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Senadores amazonenses serão relatores da Reforma Tributária e da Lei de Informática

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Um dia após a Zona Franca de Manaus perder na aprovação do projeto de regulamentação da reforma tributária na Câmara dos Deputados, o Amazonas pode ver uma “luz no fim do túnel”. Graças a força política dos senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Eduardo Braga (MDB-AM), o estado voltou a um equilíbrio no jogo para manter a competitividade da matriz econômica do estado. 

Nesta quinta-feira, 11,  o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, informou que a matéria vai tramitar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e terá o senador Eduardo Braga como relator. Já o senador Omar Aziz foi confirmado como o relator da Lei de Informática (PL 13/2020) que aperfeiçoa a política industrial para o setor de tecnologias da informação e comunicação e para o setor de semicondutores.  

Com isso, os senadores terão poder de barganha para negociar com os demais deputados e senadores o melhor enquadramento para a Zona Franca de Manaus dentro da reforma tributária. 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

 

Valorização: Prefeitura do Careiro anuncia pagamento integral do 13º salário aos servidores

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Em uma ação de valorização de seus servidores, a Prefeitura do Careiro anunciou a antecipação do pagamento integral do 13º salário aos seus servidores municipais para esta sexta-feira, 12. A medida reafirma o compromisso da administração em valorizar o trabalho dos funcionários públicos e garantir os seus direitos.

O prefeito Nathan Macena disse que os servidores contradados da Saúde e Educação também serão pagos e destacou que o pagamento do 13º salário é um reconhecimento ao esforço e dedicação dos servidores que contribuem diariamente para o desenvolvimento do município. “Estamos honrando nossos compromissos e assegurando que nossos servidores recebam o que é de direito. Esse é mais um passo para fortalecer a confiança e a valorização do serviço público em nossa cidade,” afirmou.

O anúncio vem em um momento importante, refletindo a boa gestão dos recursos públicos e a responsabilidade fiscal da administração municipal. O prefeito também ressaltou que a medida visa proporcionar um alívio financeiro aos servidores, especialmente em tempos de desafios econômicos.

A Prefeitura do Careiro continua empenhada em garantir a qualidade dos serviços públicos e em promover o bem-estar de toda a população, investindo em infraestrutura, saúde, educação e segurança, além de assegurar os direitos dos servidores municipais.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Divulgação

“Abin paralela” monitorou Omar, Moraes, Barroso, Lira e jornalistas, diz PF

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Relatório da PF (Polícia Federal) divulgado nesta 5ª feira (11.jul.2024) mostra que a “Abin paralela”, grupo suspeito de usar estrutura da agência para espionar adversários políticos, monitorou ministros da cúpula do STF (Supremo Tribunal Federal), o então deputado federal Arthur Lira (PP-AL) e alguns jornalistas.

A PF deflagrou nesta 5ª feira (11.jul) a 4ª fase da operação Última Milha. O ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou a prisão de 5 e autorizou a busca e apreensão contra outros 7. Ele retirou o sigilo da ação policial.

“A continuidade das investigações também evidenciou a utilização dos recursos da ABIN para monitorar autoridades dos Poderes Judiciário (Ministros desta CORTE e os seus familiares) e Legislativo (Senadores da República e Deputados Federais), com o objetivo de obter vantagens políticas“, diz o trecho da decisão de Moraes. Leia a lista dos monitorados pela “Abin paralela”, segundo a PF:

Judiciário

  • Alexandre de Moraes, ministro do STF;
  • Dias Toffoli, ministro do STF;
  • Luiz Fux, ministro do STF;
  • Luis Roberto Barroso, ministro do STF.
    Legislativo
  • Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados;
  • Rodrigo Maia (PSDB-RJ), deputado federal e ex-presidente da Caixa Baixa;
  • Kim Kataguiri (União Brasil-SP), deputado federal;
  • Joice Hasselmann (Podemos-SP), ex-deputada federal;
  • Alessandro Vieira (MDB-SE), senador, participou da CPI da pandemia, que investigou o governo federal;
  • Omar Aziz (PSD-AM), senador, participou da CPI da pandemia;
  • Renan Calheiros (MDB-AL), senador, participou da CPI da pandemia;
  • Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), senador, participou da CPI da pandemia.
    JORNALISTAS E OUTROS
  • João Doria, ex-governador de São Paulo;
  • Hugo Ferreira Netto Loss e Roberto Cabral Borges, funcionários do Ibama;
  • Christiano José Paes Leme Botelho, Cleber Homen da Silva e José Pereira de Barros Neto, auditores da Receita Federal;
  • Monica Bergamo, Vera Magalhães, Luiza Alves Bandeira e Pedro Cesar Batista, jornalistas.

