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RR: MP eleitoral emite parecer contra o registro de candidatura de Catarina

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O Ministério Público Eleitoral de Roraima (MPER) emitiu parecer ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que oficia pela procedência dos pedidos de Impugnação acostados ao Rcand nº 0600193-75.2024.6.23.0001, com o consequente indeferimento do pedido de Registro de Candidatura Individual apresentado por Catarina de Lima Guerra da Silva ao pleito da prefeitura de Boa Vista (RR).

O documento afirma ainda que, subsidiariamente, caso a Justiça Eleitoral admita a prevalência de norma intrapartidária perante a legislação aplicável ao assunto, oficia, o Parquet, nessa hipótese em específico, pela observância ao disposto no art. 5º da Resolução CENI nº 2, de 5 de abril de 2024, o qual determina que o Partido Político está impedido de concorrer às eleições para o Governo do Município de Boa Vista, considerando a anulação da Convenção Municipal realizada.

Confira o relatório

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

 

 

Horário eleitoral gratuito começa nesta sexta-feira

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O horário eleitoral gratuito inicia nesta sexta-feira, 30. Segundo o sorteio realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), as apresentações no horário eleitoral iniciam com Amom Mandel, seguido de Roberto Cidade, Marcelo Ramos, Capitão Alberto Neto e David Almeida. Ao longo dos 35 dias de propaganda eleitoral,essa sequência será alternada.

Os candidatos Wilker Barreto (Mobiliza) e Gilberto Nascimento (PSTU) não terão direito ao horário gratuito por conta dos requisitos exigidos pela cláusula de barreira.

 

Da Redação

Sampaio ‘inelegível’ tenta impedir registro de Thomé Neto, mas Justiça diz não

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Wanderlan Sampaio (UB) ingressou na Justiça Eleitoral para tentar barrar a candidatura de Thomé Neto (PP) para a Prefeitura de Autazes (a 267 quilômetros de Manaus). A estratégia dele foi uma tentativa de ‘tapetão’ para conseguir se eleger no município, porém o juiz eleitoral da 35ª Zona Eleitoral, Mateus Guedes Rios, julgou o pedido improcedente.

A Ação de Impugnação contra Thomé Neto dizia que o candidato era presidente municipal do PTB em 2020, que teve suas contas julgadas como não prestadas e que, por isso, ele deveria estar inelegível. Porém, o juiz não aceitou o argumento. 

“Em sede de contestação, pugna-se pelo deferimento, considerando que dirigente partidária não se equipara a agente público e que as contas do partido, em que pese ter sido julgadas como não prestadas foram regularizadas, (ID nº. 122.425.520)”, explica o juiz Mateus Guedes Rios. 

Ainda de acordo com o juiz, o partido político é uma pessoa jurídica distinta das pessoas físicas e a sanção foi aplicada à agremiação partidária. Além disso, Mateus Guedes Rios ressaltou que não há o que se falar sobre direitos políticos do presidente ou do tesoureiro do partido. A íntegra está aqui. 

O ex-prefeito de Autazes, Wanderlan Sampaio, continua inelegível até 2030 por força de uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele recorreu e tenta viabilizar a sua candidatura para retornar à Prefeitura. De acordo com a Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidatura dele para a Prefeitura de Autazes ainda está “aguardando julgamento”. 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Neto Ribeiro/Portal O Poder 

Simonetti exalta legado do ministro Mauro Campbell em despedida do STJ

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Em cerimônia realizada nesta quarta-feira (28/8), o ministro Mauro Campbell Marques se despediu do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Durante o evento, o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, falou da trajetória de sucesso do magistrado, que deixa o colegiado do Tribunal após 15 anos para assumir, no biênio 2024-2026, a Corregedoria Nacional de Justiça, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Na Corte Especial, seus votos destacaram a importância de respeitar a legalidade e o critério isonômico estabelecido pelo Código de Processo Civil de 2015”, afirmou o presidente da Ordem. Segundo ele, Campbell deixará aos demais membros do STJ um legado marcado por sua “potência intelectual e vanguardismo jurídico”.

Simonetti também ressaltou as conquistas para a advocacia a partir da atuação de Campbell. “Ao seu lado, conquistamos a vedação à fixação de honorários advocatícios por apreciação equitativa fora das hipóteses legais, reforçando a correta interpretação do art. 85 do CPC e promovendo a valorização da advocacia”, declarou.

Ele ainda exaltou a visão humana e ética do ministro, lembrando que sua atuação no STJ sempre foi pautada pela proteção da liberdade e da igualdade. “O que devemos aprender com Vossa Excelência, Ministro Campbell, é que a verdadeira eficácia do Direito está em amparar as pessoas, em enxergar os jurisdicionados não apenas como números em processos, mas como seres humanos.”

