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Covid-19: Portaria que prevê prisão para quem descumprir regras repercute na Aleam

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As medidas adotadas pelos ministros da Saúde, Henrique Mandetta, e da Justiça e Segurança, Sergio Moro, por meio de portaria que endurecem as determinações a serem cumpridas pela população sobre o coronavírus encontraram eco na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Entre as decisões, há até a que prevê prisão para quem descumpri-las.

O deputado estadual Sinésio Campo (PT) questionou estas medidas enquanto João Luiz, do Republicanos, apresentou opinião divergente e apoia prisões em tempos de epidemias.

Na avaliação de Sinésio, os demais países que estão enfrentando a pandemia do coronavírus não estão agindo dessa forma. Sinésio acredita que o governo federal deve tratar o problema como política pública de saúde.

“São poucas as pessoas que têm acesso hoje ao álcool em gel, o acesso as máscaras que estão num preço absurdo. O governo antes de prender, pois não é uma questão de polícia, mas política de saúde para que esses produtos básicos (álcool em gel e máscaras) cheguem apreços acessíveis à população. É preciso a conscientização das pessoas e vermos como os governos do mundo estão lidando com essa situação que pode atingir 70% da população”, afirmou.

A portaria está baseada em dois artigos do Código Penal (Decreto-lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940): o 268 e o 330. O primeiro afirma que é crime contra a saúde pública “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa” – neste caso, a pena é detenção, de um mês a um ano, e multa. O segundo artigo, por sua vez, estabelece que é crime “desobedecer a ordem legal de funcionário público”, com pena de detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.

De acordo com o texto assinado pelos ministros, os profissionais da área da saúde poderão “solicitar o auxílio de força policial nos casos de recusa ou desobediência” de pacientes que precisem ficar em isolamento ou quarentena. Outra medida da portaria  prevê que “a autoridade policial poderá encaminhar o agente à sua residência ou estabelecimento hospitalar para o cumprimento das medidas”.

Há, ainda, a possibilidade de o indivíduo ser encaminhado a um estabelecimento prisional em cela isolada dos demais – esta hipótese, contudo, só é cogitada em casos excepcionais.

Já o deputado João Luiz considera a medida adotada pelos ministros de prender quem não cumprir as normas de saúde como  necessária nesse momento de pandemia.

“É necessária. Ontem (terça, 17) divulgaram imagens de uma pessoa que teve o caso de coronavírus positivo e estava andando pelas ruas. A ordem da Organização Mundial de Saúde é para aqueles em que o teste deu positivo ter uma quarentena para que mais pessoas não sejam infectadas pelo convívio. É uma medida que precisar ser obedecida”, concluiu.

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Aleam

 

Covid-19: Portaria que prevê prisão para quem descumprir regras repercute na Aleam

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As medidas adotadas pelos ministros da Saúde, Henrique Mandetta, e da Justiça e Segurança, Sergio Moro, por meio de portaria que endurecem as determinações a serem cumpridas pela população sobre o coronavírus encontraram eco na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Entre as decisões, há até a que prevê prisão para quem descumpri-las.

O deputado estadual Sinésio Campo (PT) questionou estas medidas enquanto João Luiz, do Republicanos, apresentou opinião divergente e apoia prisões em tempos de epidemias.

Na avaliação de Sinésio, os demais países que estão enfrentando a pandemia do coronavírus não estão agindo dessa forma. Sinésio acredita que o governo federal deve tratar o problema como política pública de saúde.

“São poucas as pessoas que têm acesso hoje ao álcool em gel, o acesso as máscaras que estão num preço absurdo. O governo antes de prender, pois não é uma questão de polícia, mas política de saúde para que esses produtos básicos (álcool em gel e máscaras) cheguem apreços acessíveis à população. É preciso a conscientização das pessoas e vermos como os governos do mundo estão lidando com essa situação que pode atingir 70% da população”, afirmou.

A portaria está baseada em dois artigos do Código Penal (Decreto-lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940): o 268 e o 330. O primeiro afirma que é crime contra a saúde pública “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa” – neste caso, a pena é detenção, de um mês a um ano, e multa. O segundo artigo, por sua vez, estabelece que é crime “desobedecer a ordem legal de funcionário público”, com pena de detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.

