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‘Nós vamos trabalhar juntos até o momento de sairmos juntos’, diz Mandetta

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O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante a coletiva de imprensa sobre à infecção pelo novo coronavírus

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, rejeitou o pedido de demissão do secretário de Vigilância em Saúde Wanderson de Oliveira, da pasta. A decisão foi feita nesta quarta-feira, 15, após uma conversa entre o ministro e o secretário.

“Entramos no Ministério juntos, estamos no Ministério juntos e sairemos do Ministério juntos. Hoje teve muito ruído por causa do Wanderson. Por conta de toda essa ambiência, o Wanderson já mandou lá para o setor dele, falando que ia sair, e aquilo chegou lá para mim. Eu falei que não aceito, o Wanderson continua, tá aqui, acabou esse assunto. Nós vamos trabalhar juntos até o momento de sairmos juntos” disse Mandetta.

Mais cedo, ocorreram rumores de que o ministro da Saúde será demitido nos próximos dias, em decorrência da entrevista feita para o programa O Fantástico da emissora Globo.

Na ocasião, Mandetta fez críticas à postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em razão as práticas de prevenção do covid-19.

 

 

Conteúdo: Carta Capital

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Secretário de Vigilância em Saúde pede demissão

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O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, pediu demissão. A informação foi dada na manhã desta quarta-feira,15, e divulgada em nota oficial do ministério.

Wanderson é um dos principais homens de confiança do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e ambos são defensores do isolamento social como estratégia de prevenção a disseminação do novo coronavírus.

O secretário atuava junto de Mandetta e do secretário-executivo da pasta, João Gabbardo, nas medidas para combater o covid-19.

A medida de isolamento social é duramente criticada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que afirma que a prática prejudica a economia do país.

O Ministério da Saúde não informou se já foi escolhido um substituto para ocupar o cargo.

A saída acontece em meio à pandemia da covid-19 e informações sobre a possível exoneração o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta da pasta.

 

 

Conteúdo: G1

Foto: Agência Brasil

Cientistas testam remédio que reduz carga viral da Covid-19 em 94%

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LAKE SUCCESS, NY - MARCH 11: A lab technician begins semi-automated testing for COVID-19 at Northwell Health Labs on March 11, 2020 in Lake Success, New York. An emergency use authorization by the FDA allows Northwell to move from manual testing to semi-automated. (Photo by Andrew Theodorakis/Getty Images)

Cientistas brasileiros vão começar os testes nos próximos dias com um remédio que apresentou 94% de eficácia em ensaios in vitro na redução da carga viral em células infectadas pelo novo coronavírus.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, os testes serão feitos em 500 pacientes internados com covid-19, em sete hospitais do país: cinco no Rio de Janeiro, um em São Paulo e um em Brasília.

O nome do medicamento não foi divulgado para “para evitar uma correria em torno do remédio” e só será anunciado após o fim do protocolo de pesquisa clínica que comprove a sua segurança e eficácia.

O ministro também reforçou a importância e o trabalho da ciência brasileira na busca por soluções contra a pandemia de covid-19.

“Nós estamos falando de ciência feita no Brasil, uma ciência respeitada em todo o mundo. Os nossos cientistas são muito responsáveis, não só pelo conhecimento, mas pela atitude, esse pessoal tem trabalhado dia e noite. Muitos são bolsistas e estamos conseguindo resultados por meio do trabalho desses pesquisadores”, disse.

Replicação viral

Além disso, foram realizados testes com 2 mil medicamentos que já são comercializados em farmácias para verificar se existe algum capaz de se ligar ao vírus e de bloquear a replicação viral.

Os testes foram feitos por cientistas do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Ao final, foram identificadas seis moléculas promissoras que seguiram para teste in vitro com células infectadas com o novo coronavírus. Destes, dois foram descobertos que reduziram significativamente a replicação do vírus.

O remédio mais promissor apresentou 94% de eficácia em ensaios com as células infectadas.

