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RR: CNJ afasta juiz do TJ por suspeita de parcialidade em ações de saúde

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu por unanimidade afastar o juiz Luiz Alberto de Morais Júnior da 2ª Vara de Fazenda Pública de Boa Vista por suspeita de irregularidades e parcialidade em decisões sobre a saúde pública no estado.

De acordo com a denúncia, Luiz Alberto de Morais Júnior e o também juiz Aluísio Ferreira Vieira teriam favorecido tramitações irregulares de procedimentos médicos relacionados a cirurgias bucomaxilares em clínica odontológica. A sessão aconteceu no dia 2 de abril e acabou antes de Aluísio ser julgado.

O g1 procurou a assessoria de Luiz Alberto de Morais Júnior e aguarda resposta. Também procurou a assessoria de Aluísio Ferreira Vieira mas também não foi respondido até a última atualização desta matéria.

Procurado, o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) informou que o referido procedimento disciplinar tramita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), “não nos cabendo manifestação alguma sobre a matéria”.

O relator do processo, Luis Felipe Salomão, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) classificou as denúncias como “graves”, destacando que houve quebra de sigilo bancário, onde foi verificado extratos bancários e também foram feitas inspeções durante as diligências.

De acordo com ele, as ações do juiz acarretaram em “danos significativos aos cofres públicos e graves incidentes constatados em diversos processos auditados”.

“Eu verifiquei uma espécie de corrupção sistêmica com participação de outros agentes públicos dentro desse sistema pois os valores são superfaturados e mais recentemente foram, inclusive, objeto de uma operação da Polícia Federal para verificar a existência de uma organização criminosa”, disse o relator durante o voto.

O relator também destacou que as inspeções conduzidas em dezembro de 2022 constataram infrações de que Luiz Alberto Júnior “favoreceu a tramitação irregular dos processos”.

Foi verificado durante diligências que um assessor de Aluízio Ferreira despachava a maioria dos processos relacionados à saúde. Usando a senha pessoal do juiz, o assessor despachou quase 1,8 mil processos, destacou o relator.

Em março de 2023, durante as investigações do caso, um relatório já apontava o assessor como o responsável por ter feito os despachos.

“Há fortes indícios de que o referido magistrado não tinha o conhecimento fático necessário sobre as decisões que proferia e que haviam sido minutadas pelo assessor do juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública [Aluízio Ferreira Vieira], juiz este que se deu por suspeito. Em suas declarações, ficou demonstrado que o Dr. Luiz Alberto de Morais Júnior desconhecia o alcance de suas decisões”.

O relatório classificou a postura de não apurar as decisões mesmo após ser alertado como “imprudência e negligência”. Em análise processual, o relator destacou que a maioria dos processos que tiveram deferimento de liminar não tiveram prestação de contas adequadas, sendo elas feitas apenas com a apresentação de nota fiscal simples.

“Tal rito, além de gerar grave insegurança acerca da utilização do dinheiro público, causou incidentes graves, noticiados em depoimentos […] na análise, alguns processos, a parte desapareceu após o levantamento dos valores, que foram depositados na conta do advogado sem repasse a parte”, cita.

O relator destacou ainda que o juiz não utilizava os serviços do Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NatJus), o que impossibilitava verificar se os procedimentos em questão eram os recomendados para o caso e se os valores “estavam dentro da normalidade dos preços pagos pelo estado”.

Contra Luiz Alberto de Morais, o CNJ autorizou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e, por entender que a permanência dele no cargo seria motivo de desconfiança no Poder Judiciário, a Corte decidiu pelo afastamento.

Parcialidade

Além dos dois juízes, os desembargadores Mozarildo Cavalcanti e Almiro Padilha, ambos ex-presidentes do TJRR e amigos de Aluízio também são investigados por parcialidade nos processos de saúde.

O relatório inicial, do qual o g1 teve acesso em março de 2023, a suspeita sob os quatro magistrados ocorre após a Corregedoria Nacional de Justiça fazer uma fiscalização chamada de correição extraordinária no TJRR. Nos trabalhos, realizados entre os dias 9 e 10 de janeiro deste ano, o CNJ identificou, entre outras coisas:

  • Indícios relevantes de irregularidades na tramitação de processos envolvendo questões de saúde pública – notadamente em feitos relacionados a procedimentos cirúrgicos – nas Varas de Fazenda Pública de Boa Vista/RR, com possível atuação parcial do magistrado titular da 1ª Vara e de seu assessor, em benefício de escritório de advocacia específico e de médicos/clínicas/hospitais locais.
  • Indícios de atuação desidiosa e desprovida de conhecimento técnico-jurídico por parte do titular da 2ª Vara de Fazenda Pública de Boa Vista/RR para decidir processos de saúde, em relação aos quais o magistrado titular da 1ª Vara de Fazenda se declara suspeito.