De acordo com o texto assinado pelos ministros, os profissionais da área da saúde poderão “solicitar o auxílio de força policial nos casos de recusa ou desobediência” de pacientes que precisem ficar em isolamento ou quarentena. Outra medida da portaria  prevê que “a autoridade policial poderá encaminhar o agente à sua residência ou estabelecimento hospitalar para o cumprimento das medidas”.

Há, ainda, a possibilidade de o indivíduo ser encaminhado a um estabelecimento prisional em cela isolada dos demais – esta hipótese, contudo, só é cogitada em casos excepcionais.

Já o deputado João Luiz considera a medida adotada pelos ministros de prender quem não cumprir as normas de saúde como  necessária nesse momento de pandemia.

“É necessária. Ontem (terça, 17) divulgaram imagens de uma pessoa que teve o caso de coronavírus positivo e estava andando pelas ruas. A ordem da Organização Mundial de Saúde é para aqueles em que o teste deu positivo ter uma quarentena para que mais pessoas não sejam infectadas pelo convívio. É uma medida que precisar ser obedecida”, concluiu.

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Aleam

 

Federais do AM apresentam projetos e usam redes sociais para alertar sobre o coronavírus

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Brasília – O avanço da pandemia do coronavírus no Brasil e os casos confirmados no Amazonas têm mobilizado os deputados federais do Estado em apresentar projetos e emendas que visam o combate à doença e, ainda, posts em suas redes sociais alertando seus seguidores sobre os riscos e os cuidados a serem tomados.

No Facebook, o deputado Delegado Pablo (PSL-AM), em post publicado na tarde desta quarta, 18, lembra aos seguidores que já passam de 200, o número de casos confirmados pelo Ministério da Saúde e reforça que “somente o cuidado individual com a colaboração de todos pode afastar a ameaça dos nossos lares. Restrições temporárias dos hábitos e da vida social são um preço pequeno que teremos que pagar na prevenção da doença. A humanidade vencerá, tenho certeza disso”, publicou.

Silas Câmara do Republicanos-AM divulgou na sua conta oficial do Facebook orientações dadas pelo partido por meio de nota aos correligionários. No texto, o partido alerta para a necessidade de atender a inúmeros doentes ao mesmo tempo, sobretudo aqueles que eventualmente possam precisar de tratamento intensivo (leitos de UTI).

Emenda

Silas também apresentou uma emenda à MP 924/2020 do governo federal, que libera R$ 5,099 bilhões para o enfrentamento da crise de saúde pública provocada pelo Covid-19.

A emenda propõe a priorização da destinação de leitos de UTI aos municípios com configurações diferentes em termo de quantidade; de até 10 mil, até 30 mil e acima dos 30 mil habitantes.

Marcelo Ramos, do PL, em posts em suas contas no Facebook e Twitter, relatou os trabalhos que estão sendo realizados no Congresso para combater o coronavírus. Em um dos vídeos, ele fala sobre a votação de um projeto da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), que propõe a autorização para o uso dos fundos municipais e estaduais de saúde, que são os recursos que sobram do ano anterior, mas que não podem ser utilizados.

De acordo com o deputado, a aprovação do projeto “será importante para os municípios do Amazonas porque garantirá que os prefeitos possam fazer um serviço de contenção no interior do nosso estado”, afirmou.

O deputado Sidney Leite (PSD-AM), também está em Brasília. Em vídeo postado em suas redes sociais, ele cobrou medidas diferenciadas em relação ao coronavírus no Estado do Amazonas.

Segundo o parlamentar, o Estado requer atenção dobrada porque “não há unidades de tratamento intensivo (UTI)”, disse.

Outro complicador segundo Sidney, é que o Amazonas faz fronteira com outros cinco Estados, além também de alguns países. “Nós somo vizinhos dos Estados de Rondônia, Acre, Roraima, Mato Grosso e Pará. Fora os países como a Colômbia, Peru e a Venezuela”, lembrou.