O protocolo de ensaios clínicos foi aprovado nesta terça-feira, 14, pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. O medicamento será ministrado por cinco dias nos pacientes e mais nove serão necessários para observação. Serão incluídos no estudo pessoas que chegarem aos hospitais com pneumonia e sintomas de covid-19: febre, tosse seca e as características da tomografia com vidro fosco.

O grupo de testagem será amplo, com qualquer pessoa maior de 18 anos, mas não para os casos muito graves. O paciente deverá assinar um termo de consentimento para participar do protocolo, que consiste na administração aleatória do medicamento ou de placebo.

A expectativa é que o estudo seja concluído em quatro semanas. O desenvolvimento do estudo no LNBio ocorre no âmbito da Rede Vírus do MCTIC, responsável pela articulação dos laboratórios de pesquisa e especialistas na continuidade dos estudos com pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Testes e vacinas

O resultado do resultado do trabalho do CTVacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais, que também através da Rede Vírus, também foi apresentado, onde foi desenvolvido um reagente nacional que tem a mesma performance de reagentes importados para testes diagnósticos de covid-19.

Outra pesquisa apresentada pelo ministro é a criação de um teste para detecção da doença sem a necessidade de um reagente químico. “É um equipamento que faz reação com laser a partir da saliva da pessoa que está sendo testado”, explicou. O processo do diagnóstico é feito por meio de inteligência artificial e o resultado fica pronto em menos de 1 minuto.

O sensor está sendo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Teranóstica e Nanobiotecnologia (INCT TeraNano), da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais.

 

 

Conteúdo: Agência Brasil

Foto: Andrew Theodorakis/Getty Images

STF coloca em segredo de justiça ação da Lava Jato que apura pagamentos para o MDB

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BRASÍLIA, DF, BRASIL, 25-02-2016 - O ministro de Minias e Energia, Eduardo Braga, anuncia em coletiva a mudança da bandeira tarifária. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, colocou em segredo de justiça o Inquérito n° 4707, que investiga a um esquema de pagamentos indevidos de recursos provindos da empresa JBS a congressistas pertencentes à agremiação partidária MDB. A ação é um desdobramento da operação Lava Jato e foi publicada nesta terça-feira, 14.

De acordo com as investigações, os pagamentos indevidos seriam para que se mantivesse a coesão interna entre os membros da sigla, salvaguardando-se, com isso, a aliança política com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Esses supostos repasses teriam alcançado o montante aproximado de R$ 43.600.601,00, conforme apurado pelas investigações.

Com base nas declarações de colaboradores, o Ministério Público Federal (MPF) apontou que os repasses dessas vantagens indevidas eram ajustados em prévios acertos entre Joesley Batista, ex-executivo da JBS, e Guido Mantega, Ministro da Fazenda à época dos fatos.

As investigações apontaram, ainda, que a repartição dos valores, destinados, em tese, pelo grupo empresarial JBS aos senadores da República pelo MDB Eduardo Braga (AM), Vital do Rego (PB), Jader Barbalho (PA), Eunício Oliveira (CE), Renan Calheiros (PE) e Valdir Raupp (RO), teria totalizado cerca de R$ 35 milhões.

Operação

Em novembro do ano passado, a Polícia Federal (PF) cumpriu uma série de mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens conta os investigados. Os senadores Eduardo Braga e Renan Calheiros foram intimados para prestar depoimento no âmbito da investigação.

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Montagem

COVID-19: Com 1.554 positivos e 106 mortes, Amazonas tem mais 700 casos em análise

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Com um crescimento exponencial diário e na triste liderança no país como o Estado com maior índice de casos positivos para coronavírus, o Amazonas chega a 1.554 pacientes infectados e 106 mortes. Os dados foram atualizados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) em entrevista coletiva on-line nesta quarta-feira, 15.

A diretora-presidente do órgão, Rosemay Pinto, informou ainda que o Estado aguarda o resultado de 700 exames, o que deve aumentar, nas próximas horas, os casos confirmados da doença.