Operação da PF

Os agentes da PF cumpriram nesta 5ª feira (11.jul.2024) 4 mandados de prisão preventiva e 7 de busca e apreensão em Brasília (DF), Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Os mandados foram expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Eis os alvos de busca e apreensão:

  • Mateus de Carvalho Sposito;
  • José Matheus Sales Gomes;
  • Daniel Ribeiro Lemos;
  • Richards Dyer Pozzer;
  • Rogério Beraldo de Almeida – foragido;
  • Marcelo Araújo Bormevet; e
  • Giancarlo Gomes Eodrigues.

Também foram decretadas prisões preventivas e o afastamento dos cargos públicos de:

  • Mateus de Carvalho Sposito;
  • Richards Dyer Pozzer;
  • Rogério Beraldo de Almeida -foragido;
  • Marcelo Araújo Bormevet; e
  • Giancarlo Gomes Rodrigues.

Também foram decretadas prisões preventivas e o afastamento dos cargos públicos de:

  • Mateus de Carvalho Sposito;
  • Richards Dyer Pozzer;
  • Rogério Beraldo de Almeida;
  • Marcelo Araújo Bormebet; e
  • Giancarlo Gomes Rodrigues.

Os investigados foram responsáveis por criar perfis falsos nas redes sociais e divulgar informações falsas sobre jornalistas e integrantes dos Três Poderes. A “Abin paralela” também teria acessado ilegalmente computadores, telefones e infraestrutura de telecomunicações para monitorar pessoas e agentes públicos.

 

 

Com informações do Poder 360

Servidores do INSS entram em greve e enfrentamento à fila será afetado

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Os servidores do INSS decidiram entrar em greve nacional a partir de quarta-feira, 10, e inclui presenciais e em home office. Serviços essenciais como a análise e concessão de benefícios, atendimentos presenciais, recursos e revisões, e o pente-fino em auxílios devem ser afetados, embora ainda não haja uma estimativa de agências e trabalhadores efetivamente parados.

O SINSSP-BR (Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social) afirma que 50% dos trabalhadores em home office estão aderindo à greve.

O INSS informou que, até o momento, “não há informação de agência fechada” e que todos os canais remotos, como o aplicativo Meu INSS e a Central Telefônica 135, continuam operando normalmente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reunirá com a ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos) na tarde desta quinta (11) para discutir os pedidos dos servidores.

O SINSSP (Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo) e a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) notificaram o governo sobre a greve e marcaram uma reunião do comando de greve para sexta-feira (12).

Os servidores já vinham realizando uma “operação apagão”, reduzindo em 20% a produção evitando horas extras e cumprimento das metas de produtividade, ligadas ao enfrentamento à fila. Eles reivindicam um reajuste salarial de 33% até 2026 e a valorização da carreira de técnico do seguro social.

Em 2015, o INSS contava com mais de 25 mil servidores, número que caiu para quase 19 mil, sendo 15 mil técnicos responsáveis pela maioria dos serviços e 4 mil analistas.

O Sinsprev/SP (Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Públicos em Saúde, Previdência e Assistência Social no Estado de São Paulo) informou que mais de 300 gestores devem entregar os cargos para aderir à greve.

“O governo não negociou e disse não a todas as nossas pautas, inclusive as que não são financeiras. Estamos abertos ao diálogo, mas não houve sinalização até agora”, disse Thaize Chagas Antunes, diretora do Sinsprev/SP, à Folha de São Paulo.

Além do reajuste salarial, os servidores exigem que a carreira de técnico do seguro social seja considerada uma carreira de estado, essencial para o funcionamento da máquina pública, mas o MGI tende a classificar esses servidores como de apoio.

Os trabalhadores também pedem que o cargo de técnico do seguro social exija nível superior, devido à complexidade das atividades desenvolvidas, e expressam preocupação com o uso crescente de inteligência artificial nas análises do INSS.

O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, reconheceu a legitimidade das demandas dos servidores e afirmou que as questões não financeiras seriam levadas ao governo para evitar a paralisação. No entanto, a última proposta do governo, que inclui um aumento de 9% em janeiro de 2025 e 5% em abril de 2026, além do alongamento da carreira de 17 para 20 padrões, não foi bem recebida.