Requerimento

Na mesma esteira dos colegas, o deputado federal José Ricardo (PT-AM) enviou na última segunda-feira, 17, requerimento ao Ministério da Saúde cobrando providências legislativas necessárias para a revogação da Emenda Constitucional nº 95/2016, que reduziu os investimentos da saúde, bem como a prioridade na liberação de todas as emendas parlamentares que destinam recursos financeiros para a saúde.

O parlamentar justifica que essas medidas ajudarão prefeituras e governos de Estados, pois seriam quase R$ 4 bilhões a mais para o Brasil. Só para o Amazonas seriam mais de R$ 60 milhões para Saúde do Estado. O parlamentar vai fazer a mesma solicitação à mesa diretora da Câmara dos Deputados.

Estado de calamidade pública

Na terça-feira, 17, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu pedir ao Congresso Nacional o reconhecimento de estado de calamidade pública por causa da pandemia do coronavírus. A medida vai permitir ao governo descumprir a meta fiscal e, consequentemente, aumentar o gasto público.

O pedido foi bem recebido pelo Congresso e, na noite desta quarta-feira, 18, os deputados federais aprovaram-no por unanimidade e, agora, segue para votação no Senado.

Para o deputado Silas, depois de Bolsonaro ter comparecido no ato em Brasília, no último domingo,15, “era necessário um movimento que demonstrasse importância e gravidade que o momento tem. O decreto demonstra isso […] o Governo brasileiro deveria demonstrar isso, e a importância de levarmos a sério os acontecimentos e o coronavírus ter chegado ao Brasil”, declarou.

Bosco Saraiva, do Solidariedade-AM, disse que está de pleno acordo com a medida e espera que “o relatório seja aprovado ainda hoje”.

Para o deputado, o decreto dará liberdade para o governo federal “alocar todo recurso necessário no setor de saúde para enfrentar essa crise do coronavírus”, completou.

Por ser maior de 60 anos e ter hipertensão, Bosco Saraiva está em Manaus. Ele faz parte do grupo de risco e foi liberado de presença na Câmara dos Deputados, em Brasília.

 

Izael Pereira, de Brasília para O Poder

Foto: Divulgação

Federais do AM apresentam projetos e usam redes sociais para alertar sobre o coronavírus

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Brasília – O avanço da pandemia do coronavírus no Brasil e os casos confirmados no Amazonas têm mobilizado os deputados federais do Estado em apresentar projetos e emendas que visam o combate à doença e, ainda, posts em suas redes sociais alertando seus seguidores sobre os riscos e os cuidados a serem tomados.

No Facebook, o deputado Delegado Pablo (PSL-AM), em post publicado na tarde desta quarta, 18, lembra aos seguidores que já passam de 200, o número de casos confirmados pelo Ministério da Saúde e reforça que “somente o cuidado individual com a colaboração de todos pode afastar a ameaça dos nossos lares. Restrições temporárias dos hábitos e da vida social são um preço pequeno que teremos que pagar na prevenção da doença. A humanidade vencerá, tenho certeza disso”, publicou.

Silas Câmara do Republicanos-AM divulgou na sua conta oficial do Facebook orientações dadas pelo partido por meio de nota aos correligionários. No texto, o partido alerta para a necessidade de atender a inúmeros doentes ao mesmo tempo, sobretudo aqueles que eventualmente possam precisar de tratamento intensivo (leitos de UTI).

Emenda

Silas também apresentou uma emenda à MP 924/2020 do governo federal, que libera R$ 5,099 bilhões para o enfrentamento da crise de saúde pública provocada pelo Covid-19.

A emenda propõe a priorização da destinação de leitos de UTI aos municípios com configurações diferentes em termo de quantidade; de até 10 mil, até 30 mil e acima dos 30 mil habitantes.

Marcelo Ramos, do PL, em posts em suas contas no Facebook e Twitter, relatou os trabalhos que estão sendo realizados no Congresso para combater o coronavírus. Em um dos vídeos, ele fala sobre a votação de um projeto da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), que propõe a autorização para o uso dos fundos municipais e estaduais de saúde, que são os recursos que sobram do ano anterior, mas que não podem ser utilizados.

De acordo com o deputado, a aprovação do projeto “será importante para os municípios do Amazonas porque garantirá que os prefeitos possam fazer um serviço de contenção no interior do nosso estado”, afirmou.

