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Flávio Pascarelli ministra aula na Esmam e destaca preparação para magistratura

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O desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes, diretor da Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam), ministrou uma aula sobre Teoria do Direito e Teoria do Processo no Curso Preparatório à Carreira da Magistratura, na última terça-feira, 12.

“O curso tem o objetivo de preparar candidatos aos concursos para a magistratura. Para isso, todos os professores são pessoas que já passaram pelo teste dos concursos públicos. A aula foi sobre Teoria do Direito e do Processo, ocasião em que discutimos os temas que costumam cair nesses certames”, destacou Pascarelli ao site O Poder.

O desembargador também ressaltou que a Esmam oferece capacitações voltadas aos magistrados. “O objetivo é que eles se mantenham atualizados para poderem exercer a magistratura com mais segurança”, explicou.

O “XVI Curso Preparatório à Carreira da Magistratura do Amazonas” e o “I Curso Popular da Escola da Magistratura do Estado do Amazonas” iniciaram as atividades em 2024. As aulas são realizadas na sede da Esmam, localizada no prédio anexo ao Tribunal de Justiça do Amazonas.

Trajetória marcante no Judiciário

Diretor da Esmam pela terceira vez, o desembargador Flávio Pascarelli possui uma trajetória acadêmica e profissional consolidada.

Doutor em Direito Constitucional, Mestre em Direito e Especialista em Direito do Estado, ele também atua como professor convidado em diversas faculdades. Além disso, já exerceu cargos de destaque, como vice-presidente do Conselho dos Tribunais de Justiça (CTJ), presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais e da Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon).

No Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), foi diretor da Escola de Servidores, corregedor-geral de Justiça, vice-presidente e presidente. Também atuou como vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), além de presidir a Corte Eleitoral.

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Foto: Divulgação

RR: AGU confirma legalidade na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa

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A Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu parecer favorável à Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) no caso que trata da eleição da Mesa Diretora para o biênio 2025/2026. No documento, disponível nesta quarta-feira, 12, a AGU considera improcedente a ação movida pelo Diretório Nacional do Partido Social Democrático (PSD), que solicita a anulação da eleição da atual Mesa Diretora.

A ação do PSD Nacional questionava a legalidade do processo eleitoral interno da ALE-RR, alegando ser o terceiro biênio consecutivo com a mesma Presidência. No entanto, a AGU entendeu que a condução da eleição respeitou os princípios da legalidade e da autonomia do Poder Legislativo estadual, assegurados pela Constituição Federal.

Nas informações prestadas pela Assembleia Legislativa, a Casa destacou que o exercício do cargo de presidente pelo deputado Soldado Sampaio no período de 29 de janeiro de 2021 a 23 de fevereiro de 2022 não se tratou de mandato regular, pois se deu em razão de cumprimento de ordem judicial, revelando seu caráter provisório e precário, exercido apenas por força do cumprimento da medida cautelar, deferida pelo ministro Alexandre de Morais, nos autos da ADI n° 6.654, que posteriormente foi tornada sem efeito.

Por outro lado, o mandato não consecutivo iniciado em 28 de fevereiro de 2022 possui caráter residual, pois ocorreu em razão de vacância do cargo de presidente em decorrência de perda de mandato parlamentar. Ou seja, não pode ser somado àquele exercido no período em que o ministro Alexandre de Moraes afastou a Mesa Diretora presidida pelo ex-deputado Jalser Renier, muito menos tratado como recondução.

Para o advogado-geral da União, Jorge Messias, “trata-se, portanto, da implementação de uma escolha política, que pode e deve ser concretizada única e exclusivamente no âmbito do próprio Poder Legislativo, uma vez que se trata de questão pertinente à organização interna da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima”, diz trecho do parecer da AGU, que reforça o entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal acerca do exercício de cargo em caráter residual (mandato-tampão), acolhido no julgamento dos Mandados de Segurança nº 34.574 e nº 34.602 e voto lançado do Ministro Gilmar Mendes, no julgamento da ADI n° 6.524.

 

Da Redação com informações de Roraima em Foco 

Foto: SupCom/ALE-RR

 

Sem licitação, prefeito de Parintins contrata empresas por mais de R$ 1 milhão

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Com o decreto de situação de emergência em vigor, o prefeito de Parintins, Mateus Assayag (PSD), fez duas contratações com dispensa de licitação que totalizam mais de R$ 1,1 milhão. Os extratos foram publicados no Diário Oficial dos Municípios de quarta-feira, 12.