Na última reunião com as entidades representativas dos servidores do INSS, realizada em Brasília, o governo propôs substituir a GAE (Gratificação de Atividade Executiva), existente há mais de 30 anos, pela Gratificação de Atividade, o que pode resultar em valores menores para servidores em início de carreira e congelamento das gratificações para mais de 50 mil aposentados e pensionistas.

 

 

Com informações da Gazeta do Povo

Foto: Divulgação 

Wilson Lima ressalta que continuará lutando pela competitividade da Zona Franca de Manaus após votação da reforma tributária

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O governador Wilson Lima (União Brasil) afirmou que vai continuar trabalhando de forma incansável para que a competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) seja assegurada em relação a outros estados brasileiros, garantindo os 500 mil empregos diretos e indiretos gerados por ela no estado. A declaração foi feita após votação na Câmara dos Deputados, na noite de quarta-feira, 10, do texto que regulamenta a reforma tributária e que deixou de fora tópicos importantes para a manutenção do modelo econômico do estado.

“É inaceitável a votação na Câmara dos Deputados, que prejudica o povo do Amazonas. Vamos lutar com todas as nossas forças para reverter essa decisão no Senado e manter o principal modelo econômico da Amazônia, que é a Zona Franca de Manaus, e os empregos por ela gerados.”, afirmou.

O texto, que teve como relator o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), não incluiu de forma direta a maior parte das emendas propostas pelo estado do Amazonas, considerando duas sugestões que beneficiam a ZFM.

Uma das sugestões aceita garante a criação de contribuições que financiem a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e os Fundos de Desenvolvimento do Interior (FTI) e de Micro e Pequenas Empresas (FMPES), modelos que já existiam com o ICMS e podem ser recriados com o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), novo imposto estadual que passa a valer com a reforma.

Dessa forma, está prevista a contrapartida de 1,5% do total do faturamento das indústrias incentivadas, que deve ser cobrada a partir de 2033, quando está previsto o fim da transição entre o atual sistema tributário e o novo.

A segunda alteração inclusa diz respeito ao crédito presumido das indústrias do estado, que definiu que os créditos obtidos pelas empresas instaladas em Manaus poderão ser utilizados para abater a cobrança do imposto em outras unidades federativas brasileiras.

A mudança consta no artigo 446, que também definiu como vão funcionar os créditos presumidos. O texto anterior deixava esse cálculo para decisão do Comitê Gestor. Agora, o crédito de IBS seguirá o mesmo padrão do utilizado pelo ICMS atualmente, variando entre 55% e 100%, a depender do produto.

Ficaram de fora alterações no texto como a que pedia a inclusão na vantagem comparativa de IPI dos produtos que já tiveram projeto de implantação aprovado pela Suframa, mas ainda não iniciaram a produção. Sem a mudança, os novos produtos fabricados na Zona Franca podem não ter vantagem comparativa.

Também não consta no texto a mudança apresentada sobre o crédito presumido para operações internas do comércio na Zona Franca que, na prática, fará com que o setor do Amazonas tenha de pagar mais impostos.

Histórico

Desde a retomada das discussões pelo Governo Federal, no início de 2023, sobre a realização da reforma tributária, o Comitê de Assuntos Tributários Estratégicos (Cate), instituído pelo governador Wilson Lima para tratar do assunto, esteve reunido periodicamente com técnicos e representantes da Indústria e Comércio local, elaborando pareceres, relatórios e assessorando a bancada do Amazonas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal sobre o tema.

Já em fevereiro do ano passado, o comitê passou a discutir alternativas viáveis às Propostas de Emenda à Constituição (PEC) apresentadas, PEC 45 e a PEC 110, para manter a competitividade da Zona Franca de Manaus e que pudessem ser apresentadas pelo Governo do Estado e bancada parlamentar ao Governo Federal.

Também em fevereiro de 2023, o governador Wilson Lima esteve duas vezes em Brasília para discutir o tema. Em uma das oportunidades, no dia 14, junto de outros membros do Fórum Nacional de Governadores, ele se reuniu pela primeira vez com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do senado, Rodrigo Pacheco, onde novamente a importância da Zona Franca de Manaus para o país, no âmbito da reforma tributária, foi discutida.

No dia 28 do mesmo mês, o governador voltou a colocar a equipe técnica da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e o Comitê de Assuntos Tributários Estratégicos à disposição dos deputados federais e senadores do Amazonas.

Em junho de 2023, em relatório preliminar, o grupo de trabalho (GT) da Câmara Federal que discutia a reforma, ressaltou a necessidade de tributação diferenciada da ZFM. O relator da matéria à época, deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), frisou que o modelo era essencial para o desenvolvimento econômico da região Norte.

