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Exército envia blindados para a fronteira do Brasil com Venezuela e a Guiana

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O Exército decidiu enviar 16 blindados para Boa Vista (RR) diante das ameaças do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, de invadir a Guiana para anexar Essequibo, território cuja costa é rica em petróleo. Os blindados modelo Guaicuru costumam ser usados para transporte de militares e têm capacidade para cinco pessoas.

Em nota, o Ministério da Defesa afirmou que a “movimentação de blindados do Exército [deve] completar a dotação de material do 18º Regimento de Cavalaria Mecanizado”, localizado em Boa Vista (RR), recém-criado.

“O Ministério da Defesa informa que ocorre movimentação de blindados do Exército para completar a dotação de material do 18º Regimento de Cavalaria Mecanizado, localizado em Boa Vista (RR), e recém-criado em substituição ao 12º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado. Essa movimentação já estava planejada e consta do Plano Estratégico do Exército”, informou a pasta.

Além disso, o Exército já havia confirmado um aumento do efetivo no pelotão de fronteira de 70 para 130 militares na região da fronteira do Brasil com os dois países. Segundo o órgão, as movimentações de tropas fazem parte do adestramento avançado da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, visando manter a prontidão e eficiência operacional da Força Terrestre.

Os blindados vão ficar em Boa Vista, mas, à disposição para uma eventual necessidade de atuação em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela e a Guiana.

A ditadura de Maduro realizou, no último domingo, 3, um referendo sobre a anexação de parte do território da Guiana. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, 95% dos eleitores votaram a favor da anexação.

A região de Essequibo, que é rica em petróleo, é objeto de uma longa disputa entre os dois países, alimentada pela recente descoberta de mais recursos energéticos. A área equivale a cerca de dois terços do território nacional da Guiana.

 

Da Redação com informações de O Antagonista

Foto: Divulgação/Exército

 

Censo do IBGE no AM pode dificultar pagamento da folha de dezembro e 13⁰ dos servidores do interior 

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Desde metade do início do semestre, algumas prefeituras do interior do Amazonas reivindicam os números divulgados pelo censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isto porque, este dado impacta no repasse de alguns recursos do governo federal, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Esta pauta, inclusive, pode ser o entrave para que as prefeituras do interior fechem o ano sem dificuldades.

O presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Anderson Sousa, destacou que o Censo prejudicou mais da metade das prefeituras, as deixando endividadas.

“Tivemos muitos problemas este ano. O IBGE foi o maior causador deste problema. Trinta e seis foram completamente prejudicados na contagem da sua população. A maioria recorreu à Justiça, conseguiu a reversão, mas se passaram dois a três meses nisso, o que deixou municípios endividados neste período”, explicou Sousa.

O presidente da AAM diz que a entidade está fazendo um levantamento para ter um cenário concreto da situação, incluindo dívidas com fornecedores.

No entanto, Anderson garantiu que a AAM está buscando com os governos federal e estadual meios de fazer as compensações.

“Temos crédito a receber dos dois, como também o ICMS que o governo federal já repassou e estamos no aguardo do repasse aos municípios pela Sefaz”, disse.

Cenário nacional

Desde dezembro de 2008, as prefeituras de todas as regiões do país passaram a receber de forma integral o valor de 1% adicional do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), creditado pelo governo federal nas contas das prefeituras todo mês de dezembro. A parcela de 2023 – a 16ª da história – será paga em 7 de dezembro e, para 92% dos gestores municipais, o acréscimo será utilizado para ajudar a pagar o 13º salário do funcionalismo.

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que ouviu 4.456 prefeituras, ou seja, 80% do total de 5.568 Municípios do país, mostrou que os prefeitos vão ser obrigados a usar o abono adicional para pagar o salário extra

 

Da Redação O Poder 

Foto: Reprodução 

 

MP 1185/23 é inconstitucional e reduz em 34% as vantagens da ZFM

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A Medida Provisória (MP) 1185/23, que dispõe sobre o crédito fiscal decorrente de subvenção para a implantação ou a expansão de empreendimento econômico, impacta de forma negativa a Zona Franca de Manaus (ZFM), os Estados menos industrializados e, ainda, aumenta o contencioso tributário.