 

Da Redação com informações do G1

Foto: Divulgação

 

TRE-PR tem 3 votos a 1 contra cassação de Moro; julgamento segue amanhã

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Em julgamento retomado nesta segunda-feira, 8, dois desembargadores do Tribunal Regional Federal do Paraná (TRE-PR) votaram contra a cassação do senador Sergio Moro (União-PR). O placar agora é de 3 a 1 a favor de Moro, mas o caso será retomado amanhã, 9, após um novo pedido de vistas.

O que aconteceu

  • O julgamento das ações que pedem a cassação de Moro foi suspenso mais uma vez no TRE-PR. Quatro integrantes do plenário já votaram, mas o desembargador Julio Jacob Junior pediu vistas dos autos e paralisou a análise do caso. Se mais um desembargador votar a favor de Moro, haverá maioria contra a cassação dele.
  • O TRE-PR vai retomar o julgamento nesta terça, 9, a partir das 14h. Faltam os votos de Jacob Junior, que pediu vistas, e de mais dois membros do plenário: Anderson Ricardo Fogaça e o presidente da Corte, Sigurd Roberto Bengtsson.
  • Os desembargadores Claudia Cristofani e Guilherme Denz, que votaram hoje, acompanharam o relator Lucano Falavinha, que votou contra a cassação na semana passada. Até o momento, apenas o desembargador José Rodrigo Sade votou a favor da cassação.
  • Os desembargadores favoráveis a Moro afirmam que não há provas para a cassação. Eles afirmam que o PL e PT, autores dos processos contra o ex-juiz, não conseguiram comprovar que ele se beneficiou nas eleições de 2022 devido ao gastos feitos durante a pré-campanha à Presidência, antes de decidir concorrer ao Senado.
  • Até o momento, apenas Sade concordou com os partidos. Assim como o Ministério Público Eleitoral, as legendas afirmam que a pré-campanha à Presidência deu uma vantagem indevida a Moro nas eleições ao Senado, porque aumentou a visibilidade dele.

“O senador é conhecido em virtude da Lava Jato ou de outros feitos antes da pré-campanha. Alguém poderia dizer, em sã consciência, que foram os poucos meses de pré-campanha para Presidente que tornaram Sergio Moro conhecido?”, disse a desembargadora Claudia Cristofani, do TRE-PR, em voto contra a cassação de Moro.

Palavra final será do TSE

  • A decisão do TRE-PR ainda não será definitiva, porque cabe recurso no TSE. O resultado poderá ser contestado no Tribunal Superior Eleitoral, que tomará a decisão final. O ex-deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR), por exemplo, venceu por 6 votos a 0 no TRE, mas acabou cassado por unanimidade no TSE.
  • Se Moro for cassado, ficará inelegível até 2030. Por outro lado, ele não perderá os direitos políticos e poderá assumir cargos públicos não eletivos como o de ministro de Estado, que ocupou durante o governo Bolsonaro.
  • A cassação, se ocorrer, levará a uma eleição suplementar no Paraná. Desde o ano passado, políticos paranaenses têm manifestado abertamente interesse em concorrer ao cargo. No Congresso, parlamentares dão a perda de mandato como quase certa e veem Moro como “ex-senador em atividade”.

 

Da Redação com informações de UOL 

Foto: Divulgação

Entenda o cálculo do Quociente Eleitoral para Câmara Municipal de Manaus 

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O Quociente Eleitoral (QE) é decisivo para os candidatos das Eleições Municipais de 2024 conseguirem uma das 41 cadeiras na Câmara Municipal de Manaus. Desde o pleito de 2022, ele é um dos “protagonistas” do pleito, uma vez que as coligações foram extintas. 