O deputado Sidney Leite (PSD-AM), também está em Brasília. Em vídeo postado em suas redes sociais, ele cobrou medidas diferenciadas em relação ao coronavírus no Estado do Amazonas.

Segundo o parlamentar, o Estado requer atenção dobrada porque “não há unidades de tratamento intensivo (UTI)”, disse.

Outro complicador segundo Sidney, é que o Amazonas faz fronteira com outros cinco Estados, além também de alguns países. “Nós somo vizinhos dos Estados de Rondônia, Acre, Roraima, Mato Grosso e Pará. Fora os países como a Colômbia, Peru e a Venezuela”, lembrou.

Requerimento

Na mesma esteira dos colegas, o deputado federal José Ricardo (PT-AM) enviou na última segunda-feira, 17, requerimento ao Ministério da Saúde cobrando providências legislativas necessárias para a revogação da Emenda Constitucional nº 95/2016, que reduziu os investimentos da saúde, bem como a prioridade na liberação de todas as emendas parlamentares que destinam recursos financeiros para a saúde.

O parlamentar justifica que essas medidas ajudarão prefeituras e governos de Estados, pois seriam quase R$ 4 bilhões a mais para o Brasil. Só para o Amazonas seriam mais de R$ 60 milhões para Saúde do Estado. O parlamentar vai fazer a mesma solicitação à mesa diretora da Câmara dos Deputados.

Estado de calamidade pública

Na terça-feira, 17, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu pedir ao Congresso Nacional o reconhecimento de estado de calamidade pública por causa da pandemia do coronavírus. A medida vai permitir ao governo descumprir a meta fiscal e, consequentemente, aumentar o gasto público.

O pedido foi bem recebido pelo Congresso e, na noite desta quarta-feira, 18, os deputados federais aprovaram-no por unanimidade e, agora, segue para votação no Senado.

Para o deputado Silas, depois de Bolsonaro ter comparecido no ato em Brasília, no último domingo,15, “era necessário um movimento que demonstrasse importância e gravidade que o momento tem. O decreto demonstra isso […] o Governo brasileiro deveria demonstrar isso, e a importância de levarmos a sério os acontecimentos e o coronavírus ter chegado ao Brasil”, declarou.

Bosco Saraiva, do Solidariedade-AM, disse que está de pleno acordo com a medida e espera que “o relatório seja aprovado ainda hoje”.

Para o deputado, o decreto dará liberdade para o governo federal “alocar todo recurso necessário no setor de saúde para enfrentar essa crise do coronavírus”, completou.

Por ser maior de 60 anos e ter hipertensão, Bosco Saraiva está em Manaus. Ele faz parte do grupo de risco e foi liberado de presença na Câmara dos Deputados, em Brasília.

 

Izael Pereira, de Brasília para O Poder

Foto: Divulgação

Câmara aprova decreto de calamidade pública e projeto vai ao Senado

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 18, o pedido de reconhecimento de calamidade pública enviado pelo governo federal diante da pandemia de coronavírus. A proposta, que segue para o Senado Federal, permite que o Executivo gaste mais do que o previsto e desobedeça às metas fiscais para custear ações de combate à pandemia.

O texto aprovado é o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 88/20, que também cria uma comissão mista composta por seis deputados e seis senadores, com igual número de suplentes, para acompanhar os gastos e as medidas tomadas pelo governo federal no enfrentamento do problema.

A comissão poderá trabalhar por meio virtual, mas há garantia de reuniões mensais com técnicos do Ministério da Economia e uma audiência bimestral com o ministro da pasta, Paulo Guedes, para avaliar a situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas emergenciais relacionadas ao Covid-19.

Crédito ilimitado

O relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), afirmou que não se trata de um “cheque em branco”, mas de crédito ilimitado para o governo agir. Ele disse ainda que a comissão mista vai garantir a transparência nos gastos.

“Ao reconhecer a calamidade pública, o Congresso permite o descumprimento das metas fiscais, e o governo vai ter condições de fortalecer o Sistema Único de Saúde, que é o principal instrumento de combate ao coronavírus”, comentou. “Também vai garantir medidas econômicas, como renda para a população, e ações para impedir a expansão do vírus.”