No dia 22 do mesmo mês, em nova reunião sobre a assunto, dessa vez convocada pelo presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira, em Brasília, o governador reforçou a importância da manutenção da competividade da Zona Franca de Manaus, ressaltando que o modelo responde por quase 70% da economia do estado e é instrumento de proteção da floresta ao gerar emprego e renda para a população do Amazonas.

Novamente, o relator Aguinaldo Ribeiro destacou que a proposta previa a manutenção dos direitos constitucionais da ZFM, o que também era consenso no Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

No dia 5 de julho de 2023, foi a vez do governador Wilson Lima, acompanhado dos senadores Omar Aziz (coordenador da bancada à época) e Eduardo Braga; dos oito deputados federais: Amon Mandel; Adail Filho; Saullo Viana; Fausto Santos Jr; Átila Lins; Silas Câmara; Sidney Leite; Capitão Alberto Neto; e do secretário estadual da Fazenda, Alex Del Giglio, apresentar ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, uma proposta para o texto da reforma que desse segurança jurídica, manutenção da competitividade da indústria instalada no Amazonas e que sugeria a criação de um fundo para compensar perdas de arrecadação para o Estado.

O texto propunha a instituição do chamado Fundo de Compensação, Sustentabilidade e Diversificação Econômica do Estado do Amazonas, que seria constituído com recursos da União e por ela geridos, sendo que haveria a destinação de 40% ao Estado para recompor perdas de receitas com a mudança do regime de tributação; e de 60% para a criação de novas matrizes econômicas.

A proposta apresentada ao Ministério da Fazenda assegurava, ainda, os mecanismos necessários para manter o diferencial competitivo à produção, comercialização ou importação de bens que tivessem a industrialização na Zona Franca de Manaus, além de garantir às Áreas de Livre Comércio o tratamento tributário favorecido.

No dia seguinte, 6 de julho, o relator Aguinaldo Ribeiro afirmou, no plenário da Câmara dos Deputados, que as mudanças apresentadas pelo governador no dia anterior seriam incluídas em seu relatório.

Em novembro de 2023 o texto da reforma tributária foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e seguiu para o plenário do Senado, mantendo as garantias constitucionais da Zona Franca de Manaus.

Em seguida, no dia 20 de dezembro, após aprovação na Câmara e no Senado, o congresso Nacional promulgou a emenda constitucional 132/2023, que instituiu a reforma tributária simplificando e unificando os tributos sobre o consumo e garantiu as vantagens comparativas da ZFM, com a continuidade do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os produtos concorrentes aos fabricados no polo industrial de Manaus.

A medida promulgada manteve o IPI sobre os produtos da ZFM a partir de 2027, que seria extinto com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Dessa forma, o IPI continuaria a incidir sobre as mercadorias similares às produzidas no Polo Industrial de Manaus. Na promulgação também estava prevista a previsão de criação do Fundo de Desenvolvimento Sustentável dos Estados da Amazônia Ocidental e do Amapá.

O governador também esteve reunido em diversas ocasiões com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin em que reforçou a necessidade de um olhar diferenciado para o Polo Industrial de Manaus.

Em abril de 2024 foi a vez do Ministério da Fazenda assegurar a competividade da Zona Franca, ao enviar para a Câmara e Senado um Projeto de Lei Complementar que preservava os mecanismos de competitividade e isenção tributária do modelo.

Segundo a proposta, as importações de matérias-primas teriam isenção de IBS e CBS, no caso de produzidas por empresas instaladas na ZFM. Estes impostos também deixariam de ser cobrados na compra de outros produtos industrializados, desde que fossem produzidos no Brasil.

 

 

Da Redação, com informações da Secom

Foto: Divulgação

Na defesa da UEA, deputado Amom sofre tentativa de censura

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O deputado federal do Amazonas, Amom Mandel (Cidadania), sofreu censura de outros deputados no momento em que saiu em defesa da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que, com seus 40 mil alunos, foi prejudicada pela Reforma Tributária.

Em vídeo que circula nas redes sociais, Amom Mandel aparece tentando argumentar com os deputados no plenário da Câmara Federal, dizendo que não acataram para o Amazonas.

“Presidente, por favor, eu gostaria de falar. Estão com o artigo aqui de finanças que não acataram para o Amazonas, estão extinguindo uma universidade inteira que não vai mais poder existir. São 40 mil alunos. Eu preciso falar sobre isso. Os colegas aqui não fazem nem ideia disso”, questionou.