Desse universo de infectados, Rosemary disse que 86%, o equivalente a 1.350 casos, se concentram em Manaus, e os demais 204, estão espalhados em 18 municípios do interior do Amazonas.

Desses, Manacapuru com 111 casos e 6 óbitos; Santo Antônio do Iça com 10 casos; Itacoatiara com 15 casos; Iranduba com 14 casos e um óbito; Parintins com 11 casos e 3 óbitos; São Paulo de Olivença, 9 casos; Tonantins, 9 casos; Presidente Figueiredo 6 casos, Tabatinga 3 casos; Anori, 3 casos; Careiro Castanho 2 casos e 1 óbito; Careiro da Várzea 2 casos; Lábrea 2 casos; Novo Airão 2 casos e um óbito; Tefé 2 casos e um óbito; Anamã 1 caso; Boca do Acre 1 caso; Manicoré 1 caso e um óbito.

“Hoje nos temos 71% dos casos em isolamento social ou domiciliar, um total de 1.114 pacientes. E temos fora do período de transmissão 194 pacientes. Ainda temos 700 amostras aguardando o resultado dos exames”, disse Rosemay.

De acordo com a diretora-presidente da FSV, o Amazonas já alcançou um total de 106 óbitos até a tarde desta quarta-feira pelo novo Coronavírus (Covid-19). Além de 579 pacientes internados, desses 140 confirmados, 70 em leitos clínicos e 70 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

“Suspeitos nós temos 439 pacientes, dos quais 334 estão em leitos clínicos e 105 em UTIs. Chegamos, portanto, ao número de 175 pacientes internados em UTI”, ressaltou.

Cloroquina

O infectologista da Fundação de Medicina Tropical (FMT), Marcus Lacerda, explicou que o Amazonas continua o estudo de tratamento do Covid-19 com a cloroquina. “Há um mês atrás, quando iniciamos o estudo tínhamos dúvida da quantidade da Cloroquina no tratamento da doença, na China era utilizado uma doze maior, já aqui no Brasil, estamos usando uma doze menor, sendo duas dozes no primeiro dia e uma dose nos próximos quatro dias”, disse.

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Reprodução

Rede privada de ensino vai ser acionada na Justiça por falta de consenso sobre mensalidades

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As instituições particulares de ensino serão acionadas na Justiça por conta da falta de consenso em relação à suspensão da cobrança de multas e juros e a negociação de descontos, de até 20%, no valor das mensalidades de escolas e faculdades privadas no período de pandemia ocasionados pelo novo coronavírus (Covid-19).

Um documento que irá subsidiar a Ação Civil Pública a ser impetrada pelos órgãos de defesa do consumidor contra as instituições particulares de ensino foi elaborado pelas Comissões de Direito do Consumidor (CDC) e de Educação (COED) da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

As comissões encaminharam, na noite de terça-feira, 14, um relatório conjunto com alternativas de descontos e negociação das mensalidades da rede privada de ensino, durante a suspensão das aulas neste período restritivo ao Ministério Púbico do Estado (MP-AM).

De acordo com o presidente da CDC, deputado estadual João Luiz (Republicanos), o relatório é resultado das discussões e debates realizados durante audiência pública e reuniões técnicas com representantes da Comissão de Educação da Aleam, 81ª Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon), Defensoria Pública do Estado (DPE-AM), Delegacia do Consumidor (Decon), Procon-AM, Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Amazonas (Sinepe/AM) e de instituições privadas de ensino.

“Optamos pelo diálogo e debate para chegarmos a um acordo que beneficiasse tanto o consumidor quanto o estabelecimento durante a suspensão das aulas, por conta da pandemia da Covid-19. Infelizmente, houve muita intransigência por parte do Sinepe, e não chegamos a um consenso”, explicou João Luiz.

Diante do impasse, o parlamentar explicou que a solução encontrada pela COED, presidida pela deputada Therezinha Ruiz (PSDB), e os órgãos de defesa do consumidor foi de judicializar a questão.