A primeira contratação, registrada sob Dispensa de Licitação nº 01/2025, trata-se da execução de mutirões de limpeza para atender a administração municipal. O serviço será realizado pela Amazon Concreto Construções LTDA, inscrita no CNPJ nº 07.355.725/0001-41, com um custo de R$ 461.846,57.

O sócio-administrador da empresa é identificado como Charles de Oliveira Menta e, segundo o site da Receita Federal, o capital social da Amazonconcreto é de R$ 710 mil.

Já a segunda contratação é a Dispensa de Licitação nº 02/2025 para manutenção urgente na pista do aeroporto do município. A empresa Tercom Terraplenagem LTDA, inscrita no CNPJ nº 14.198.006/0001-20, foi escolhida com a proposta de R$ 692.619,96.

A empresa já tem histórico de contratos com Parintins. Em 2020, por exemplo, o Ministério Público chegou a representar uma ação contra o ex-prefeito Bi Garcia e a Tercom por supostos crimes de responsabilidade, fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. Os administradores da construtora são Joelma Lilia Cunha Tavares e Flavio Souza dos Santos Filho.

Situação de emergência

Ambas as contratações foram fundamentadas na Lei nº 14.133/2021 e no Decreto Municipal nº 051/2025, assinado por Mateus Assayag, declarando situação de emergência administrativa no município. A medida permite que a prefeitura efetue contratos, sem a exigência de licitação sob justificativa de “dar continuidade aos serviços públicos” e “evitar prejuízos à população”.

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Foto: Divulgação

CNJ censura juiz por omissão em caso de promotor que chamou advogada de ‘cadela’

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O CNJ decidiu, por unanimidade, aplicar penalidade de censura ao juiz Carlos Henrique Jardim da Silva, da 3ª vara do Tribunal do Júri de Manaus/AM. O magistrado foi responsabilizado por omissão durante sessão plenária do Tribunal do Júri, na qual o promotor de Justiça Walber Nascimento proferiu expressões misóginas e depreciativas contra a vítima do crime e a advogada de defesa.

O PAD foi instaurado para apurar se o juiz descumpriu normas éticas e legais da magistratura ao permitir que ofensas de cunho misógino ocorressem sem qualquer intervenção.

A decisão se baseou na Resolução CNJ 492/23, que estabelece o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, visando prevenir e coibir práticas discriminatórias no sistema de justiça.

Segundo a relatora, conselheira Renata Gil, o juiz deveria ter exercido seu papel de diretor da sessão e intervindo diante dos abusos cometidos pelo promotor de Justiça.

A omissão do magistrado, segundo o CNJ, contribuiu para a revitimização da vítima e para o constrangimento da advogada de defesa, configurando infração disciplinar prevista no artigo 35, I, da Loman e nos artigos 3º, 9º e 20 do Código de Ética da Magistratura Nacional.

O caso

Durante a sessão do Tribunal do Júri, realizada em setembro de 2023, o promotor Walber Nascimento utilizou expressões de teor sexual e ofensivo para se referir à vítima e à advogada Catharina Estrella, chegando a compará-la a uma “cadela”.

O episódio gerou forte repercussão, até mesmo com diversas matérias veiculadas no site Migalhas, e levou a OAB a manifestar repúdio.

O CNJ destacou que o juiz Carlos Henrique Jardim da Silva deveria ter agido imediatamente, como determina o artigo 497, III, do CPP, que impõe ao magistrado a responsabilidade de dirigir os debates e impedir abusos de linguagem.

Na defesa apresentada ao CNJ, o juiz alegou que tomou as medidas necessárias para manter a ordem na sessão e que as expressões utilizadas pelo promotor poderiam ser interpretadas como “técnica de oratória”. Contudo, as provas analisadas pelo CNJ demonstraram que não houve qualquer intervenção eficaz para coibir as ofensas.

Lei Mariana Ferrer

A decisão também representa um marco jurídico, pois possivelmente é a primeira vez que se usa como base a lei Mariana Ferrer (lei 14.245/21) em um julgamento disciplinar de magistrado. A lei foi elaborada após a repercussão de uma audiência polêmica em Santa Catarina, na qual a vítima, Mariana Ferrer, foi exposta a um tratamento vexatório durante o julgamento.

A lei Mariana Ferrer tem como principal objetivo proteger vítimas e testemunhas em processos judiciais, garantindo que sejam tratadas com respeito e sem revitimização.

Sua aplicação no caso do magistrado Carlos Henrique Jardim da Silva reforça a necessidade de que juízes e membros do Ministério Público garantam um ambiente seguro e digno para todas as partes envolvidas em um julgamento.