Para o cálculo do quociente eleitoral, leva-se em consideração apenas os votos válidos para cada cargo na eleição. Por sua vez, o voto válido é a somatória do voto nominal (quando o eleitor escolhe o candidato ou candidata) com o voto de legenda (quando o eleitor escolhe apenas o partido ou coligação). Com esse dado, o  quociente eleitoral (QE) é feito dividindo-se o número de votos válidos apurados pelos lugares a preencher nas respectivas Casas Legislativas. Neste caso, a da Câmara Municipal de Manaus. 

O Portal O Poder considerou os dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nas eleições municipais de 2020, somando votantes e ausentes, Manaus tinha o total de 992.298 eleitores. Atualmente, a capital amazonense tem 1.434.915 eleitores. Houve um aumento significativo. 

Para o cálculo, leva-se em consideração apenas os votos válidos, retirando-se os brancos e nulos, portanto, o número seria de 1.304.3387 eleitores, correspondente aos 91% de eleitores que realmente votam. Em seguida, divide-se pelos 41 lugares na CMM, chegando ao número mínimo que cada legenda tem que conseguir para ter 1 cadeira no plenário Adriano Jorge. 

Veja o cálculo a seguir:

Mesmo que o candidato tenha um bom número de votos, é essencial que o partido atinja os 31 mil votos exigidos pelo quociente eleitoral. Por exemplo, em 2020, a “bancada das manas” conseguiu um excelente número de 7.662 votos, mas o partido PSOL não conseguiu atingir o quociente, deixando-as sem mandato.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Portal O Poder 

Wilson Lima entrega licença de instalação para exploração do potássio em Autazes com previsão de 2,6 mil empregos

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O governador Wilson Lima entregou, nesta segunda-feira, 08, a primeira licença ambiental para instalação do Projeto Potássio Autazes, no município a 113 quilômetros de Manaus. Com isso, o Governo do Amazonas destrava um processo que estava em andamento há 15 anos e estabelece um novo marco na economia do Amazonas. Já na fase de instalação da atividade, devem ser gerados de forma direta 2,6 mil postos de trabalho, na fase de operação da Mina de Silvinita, que será a maior do país. No total, a nova matriz econômica vai proporcionar mais de 17 mil postos de trabalhos diretos e indiretos no estado quando estiver em operação.

“A implantação de uma atividade como essa gera indicadores sociais, qualidade de vida para os indígenas, oportunidade de trabalho, de emprego, de renda, avanço no saneamento, no abastecimento de água, asfaltamento de ramais, educação, saúde, enfim, aquilo que é importante para que se possa ter um lugar melhor para se viver“, destacou Wilson Lima, em evento na sede do Governo do Estado.

O governador também destacou a importância do empreendimento para o povo Mura, que vive na região e terá as terras indígenas preservadas, além de serem beneficiados com o crescimento socioeconômico local. Ele reforçou, ainda, o compromisso do Estado em fiscalizar e cobrar que a empresa Potássio do Brasil cumpra todos os requisitos ambientais necessários para a atividade.

A licença foi concedida à empresa responsável pelo projeto, que anunciou a descoberta em 2010, após obter autorização para prospectar a área. Para conceder a licença, o Governo do Amazonas considerou todas as condicionantes ambientais vigentes. O potássio é matéria-prima para a produção de fertilizantes e, com produção realizada no Amazonas, passará a ser a maior do país, atendendo 20% da demanda nacional e reduzindo a importação do minério.

Em um vídeo enviado ao governador, o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, lembrou que 95% do potássio usado no Brasil vem do exterior e ressaltou que a produção brasileira será fundamental para fortalecer a segurança alimentar mundial.

“O setor agrícola do Brasil alimenta, aproximadamente, 1 bilhão de habitantes na face da terra. Isso quer dizer que nós vamos reduzir a nossa dependência externa desse mineral que é decisivo para a nossa produção”, afirmou Jungmann, que enviou o diretor de Relações do Ibram, Alexandre Valadares, para representá-lo no evento.

Segundo a empresa Potássio do Brasil, os investimentos previstos são de US$ 2,5 bilhões (R$ 13 bilhões, aproximadamente, dos quais R$ 1 bilhão já investido). Apenas na fase de construção da planta fabril, autorizada no evento desta segunda-feira, a previsão é gerar 2,6 mil empregos diretos em 4 anos e meio. Já na fase de operação, além dos 1,3 mil empregos diretos, devem ser gerados outros 16 mil indiretos. O uso de mão de obra local será de até 80%.