Depois, o deputado federal do Amazonas voltou a se manifestar ao dizer que não tinha nada impedindo e que boicotaram o seu nome para não poder falar.

“Não tem nada impedindo aqui, o senhor pulou o meu nome, eu acompanhei o registro. Por favor, tenha um pouco de decência, eu gostaria de falar, não tem nada impedindo aqui. Por que o senhor está querendo manipular e instruir o presidente para não me deixar falar? Por gentileza, eu estou falando com o presidente. Por favor. Quando eu lhe pedi fundamentação o senhor poderia muito bem ter dito e você foi grosso comigo. Não, não estava em nenhum momento”, alfinetou o deputado censurador que pedia desculpas se havia sido gros

Reivindicação

Após se manifestar no plenário, a reivindicação de Amom Mandel em defesa da UEA junto com a bancada do Amazonas, acabou tendo êxito. Com isso, a parte do texto da Reforma Tributária sobre a UEA acabou sendo inclusa e os 40 mil alunos que poderiam ficar sem estudar foram protegidos.

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Silas Câmara é o único deputado do Amazonas que votou pela aprovação da Reforma Tributária

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O deputado federal Silas Câmara foi o único da bancada amazonense a votar pela aprovação da Reforma Tributária. O texto se refere às regras gerais dos novos tributos.

Apesar da luta da bancada pela não aprovação do texto, o único que soou diferente da bancada foi Silas Câmara. O parlamentar preferiu a bandeira evangélica, uma vez que não haverá cobranças para igrejas e pastores.

Por outro lado, a pauta da Zona Franca de Manaus não tinha importância para Silas Câmara. O parlamentar tinha foco somente no evento evangélico dentro da Câmara Federal e não na votação.

 

 

Da Redação

Com texto prejudicial à ZFM, Reforma Tributária é aprovada na Câmara Federal

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária.

A votação teve 336 votos a favor e 142 contrários. O texto ainda vai para o Senado. É importante lembrar que as regras da reforma tributária serão aplicadas de forma escalonada nos próximos anos, e todos seus efeitos serão sentidos ao longo do tempo.

Depois de votar o texto-base, os deputados analisaram os chamados destaques — sugestões de alteração no texto. A principal discussão dessa etapa foi a tributação zero da carne bovina e do frango, uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que foi defendida também pela oposição, mas que não era bem vista pela equipe econômica do governo.

E esse destaque foi aprovado. Ou seja, a carne vermelha entra na cesta básica e não pagará imposto sobre consumo.

Mas um destaque que foi rejeitado pedia cobrança do chamado imposto seletivo (ou imposto do pecado) para armas. Com a rejeição, armas não serão submetidas a esse imposto, que busca taxar itens nocivos à saúde ou ao meio ambiente.

Como foi a negociação para a carne entrar na isenção de imposto?

Durante a votação dos destaques, o relator, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), costurou um acordo para a aprovação da emenda que isenta carnes, sal, peixes e queijos de tributação de impostos sobre consumo.

Esse foi o ponto que mais mobilizou os deputados nos últimos dias.

Apesar do pedido ser de Lula, foi o PL, maior partido da oposição, o autor da emenda aprovada. Politicamente, é uma medida que rende resultados. É boa para o consumidor de carne, que comprará sem imposto, e para o produtor, que venderá sem imposto.

Pelo relatório anterior de Lopes, a carne teria redução de 60% no imposto, mas não estaria isenta.

Por isso, após a aprovação do texto, base e oposição disputaram no plenário a “paternidade” sobre a inclusão das carnes na cesta básica nacional.

A isenção das proteínas animais representa uma derrota do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que se posicionou contrariamente a proposta nos últimos dias. A interlocutores, ele chegou a classificar a medida como “insanidade”. A equipe econômica do governo também não queria a isenção, por considerar o impacto na arrecadação.

O cálculo é que a isenção das carnes aumentará em cerca de 0,53 ponto percentual a alíquota do imposto único que incidirá sobre os demais produtos, para manter a arrecadação tributária como está hoje.

A Câmara não esclareceu que medida de compensação será feita para a inclusão das proteínas animais nos alimentos isentos. Isso porque a reforma tributária estabeleceu a alíquota geral de 26,5% como teto, com direito a uma trava que é acionada quando esse limite for atingido.

Caso a trava seja acionada, o governo precisa enviar um novo projeto ao Congresso com a revisão das alíquotas.