Ações

O governo federal anunciou nesta quarta uma série de medidas de enfrentamento à crise, como linhas de crédito, desoneração de produtos médicos, socorro às companhias aéreas e fechamento de fronteiras.

O líder do PDT, deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), reivindicou a expansão dos gastos com saúde e com o Bolsa Família. Por sua vez, o deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP) pediu atenção às empresas, para evitar o encolhimento da economia.

Já o líder da oposição, deputado  Alessandro Molon (PSB-RJ), destacou o voto favorável dos partidos contrários ao governo e destacou que os gastos serão exclusivos para combater o coronavírus. Ele acrescentou que os parlamentares vão ficar vigilantes às ações do Executivo.

Calamidade

Nos termos atuais, o estado de calamidade pública é inédito em nível federal. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) prevê essa condição temporária, que suspende prazos para ajuste das despesas de pessoal e dos limites do endividamento; para cumprimento das metas fiscais; e para adoção dos limites de empenho (contingenciamento) das despesas.

Segundo o governo, o reconhecimento do estado de calamidade pública, previsto para durar até 31 de dezembro, é necessário “em virtude do monitoramento permanente da pandemia Covid-19, da necessidade de elevação dos gastos públicos para proteger a saúde e os empregos dos brasileiros e da perspectiva de queda de arrecadação”.

Conforme previsto na LRF, o governo deve atualizar na próxima semana os parâmetros econômicos que norteiam as contas públicas. Interlocutores da equipe econômica, como o líder do governo na Comissão Mista de Orçamento, deputado Claudio Cajado (PP-BA), previam o anúncio neste mês de um contingenciamento de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões.

Neste ano, conforme o Orçamento sancionado sem vetos pelo presidente Bolsonaro, a meta fiscal para o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) é um déficit primário de R$ 124,1 bilhões. Desde 2014, as contas públicas estão no vermelho: descontado o pagamento dos juros da dívida, as despesas superam as receitas.

 

Conteúdo e foto: Agência Câmara de Notícias

Câmara aprova decreto de calamidade pública e projeto vai ao Senado

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 18, o pedido de reconhecimento de calamidade pública enviado pelo governo federal diante da pandemia de coronavírus. A proposta, que segue para o Senado Federal, permite que o Executivo gaste mais do que o previsto e desobedeça às metas fiscais para custear ações de combate à pandemia.

O texto aprovado é o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 88/20, que também cria uma comissão mista composta por seis deputados e seis senadores, com igual número de suplentes, para acompanhar os gastos e as medidas tomadas pelo governo federal no enfrentamento do problema.

A comissão poderá trabalhar por meio virtual, mas há garantia de reuniões mensais com técnicos do Ministério da Economia e uma audiência bimestral com o ministro da pasta, Paulo Guedes, para avaliar a situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas emergenciais relacionadas ao Covid-19.

Crédito ilimitado

O relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), afirmou que não se trata de um “cheque em branco”, mas de crédito ilimitado para o governo agir. Ele disse ainda que a comissão mista vai garantir a transparência nos gastos.

“Ao reconhecer a calamidade pública, o Congresso permite o descumprimento das metas fiscais, e o governo vai ter condições de fortalecer o Sistema Único de Saúde, que é o principal instrumento de combate ao coronavírus”, comentou. “Também vai garantir medidas econômicas, como renda para a população, e ações para impedir a expansão do vírus.”

Ações

O governo federal anunciou nesta quarta uma série de medidas de enfrentamento à crise, como linhas de crédito, desoneração de produtos médicos, socorro às companhias aéreas e fechamento de fronteiras.

O líder do PDT, deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), reivindicou a expansão dos gastos com saúde e com o Bolsa Família. Por sua vez, o deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP) pediu atenção às empresas, para evitar o encolhimento da economia.

Já o líder da oposição, deputado  Alessandro Molon (PSB-RJ), destacou o voto favorável dos partidos contrários ao governo e destacou que os gastos serão exclusivos para combater o coronavírus. Ele acrescentou que os parlamentares vão ficar vigilantes às ações do Executivo.