Cuidado ambiental

Em 2009, houve a concessão da área pela Agência Nacional de Mineração para a Potássio Brasil. Cerca de 15 anos depois, as condicionantes ambientais exigidas para a atividade garantem que a exploração do potássio no Amazonas será uma das mais verde do mundo, incluindo o baixo carbono emitido na operação. A exploração é importante economicamente não só para o Amazonas, mas para o Brasil como um todo ao abastecer parte do mercado nacional e reduzindo o percentual de importação.

“Hoje a gente pode dizer que o Amazonas tem um projeto de mineração sustentável, sendo iniciado a partir deste evento. Com essa licença de instalação a gente vai fazer com que ela vá para frente e que esses números e resultados se tornem realidade na maior brevidade possível. Muito obrigado a toda equipe do Governo do Estado“, informou o presidente da Potássio do Brasil, Adriano Espeschit.

Também estiveram presentes no evento o vice-governador Tadeu de Souza; os deputados estaduais Sinésio Campos, Alessandra Campelo, Abdala Fraxe, Adjuto Afonso, João Luís; o deputado federal Silas Câmara; o presidente da Associação Amazonense de Municípios e prefeito de Rio Preto da Eva, Anderson Souza; o prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante; o prefeito de Humaitá, Dedei Lobo; secretários de Estado, como o de Energia, Mineração e Gás, Ronney Peixoto; e representantes dos setores comercial e da etnia indígena Mura, povo que foi consultado e aprovou o projeto.

“Nosso povo vem de muitas lutas e muita raça. Agora, estamos aqui diante desse momento histórico. Esse empreendimento vem para nos beneficiar e era esperado há muitos anos. Seguimos todos os protocolos, cumprimos todas as regras e daqui para frente só espero muito sucesso para o nosso povo indígena”, disse o coordenador do Conselho Indígena Mura, Kleber Mura.

Licença

A autorização para a instalação da chamada lavra subterrânea (retirada do minério abaixo do solo) é emitida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que seguirá em análise de outras atividades e serviços que deverão ser desenvolvidas pela empresa.

“O papel do Ipaam é garantir que todos os requisitos do licenciamento estejam garantidos na condição de autorizar a atividade. É um marco histórico para o Governo do Estado, porque viabiliza uma matriz econômica que, eu aponto que depois da Zona Franca de Manaus, é o segundo maior ‘boom’ da economia do Amazonas”, disse o diretor-presidente do Ipaam, Juliano Valente.

Com validade de três anos, a licença ambiental de instalação autoriza a construção da parte administrativa e funcional do complexo, incluindo as minas subterrâneas que terão 800 metros de profundidade para a extração do potássio por meio de um sistema de alta tecnologia e sem qualquer influência no modo de vida da superfície.

Mercado de potássio

O Cloreto de Potássio é um dos minerais mais importantes para indústria de fertilizantes agrícolas do mundo. Com a fase de operação prevista para durar mais de 23 anos, o Projeto Potássio Autazes permitirá maior competitividade do produto feito na região em relação ao produto importado.

O volume de 20% de cloreto de potássio que a produção do Amazonas vai atender corresponde a média de 2,2 milhões de toneladas de cloreto de potássio por ano. Canadá, Rússia, Bielorrússia, Alemanha e Israel são alguns dos países que atendem a demanda do Brasil atualmente.

Entre as vantagens para o agricultor brasileiro, como dos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia, estará o acesso a um produto de alta qualidade, de forma mais rápida e com menores custos. Ao agricultor do Amazonas, os preços serão mais baixos em relação aos praticados atualmente na região em função da proximidade.

Mais benefícios

Os resultados da exploração do potássio em Autazes se converterão em benefícios para população amazonense. Além da geração de emprego e renda, investimentos em infraestrutura regional, implantação de planos e programas sociais e ambientais, capacitação de mão-de-obra estão previstos pela empresa.

Será implantada uma linha de transmissão de energia de 165 km de extensão, a partir da qual a concessionária poderá disponibilizar parte para as sedes municipais e comunidades próximas. Uma estrada de 12 quilômetros entre as comunidades da Vila de Urucurituba e Lago do Soares, no município de Autazes, será reconstruída.