O que foi votado nesta quarta?

Este primeiro projeto estabelece regras e guias para as cobranças dos três impostos sobre o consumo (IBS, CBS e Imposto Seletivo) criados pela reformulação do sistema tributário, aprovada e promulgada pelo Congresso em 2023.

Esses impostos substituirão cinco tributos que atualmente incidem sobre consumo: PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS.

As bases da reforma já foram aprovadas, no ano passado, mas ainda falta detalhar regras sobre a cobrança dos impostos. As mudanças não são imediatas – haverá um período de transição, e o novo sistema só entra em vigor por completo em 2033.

Discutida desde maio por um grupo de trabalho, a proposta principal de regulamentação do novo sistema tributário brasileiro foi alvo de pedidos de diversos setores e parlamentares. Sete deputados que integraram o colegiado se dividiram para propor modificações e incluir mudanças no texto enviado originalmente pelo governo federal.

O objetivo central do grupo, segundo os próprios membros, foi equilibrar os pedidos e manter a estimativa de alíquota dos futuros impostos sobre o consumo. O Ministério da Fazenda projeta um patamar de 26,5%.

Impostos não devem aumentar

A oposição está argumentando que a reforma vai aumentar impostos.

Mas o governo diz que esse argumento do aumento de impostos não é verdadeiro.

O governo sustenta que a carga de impostos não vai aumentar na reforma tributária. A explicação é:

▶️ Haverá uma alíquota única para os impostos sobre consumo, de cerca de 26,5%.

▶️Com isso, alguns produtos pagarão menos que hoje, e outros pagarão mais. O somatório será o mesmo, para não aumentar nem diminuir a carga tributária.

▶️Mas o essencial, segundo o governo, é que os impostos não serão mais cumulativos, como são hoje.

▶️Isso significa que o pagamento de tributo vai incidir apenas uma vez na cadeia de produção e venda de um item.

▶️Sem a cumulatividade (sem o pagamento de tributo sobre tributo), custos baixam, a eficiência produtiva aumenta, e os produtos podem até baixar de preço, argumenta o governo.

Cesta básica

A proposta lista alimentos da chamada cesta básica nacional, que terão alíquota zero dos novos tributos. São eles:

  • Carne vermelha
  • Arroz
  • Leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado, leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado; e fórmulas infantis definidas por previsão legal específica
  • Manteiga
  • Margarina
  • Feijões
  • Raízes e tubérculos
  • Cocos
  • Café
  • Óleo de soja
  • Farinha de mandioca
  • Farinha, grumos e sêmolas, de milho, e grãos esmagados ou em flocos, de milho
  • Farinha de trigo
  • Aveia
  • Açúcar
  • Massas alimentícias
  • Pão do tipo comum (contendo apenas farinha de cereais, fermento biológico, água e sal)
  • Ovos
  • Produtos hortícolas, com exceção de cogumelos e trufas
  • Frutas frescas ou refrigeradas e frutas congeladas sem adição de açúcar

Há ainda uma lista de produtos que terão desconto de 60% sobre a alíquota dos futuros impostos.

São eles:

  • Carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal (exceto foies gras) e miudezas comestíveis de ovinos e caprinos
  • Peixes e carnes de peixes (exceto salmonídeos, atuns; bacalhaus, hadoque, saithe e ovas e outros subprodutos)
  • Crustáceos (exceto lagostas e lagostim)
  • Leite fermentado, bebidas e compostos lácteos;
  • Plantas e produtos de floricultura relativos à horticultura e cultivados para fins alimentares, ornamentais ou medicinais;
  • Queijos tipo mozarela, minas, prato, queijo de coalho, ricota, requeijão, queijo provolone, queijo parmesão, queijo fresco não maturado e queijo do reino;
  • Mel natural
  • Mate
  • Farinha, grumos e sêmolas, de cerais; grãos esmagados ou em flocos, de cereais
    Tapioca e seus sucedâneos
  • Massas alimentícias
  • Sal de mesa iodado
  • Sucos naturais de fruta ou de produtos hortícolas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes
  • Polpas de frutas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes
  • Óleos de milho, aveia, farinhas

O projeto prevê que as duas listas poderão ser revisadas a cada cinco anos, pelo governo federal.

‘Cashback’

O texto propõe mudanças em relação ao mecanismo de devolução de imposto para população inscrita no Cadastro Único (CadUnico) do governo federal – o chamado “cashback”. Pela proposta, o “cashback” será destinado às famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo e inscritas no CadÚnico.

