na última pesquisa feita pela Pontual Pesquisa ele estava com 58,1%.

Na segunda posição, está o candidato Marquinho Abreu com 21,6%, Simone Soares 10,8% e Delegada Ju 0,8%. Entre o público que não quis opinar/indecisos estão 4,1% dos entrevistados e o público que optou por branco/nulo totalizam 0,3%.

Delegada Ju e Simone Soares seguem como as mais rejeitadas

Segundo o estudo, as candidatas Delegada Ju e Simone Soares permanecem como as mais rejeitadas na pesquisa, com 27,8% e 23,2%, respectivamente. Marcos Martins está com 20,3% de rejeição e Marquinho Abreu está com 18,6%. Dentre os eleitores que optaram por branco/nulo estão 3,0, e 7,1% não quiseram opinar/estão indecisos.

Maioria dos eleitores decididos 

A pesquisa Pontual revela que 88,9% dos eleitores estão decididos em quem vão votar para Prefeitura de Uarini. O número é 5,1% maior que na última pesquisa. Já 7,6% afirmam não estarem decididos ou que podem mudar de voto. Apenas 3,5% dos eleitores não souberam opinar.

Acesse o relatório completo aqui.

 

 

Isabelle Garantizado para Portal O Poder. 

Ilustrações: Neto Ribeiro/ Portal O Poder.

RR: A 6 dias para eleição, Arthur Henrique tem 66% das intenções de voto

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O Instituto Pontual Pesquisa realizou estudo eleitoral para a prefeitura de Boa Vista e coletou intenções de votos para os candidatos Arthur Henrique (MDB), Catarina Guerra (União Brasil), Mauro Nakashima (PV), Lincoln Freire (PSOL). No período entre os dias 20 e 22 de setembro de 2024, foram realizadas 830 entrevistas nos 54 bairros da capital, alcançando uma margem de erro de 3,4% com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa eleitoral está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número do registro  RR-06375/2024. No CONRE-7, o registro da Pontual Pesquisa é 8260 e o da estatística, Profª. M.Sc. Alice Assis é 9079. O diretor executivo do portal é o Prof. M. Sc. Eric Barbosa.

Arthur Henrique caminha para reeleição

Na pesquisa o candidato que lidera as intenções de votos, com 66,8%, é Arthur Henrique, seguindo para sua reeleição em turno único. Logo após, aparece a candidata Catarina Guerra com 21,6%. Em terceiro lugar, está o candidato Mauro Nakashima, com 1,1% das intenções de voto, seguido por Lincoln Freire com 1,0%. São 7,1% os entrevistados que não souberam opinar/indecisos, finalizando com branco/nulo, com 2,4%.

Lincoln e Catarina são os mais rejeitados

O estudo Pontual indicou que os candidatos mais rejeitados são Lincoln Freire, alcançando o primeiro lugar em rejeição, com 29,5%, seguido de Catarina Guerra, com 25,2%. Logo após aparece, em terceiro lugar, o candidato Mauro Nakashima com 12,3%, e, por último, Arthur Henrique, com 8,7%. No total da amostra, 22,1% dos eleitores não souberam opinar sobre qual candidato eles rejeitam, enquanto 2,2% optaram por responder branco/nulo.

Boa-Vistense está decidido

A pesquisa Pontual ainda revela que 78,9% dos eleitores já estão decididos sobre em quem irão votar para a Prefeitura de Boa Vista, enquanto 15,7% admitem que podem mudar de voto. Apenas 5,4% dos eleitores não souberam opinar.

Acesse o relatório completo aqui.

 

 

Isabelle Garantizado para Portal O Poder. 

Ilustrações: Neto Ribeiro/ Portal O Poder. 

RR: Jalser é condenado novamente

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A Justiça condenou Jalser Renier a 1 ano e seis meses de prisão em regime semiaberto por dano qualificado no caso em que o ex-deputado invadiu o estúdio da Rádio 93 e agrediu a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita. O crime aconteceu em outubro de 2018, ou seja, há quase seis anos.