Para o transporte do minério, um porto de grande porte também será construído no município. O projeto prevê ainda destinação de 2% da produção de Cloreto de Potássio para a chamada Agricultura Familiar, além de ações socioambientais, como a preservação de sítios arqueológicos, mapeamento e cadastro de espécies animais e vegetais.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa  

Fotos: Diego Peres e Mauro Neto / Secom

Veja os nomes exonerados pela Prefeitura de Manaus que devem concorrer nesta eleição

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Com o fim do prazo para desincompatibilização para quem quer disputar a eleição de 2024, secretários da Prefeitura de Manaus tiveram que deixar as funções. A saída acontece seis meses antes do pleito, conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A medida trouxe à tona nomes de políticos que estavam esquecidos, mas lotados em alguma secretaria municipal ou no gabinete do prefeito David Almeida (Avante). É o caso do ex-vereador Amauri Colares que, rejeitado nas urnas em 2020, ocupava o cargo de secretário Extraordinário e foi exonerado na última sexta-feira, 5.

Quem também estava esquecido era o veterano político Nonato Oliveira, que atuava no cargo de ouvidor-geral do Município, integrante da estrutura organizacional da Controladoria-Geral do Município (CGM). Nonato Oliveira também está se desincompatibilizando para disputar uma cadeira da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Já Eduardo Lucas da Silva deixa a titularidade da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) para disputar o pleito deste ano. Sua exoneração foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) da última sexta-feira.

O ex-vereador Fabrício Lima, que é outro velho conhecido da política local, estava lotado no cargo de diretor da Área de Politicas Setoriais, simbologia DAS-4, integrante da estrutura organizacional da Semasc. Fabrício Lima deixa o cargo para poder concorrer a uma das cadeiras da CMM.

Campanha

Apenas Israel Conte deixa Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) nesse período de desincompatibilização para ajudar na campanha à reeleição de David Almeida. Conte não irá disputar eleição em 2024.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Fim da janela partidária aproximou os dois Wanderlans em Autazes

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O fim da janela partidária mexeu no “tabuleiro” político em Autazes (a 111 quilômetros de Manaus) e formou a chapa com Wanderlan Sampaio (União Brasil) para prefeito e Wanderlan Baixinho (Republicanos) como vice-prefeito. Juntos, os “xarás” têm boas chances de conquistar a prefeitura.

Comenta-se nos bastidores políticos que a ordem para formação da chapa dos “Wanderlans” partiu do diretório nacional do União Brasil e Republicanos, que chegaram a um consenso.

Wanderlan Baixinho fazia parte do grupo contrário a Wanderlan Sampaio, candidato do atual prefeito Andreson Cavalcante (União Brasil). Baixinho era do grupo político do ex-prefeito Thomé Filho, falecido no ano passado, do arco de aliança do vereador Thomé Neto (PTB), também candidato a prefeito.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Saiba como ficou a composição de forças na CMM pós janela partidária

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Com o fim da janela partidária, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) passa a ter uma nova configuração. Alguns partidos passam a ter representantes na Casa, enquanto outros aumentaram ou diminuíram o número de cadeiras ocupadas.

A maior bancada pertence ao Avante, partido do prefeito David Almeida, com David Reis, Dr. Eduardo Assis, Eduardo Alfaia, Gilmar Nascimento e Joelson Silva.

O União Brasil, do governador Wilson Lima, tem em seu elenco Caio André, Diego Afonso, Everton Assis e Professora Jacqueline.

Em seguida aparece o Republicanos também com quatro representantes: Márcio Tavares, João Carlos, Roberto Sabino e Daniel Vasconcelos.

O Agir possui quatro representantes na Casa, sendo eles, Dione Carvalho, Rosinaldo Bual, Alonso Oliveira e Professor Samuel.

O PL está com Capitão Carpê, Marcel Alexandre e Raiff Matos.

O Podemos conta com Allan Campêlo e Yomara Lins. O partido perdeu Rodrigo Guedes que, aos 45 do segundo tempo, anunciou que migrou para o Progressistas. O vereador Lissandro Breval também se filiou à sigla.

O PSB também cresceu na CMM. O partido só tinha Marcelo Serafim na Casa e, agora, tem Glória Carratte e Bessa.

Novos representantes

O PSD, do senador Omar Aziz, não tinha representantes na CMM. Agora, tem Jander Lobato e Fransuá Matos. Outro partido com quatro representantes é o MDB, do senador Eduardo Braga, sendo Mitoso, Kennedy Marques e Raulzinho. Isaac Tayah, que tomou posse recentemente, também pertence à sigla.