Isso, às vésperas da aprovação de uma Reforma Tributária que tem como objetivo o oposto: diminuir tal contencioso e simplificar o sistema.

Isto porque, da parcela de isenção do ICMS que um Estado concede para abertura de novas indústrias, a receita quer que incida Imposto de Renda e PIS/COFINS”, explicou, de maneira geral, a MP.

Logo, a MP diminui em 34% a vantagem entre quem oferece essa isenção e quem não oferece, desestimulando a descentralização industrial porque o país tem dimensões territoriais continentais.

Ainda sobre os prejuízos que a MP traz à ZFM, especialmente aos setores de bens intermediários e sobre a Lei de Informática, a MP por se tratar de Lei Ordinária, é inconstitucional porque há trechos que revogam artigos da Lei Complementar 160/2017.

Em Brasília,  já há um esforço dos senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) para que o texto mantenha as excepcionalidades da ZFM, sem a incidência do PIS/COFINS.

Esta MP faz parte da agenda prioritária do Governo Federal para aumentar a arrecadação e fechar o déficit fiscal previsto para 2024.

 

Da Redação O Poder 

Foto: Reprodução 

Prefeito de Humaitá dispensa licitação para adquirir cestas básicas para ribeirinhos

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O prefeito de Humaitá (a 696,4 quilômetros de Manaus), Dedei Lobo (PSC), homologou, no último dia 17 de novembro, um Extrato de dispensa de licitação que ultrapassa o valor de R$ 600 mil para a aquisição de cestas básicas.

O documento foi publicado no diário eletrônico da Associação Amazonense de Municípios (AAM).

Dedei Lobo justificou a ação na “urgência de atendimento de situação” que, segundo o documento, pode originar prejuízos ou colocar em risco a segurança, referindo-se às necessidades das pessoas que vivem nas áreas ribeirinhas do município.

Pelo valor global de R$ 616.320,00, a empresa Fofão Comércio de Produtos Alimentícios LTDA (CNPJ 25.041358/0001-93) foi a contratada pela prefeitura para o fornecimento das cestas básicas. 

 

Da Redação O Poder 

Foto: Reprodução 

Aleam vai avaliar Projeto de Lei que regulamenta custos judiciais do TJAM

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Os deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) vão avaliar o Projeto de Lei nº 1.176/2023, que dispõe sobre o regulamento de custos judiciais no âmbito do Poder Judiciário do Estado do Amazonas. A pedido da presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), desembargadora Nélia Caminha Jorge, a matéria tramita na Aleam em regime de urgência e deve entrar em vigor a partir de janeiro de 2024.

De acordo com a justificativa do PL, a proposta tem como objetivo a atualização e consolidação do novo Regimento de Custos Judiciais no âmbito  do Amazonas proposta pela Contadoria Judicial do Tribunal de justiça do Amazonas.

Em estudo realizado através do Grupo de Trabalho destinado especificamente para o devido fim, identificou-se a necessidade do estudo de intervalo dos atos judiciais comparativo com os demais estados, proposta de tabela com novas faixas de intervalos de valores de causa e custas de atos do cartório e atos da contadoria, a identificação do impacto orçamentário relacionado à arrecadação de custas e preparos e o montante arrecadado em 2022, parcelamento das custas e atrasos no pagamento destas, bem como a necessidade de publicidade interna e elaboração de organograma sobre custas judiciais.

Dessa forma, o Anteprojeto de Lei em comento atualiza e consolida o novo Regimento de Custas Judiciais adequado aos parâmetros do Conselho Nacional de Justiça.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Governador cassado de Roraima leva esposa de Arthur Lira para Dubai

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Roraima – O governador cassado de Roraima, Antonio Denarium (PP), participa da COP 28, a maior conferência do clima do mundo, em Dubai e levou na comitiva a secretária-adjunta da Representação do Governo do Estado em Brasília, Ângela Lira, esposa do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP).