O ex-parlamentar, que também já foi presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), também foi condenado a pagar uma multa de 150 dias-multa.

A punição foi mais grave porque Renier já possui antecedentes e o crime aconteceu em público durante um programa da rádio, gerando grande repercussão na imprensa e internet.

Por outro lado, o juiz declarou extintas as acusações contra Jalser por lesão corporal, calúnia e ameaça. Isso porque o tempo legal para julgá-los já acabou.

O ex-deputado vai cumprir a pena em regime semiaberto, ou seja, ele poderá sair durante o dia para trabalhar. No entanto, vai precisar voltar à noite para dormir em uma prisão.

Ele poderá recorrer da sentença em liberdade.

Relembre

O crime aconteceu no dia 26 de outubro de 2018. O então presidente da ALE invadiu o estúdio da Rádio 93 quando a ex-prefeita concedia um entrevista ao programa Rádio Verdade, apresentado pelo jornalista Bruno Perez. Na ocasião, ele ameaçou, xingou e agrediu Teresa Surita.

Toda a ação foi registrada em vídeo, que ainda circula na internet. Nas imagens, é possível ver o momento em que Renier invade o local e inicia a confusão.

 

Com informações do Portal Roraima em Tempo.

Abstenção recorde preocupa candidatos e justiça eleitoral

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Desde o final do ano passado, quando se encerrou a seca história de 2023, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e a Justiça Eleitoral (TSE-AM) vêm monitorando com atenção a abstenção na região, pois os eleitores em diversas localidades estão isolados.

A maior quantidade de população afetada é no Amazonas. Todos os 62 municípios do estado estão em situação de emergência há um mês e em 58 a situação é mais crítica, o que pode afetar a eleição, afirma o governo do estado. Cerca de 560 mil pessoas estão sofrendo os efeitos da seca de maneira mais acentuada e o governo vem ampliando envio de ajuda humanitária.

As zonas eleitorais de “difícil acesso” foram mapeadas pelo TRE do Amazonas e incluídas no plano logístico especial, com uso de aviões em convênio entre TSE e a Defesa. O Tribunal antecipou o envio de mesários, policiais e técnicos às regiões eleitorais e a entrega de urnas pode ocorrer até oito dias antes do pleito. Segundo o governador do Amazonas, Wilson Lima (União), o estado busca soluções para garantir o acesso dos eleitores aos locais de cotação.

Espera-se que a expectativa de candidatos em algumas zonas eleitorais do interior seja menor, com recorde de abstenção menor do que em 2020, na época da pandemia da Covid-19.

Preocupação do TSE

A estiagem no Amazonas fez com que a Justiça eleitoral fizesse uma mobilização para que os eleitores possam votar em 6 de outubro, data do 1º turno do pleito deste ano. Para a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, o eleitor tem que poder sair da sua casa para votar.

“A estiagem no Amazonas me deixa sem dormir. O eleitor não tem a estrada porque o rio está seco. Temos apoio das Forças Armadas e temos o desafio de garantir que o eleitor possa votar. Minha preocupação é com os eleitores”, afirmou a magistrada.

A presidente do TSE também comentou a descida acelerada dos rios da Amazônia. “Até o dia 6 de outubro isso pode piorar”, reforçou.

O TSE está atuando em conjunto com a Agência Nacional de Água (ANA), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Tribunal Regional do Amazonas (TRE-AM) e Forças Armadas, a fim de que a situação seja mapeada e, assim, seja possível avançar com propostas e soluções.

Até o momento, de acordo com o Boletim Estiagem do governo do Amazonas, já são 21 cidades em estado de emergência e, pelo menos, mais de 254 mil pessoas afetadas pela seca. No Estado, que conta com 62 municípios, estão 2.749.346 dos 155.912.680 eleitores brasileiros aptos a votar nas Eleições 2024. É o 15º estado brasileiro em número de votantes e o segundo maior do Norte, atrás apenas do Pará, que ocupa a 9ª posição entre todas as unidades da Federação, com 6.226.373 votantes aptos.

 

Da redação com informações do TSE.