O texto aumenta o percentual de devolução da CBS — o imposto sobre consumo de competência federal — para energia elétrica, água, esgoto e gás natural.

Originalmente, seriam devolvidos 50% dos tributos pagos. Pela nova versão, será devolvido 100% da CBS. Foi mantido, no entanto, o percentual de devolução do IBS, compartilhado entre estados e municípios.

O “cashback” será de 20%. Pelo parecer atual, haverá devolução de: 100% para do imposto pago no caso da CBS (IVA federal) e de 20% para o IBS (IVA estadual e municipal), no caso do gás de cozinha 100% para a CBS e 20% para o IBS, no caso de energia elétrica, água e esgoto; 20% para a CBS e para o IBS, nos demais casos.

Para o cálculo do “cashback”, serão consideradas as compras feitas por todos os membros da família inscrita no CadÚnico.

A devolução de tributos pagos em faturas energia e água, por exemplo, será feita diretamente na conta. Uma outra regulamentação definirá como será feito o “cashback” para as outras áreas.

Imposto seletivo

A proposta estabelece quais os produtos sofrerão com a tributação do chamado “imposto do pecado”.

O Imposto Seletivo — que recebeu o apelido de “imposto do pecado” — foi criado pela emenda constitucional que reformulou a tributação sobre consumo.

O tributo é aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Na prática, essa categoria terá uma alíquota maior do que a padrão — estimada em cerca de 26%.

O objetivo é desestimular, por meio da cobrança extra, o consumo desses tipos de produto.

Parlamentares do grupo de trabalho do projeto chegaram a avaliar a inclusão de armas e munições no rol de itens sujeitos ao Imposto Seletivo. Não houve, porém, inclusão desses itens na lista.

A versão mais recente do parecer de Lopes mantém a lista enviada pelo governo e a inclusão, feita pelo GT na última semana, de carros elétricos e apostas. Portanto, estão na lista:

  • cigarros;
  • bebidas alcoólicas;
  • bebidas açucaradas;
  • embarcações e aeronaves
  • extração de minério de ferro, de petróleo e de gás natural
  • apostas
  • carros, incluindo os elétricos

No caso das apostas, a cobrança valerá para as realizadas nas modalidades físicas e online, como as “bets” e os chamados fantasy games.

Apesar de manter a lista, duas mudanças foram introduzidas por Lopes nesta quarta. A primeira prevê limitar a alíquota do Imposto Seletivo a ser aplicada sobre minérios de ferro em 0,25%.

A segunda estabelece um regime de transição, com escalonamento de alíquotas até 2033, para o “imposto do pecado” sobre bebidas alcoólicas.

Remédios

A nova versão apresentada por Reginaldo Lopes estabelece uma redução de 60% de impostos para todos os medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou fabricados por manipulação.

Originalmente, esse regime não existia.

O parecer prevê apenas duas categorias de remédios para orientar a tributação:

  • uma lista com 383 remédios isentos (imposto zero), mantida em relação à versão anterior;
  • imposto reduzido (correspondente a 40% da alíquota geral) para todos os outros medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou produzidos por farmácias de manipulação

As versões anteriores do texto previam que esse imposto reduzido fosse aplicado apenas a uma lista de 850 medicamentos – que chegou a incluir remédios para disfunção erétil, vacinas e ansiolíticos.

O parecer do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), na prática, aplica a todos os medicamentos não isentos esse corte de 60% do IBS e do CBS – impostos que vão agregar e substituir os pagos atualmente.

Também foi mantida a isenção total a produtos para saúde menstrual, como absorventes.

Produtos de higiene pessoal e limpeza terão alíquota reduzida de 40%, como papel higiênico e escova de dentes.

Regras para imóveis

No texto aprovado, operações com imóveis também estarão sujeitas à alíquota de 26,5%, mas com os seguintes descontos:

  • Operações com bens imóveis terão redução de 40% do IBS e CBS.
  • Se forem operações de locação, cessão onerosa e arrendamento de bens imóveis ficam reduzidas em 60%.

Pets

A proposta de regulamentação da reforma tributária estabelece uma redução de 60% da alíquota geral dos novos tributos sobre consumo para medicamentos, vacinas e soros de uso veterinário.

Na prática, esses itens pagarão somente 40% da alíquota da CBS e do IBS.

Nesta quarta, em mudança introduzida pelo novo parecer de Lopes, os planos de saúde para pets também foram beneficiados com uma alíquota reduzida.