“Nossa intenção era encontrar solução para a questão de forma simples, por meio de debates, mas isso não foi possível. E, com base em tudo que foi discutido, as Comissões de Defesa do Consumidor e de Educação da Assembleia prepararam e encaminharam um relatório conjunto ao MP-AM, que dará prosseguimento por meio de uma Ação Civil Pública. A sociedade aguarda por um desfecho transparente sobre essa questão”, enfatizou o presidente da CDC/Aleam.

Proposta de TAC

Inicialmente, os órgãos de defesa do consumidor e a COED propuseram a assinatura de um TAC, o qual previa a suspensão da cobrança de multas e juros e a negociação de descontos, de até 20%, no valor das mensalidades de escolas e faculdades privadas, além da melhoria da qualidade do ensino remoto. No entanto, o TAC foi rejeitado por parte das instituições e do Sinepe.

Silêncio

A reportagem de O Poder procurou a direção do Sinepe, que ficou de responder sobre a questão, mas, até a publicação dessa matéria, não obteve retorno.

 

Da Redação O Poder

Fonte: CDC/Aleam

Governo prorroga pagamentos de tributos de empresas e anistia multas e juros de fundos

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Diante da queda do faturamento das empresas por conta do isolamento social e da política de restrição de funcionamento dos estabelecimentos comerciais não essenciais, o governo do Amazonas publicou nesta quarta-feira, 15, duas medidas para auxiliar os contribuintes que estão tendo o fluxo de caixa impactado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A Resolução n˚14/2020 da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) autoriza a prorrogação de prazo para pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e dos Fundos e Contribuições Financeiras (FTI, UEA, FMPES e FPS).

Nos meses de abril e maio, os contribuintes que recolherem no mínimo 50% do valor devido de ICMS/Fundos e Contribuições para a Sefaz na data prevista no artigo 107 do Regulamento do ICMS no Estado do Amazonas (RICMS) e no artigo 22 do Decreto nº 23.994/2003, poderão liquidar o restante do ICMS no último dia útil do mês de vencimento do imposto.

Para recolher, o contribuinte deve acessar o Domicilio Tributário Eletrônico (DT-e), funcionalidade no site da Sefaz por meio da qual as empresas cadastradas podem ter acesso ao ambiente virtual da secretaria (leia o passo a passo mais abaixo).

Foi publicada no DOE a Lei n˚ 5.169, que autorizou o Poder Executivo a conceder anistia de multa e juros, tanto para recolhimento à vista como parcelado, relativos às contribuições obrigatórias para a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI), Fundo de Fomento às Micro e Pequenas Empresas (FMPES) e Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS) com fatos geradores até o mês de dezembro de 2019.

As empresas que recolherem os valores dos fundos à vista serão isentas do pagamento de multas e juros. Quem optar pelo parcelamento em até 12 parcelas, contará com desconto de 90% sobre as multas e juros. De 13 a 36 parcelas, o desconto é de 70%. Se a contribuição for recolhida de 37 a 60 parcelas, o desconto será de 50%.

Para adesão ao parcelamento, deve ser paga a primeira parcela no percentual de 5%. O valor de cada parcela não poderá ser inferior a R$ 300,00.

A emissão da guia de pagamento à vista, assim como o parcelamento, devem ser feitos diretamente por meio do DT-e.

O programa de anistia tem validade até o dia 31 de julho de 2020.

Passo a passo

Para se enquadrar na proposta de flexibilização do pagamento do ICMS, basta pagar os 50% do valor devido via DTe, de acordo com o seguinte passo a passo:

1. Acessar “Débitos fiscais/emissão de DAR” (Documento de Arrecadação Estadual)

2. Visualizar o débito que deseja recolher e, ao lado direito da tela, clicar sobre a opção “Valor”

3. Será aberta uma janela, na qual o contribuinte pode digitar o valor a recolher e imprimir o DAR correspondente

Para mais informações, o contribuinte pode entrar em contato pelos números de telefone e email disponíveis no site da Sefaz, no banner “Portfólio de Serviços”, aba “Débitos e parcelamentos”, ou ainda conversar com um atendente por meio do chat on-line para dúvidas.