Com essa distribuição, tanto o MDB quanto o PSD serviram como abrigo para vereadores da base de David Almeida, um indicativo de que irão caminhar juntos na campanha eleitoral deste ano.

O DC ficou com dois representantes: Wallace Oliveira e Elan Alencar.

Com apenas um representante estão o PT, Cidadania, PSDB, PMB, PV e PRD.

 

Da Redação

Bilionário Elon Musk é indiciado no inquérito das Fakes News por Alexandre de Moraes

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura de inquérito pela PF (Polícia Federal) para apurar a conduta do empresário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter) e presidente-executivo da Tesla, após ataques ao ministro.

O que aconteceu

Moraes determinou a instauração do inquérito em decisão proferida neste domingo (7). O documento, obtido pelo UOL, exige a apuração em relação aos crimes de obstrução à Justiça, inclusive em organização criminosa, e incitação ao crime. No sábado (6), o bilionário anunciou que estava retirando todas as restrições de contas no X determinadas pelo Judiciário brasileiro.

Até o final deste domingo, porém, o empresário não havia cumprido a ameaça. Musk passou o dia fazendo tuítes atacando a Justiça brasileira e chegou a pedir o impeachment de Alexandre de Moraes.

O Ministro também exigiu a inclusão de Musk como investigado no inquérito das milícias digitais. Moraes argumenta que a inclusão seria por, em tese, “dolosa instrumentalização criminosa da provedora de rede social X, em conexão com os fatos investigados” em outros inquéritos na Suprema Corte, incluindo o inquérito das milícias digitais, que apura a existência de ações antidemocráticas com grande quantidade de informações falsas nas redes sociais, e seu financiamento.

Na decisão, Moraes também exigiu que o X não desobedeça qualquer ordem judicial já proferida. O ministro, que é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ainda determinou que a plataforma não faça qualquer reativação de perfil cujo bloqueio foi determinado pelo STF ou pelo TSE, sob pena diária de R$ 100 mil por perfil, e a responsabilização dos responsáveis legais pela empresa no Brasil por desobediência à ordem judicial.

A decisão solicita o encaminhamento do documento para a ciência da PGR (Procuradoria-Geral da República) e informe à PF. Também é exigida a intimação imediata dos representantes do X, inclusive por meios eletrônicos.

Moraes citou que Musk começou, no sábado (6), uma campanha de desinformação sobre a atuação do STF e do TSE. Na decisão, o magistrado afirma que a ação foi reiterada pelo bilionário neste domingo e citou as declarações de Musk sobre não cumprir as ordens da Justiça Brasileira para o “bloqueio de perfis criminosos e que espalham notícias fraudulentas, em investigação nesta Suprema Corte”.

“Está caracterizada a utilização de mecanismos ilegais por parte do X.” Para o ministro, há presença de fortes indícios de dolo de Musk, acrescentando que a conduta do X configuraria abuso de poder econômico (por tentar impactar de maneira ilegal a opinião pública), mas também por induzir e instigar a manutenção de diversas ações criminosas praticadas pelas milícias digitais.

O Ministro cita risco à segurança dos membros do STF e do próprio Estado Democrático de Direito. Ele argumenta que isso pode ser “facilmente constatado pelas diversas mensagens com conteúdo de ódio realizadas em apoio àquelas postadas por Elon Musk”. Além disso, Moraes aponta a obstrução à Justiça em organizações criminosas investigadas nos inquéritos e atentado ao Poder Judiciário brasileiro.

“A flagrante conduta de obstrução à Justiça brasileira, a incitação ao crime, a ameaça pública de desobediência as ordens judiciais e de futura ausência de cooperação da plataforma são fatos que desrespeitam a soberania do Brasil e reforçam à conexão da dolosa instrumentalização crimino das atividades do ex-Twitter, atual ‘X’, com as práticas ilícitas investigadas pelos diversos inquéritos anteriormente citados, devendo ser objeto de investigação da Polícia Federal”, afirma o ministro em decisão.

O ministro continua o texto declarando que a dignidade da pessoa humana, a proteção da vida de crianças e adolescentes e a manutenção do Estado Democrático de Direito estão “acima” dos interesses financeiros das redes sociais.

O Ministro relembra decisão de maio de 2023 sobre a responsabilização de empresas, em diferentes esferas, por instigação e participação criminosa nas condutas investigadas em inquéritos. Ele citou algumas ações que tramitam na Suprema Corte em que são investigadas a “reiteração da instrumentalização criminosa” dos provedores de redes sociais e mensagens privadas.