Calamidade

Nos termos atuais, o estado de calamidade pública é inédito em nível federal. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) prevê essa condição temporária, que suspende prazos para ajuste das despesas de pessoal e dos limites do endividamento; para cumprimento das metas fiscais; e para adoção dos limites de empenho (contingenciamento) das despesas.

Segundo o governo, o reconhecimento do estado de calamidade pública, previsto para durar até 31 de dezembro, é necessário “em virtude do monitoramento permanente da pandemia Covid-19, da necessidade de elevação dos gastos públicos para proteger a saúde e os empregos dos brasileiros e da perspectiva de queda de arrecadação”.

Conforme previsto na LRF, o governo deve atualizar na próxima semana os parâmetros econômicos que norteiam as contas públicas. Interlocutores da equipe econômica, como o líder do governo na Comissão Mista de Orçamento, deputado Claudio Cajado (PP-BA), previam o anúncio neste mês de um contingenciamento de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões.

Neste ano, conforme o Orçamento sancionado sem vetos pelo presidente Bolsonaro, a meta fiscal para o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) é um déficit primário de R$ 124,1 bilhões. Desde 2014, as contas públicas estão no vermelho: descontado o pagamento dos juros da dívida, as despesas superam as receitas.

 

Conteúdo e foto: Agência Câmara de Notícias

Assembleia Legislativa suspende atividades a partir desta quinta-feira

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Após uma reunião que durou mais de cinco horas, a portas fechadas na sala da presidência, na tarde desta quarta-feira, 18, os deputados estaduais decidiram suspender as atividades legislativas, de plenário, gabinetes e setores da diretoria, a partir desta quinta-feira, 19, por tempo indeterminado.

A medida, tomada em consenso entre os parlamentares, faz parte do pacote de precaução que o Legislativo estadual tem tomado para evitar a contaminação pelo coronavírus, o Covid-19.

O ato, assinado por todos os membros da mesa diretora, foi publicado no Diário Oficial da Aleam na noite desta quarta.

ATO DA MESA N.º 008, de 18 de março de 2020

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Lucas Bastos/O Poder

Assembleia Legislativa suspende atividades a partir desta quinta-feira

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Após uma reunião que durou mais de cinco horas, a portas fechadas na sala da presidência, na tarde desta quarta-feira, 18, os deputados estaduais decidiram suspender as atividades legislativas, de plenário, gabinetes e setores da diretoria, a partir desta quinta-feira, 19, por tempo indeterminado.

A medida, tomada em consenso entre os parlamentares, faz parte do pacote de precaução que o Legislativo estadual tem tomado para evitar a contaminação pelo coronavírus, o Covid-19.

O ato, assinado por todos os membros da mesa diretora, foi publicado no Diário Oficial da Aleam na noite desta quarta.

ATO DA MESA N.º 008, de 18 de março de 2020

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Lucas Bastos/O Poder

Wilson Lima faz exame para coronavírus e já está em isolamento

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Após a confirmação nesta quarta-feira, 18, de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), testou positivo para o novo coronavírus, políticos e autoridades do Amazonas que estiveram presentes à reunião a portas fechadas na última quinta-feira, 12, com o senador, já pensam em realizar o exame.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), anfitrião do evento, se antecipou e, tão logo foi confirmada a infecção de Alcolumbre, coletou material para fazer exame no início da tarde desta quarta.

Em nota divulgada pela Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), na noite desta quarta, afirma que Wilson Lima não apresenta sintoma da doença, “mas por ter mantido agenda intensa de reuniões de trabalho após ter tido contato muito próximo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que testou positivo para o Covid-19, a vigilância epidemiológica recomendou que Wilson Lima fizesse o exame”.

Ainda conforme a nota, o governador ficará em isolamento até que saia o resultado do exame.

Além de Wilson, outros políticos que estiveram no encontro com Alcolumbre já consideram a possibilidade de fazer o exame para tirar a prova, a exemplo do deputado federal capitão Alberto Neto (Republicanos).

Ele informou ao O Poder que “segue normal e sem sintomas”, mas por questão de precaução irá se submeter ao exame. O parlamentar veio na comitiva do presidente do Senado, no dia 12, e ficou em Manaus. Alberto Neto também participou do ato pró-governo Bolsonaro, realizado no dia 15, na capital amazonense.