O ministro Mauro Campbell Marques, por sua vez, relembrou da 1ª seção que participou no STJ. “Desde o primeiro momento, assisti o deflagrar de uma nova era no Judiciário brasileiro. Aqui nas nossas costas ficavam pilhas e pilhas de papéis. Após um abalo físico ocorrido no 3ª anexo, pelo peso de processos, fez-se necessário um sistema digitalizado. Isso dá um exemplo dos mais de 13 mil processos que recebi quando tomei posse, e que me davam ânsia de ficar aqui até muito depois das 23h”.

Por fim, Campbell se disse orgulhoso dos votos em que saiu vencido do Plenário. “Não sou dono de precedentes. Divergências são naturais e necessárias”, concluiu.

Conduzida pela presidente da 1ª Seção do STJ, ministra Regina Helena Costa, a cerimônia contou ainda com homenagem e boas vindas dos ministros da Casa à ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, que deixa a presidência do STJ para retornar ao colegiado da 1ª Seção da Corte Superior.

Estavam presentes na solenidade o presidente da OAB-TO, Gedeon Pitaluga; o conselheiro federal da OAB-AL Sérgio Ludmer; o conselheiro federal da OAB-AM Marcos Choy; e o advogado Guilherme Pimenta Neves.

Trajetória

O ministro do STJ Mauro Luiz Campbell Marques foi aprovado por unanimidade ao novo cargo pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal em junho deste ano.

É formado em Ciências Jurídicas pelo Centro Universitário Metodista Bennett, no Rio de Janeiro. Foi professor do curso de Direito da Universidade Nilton Lins, em Manaus, entre 1997 e 1998. Em 1987, ingressou no cargo de promotor de Justiça no Ministério Público do Estado do Amazonas, onde permaneceu até 2008, quando renunciou ao terceiro mandato como procurador-geral de Justiça na instituição para ingressar na magistratura como Ministro do Superior Tribunal de Justiça, cargo que exerce até hoje.

No Poder Executivo do Amazonas, entre 1991 e 1995, exerceu os cargos de secretário de Estado de Justiça, secretário de Estado de Segurança Pública, secretário de Estado de Segurança Pública, Justiça e Cidadania, e secretário de Estado de Controle Interno, Ética e Transparência.

Entre 2018 e 2022, foi ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro efetivo da Corte, além de ter presidido a comissão de juristas responsável pela elaboração de anteprojeto de reforma da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429, de 1992), instituída pela Câmara dos Deputados em 2018.

Atualmente, Mauro Campbell é diretor da Escola Nacional de Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira e membro da Academia Brasileira de Direito Tributário.

 

 

Com informações da OAB

“As condições que ele impôs eu não aceitei”, diz David Almeida sobre relação com Wilson Lima

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Na manhã desta quinta-feira, 28, o prefeito de Manaus e candidato à reeleição, David Almeida (Avante), participou de uma sabatina no canal Amazonas Atual, pelo Youtube, com jornalistas de diferentes portais. Perguntado sobre a relação atual com o governador do Amazonas, Wilson Lima(UB), o prefeito respondeu que “ele (Wilson) decidiu lançar um candidato próprio e as condições que ele impôs a mim, eu não aceitei”.

Sobre a relação com Wilson ter “azedado”, o prefeito afirmou que “ele é muito legal comigo, pessoalmente, eu fiz um compromisso não com a pessoa do Wilson, eu fiz um acordo por Manaus e ele falhou com Manaus”, comentou o prefeito.

Perguntado sobre as condições que teriam sido ofertadas pelo governador, David citou a música Faroeste Caboclo, da banda Legião Urbana, “ele faz uma proposta indecorosa e diz que espera uma resposta, uma resposta de João” e citou que não aceitou a proposta. 

 

Indicações não aceitas

Pressionado pelos jornalistas sobre qual foi a proposta recusada, o prefeito comentou que Wilson queria que o vice-governador, Tadeu de Souza (Avante), fosse vice-prefeito de David. “lWilson queria que eu transformasse o vice-governador em meu vice-prefeito. Eu disse olha, essa proposta tu faz pra ele (Tadeu), convence ele. Se ele aceitar, você volta aqui que a gente conversa”, relembrou.

Vale ressaltar que Tadeu de Souza é presidente municipal do Avante, partido aliado da base de David Almeida, e considerado um irmão pelo prefeito de Manaus.