“Inaceitável” redes sociais, em especial o X, desconhecer a instrumentalização criminosa que vem sendo realizada pelas milícias digitais, diz ministro. Moraes continuou citando a ampliação de práticas ilícitas nas plataformas, incluindo ações contra o Estado Democrático de Direito, e tentativa de destruição do STF, Congresso Nacional, Palácio do Planalto, “ou seja, da própria República brasileira”. Ele ainda relembrou reuniões no TSE com os representantes das plataformas, incluindo o X, sobre o tema.

Por trás das acusações a Moraes, está o “Twitter Files Brasil”, arquivos de dentro do Twitter. “Twitter Files Brazil” é uma série de e-mails divulgados pelo jornalista norte-americano Michael Shellenberger na própria rede social na última quarta-feira (3). São mensagens trocadas entre funcionários do antigo Twitter em 2020 e 2022 relatando e reclamando de decisões da Justiça que determinaram exclusão de conteúdos em investigações envolvendo a disseminação de fake news.

Com base nos e-mails, o jornalista acusa Moraes e o TSE de praticarem quatro ilegalidades. Exigir que o antigo Twitter revelasse detalhes pessoais sobre usuários que subiram hashtags que ele “não gostou” e exigir acesso aos dados internos da rede social, em violação à política da plataforma. Além de censurar, unilateralmente, postagens de parlamentares brasileiros; e tentar transformar as políticas de moderação de conteúdo da rede social em uma arma contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

As decisões citadas nos e-mails não são inéditas. As mesmas envolvem investigações de ataques a ministros do Supremo e propagação de notícias falsas, como as que questionavam a lisura do processo eleitoral brasileiro e das urnas eletrônicas. Confira aqui alguns dos e-mails citados pelo jornalista.

 

Com informações da UOL. 

Foto: divulgação. 

Adail Pinheiro “para” Coari em lançamento de pré-candidatura neste sábado

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O Diretório Municipal do Partido Republicanos anunciou oficialmente a pré-candidatura de Adail Pinheiro a Prefeitura de Coari para 2024, neste sábado, 06, às 8h, no Telhadão Maçônico, com a participação de mais de 5 mil coarienses.

O lançamento contou com a presença do Presidente Estadual do Republicanos, o Deputado Federal Silas Câmara, o Deputado Federal Adail Filho, a Deputada Estadual Mayara Pinheiro, o Prefeito de Coari Keitton Pinheiro, vereadores e pré-candidatos a vereadores do município. Além disso, conta com o apoio dos senadores Eduardo Braga, Omar Aziz e Plínio Valério e do Governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima, nesta pré-candidatura.

O evento intrapartidário reuniu as principais lideranças do Estado, com a apresentação de mais de 100 pré-candidatos a vereadores filiados a composição partidária de Adail Pinheiro, dando início ao diálogo necessário na construção do futuro Plano de Governo para a cidade de Coari.

Ao embarcar na jornada de pré-candidatura, Adail Pinheiro enfatiza a importância de discutir temáticas com todas as representações das entidades de Coari, na sede do municio e zona rural.

Com um compromisso de servir a comunidade e um histórico de liderança em três mandatos a prefeito em Coari, Adail Pinheiro busca trabalhar incansavelmente por todos os cidadãos, com uma proposta de pacificar a cidade Coari.

 

Da redação. 

Fotos: divulgação. 

 

Fim da aposentadoria compulsória como pena para juízes é bem recebida

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Antes de renunciar ao cargo de senador para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o ministro Flávio Dino conseguiu o número necessário de assinaturas para iniciar a tramitação no Senado de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tem por objetivo acabar com a aposentadoria compulsória para juízes, promotores e militares que cometem delitos graves.

Ao justificar a PEC 3/2024, Dino afirmou que não é adequado manter a aposentadoria compulsória — com o recebimento de vencimentos — como punição por uma conduta grave que “acarrete alto grau de desmoralização do serviço público e perda da confiança nas instituições públicas”. Ainda segundo o ministro, não há por que magistrados, promotores e militares receberem um tratamento diferente dos demais servidores públicos que cometem faltas graves.