 

Da Redação O Poder

Foto: Divulgação

Deputados cobram abertura do Hospital Nilton Lins e ida da titular da Susam à Aleam

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O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) cobrou do governo do Estado a definição de uma data para que o hospital de campanha da Nilton Lins, que deve receber pacientes contaminados pelo coronavírus, entre em funcionamento. Wilker citou a nova secretária da Saúde,  Simone Papaiz, e questionou à mesa diretora quando ela vai prestar esclarecimentos sobre as medidas adotadas no combate ao coronavírus no Estado.

Até o momento ainda não foi definido a data em que a nova titular da Susam deve participar de audiência pública para esclarecer a situação da Saúde no Amazonas. A previsão é que até sexta-feira, 17, ela seja convocada.

“Eu não vou entrar no mérito do aluguel do Nilton Lins, agora eu não admito uma secretária dar entrevista ontem e dizer que não tem prazo para ser inaugurado. A pandemia não espera eu preciso de uma data. O governador (Wilson Lima) falou que em sete dias entregava. A secretária não deu data. Nós vamos congelar os pacientes? Só se for no necrotério. Porque não temos uma data para inaugurar a Nilton Lins. Quando é ficou marcada a audiência pública com a secretária de Saúde e na quinta-feira e na sexta?”, cobrou.

Serafim Corrêa (PSB) também questionou a definição da data em que a secretária de Saúde deve ser convocada pela Aleam para prestar esclarecimentos. “Precisamos saber da presidência uma definição. A cobrança diz respeito a todos nós da sociedade que quer ter clareza, ter datas e um posicionamento que quer conhecer os números”, enfatizou.

O parlamentar ainda questionou o fato de pacientes contaminados com Covid-19 estejam sendo levados para unidades de saúde onde pessoas estão em tratamento de outras doenças.

“Eu não sou médico nem da área de saúde, mas vejo uma coisa que me preocupa. Agora o Delphina Aziz colapsou e não tem mais vagas. As pessoas vão pra lá e estão sendo levadas para outros hospitais e vai misturar pacientes com outras doenças com pacientes com Covid-19. Isso não vai dar certo é o obvio. Uma sugestão que eu venho dando há mais de um ano, da Beneficente Portuguesa e Hospital Getúlio Vargas, que dentro da regra do SUS se encaixam perfeitamente dentro da sua filosofia”, disse Serafim.

A presidente da Comissão de Saúde da Aleam, deputada Mayara Pinheiro (PP), reforçou a urgência da abertura de novos leitos no Estado do Amazonas. “Ontem haviam 14 pacientes transferidos para o Delphina Aziz e nenhum conseguiu vaga no hospital que é tido como referência ao coronavírus aqui no Amazonas. Então mais uma vez de cobrar quero falar da suma importância da abertura do hospital Nilton Lins”, concluiu.

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Aleam

COVID-19: Líder de casos no interior, Manacapuru acelera conclusão de Hospital de Campanha

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A conclusão de um Hospital de Campanha prevista até quinta-feira, 16, com até 38 leitos, o fechamento de parceria com o Hospital Samel de Manaus e a intensificação de medidas de isolamento social são algumas das medidas adotadas pelo secretário municipal de Saúde de Manacapuru, Rodrigo Balbi, anunciadas nesta terça-feira, 14, para combater os casos de contaminação do coronavírus no município que já registra 100 casos confirmados e três óbitos.

Manacapuru lideram em número de casos da Covid-19 no interior do Estado e, Rodrigo Balbi admitiu que está preocupado com a evolução deste números. Na sua avaliação, é reflexo do aumento de testes que vem sendo realizados na população.