Aposentadoria por invalidez

No curso do processo disciplinar, o magistrado requereu aposentadoria por invalidez junto ao TJ/AM. O CNJ esclareceu que a concessão da aposentadoria não extingue a pretensão punitiva da Administração, uma vez que há possibilidade de reversão da aposentadoria.

Dessa forma, a sanção de censura permanecerá sobrestada até eventual reversão do magistrado ao cargo.

Além da penalidade imposta ao juiz, o CNJ determinou o encaminhamento da decisão ao CNMP para apuração da conduta do promotor Walber Nascimento.

Por maioria, também foi aprovada a comunicação da decisão ao Ministério Público do Estado do Amazonas.

A decisão do CNJ representa um importante marco na implementação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, reafirmando a necessidade de magistrados e membros do Ministério Público garantirem um ambiente de julgamento respeitoso e livre de discriminação.

O caso também acende o alerta para a atuação do CNJ na fiscalização da conduta de juízes e na efetivação das normativas que visam a igualdade de gênero no Judiciário brasileiro.

 

Da Redação, com informações do site Migalhas
Foto: Divulgação

Wilson Lima anuncia convocação de mais mil aprovados para a Segurança Pública

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O governador Wilson Lima (União Brasil), anunciou nesta quarta-feira, 12, em suas redes sociais, a convocação de 1.073 aprovados em concurso público para a Segurança Pública do Amazonas entre policiais militares, bombeiros e policiais civis (delegado, escrivão, perito e investigador), administrativo da SSP  e Detran.

“Consultem os nossos canais de Comunicação e fiquem atentos as datas, porque as convocações são por fases. Até agora, nós já convocamos aproximadamente 2.700 aprovados, superando a meta anterior que era de 2.400 aprovados. É o estado do Amazonas trabalhando pra garantir segurança pra nossa população”, afirmou.

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

Justiça Eleitoral multa chapa de Fernandão e Palhano de Presidente Figueiredo

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O prefeito de Presidente Figueiredo, Fernandão, e seu vice, Palhano, recorreram da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) que considerou uma postagem impulsionada em rede social como propaganda eleitoral antecipada. A Corte Eleitoral ainda fixou uma multa de R$ 5 mil. O recurso eleitoral foi publicado na edição desta quarta-feira, 12, do Diário do Tribunal.

O juiz relator Marcelo Manuel da Costa Vieira entendeu que o conteúdo impulsionado beneficiava Fernandão, além de conter comentários desabonadores da gestão atual, caracterizando campanha eleitoral antecipada. De acordo com a Resolução do TSE nº 23.610/219, o impulsionamento só deve ser feito para promover candidaturas, vedando as críticas.

Veja:

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

David Almeida e Saullo Vianna inauguram Prato do Povo na Panair

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O prefeito de  Manaus, David Almeida e o deputado federal Saullo Vianna (União Brasil), inauguraram nesta quarta-feira, 12, a 12ª unidade do Prato  do Povo, na Feira da Panair, zona Sul de Manaus. David Almeida disse que o restaurante é um passo importante dentro do progrma Manaus Sem Fome, garantindo alimentação gratuita e de qualidade para quem mais precisa.

“O Prato do Povo em 2023 serviu 330 mil refeições agora, ampliado em 2024, alcançamos 1,800 milhão refeições, a meta é ultrapassar 2 milhões de refeições por ano. Uma emenda do deputado Saullo Vianna para reformar e uma em,enda do ex-deputado Marcelo Ramos para manter”, afirmou.

O deputado federal Saullo Vianna relembrou a preocupação do prefeito David Almeida com as pessoas em vulnerabilidade social em Manaus. “Esse número simboliza e demonstra que a prefeitura e Manaus está preocupada com o cidadão mais vulnerável da cidade”. disse.

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

 

Eleição para reitoria da Ufam afunila entre duas candidaturas

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As eleições para a reitoria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) acontecem no dia 26 de março. Estão na disputa, a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Adriana Malheiro; o diretor da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), professor Allan Rodrigues; o ex-diretor da Faculdade de Ciências Agrárias, professor Marco Antônio de Freitas; a professora do Instituto de Computação, Tanara Lauschner e a atual vice-reitora, Therezinha Fraxe.

Deles, dois nomes têm mais força para ganhar a disputa. Therezinha Fraxe tem mais de 30 anos de atuação profissional, todos dedicados à Ufam. Porém, a vice-reitora não conta com a bênção da coordenação atual. 

Outro nome é Tanara Lauschner que, em setembro, foi nomeada para exercer o cargo de subsecretária de Ciência e Tecnologia para a Amazônia da Secretaria-Executiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Atualmente, dedicando-se à Ufam, ela possui um perfil que agrada aos eleitores. Ano passado, ela participou da COP 29 no Azerbaijão, sendo uma das participantes do painel “Bioeconomia e Desenvolvimento na Amazônia: Um caminho para preservação e Industrialização Sustentável”, como um reconhecimento de seu trabalho e renome internacional. 

Eleições

A votação será online no dia 26 de março e a instituição disponibilizará computadores para que professores, estudantes e servidores votem. Vence no primeiro turno, a chapa que obtiver 50% do percentual de pontos. Caso não aconteça, o segundo turno será realizado no dia 3 de abril. 

O presidente Lula (PT) deve nomear o nome mais votado da lista tríplice.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Neto Ribeiro/Portal O Poder 

PA: Assembleia revoga polêmica lei da educação

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Após polêmicas e protestos, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) vai revogar a Lei Estadual nº 10.820/2024 nesta quarta-feira, 12.

O projeto de lei que extingue a norma foi enviado pelo Poder Executivo e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJRF) na terça-feira, 11, tornando-se apto para votação em plenário. A decisão representa uma conquista significativa para os indígenas, que desde 14 de janeiro, mantinham a ocupação da Seduc como forma de pressão para a revogação da legislação e pediram a saída do secretário de Educação, Rossieli Soares.

O principal ponto de debate foi o projeto encaminhado em regime de urgência pelo governador Helder Barbalho no dia 5 de fevereiro, que propôs a revogação da Lei 10.820/2024. A legislação, aprovada em 19 de dezembro de 2024, modificava trechos do Estatuto do Magistério e do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Professores, impactando diretamente a educação pública estadual, especialmente o Sistema Modular de Ensino Indígena (SOMEI).

Entre os aspectos mais controversos da norma estava a possibilidade de extinguir o regime presencial em escolas indígenas, substituindo-o por ensino exclusivamente virtual, medida que gerou forte resistência das comunidades afetadas.

Da Redação, com informações do site Ver o Fato
Ilustração: Neto Ribeiro

Decisões de juízes amazonenses que tiraram R$ 150 milhões da Eletrobras vão parar no CNJ

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A coluna do jornalista Lauro Jardim, do O Globo, repercutiu a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira, 12, a respeito de um pedido da Eletrobras para estorno de quase R$ 150 milhões pagos a uma pessoa física.

A ação judicial, de autoria do Bruno Eduardo Thomé de Souza, pedia o recebimento de valores referentes a títulos emitidos na década de 1970. A ordem para pagar Thomé partiu inicialmente do juiz Jean Carlos Pimentel, da Vara Única de Presidente Figueiredo (AM), mesmo com a Eletrobras questionando a legitimidade dos títulos. O magistrado determinou, na semana passada, o bloqueio de várias contas da companhia, resultando na retenção de R$ 1,3 bilhão para garantir o pagamento.

A Eletrobras conseguiu reverter a decisão no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) em 31 de janeiro, quando o desembargador Elci Simões suspendeu a liberação dos R$ 150 milhões. No entanto, dez dias depois, o mesmo desembargador reviu seu entendimento e autorizou a tramitação do pedido de Thomé. Em menos de uma hora, os advogados do beneficiário acionaram novamente Pimentel, que imediatamente autorizou a transferência do montante.

Magistrados serão investigados pelo CNJ após decisões suspeitas

A rapidez com que os magistrados atuaram chamou a atenção do STJ. O ministro Benedito Gonçalves, ao reavaliar o caso, determinou de forma imediata a devolução dos valores e destacou a “inusitada situação” envolvendo decisões que favoreceram Thomé em tempo recorde. Gonçalves apontou ainda indícios de fraude na cobrança dos títulos.

Além de suspender novos repasses, o ministro enviou o caso para a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que irá apurar a conduta dos magistrados envolvidos. A determinação foi imediata e não permaneceu sequer um dia no gabinete de Benedito Gonçalves antes de ser despachada ao CNJ, reforçando a gravidade da suspeita sobre as decisões tomadas no Amazonas.

Agora, com a intervenção do STJ, o caso será conduzido pela Justiça Federal até que todas as irregularidades sejam analisadas e o CNJ se manifeste sobre a conduta dos magistrados envolvidos.

Veja decisão na íntegra

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Foto: Divulgação