“Se você pratica uma falta leve, você tem uma punição proporcional. Mas, se você pratica um delito grave que configure, eventualmente, até um crime, é claro que você tem de receber uma sanção simétrica. No caso, a perda do cargo”, disse Dino à Rádio Senado. “Se um juiz pratica um ato de corrupção ou mata uma pessoa, ele é processado administrativamente e a sanção máxima hoje é a aposentadoria compulsória”, completou ele.

Reação positiva

A iniciativa de Dino foi recebida com simpatia pelos magistrados e ex-magistrados consultados pela revista eletrônica Consultor Jurídico. O advogado e ex-juiz Márlon Reis, por exemplo, é a favor da proposta. Ele acredita que a PEC, caso aprovada, representará um avanço significativo para o Poder Judiciário.

“Desde o início da atuação do Conselho Nacional de Justiça, as atividades dos magistrados passaram a ser avaliadas de forma mais isenta, mitigando a preocupação com perseguições casuísticas pelas corregedorias locais. A PEC justifica a aplicação da pena de demissão em casos de graves violações funcionais, assegurando decisões baseadas em critérios objetivos e imparciais”, afirmou Reis. “Importante destacar que, em situações onde haja percepção de injustiça, os indivíduos afetados sempre têm a possibilidade de submeter seus casos ao Judiciário, amparados pelo princípio da inafastabilidade da jurisdição, reforçando, assim, o Estado de Direito e a confiança nas instituições.”

O desembargador Paulo Fontes, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, tem opinião parecida: “A proposta é bem-vinda e, se aprovada, colocará fim à sensação de impunidade nesses casos. Mas a perda do cargo continuará a exigir decisão judicial transitada em julgado, uma garantia fundamental para a magistratura e o MP. É preciso também encontrar uma solução justa para a questão previdenciária, pois o magistrado, mesmo punido, verteu contribuições ao regime público”.

Já o desembargador Ary Raghiant Neto, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, lembra que a pena de demissão já está prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), em seu artigo 26.

O dispositivo citado por ele prevê a perda do cargo de magistrado nos seguintes casos: “I — em ação penal por crime comum ou de responsabilidade; II — em procedimento administrativo para a perda do cargo nas hipóteses seguintes: a) exercício, ainda que em disponibilidade, de qualquer outra função, salvo um cargo de magistério superior, público ou particular; b) recebimento, a qualquer título e sob qualquer pretexto, de percentagens ou custas nos processos sujeitos a seu despacho e julgamento; c) exercício de atividade politico-partidária”.

Sobre o projeto apresentado por Flávio Dino, Raghiant Neto entende que o texto é positivo, mas precisa apresentar de maneira muito clara as situações que levarão à demissão do juiz.

“Para ter eficácia essa proposta, se aprovada, o legislador deverá regulamentar as hipóteses de ‘faltas graves’. Sobre o mérito da proposta em si, creio que se trata de um anseio social, na medida em que não se compreende a aposentadoria compulsória como uma legítima punição, notadamente em casos de corrupção”, afirmou o desembargador do TJ-MS. “Entretanto, é preciso registrar que a aposentadoria com proventos proporcionais é um direito daquele que contribuiu para a Seguridade Social e não pode se confundir com a pena, que aqui é a imediata aposentadoria (chamada compulsória).”

Reação negativa

Por meio de nota, o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Frederico Mendes Júnior, deixou claro que é contra a PEC apresentada pelo ex-senador e ministro do Supremo. Segundo ele, o texto ataca a independência dos magistrados.

“A eliminação da aposentadoria compulsória agride a independência e a imparcialidade dos magistrados, que passarão a viver sob o receio da perda do próprio sustento e de suas famílias, com prováveis prejuízos à efetividade dos serviços oferecidos aos cidadãos”, diz trecho da nota do presidente da AMB.

Segundo ele, a manutenção dos vencimentos em caso de aposentadoria compulsória não é um benefício concedido ao juiz que cometeu falta grave.

“Não é um benefício, mas a contrapartida pelos pagamentos realizados ao regime de previdência ao longo do tempo de exercício da função (em patamares muito maiores do que os do regime geral: a partir de 14% do vencimento bruto)”, afirmou o presidente. “É bom lembrar que, na história recente do nosso país, magistrados foram aposentados compulsoriamente pelo Poder Executivo pelo simples fato de prolatarem decisões em desacordo com os interesses dos governantes. Há, portanto, motivos históricos para a existência da aposentadoria compulsória com recebimento de proventos proporcionais.”

 

 

Com informações do Conjur