“Graças a Deus o número de óbitos até agora não tem acompanhado o crescimento do número de acometidos pela doença. Isso é uma tendência e o número de casos no Estado que está em franco crescimento e isso demanda uma ação diferenciada por parte da Secretaria Municipal de Saúde”, afirmou.

Na avaliação do secretário quando mais casos vão surgindo aumenta o atendimento na saúde pública e por isso a necessidade da conclusão urgente do hospital de campanha que vai funcionar nas instalações de uma clínica do município.

“Estamos nos preparando para o aumento de casos e estamos equipando o hospital de campanha, além de intensificando as ações sociais e à noite temos mantido o toque de recolher das 20h às 6h. Mas a população durante o dia tem relaxado na questão do isolamento social e estão circulando tranquilamente pela cidade como se nada estivesse acontecendo”, lamentou.

Em relação à parceria com o grupo Samel que vem inovando no tratamento da Covid-19, Rodrigo Balbi falou da importância da utilização dos equipamentos que estão sendo usados com sucesso no tratamento da doença pelo hospital de Manaus.

“Estabelecemos uma parceria de cooperação técnica com a Samel para utilizar as câmaras respiradoras das quais eles trabalharam para criar a técnica. Vamos utilizar o protocolo que eles estabeleceram na sua rede de saúde que tem tido muito sucesso”, concluiu.

 

Augusto Costa, para o Portal O Poder

Foto: Divulgação

Arthur Neto edita decreto em que recomenda uso de máscaras em Manaus

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A partir de agora vai ser obrigatório o uso de máscaras em Manaus, conforme o decreto municipal assinado pelo prefeito de Manaus Arthur Neto (PSDB) na noite desta terça-feira, 14. O anúncio foi feito durante uma transmissão em sua conta no Instagram. A medida busca evitar o contágio pelo novo Coronavírus (Covid-19). (Veja o vídeo no final da matéria)

Arthur Neto afirma que assinou o documento para que todas as pessoas que tiverem que sair de casa usem máscaras de proteção. “Assinei um decreto determinado que todas as pessoas que saiam das suas casas, quando forem obrigadas a sair, que o pedido mesmo é que fiquem em casa, mas, quando tiverem que sair que saiam de máscaras”, disse.

O prefeito alertou ainda, que as pessoas lavem bem as mãos antes de sair e ao chegar em casa, além de pedir que as pessoas cuidem de suas roupas e evitem a infecção da Covid-19.

Decreto

O decreto em caráter temporário, determina no âmbito do Município de Manaus, a utilização de máscaras pela população como meio de prevenção ao novo coronavírus, foi publicado no Diário Eletrônico da prefeitura na tarde desta terça.

Conforme o decreto, recomendada-se a toda a população do Município de Manaus a utilização de máscaras de proteção, confeccionadas em tecido, em conformidade com orientações do Ministério da Saúde, em especial quando houver necessidade de:

  • I – se manter contato com outras pessoas;
  • II – deslocamento em vias públicas;
  • III – compras de gêneros de primeira necessidade ou medicamentos;
  • IV – uso de qualquer meio de transporte compartilhado de passageiros;
  • V – ter acesso aos estabelecimentos prestadores de serviços essenciais, tais como supermercados, mercados, mercearias, padarias, farmácias, drogarias, entre outros;
  • VI – ter acesso aos estabelecimentos comerciais que tiverem suas atividades liberadas;
  • VII – ingresso, permanência ou desempenho de qualquer atividade em ambientes compartilhados com outras pessoas, nos setores público e privado; e
  • VIII – outra medida que interrompa provisoriamente o isolamento social.”

Hospital de Campanha

Ainda durante o discurso, o prefeito comentou sobre os dados positivos do hospital de campanha da Prefeitura de Manaus. “Hoje (terça), transferimos de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estadual, para o nosso hospital de campanha um senhor de 87 anos que está recebendo o tratamento e acompanhamento dos médicos”, relatou o prefeito.

Confira o vídeo na íntegra 

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Reprodução/Instagram