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Josué Neto (sem partido), presente no encontro com o presidente, disse à reportagem que não está sentindo os sintomas do Covid-19. “Minha saúde está boa e tendendo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), vou seguindo”, declarou Josué.

Vice-presidente da Aleam, a deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB) disse ao O Poder que já fez o teste para o novo coronavírus e está em isolamento. Segundo ela, o resultado de seu exame sai nesta quinta-feira, 19.

O nome das autoridades e políticos presentes ao encontro que debatia sobre a PEC da reforma tributária e os efeitos dela na Zona Franca de Manaus (ZFM) são os mais comentados como possíveis receptores do vírus, e a reunião está considerada um foco para uma possível transmissão.

‘Presentes’

Entre os políticos presentes na reunião particular com o Davi estavam ainda o senador Eduardo Braga (PSD), que já realizou o exame e deu negativo; Omar Aziz (PSD), que tem evitado falar sobre o tema; o deputado federal Sidney Leite (PSD); os deputados estaduais Therezinha Ruiz (PSDB) e Adjunto Afonso (PDT). Autoridades como o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, e empresários do ramo industrial também se fizeram presentes.

A reportagem entrou em contato com os demais políticos e autoridades que estiveram na reunião para saber se cogitam realizar o exame do coronavírus, sem êxito.

 

Ericles Albuquerque, para O Poder

Foto: Hariel Fontenelle/O Poder

 

Wilson Lima faz exame para coronavírus e já está em isolamento

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Após a confirmação nesta quarta-feira, 18, de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), testou positivo para o novo coronavírus, políticos e autoridades do Amazonas que estiveram presentes à reunião a portas fechadas na última quinta-feira, 12, com o senador, já pensam em realizar o exame.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), anfitrião do evento, se antecipou e, tão logo foi confirmada a infecção de Alcolumbre, coletou material para fazer exame no início da tarde desta quarta.

Em nota divulgada pela Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), na noite desta quarta, afirma que Wilson Lima não apresenta sintoma da doença, “mas por ter mantido agenda intensa de reuniões de trabalho após ter tido contato muito próximo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que testou positivo para o Covid-19, a vigilância epidemiológica recomendou que Wilson Lima fizesse o exame”.

Ainda conforme a nota, o governador ficará em isolamento até que saia o resultado do exame.

Além de Wilson, outros políticos que estiveram no encontro com Alcolumbre já consideram a possibilidade de fazer o exame para tirar a prova, a exemplo do deputado federal capitão Alberto Neto (Republicanos).

Ele informou ao O Poder que “segue normal e sem sintomas”, mas por questão de precaução irá se submeter ao exame. O parlamentar veio na comitiva do presidente do Senado, no dia 12, e ficou em Manaus. Alberto Neto também participou do ato pró-governo Bolsonaro, realizado no dia 15, na capital amazonense.

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Josué Neto (sem partido), presente no encontro com o presidente, disse à reportagem que não está sentindo os sintomas do Covid-19. “Minha saúde está boa e tendendo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), vou seguindo”, declarou Josué.

Vice-presidente da Aleam, a deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB) disse ao O Poder que já fez o teste para o novo coronavírus e está em isolamento. Segundo ela, o resultado de seu exame sai nesta quinta-feira, 19.

O nome das autoridades e políticos presentes ao encontro que debatia sobre a PEC da reforma tributária e os efeitos dela na Zona Franca de Manaus (ZFM) são os mais comentados como possíveis receptores do vírus, e a reunião está considerada um foco para uma possível transmissão.

‘Presentes’

Entre os políticos presentes na reunião particular com o Davi estavam ainda o senador Eduardo Braga (PSD), que já realizou o exame e deu negativo; Omar Aziz (PSD), que tem evitado falar sobre o tema; o deputado federal Sidney Leite (PSD); os deputados estaduais Therezinha Ruiz (PSDB) e Adjunto Afonso (PDT). Autoridades como o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, e empresários do ramo industrial também se fizeram presentes.

A reportagem entrou em contato com os demais políticos e autoridades que estiveram na reunião para saber se cogitam realizar o exame do coronavírus, sem êxito.

 

Ericles Albuquerque, para O Poder

Foto: Hariel Fontenelle/O Poder