Os senadores do Amazonas Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) tentaram indicar um vice, mas David alertou dizendo que não iria aceitar qualquer nome para o cargo. O prefeito relembrou, também, que, em 2021, conversou com Wilson Lima e concordou em apoiar a candidatura com a condição de indicar o vice, Tadeu de Souza.

David disse, ainda, que não será candidato para governo do estado. Essa foi uma das condições para os senadores continuarem apoiando a candidatura à reeleição para prefeitura. 

 

 

Ludmila Dias, para portal O Poder

Foto: Reprodução

Governo ‘contra-ataca’ e pede investigação de refinarias e distribuidoras de combustíveis privatizadas

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu “contra-atacar” empresas privadas do setor de combustíveis pedindo que elas sejam investigadas por conta do alto preço da gasolina, diesel e gás no Brasil. Em 2019, foi uma investigação realizada a pedido das empresas que acabou obrigando a Petrobras a privatizar parte dos seus ativos para produção e distribuição de combustíveis no Brasil.

Naquela época – já durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – a estatal fez um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pôs à venda parte do seu patrimônio para, em tese, aumentar a concorrência no mercado nacional de derivados do petróleo. A ideia da venda partiu das empresas concorrentes da Petrobras. Segundo elas, isso reduziria o preço da gasolina e outros produtos no Brasil.

Por conta desse acordo, três refinarias foram privatizadas: a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; e a SIX, no Paraná. Na esteira de um processo de desmonte da estatal, a Petrobras também se desfez de BR Distribuidora e Liquigás, distribuidoras de combustíveis e gás, respectivamente.

Cinco anos depois, o Ministério de Minas e Energia (MME) encaminhou ao próprio Cade e também à Agência Nacional do Petróleo (ANP) um estudo técnico que afirma que a maior participação do setor privado no mercado não trouxe benefícios à população.

No caso do setor de revenda e distribuição de combustíveis – no qual a Petrobras atuava por meio da BR e da Liquigás –, houve na verdade um aumento da margem de lucro das companhias sobre os preços dos produtos. No caso da gasolina, por exemplo, a margem da revenda cresceu 82% de maio de 2019 para maio de 2024, enquanto nenhum outro componente do preço final do combustível subiu mais que 42%.

No caso do gás de cozinha, a margem da revenda cresceu 90% em cinco anos. No mesmo período, o preço do gás que é envasado, o gás liquefeito de petróleo (GLP), subiu 25%.

“Observa-se que há uma tendência de aumento persistente no incremento de margens no setor de distribuição e de revenda desses combustíveis”, informa o ministro Alexandre Silveira (PSD), pedindo providências aos órgão de controle.

Refinarias

Silveira pede no mesmo ofício atenção aos preços dos combustíveis vendidos por refinarias que foram privatizadas pela Petrobras. “As refinarias privatizadas, em especial a Refinaria da Amazônia, têm praticado preços significativamente superiores não apenas dos demais fornecedores primários, como também do preço de paridade de importação [PPI].”

O PPI é o preço da gasolina e do diesel produzido fora do Brasil e vendido internamente. De acordo com o ministro, as refinarias privatizadas vendem no país a gasolina e o diesel que produzem aqui por um preço mais caro do que se os produtos tivessem sido importados.

Silveira destaca ainda que a Atem, que comprou a Refinaria da Amazônia, interrompeu sua produção de derivados. A partir deste ano, apesar da capacidade da fábrica, a empresa a utiliza só como um terminal para distribuição de combustíveis trazidos até lá por outras companhias.

“A única refinaria do Norte do país sequer está processando petróleo, o que faz com que a região ficar à mercê da importação”, acrescentou o economista do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), Eric Gil Dantas, que há anos monitora o preço dos combustíveis no país e denuncia os malefícios das privatizações sobre eles.

Nova postura

Durante o governo Bolsonaro, as denúncias de Dantas e outras entidades, como a Federação Única dos Petroleiros (FUP), nunca levaram o Executivo a tomar qualquer atitude. Bolsonaro nunca se importou, disse Dantas.

Já sob gestão de Lula, o governo percebeu como a alta do preço dos combustíveis compromete o poder de compra da população. Percebeu também que, apesar das reduções de preços promovidas pela Petrobras, a queda não chegava ao valor cobrado do consumidor final já que distribuidores e revendedores aproveitam para aumentar seus ganhos.

“A margem de distribuição e revenda hoje do gás de cozinha passou de R$ 30 para R$ 50. Se essa tivesse sido corrigida pela inflação, ela seria R$ 40”, disse Dantas. “O gás poderia ser R$ 10 mais barato. Isso faz diferença.”