Pela proposta, os tributos aplicados a esse serviço serão reduzidos em 30% — ou seja, será cobrada uma alíquota correspondente a 70% do valor padrão.

A mudança é uma vitória da chamada “bancada animal”, composta por deputados cuja principal bandeira é a defesa da causa animal, que conseguiu incluir no relatório o desconto para itens relacionados aos animais domésticos.

ZFM, UEA e comércio local

Também foram aceitas as contrapartidas como os fundos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e do Fomento ao Turismo (FTI) e às Micro e Pequenas Empresas (FMPES).
Contudo, ficou de fora do texto a emenda que estabelecia alíquota zero nas operações internas do comércio local. A preocupação é com aumento no preço das mercadorias tanto na capital quanto no interior.

De acordo com representantes do Amazonas, a aprovação da Reforma Tributária não é bem aceita. Foram feitas tentativas de diálogo, mas a resposta foi a de que não houve tempo para análise de propostas, que incluíam melhorias para a indústria.

Por outro lado, as mudanças com recursos para a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) estão garantidas. Já para o comércio, são necessárias algumas adequações.

 

 

De agências

Lei de Roberto Cidade isenta de pagamento de taxas para emissão da 2ª via de documentos danificados por ocorrência de desastres naturais

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As chuvas torrenciais e os desastres naturais, via de regra, deixam além de danos materiais o incômodo da perda de documentos pessoais. Diante disso e para facilitar a vida da população, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), é autor da Lei Ordinária nº 6.186/23, que isenta o pagamento de taxas de emissão da segunda via de documentos danificados ou extraviados por ocorrência de desastres naturais.

De acordo com a legislação, poderão ser emitidos com isenção de cobrança a Carteira Nacional de Habilitação (CNH); a certificação de registro e licenciamento de veículos; além da segunda via de documentos pessoais. 

Conforme o deputado presidente, a lei contribui com a cidadania e minimiza os transtornos para emissão de documentos pessoais.

“Já temos uma lei estadual que exime pessoas idosas do pagamento de taxas para a confecção da segunda via de documentos roubados ou furtados. Porém, entendemos que as pessoas que passam por problemas causados por desastres naturais também merecem ter um olhar diferenciado, principalmente depois de superarem dificuldades provenientes dessas intempéries. Essa lei ajuda o cidadão no resgate da cidadania e na garantia de direitos”, afirmou.

Desastres naturais

Entende-se por catástrofe natural fenômenos resultantes de ordem climático/meteorológica, geológica, biológica ou astronômica. Também podem se dar em decorrência da combinação de dois ou mais destes fatores.

Tremores de terra, afundamentos de solo, ciclones, furacões ou tufões, deslizamentos ou escorregamento de terra, inundações, tempestades e tornados são exemplos de desastres naturais.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Foto: Rodrigo Brelaz/Aleam 

Institutos de pesquisas reúnem com TRE-AM para debate sobre atuação no pleito

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Os institutos de pesquisas eleitorais encaminharam ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), por intermédio do Coordenador do Comitê de Combate à Desinformação, Marcelo Manuel da Costa Vieira, a Portaria TRE/AM nº 522/2024, 0000230257), (0000242764), para que seja agendada reunião com os representantes do Instituto Pontual Pesquisas, Ipen, Instituto Projeta, Instituto Eficaz, Action e Direto ao Ponto.

O objetivo da reunião é proporcionar esclarecimentos em razão de acontecimentos recentes e fatos relacionados a partidos políticos que, supostamente, estariam tentando criminalizar os estudos eleitorais devidamente registrados e induzindo a Corte ao erro.

De acordo com o órgão, “diante da relevância da matéria, determino que seja agendada Reunião Geral de Combate à Desinformação com os institutos de pesquisa eleitoral, no dia 17, (próxima quarta-feira), às 15h, no Plenário do TRE/AM, a fim de discutir a integridade do processo e das pesquisas eleitorais”.

Os representantes dos institutos de pesquisas eleitorais irão demonstrar ao TRE/AM a própria atuação no pleito, indicando a metodologia de trabalho, comprovando a seriedade do trabalho cientifico e acadêmico, que é um instrumento da democracia.

Atualmente, há um movimento de criminalização de pesquisa eleitoral contra os institutos.  Por isso, o objetivo da reunião é demonstrar o processo sério que é utilizado no Brasil e no mundo em todos os países democráticos que utilizam as pesquisas eleitorais. Os partidos políticos têm feito a judicialização de toda a publicação de pesquisa eleitoral realizada em Manaus.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução