MAUÉS, AM – A candidata a prefeita de Maués, Macelly Veras, se recusou a falar sobre o apoio a sua campanha do ex-prefeito, padre Carlos Góes, do ex-prefeito Miguel Belexo, do ex-deputado Alfredo Almeida e do vice na sua chapa, o empresário Paulo PP.
O apoio desse grupo da velha política a Macelly contradiz com tudo que ela prega na campanha.
Na semana passada, quando foi questionada pela Imprensa de Manaus, Macelly Veras ficou visívelmente constrangida em falar sobre o apoio deles e fugiu da pergunta da repórter.
Seguranças da candidata ainda empurraram a repórter Keudma Avlis, do Manaus na TV e do programa BrodCast, e o cinegrafista, para que ela não fizesse as perguntas para a ex-vereadora.
Padre Carlos foi acusado de saquear a Prefeitura de Maués e condenado pelo TCE a devolver mais de R$ 17 milhões.
Belexo foi afastado do cargo de prefeito pela Câmara de Maués por malversação de recursos públicos e teve as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado.
Uma associação de psicultores de Maués acusa Alfredo Almeida de desviar R$ 2 milhões destinados a entidade.
O Ministério Público do Amazonas investiga o empresário Paulo José Batista de Almeida, o Paulo PP, com o suposto envolvimento com o tráfico de drogas.
Foram estas acusações que pesam sobre padre Carlos, Belexo, Alfredo e Paulo PP que Macelly se recursou a falar.
O Instituto Pontual Pesquisas realizou estudo eleitoral para a Prefeitura de Autazes (a 111 quilômetros de Manaus) e coletou intenções de votos para os candidatos Thomé Neto (PP), Wanderlan Sampaio (União Brasil) e Luiz Carlos (PL). Entre os dias 18 e 20 de setembro, foram realizadas 380 entrevistas presenciais, alcançando margem de erro de 5%, com intervalo de confiança 95%.
A pesquisa eleitoral está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AM-04707/2024, obedecendo assim à legislação vigente e cumprindo o rigor metodológico necessário para atender às resoluções específicas. No CONRE-7, o registro da Pontual Pesquisas é 8260 e o da estatística, prof. M.Sc. Alice Assis é 9079. O diretor-executivo do instituto é o prof. M.Sc. Eric Barbosa.
Thomé Neto lidera com folga corrida para Prefeitura
Thomé Neto lidera as intenções de votos com 55,0% no cenário estimulado. Seguido de Wanderlan Sampaio com 40,5% e Luiz Carlos com 1,1%. Os entrevistados que não souberam opinar/indecisos totalizam 2,1% e os que votam branco/nulo são 1,3%.
O candidato Wanderlan Sampaio enfrenta problemas na Justiça Eleitoral. Recentemente, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) pediu para o político apresentar as contrarrazões sobre a decisão de inelegibilidade dele, baseando-se na Lei de Ficha Limpa. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a inelegibilidade infraconstitucional até 2030 de Wanderlan e ele está irregular no Tribunal de Contas da União (TCU). Além disso, o Ministério Público Eleitoral (MPE) foi contra seu registro de candidatura.
Os votos dados a Sampaio podem ser desconsiderados pela Justiça Eleitoral caso o Tribunal rejeite o deferimento de candidatura dele.
Maioria dos eleitores em Autazes já tem voto definido
A pesquisa Pontual revela que 87,4% dos entrevistados responderam que estão decididos sobre em quem irão votar para a Prefeitura de Autazes, enquanto 10,5% admitem a possibilidade de mudar de voto. Apenas 2,1% dos entrevistados não souberam opinar.
Wanderlan Sampaio é o mais rejeitado
Segundo o estudo, o candidato mais rejeitado é Wanderlan Sampaio com 37,1%, seguido por Luiz Carlos com 27,4%. O menor índice é de Thomé Neto com 24,7%. No total da amostra, 6,3% dos entrevistados optaram por responder branco/nulo, enquanto 4,5% dos eleitores não souberam opinar sobre qual candidato eles mais rejeitam.
A gestora do Fundo Municipal de Assistência Social de Jutaí (a 917 quilômetros de Manaus), Melri Oliveira de Araújo, assinou o Despacho de Homologação do Pregão Eletrônico nº 001/2024 cujo objeto consiste na aquisição de 4.887 cestas básicas para famílias em vulnerabilidade social na cidade. O documento foi assinado no dia 22 de agosto e publicado nesta terça-feira, 24, no diário oficial da Associação Amazonense de Municípios (AAM).
A empresa vencedora é a L Z Comércio Varejista de Mercadorias LTDA, inscrita no CNPJ sob o nº 27.091.705/0001-18. De acordo com o Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral da Receita Federal, ela tem sede em Manaus e atividade econômica principal de “comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – minimercados, mercearias e armazéns”. O capital é de R$ 1 milhão.
De acordo com o documento, a responsável pela distribuição será a Secretaria Municipal de Assistência Social. Pelo serviço, a Pasta pagará R$ 1,1 milhão para a L Z Comércio Varejista de Mercadorias LTDA. Veja:
O governador Wilson Lima (União Brasil), abriu oficialmente, nesta terça-feira, 24, a 46ª edição da Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro) de 2024, a maior feira de agronegócio sustentável do estado. Fomentando a produção rural em seis dias de evento, a Expoagro 2024 terá em sua programação ações para fortalecer o setor primário amazonense, que tem sido afetado pelo período de estiagem. A programação vai até o dia 29 de setembro, das 9h às 23h em todos os dias.
“Esse é o período que estamos enfrentando uma seca extrema, mas aqui é um espaço onde o produtor pode apresentar o produto dele, comercializar. É uma vitrine para o médio e pequeno produtor. Aqui ele vai poder, por exemplo, além de vender, poder comprar implementos agrícolas sem o pagamento do ICMS, ou seja, ele vai conseguir comprar mais barato esse produto”, explicou o governador.
A isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) será concedida para os produtos comercializados na Expoagro 2024, durante os seis dias de evento. A redução da carga tributária deve simplificar a logística e operação financeira, além de estimular a aquisição de maquinários agrícolas com descontos mais acessíveis, atraindo novos clientes e gerando maior margem de lucro aos compradores.
De acordo com a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), a estimativa para a 46ª Expoagro é gerar mais de R$ 230 milhões em recursos. Pelo segundo ano consecutivo, o evento acontece no Parque Multiuso de Exposição Agropecuária Dr. Eurípedes Ferreira Lins, situado na rodovia BR-174, quilômetro 2 (Manaus – Boa Vista). O espaço tem 27,6 hectares e foi inaugurado pelo governador Wilson Lima em 2023.
A feira vai contar com 580 expositores e deverá receber cerca de 280 mil visitantes durante os dias de exposição. “O Governo do Estado vem trabalhando na modernização desse parque, um novo parque, uma nova história para o setor primário. É identidade do setor agropecuário, novamente, trazida para Manaus e para a população conhecer tudo o que o setor produz”, afirmou o secretário da Sepror, Daniel Borges.
Suplemento alimentar
Durante a abertura da Expoagro, o governador Wilson Lima recomendou a compra de, aproximadamente, 300 toneladas de suplemento alimentar animal para apoiar pecuaristas que estão sendo afetados pela estiagem, como casquilho de soja, farelo de trigo e sal mineral. A compra está sendo viabilizada pela Sepror com investimentos de R$ 1 milhão.
A suplementação para o gado garante a ingestão ideal de sais, nutrientes e proteínas necessários para o desenvolvimento dos animais, principalmente em épocas de estiagem, ou pastagem avariada, contribuindo com o aumento da produção de carne e leite, melhorando a saúde do rebanho e diminuição da mortalidade, suprindo as deficiências das pastagens.
Expoagro 2024
Além de fomentar a economia, a Expoagro também possibilita o acesso do produtor a novidades para incrementar os seus negócios, como novas tecnologias no campo, créditos, além de aproximar o público que mora na cidade para conhecer o setor rural.
O parque contará com feiras de produtos regionais, acesso ao crédito rural por agentes financeiros, gastronomia, parque de diversões, rodeio, vaquejada, prova dos três tambores, artesanato, espaço infantil, exposição de animais, exposição e venda de equipamento agrícolas, cursos de capacitações, rodada de negócios, entre outros.
Em 2024, a Expoagro também promoverá a 3ª edição do Festival Artistas da Terra, reunindo aproximadamente 20 artistas consagrados da região para animar o evento, tanto para o público adulto quanto o infantil.
Negócios
Desde 2019 até a edição de 2023, o Expoagro movimentou R$ 582 milhões em negócios, recebendo mais de 725 mil visitantes e com 1.527 expositores, entre agricultores, pecuaristas, pescadores, piscicultores, produtores rurais, comerciantes de alimentos e bebidas, e empresas do setor, incluindo empreendedores de outros estados. A feira foi resgatada pelo governador Wilson Lima, em 2019, após seis anos sem o evento do segmento rural.
Em 2020, o evento foi realizado de forma 100% virtual, alcançando todas as regiões do Brasil e chegando a um total de 22 países entre América do Sul, Ásia, Europa e América Central.
O evento é coordenado pela Sepror e suas unidades vinculadas: Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) e a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf).
Certificação
Durante a abertura da 46ª Expoagro, o governador Wilson Lima entregou a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi) à empresa Falcão Indústria de Alimentos, localizada em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus).
O documento foi concedido pela Adaf, permitindo que a empresa comercialize carne certificada para todo o Brasil. Atualmente, a indústria emprega 290 funcionários no município.
Uma técnica de enfermagem de São Luiz, Roraima, que prefere não ser identificada, decidiu finalmente romper o silêncio e compartilhar seu depoimento sobre os abusos que sofreu durante seu trabalho no município. O agressor? O próprio secretário de saúde, Elias Berschorner da Silva, conhecido como Chicão, que ocupava um cargo de confiança e poder, mas usou sua posição para cometer atos de assédio sexual.
Segundo o relato da vítima, o assédio começou de forma insidiosa, com olhares e comentários inapropriados, até escalar para uma situação em que o secretário chegou a se masturbar na frente dela.
“Eu fiquei sem ação, não conseguia acreditar no que estava acontecendo”, contou a técnica de enfermagem, ainda abalada ao recordar o momento de terror e humilhação.
A vítima tentou resistir, manter sua dignidade e seguir com seu trabalho, mas o comportamento de Chicão se intensificou, fazendo com que ela se sentisse cada vez mais vulnerável.
A técnica, em busca de justiça, recorreu então ao prefeito James Batista, quem lhe conseguiu a oportunidade de trabalho. Embora ele tenha inicialmente prometido ajudar, nada foi feito. “Ele me escutou, prometeu que resolveria, mas simplesmente desapareceu.
Hoje, ele está mais preocupado com a campanha de sua esposa em Rorainópolis do que com os problemas de São Luiz”, lamentou a técnica, referindo-se à mudança de James Batista para outro município, na tentativa de Batista de eleger sua esposa, Paula Florentino.
Forçada a abandonar seu lar e fugir com o marido e as duas filhas após graves ameaças, a técnica de enfermagem agora vive escondida e teme pela sua segurança.
“As vezes eu tenho vontade de me jogar da ponte; eu não sou mais a mesma”, disse ela, desolada.
Atualmente James apoia Chicão à sucessão na prefeitura de São Luiz. A frieza do prefeito e o apoio incondicional ao seu candidato, apesar das acusações graves, levantam questionamentos sobre a ética e o comprometimento da administração municipal.
Depois de dias sofrendo com temperaturas altas, que chegaram a máxima de 39,2 ºC, e encoberta por fumaça, que piorou a qualidade do ar em Manaus, a chuva desta terça-feira, 24, trouxe alívio para os manauaras.
Segundo o site Climatempo, a temperatura chegou a 29º C. Já o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) mostra que a qualidade do ar melhorou consideravelmente na capital amazonense, com vários locais com a qualidade do ar boa.
Vários manauaras comemoram o clima nublado e a chuva nas redes sociais.
Na manhã desta terça-feira, 24, a Justiça Eleitoral, por meio do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), deu o prazo de três dias para o ex-prefeito de Autazes, Wanderlan Sampaio (União Brasil), apresentar contrarrazões sobre a decisão de inelegibilidade até 2030.
Wanderlan consta como conta irregular no Tribunal de Contas da União (TCU) e manteve a decisão de inelegibilidade infraconstitucional no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-prefeito, que agora tenta retornar ao cargo, deu continuidade à sua candidatura normalmente.
Considerando a lei de Ficha Limpa, Sampaio não se torna apto para disputar as eleições de 2024. As ações do político são consideradas um ataque à lei que o impossibilita de competir para o cargo de prefeito.
A defesa de Wanderlan deve se manifestar no prazo. Caso não se manifeste, a remessa será enviada para o Tribunal Eleitoral para as providências cabíveis. A decisão foi assinada pelo juiz da 35a Zona Eleitoral, Mateus Guedes Rios.
O Ministério de Minas e Energia anunciou nesta segunda-feira (23) a autorização para a Eneva importar energia elétrica de forma interruptível da Venezuela, Argentina e Uruguai. Essa medida se alinha a um esforço mais amplo do governo para reduzir os custos de geração de energia na região.
A inclusão da Eneva neste processo ocorre em conjunto com outras empresas do setor, como Âmbar Energia e as comercializadoras Bolt e Tradener, que já estavam habilitadas sob novas diretrizes implementadas no ano passado.
O foco é garantir um suprimento energético mais acessível para Roraima, que atualmente depende da geração termelétrica local, com custos elevados de combustível subsidiado pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).
A importação da energia da Venezuela será viável somente se resultar em uma redução na CCC, considerando a comparação entre o preço da energia importada e o custo atual da geração local.
A operação ainda precisa de aprovações adicionais da Aneel, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da deliberação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que avaliarão os preços e volumes dos contratos.
O porto de cargas de Porto Velho é paralisado por conta da forte estiagem que assola a região, pela primeira vez na história. As operações foram interrompidas devido à marca que o rio Madeira atingiu, com 25 centímetros.
O porto é administrado pela Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia (SOPH) e as paralisações foram por conta das condições precárias de navegabilidade. As atividades devem retomar somente após a subida do nível do rio e quando for considerado seguro para navegar.
A movimentação de cargas é a mais afetada com esta paralisação e os trechos mais prejudicados são entre Rondônia e o Amazonas. Pelo rio Madeira são transportadas cargas de granéis sólidos de milho e soja, granéis líquidos como massa asfáltica e biocombustíveis, além de alimentos no geral, bebidas e veículos.
A Justiça Federal do Amazonas deu 48 horas para a Agência Nacional de Energia Elétrica implementar uma medida provisória que salva a Amazonas Energia. A juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe, da 1ª Vara Federal Cível do Amazonas, afirma que a agência tem o dever de analisar rapidamente o texto editado em 13 de junho, pois sua validade expirará em outubro. A Aneel vai recorrer da decisão.
A liminar concedida pela juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe favorece a J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, e o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Uma empresa dos Batista, a Âmbar Energia, comprou termelétricas que abastecem a Amazonas Energia, no que pareceu na ocasião um negócio ruim, devido à má situação da Amazonas. Três dias depois o Ministério de Silveira editou a medida provisória que cria condições para salvar a empresa – e, assim, transformou a operação num bom negócio. Antes disso, o ministro havia se reunido ao menos 17 vezes com executivos do grupo dos irmãos Batista.
Fontes da agência afirmam que a decisão da juíza Fraxe, nesta segunda-feira, força um acordo, ao obrigar a liberação da assinatura do contrato. Isso dificultaria uma eventual rescisão, devido ao risco que seria criado com a judicialização do negócio.
A decisão desta segunda-feira determina “a adoção das medidas necessárias à efetiva e concreta implementação das normas contidas na MP 1.232/2024 no que tange à assinatura dos CER, devendo ainda efetivar obrigação de fazer consistente em aprovar imediatamente o plano de transferência de controle societário na forma apresentada em 28/06/2024”.
A Amazonas Energia recorreu à justiça porque, apesar da medida provisória, a operação travou na Aneel, que regulamenta o setor. No dia 21 de agosto, a Amazonas apresentou quatro solicitações idênticas à Justiça. Segundo a Aneel, foi uma estratégia da empresa em busca de um juízo favorável. Deu certo: um destes quatro pedidos é o que levou à liminar concedida hoje pela juíza Fraxe.
A Amazonas já havia obtido uma decisão semelhante. Em 26 de agosto, a juíza Marília Gurgel R. de Paiva e Sales deu 72 horas para a agência regulamentar a mesma medida provisória. Impôs multa de 1 milhão de reais, acrescida de 10 mil reais por dia de descumprimento da decisão. A Aneel recorreu. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu, em 21 de setembro, manter parcialmente as determinações, excluindo as multas pessoais impostas aos diretores da agência.
Mesmo com esta situação, a juíza Fraxe decidiu nesta segunda-feira (23), às 15h56, seis horas após o processo ter sido liberado para deliberação. Reforçando a decisão de Marília Gurgel ao impor o cumprimento “sob pena de medidas interventoras necessárias à concretização da decisão judicial”, sem precisar quais.
Recentemente, a Aneel iniciou uma consulta pública sobre a transferência do controle da Amazonas Energia. Fontes da agência afirmam ser impossível aprovar o projeto sem mais detalhes e sem discutir de forma mais ampla. Em agosto, a área técnica da agência afirmou que a Âmbar não teria qualificação suficiente para gerir a distribuidora de energia.
Na J&F, o entendimento é de que a decisão faz parte da estratégia dos atuais controladores da Amazonas Energia, que precisam da medida provisória e da regulamentação pela Aneel para passarem a dívida ao próximo dono.
Assim como a Justiça Federal do Amazonas, o ministro Alexandre Silveira tem pressionado a Aneel pela análise da MP da Amazonas Energia. Ameaçou intervir na agência – que é independente do governo. Usou como desculpa quatro processos que já estão sendo analisados pelo órgão regulador.
A negociação pela venda da Amazonas Energia passa por uma conta de 15 bilhões de reais que favorece os Batista e será paga por todos os consumidores. A Aneel já se manifestou limitando essa divisão do prejuízo em pouco mais de 8 bilhões de reais. Esses montantes são resultado das dívidas da distribuidora de energia elétrica com o setor.