Os decretos com as autorizações dos servidores comissionados que compõem a comitiva que acompanha Antonio Denarium no evento constam no Diário Oficial do Governo de Roraima (DOE-RR), na edição do dia 28 de novembro.

Conforme as publicações, além da esposa de Lira, acompanham o governador o secretário-chefe da Casa Militar da Governadoria, Ilmar Soares, e o secretaria de Comunicação Weber Negreiros.

A esposa de Arthur Lira foi nomeada como secretária-adjunta da Representação Estadual no Distrito Federal, com salário líquido mensal de R$ 14 mil, em julho de 2021.

Foto: Divulgação

Mesmo fora das próximas eleições, Simão Peixoto se filia ao MDB

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Mesmo fora das Eleições 2024, o prefeito de Borba (a 150 quilômetros de Manaus), Simão Peixoto, deixou o Progressistas e se filiou ao MDB, como reforço no partido do senador Eduardo Braga. Nas redes sociais, Peixoto afirmou que chega à nova casa para somar com sua vivência de gestor do interior, mas também para aprender com os demais filiados.

Conforme divulgou o Portal O Poder, Peixoto distribuiu cestas básicas que foram apreendidas por suposta compra de votos para o seu candidato na última eleição, Eduardo Braga. O caso está sendo investigado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

Durante o primeiro turno da eleição para governador, Simão Peixoto chegou a apoiar o governador Wilson Lima (União Brasil). Porém, ao agredir fisicamente o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), Peixoto acabou mudando de posição política e declarou apoio a Eduardo Braga.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Vídeo: desembargadores discutem após pedido de cirurgia para preso

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Durante sessão realizada pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), no fim de novembro, magistrados analisavam solicitação de cirurgia para um detento, bem como pedido para prisão domiciliar durante a recuperação, quando um estranhamento entre os desembargadores chamou a atenção.

A solicitação em questão foi pleiteada pela defesa do preso, que está com “lesão traumática grave”, segundo laudo médico. De acordo com o advogado do detento, o interno, que já havia passado por cirurgia há alguns meses, estando em período pós-operatório, caiu durante um banho na cadeia e rasgou o tendão supraespinhoso no mesmo local que passou por procedimento.

Conforme consta na gravação, após negativa da corte para a realização do tratamento, um dos magistrados demonstra descontentamento e diz não entender a recusa dos colegas para que o preso faça a operação e se cuide em casa. Tempo depois, um segundo desembargador reclama da postura do advogado de defesa, e um bate-boca tem início.

“Nós estamos negando aqui [pedido para a intervenção médica]. Com certeza ele faria a cirurgia e iria para [prisão] domiciliar, pelo menos pelo tempo de recuperação. Não entendi bem essa intransigência da câmara”, disse um desembargador.

Na transmissão, que pode ser assistida por meio deste link, o criminalista Jader Marques, um dos responsáveis pela defesa do detento, diz que o preso “nem sequer consegue se limpar após evacuar” e, por isso, foi solicitado que o homem fosse mantido em prisão domiciliar para realizar a cirurgia e se recuperar. Em seguida, ele retornaria à prisão.

Prisão por homicídio

Segundo o processo, o interno aguarda julgamento pelo crime de homicídio. Ele está detido desde 1º de julho de 2022, na Casa de Prisão Provisória, de Rio Verde (GO).

No primeiro semestre deste ano, o homem sofreu lesões nos dois ombros. Em agosto, realizou a cirurgia no membro direito e, de acordo com a defesa técnica do acusado, ele “não recebeu a assistência médica adequada”, o que ocasionou o acidente.

À época da primeira intervenção cirúrgica, Marques fez pedido de cirurgia com recuperação em prisão domiciliar à juíza titular da Vara Criminal. A magistrada, no entanto, indeferiu a solicitação, o que levou a defesa a impetrar Habeas Corpus a fim de conseguir permissão para a operação do detento.

No segundo pedido, a apreciação do caso estava empatada – com 2 votos concedendo o direito à cirurgia e recuperação em domiciliar e 2 votos negando o direito ao preso. Para desempatar o julgamento, o presidente da 1ª Câmara Criminal, desembargador Fábio Cristóvão de Campos Faria, indeferiu o pedido por entender que não seria caso grave nem de urgência.