Após a MME pedir investigação sobre o preço dos combustíveis, a FUP reforçou que já identificou “aumentos abusivos” de derivados. “Há uma série de irregularidades flagrantes praticadas pelas refinarias privatizadas no governo passado”, disse o advogado Ángelo Remédio, que representa a FUP em vários processos na ANP, no Tribunal de Contas da União (TCU) e junto ao Ministério Público Federal (MPF).

A FUP defende a reestatização das refinarias privatizadas. A Petrobras negocia a recompra da Rlam, da Bahia. Não há prazo para uma decisão sobre o assunto.

Empresas respondem

A Associação Brasileira de Refino Privado (Refina Brasil) declarou que o pedido de investigação do governo “inverte a lógica” do problema do preço. Segundo as refinarias, a Petrobras não vende a elas petróleo a preços competitivos. Por isso, as empresas privadas não conseguem vender combustíveis a preços parecidos com os da Petrobras.

A Petrobras já rebateu as queixas da Refina Brasil. Disse que “o cenário de produção de petróleo no Brasil é bastante dinâmico, com a presença de mais de 60 produtores” e que, portanto, os “refinadores independentes podem suprir todo seu requerimento de petróleo sem dependência da produção da estatal”.

 

 

Com informações do Brasil de Fato

MPAM faz recomendações para bancos de Manacapuru, Anamã e Caapiranga

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) emitiu orientações para os bancos no período eleitoral. As recomendações são para evitar problemas na abertura de contas pelas instituições bancárias e foram enviadas para os municípios de Manacapuru, Anamã e Caapiranga, devendo ser seguidas por todas as instituições bancárias da 6º Zona Eleitoral e os Comitês de Partido Políticos Locais.

O MPAM enviou essas recomendações após relatos, na Justiça Eleitoral, de que os candidatos estavam encontrando dificuldades em abrir contas em razão das instituições bancárias. Todos os bancos são obrigados a acatar a decisão no prazo máximo de 3 dias úteis.

O documento ressalta a obrigatoriedade de abertura de conta bancária específica de partidos políticos e candidatos, para facilitar a prestação de contas nas eleições. Destaca que os recursos de um tipo de conta não poderão ser transferidos para outro tipo de conta.

Todas as doações financeiras devem ser comprovadas por meio de documento bancário que identifique CPF ou CNPJ dos doadores, sob pena de configurar o recebimento de recursos de origem não identificada.  

 

 

Ludmila Dias, para portal O Poder

Foto: Divulgação

TCE-AM irá apurar possíveis irregularidades em subsídios recebidos por secretários da Prefeitura de Manaus

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) acatou Representação contra a Prefeitura de Manaus. O órgão irá apurar possíveis irregularidades em subsídios recebidos por secretários municipais.

As irregularidades constam em diferentes contratos. Subsecretários da Prefeitura de Manaus também serão investigados.

O relator do processo será o conselheiro Alípio Reis.

 

 

Da Redação

Vereador Caio André cobra os responsáveis pela ideia do ‘Viaduto Saci’

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O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Caio André (União Brasil), criticou na manhã desta quarta-feira, 28, o projeto arquitetônico do viaduto ‘Rei Pele’, localizado na faixa que liga as avenidas Autaz Mirim e Camapuã, próximo a feira do Produtor no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste da Cidade que denominou de ‘Viaduto Saci”, por possíveis irregularidades na sua construção.

Caio André chegou a falar na tribuna que a obra era uma ideia de ‘girico’, ironizando os erros no projeto de engenharia. Um vídeo foi apresentado aos vereadores sobre o viaduto e de acordo com o presidente da CMM, os veículos ao subirem pela alça que já está liberada vão ficar presos em cima do viaduto, porque não tem como passar dois veículos ao mesmo tempo em cada faixa do viaduto e só poderão sair também por uma única via de veículos.

“Me expliquem senhores de quem foi essa ideia de girico ou a cabeça brilhante que inventou isso para a cidade de Manaus. Nós estamos gastando milhões com isso, pra não resolver o problema do trânsito na cidade de Manaus e o que é pior, vamos ter na cidade de Manaus mais um viaduto trazendo um gargalo no trânsito de nossa cidade. O que serviria para desafogar o trânsito vai continuar trazendo problemas de mobilidade urbana”, alfinetou.

Caio André ainda citou que essa “ideia mirabolante” foi herança do ex-secretário Renato Júnior, atual vice-prefeito na chapa de David Almeida, ao citar que a prefeitura liberou ontem uma das alças do viaduto ‘Rei Pelé’.

“Quero saber quem foi o mágico, o engenheiro que teve essa ideia de permitir que um viaduto que serviria para desafogar o trânsito na região e isso é da administração do ex-secretário Renato Júnior que conseguiu essa ideia mirabolante”, criticou.