De acordo com Campos, a defesa deveria solicitar permissão para a cirurgia na Vara Criminal de origem e fazer a nova recuperação na casa prisional.

Ao Metrópoles a defesa declarou que irá recorrer ao STJ e diz que estuda a tomada de medidas perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), “por estar sendo negado ao preso o direito fundamental à saúde”.

Procurado, o TJGO disse que “não comenta decisão judicial”. “Os magistrados têm autonomia para julgar conforme seu entendimento”, declarou o órgão.

 

 

Com informações do Metrópoles

Imagens: Reprodução

Alvo de operação da PF contra garimpo ilegal, Alexandre Pires teria recebido R$ 1 milhão de mineradora investigada

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Na última segunda-feira, 4, a Polícia Federal deflagrou a operação Disco de Ouro contra um esquema de financiamento e logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. O cantor Alexandre Pires, um dos alvos da ação que investiga a movimentação de R$ 250 milhões, foi um dos alvos de busca e operação.

A Operação Disco de Ouro cumpriu mandados expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Roraima. Foram cumpridos 2 mandados de prisão e 6 de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Roraima, em Boa Vista e Mucajaí, em Roraima, além de São Paulo e Santos (SP), Santarém/PA, Uberlândia/MG e Itapema/SC. Também foi determinado o sequestro de mais de R$ 130 milhões dos suspeitos.

Na investigação, a Polícia Federal rastreou que Alexandre Pires teria recebido pelo menos R$ 1 milhão de uma mineradora investigada. Para cumprir o mandado contra o artista, agentes da PF foram até um cruzeiro onde Alexandre Pires se apresentava, no litoral de Santos.

Até o momento, no entanto, o artista não se manifestou sobre a operação e é alvo de questionamentos nas próprios redes sociais. “Vai ficar calado mesmo sobre a exploração ilegal no território indígena”, dispara um seguidor.

A operação é um desdobramento de uma ação da PF deflagrada em janeiro de 2022, quando 30 toneladas de cassiterita extraída da Terra Indígena Yanomami que se encontravam depositadas na sede de uma empresa investigada e estariam sendo preparadas para remessa ao exterior.

O inquérito policial indica que o esquema seria voltado para a “lavagem” de cassiterita retirada ilegalmente da TIY, no qual o minério seria declarado como originário de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba/PA e supostamente transportado para Roraima para tratamento. As investigações apontam que tal dinâmica ocorreria apenas no papel, já que o minério seria originário do próprio estado de Roraima.

Foram identificadas transações financeiras que relacionariam toda a cadeia produtiva do esquema, com a presença de pilotos de aeronaves, postos de combustíveis, lojas de máquinas e equipamentos para mineração e laranjas para encobrir movimentações fraudulentas.

O esquema contaria, ainda, com um empresário do ramo musical, de expressão nacional, que seria um dos responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes, bem como um cantor, que teria recebido ao menos um milhão de reais de uma mineradora investigada.

Foto: Divulgação 

Fundo Eleitoral para o pleito de 2024 deve ser de R$ 5 bilhões

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O Fundo Eleitoral para as eleições de 2024 está em discussão, com a proposta de alcançar R$ 5 bilhões. Esse montante representa um aumento significativo de 150% em comparação com as eleições municipais de 2020. A deliberação sobre esse valor ainda está em andamento no Congresso, sujeita a possíveis alterações.

Na Câmara dos Deputados, há defensores da posição de que o fundo não deve ser inferior ao valor de 2022, que foi de R$ 4,9 bilhões. No Senado Federal, por outro lado, argumenta-se que as eleições municipais demandam menos recursos logísticos em comparação com as eleições gerais nacionais.

Líderes partidários no Senado defendem a manutenção do mesmo valor de 2020, ajustado pela inflação. Vale destacar que há três anos, nas eleições de 2020, o Fundo Eleitoral foi de R$ 2 bilhões, menos da metade do montante atualmente em discussão no Congresso Nacional.

 

 

Com informações do Portal Independente

Foto: Reprodução