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

 

Wilson Lima anuncia novas medidas para combate as queimadas no Amazonas e para amenizar estiagem

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O governador Wilson Lima (União Brasil), durante coletiva, anunciou nesta quarta-feira, 28, as novas medidas para o combate as queimadas e para minimizar os impactos da estiagem. As ações serão tratadas em nova reunião do Comitê de Enfrentamento à Estiagem, criado pelo Governo do Amazonas.

Wilson Lima afirmou ainda que em relação a estiagem, atualmente 77 mil famílias estão sendo atingidas em todas as calhas de rios do Amazonas.

“Hoje 77 mil famílias estão sendo atingidas e todas as calhas de rios do estado Amazonas. Em relação a Saúde, essa foi uma orientação do Ministério da Saúde e hoje começamos a sentir os impactos que a estiagem tem causado nas ações de saúde e na alteração da dinâmica dos atendimentos que são usuais. Nós temos alteração da logística na entrega dos medicamentos, insumos e outros produtos. Temos identificado tipos de doenças diarreicas em razão do consumo de água não própria para beber e também tem a questão da hidratação e outras doenças que são muito próprias desse período de estiagem sobretudo relacionado a água”, destacou.

Contratação

O governador afirmou ainda que está sendo realizada a contratação de 85 brigadistas que está sendo adiantado pelo governo do Estado por intermédio da  Secretária de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (AADESAM).

“Estamos também contratando 85 brigadistas que está sendo adiantada pelo Governo do Estado e  AADESAM.  Esse compromisso tem o aporte do Banco KFW da Alemanha que já tem o Programa Floresta em Pé com o Amazonas e o Pará. Esses brigadistas vão atuar nos municípios de Apuí, Lábrea, Humaitá, Novo Aripuanã e Boca do Acre. Esses brigadistas contratados fazem parte da região e são brigadistas que já foram treinados pelas nossas equipes do Corpo de Bombeiros e conhecem a realidade da região”, explicou.

Providências do governo do Estado

Wilson Lima fez um balanço das providências adotadas pelo governo do Estado que segundo ele, começaram desde o início do ano de 2024, com reuniões com o Comitê de Enfrentamento e que dispararam comunicados as empresas, instituições e órgãos que tratam de serviços essenciais como abastecimento de energia elétrica e água, além de comunicar a indústria e o comercio para estocar produtos.

“Estamos enviando mais de 700 toneladas de alimentos para todo o estado e nesse momento parte dessa carga está em trânsito e parte já foi entregue para os municípios de: Tonantins, Santo Antônio do Iça, Amaturá, Carauari, Benjamin Constant, Atalaia do Norte, Juruá, Lábrea, Canutama, Tapauá e Pauini”, afirmou.

Queimadas

O governador ainda falou que está sendo feito um trabalho muito incisivo para evitar as queimadas e que no inicio de julho, foi baixado um decreto proibindo o uso de fogo. Outro decreto determina a situação de emergência naqueles municípios do Sul e da Região Metropolitana que representam  95% das queimadas.

“Nesse problema ambiental, o nosso Ipaam, Corpo de Bombeiros e a Policia Civil já realizaram 168 prisões e só nas últimas 24 horas cinco pessoas foram presas em Manaus e Manacapuru e já foram aplicados aproximadamente  R$ 91 milhões em multas, e 148 embargos foram expeditos representando mais de 16 milhões de hectares”, afirmou.

Ajuda governo federal

Wilson Lima afirmou ainda que entrou em contato com o governo federal  sobre o que os especialista tinham de previsão e que infelizmente tem se confirmado esse agravamento da seca muito grave. O governador citou como exemplo a região do Alto Solimões onde o rio já está 60 centímetros abaixo em relação ao mesmo período do ano passado. O Rio Negro está quatro metros abaixo em comparação há 2023.

“Tudo indica que os rios vão baixar o que nunca baixaram antes. No ano passado, já tivemos a situação muito difícil e esse ano, tudo indica que teremos uma situação mais grave ainda. O governo federal junto com o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente emitiram um comunicado dizendo que até hoje o governo do Estado não tinha solicitado nem uma ajuda do governo federal. No dia 3 de abril, encaminhamos ofício a ministra Marina Silva do Meio Ambiente, assunto enfrentamento de estiagem e queimadas no Amazonas”, denunciou.

Ele disse ainda que outros ofícios também foram repassados pelo governo do Estado para o governo federal solicitando ajuda e levando em consideração o contexto das queimadas. Wilson Lima também decretou estado de emergência em todo o Amazonas.

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução