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MPAM investiga irregularidades na merenda escolar em creches de Manaus

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Um Inquérito Civil do Ministério Público do Amazonas (MPAM) vai apurar a regularidade do fornecimento de merenda escolar nas creches públicas Professora Luzenir Farias Lopes, Elias Lima de Souza e Magnólia Pessoa Figueiredo. As unidades fazem parte da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

De acordo com o documento, será expedido ofício à Semed solicitando, no prazo de dez dias úteis, informações atualizadas ao que se refere ao fornecimento da merenda escolar das referidas creches, aduzindo na ocasião se o fornecimento em questão está sendo satisfatório/suficiente para suprir a demanda.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro

ANP publica áreas para implantação do Gasoduto de Azulão

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A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por intermédio da Resolução nº 966, de 9 de abril de 2024, publicou no Diário Oficial da União (DOU), a declaração de utilidade pública, para fins de instituição de servidão administrativa, em favor da Eneva S.A, ou de sociedade por ela controlada, direta ou indiretamente, os imóveis constituídos de terras e benfeitorias, necessários à construção do gasoduto do Campo do Azulão em Silves (a 203 quilômetros de Manaus).

De acordo com a Resolução, no inciso primeiro, o perímetro e as faixas de terra objeto do ato de declaração de utilidade pública possuem a área de 299.948.64 metros quadrados e perímetro de 22;620.33 m. Assim, a área total a ser instituída como servidão administrativa tem início de sua descrição perimétrica no vértice P-O. de coordenadas 9.699.629.681 m e E 370.194.262 m.

 

 

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Após matéria do Portal O Poder, TCE-AM pede suspensão de gasto com Amado Batista em Ipixuna

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) pediu a suspensão de gasto com o show de Amado Batista em Ipixuna (a 1.363 quilômetros de Manaus). O valor previsto para pagamento ao artista era de R$ 500 mil, sem licitação, durante a 7ª Exposição de Ipixuna (ExpoIpixuna), em agosto deste ano.

Conforme Representação com Pedido de Medida Cautelar Interposta pelo Ministério Público de Contas, há possíveis irregularidades acerca da Prática de Inexigibilidade de Licitação para contratação da empresa Jean L. da Silva – ME. O documento indica despesa ilegítima.

Ainda de acordo com o órgão judiciário, a Prefeitura de Ipixuna deveria utilizar o valor mencionado para efetuar reparos aos danos causados pela estiagem no município. Além disso, criar estratégias para evitar prejuízos durante o período de cheia, que se aproxima no Estado.

O relator do processo é o auditor Alber Furtado de Oliveira Júnior.

 

 

Da Redação

Lábrea e mais oito municípios do Amazonas estão em plano federal contra desmatamento

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Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Itapiranga, Lábrea, Manicoré, Maués e Novo Aripuanã estão na lista de 70 prioridades do governo federal para participar do programa de redução do desmatamento e incêndios florestais na Amazônia. Os municípios contemplados possuem o maior índice de desmatamento no Amazonas, tanto de acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a plataforma de monitoramento de queimadas MapBiomas.

O programa União com Municípios foi lançado na terça-feira (9), no Palácio do Planalto, pelo presidente Lula da Silva e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com as presenças de prefeitos e vereadores, deputados e senadores.

“A gente vai cuidar da Amazônia como se ela fosse a coisa mais importante existente no planeta Terra, porque cuidar da Amazônia significa cuidar da vida. Cuidar dos nossos indígenas, pescadores, seringueiros, das pessoas que vivem ali. E não adianta a gente ficar daqui querendo cuidar porque quem sabe de quem é a terra que está queimando é o prefeito. Quem conhece o fazendeiro que está desmatando é o prefeito. O prefeito conhece, ele está lá”, disse Lula.

A iniciativa prevê R$ 730 milhões em investimento para promover o desenvolvimento sustentável e combater o desmatamento e incêndios florestais em 70 municípios prioritários na Amazônia.

Desse total, conforme o governo, R$ 600 milhões virão do Fundo Amazônia e R$ 130 milhões do Floresta+.

Cinquenta e três municípios dos 70 prioritários já aderiram. Eles são responsáveis por 59% do desmatamento na Amazônia, segundo o governo.

 

 

Com informações do BNC

TRE-PR forma maioria contra cassação de Sergio Moro

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O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) formou maioria nesta terça-feira, 9,  contra a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR).

Até o momento, o TRE-PR tem 4 votos a 2 contra a cassação de Moro. Ainda falta o voto do desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, presidente da Corte, no entanto, o resultado a favor do senador já está garantido.

Agora, o processo deverá ser decidido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PT e PL, autores dos pedidos de cassação de Moro, podem recorrer do resultado.

Quatro juízes do TRE-PR votaram contra a cassação: o desembargador Luciano Falavinha, relator do caso, votou a favor de Moro e foi acompanhado por Claudia Cristofani, Guilherme Denz e Anderson Ricardo Fogaça. Eles afirmam que não há provas para a cassação.

José Rodrigo Sade e Julio Jacob Junior votaram pela cassação do senador.

Entenda denúncia

O TRE-PR analisa as Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs), que foram apresentadas pelo Partido Liberal (PL) e pela Federação Brasil da Esperança, composta pelos partidos Comunista do Brasil (PCdoB), Verde (PV) e dos Trabalhadores (PT).

Diante do fato de que Moro chegou a se lançar como pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos antes de disputar uma vaga no Senado Federal pelo União Brasil, as denúncias apontam gastos excessivos em campanha e desequilíbrio nas eleições.

 

Da Redação com informações de UOL

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado 

RR: Sampaio entra com PL para revogar empréstimo milionário ao Governo

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O presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), deputado Soldado Sampaio (Republicanos) entrou com projeto de lei, com parceria com o deputado Renato Silva (Podemos) para revogar o empréstimo de 805,7 milhões pedido pelo Governo de Roraima no ano passado.

Os parlamentares justificam que o governador Antonio Denarium (Progressistas) alterou o decreto sobre a destinação do valor do empréstimo, ficando assim diferente do apresentado à Casa Legislativa.

Sampaio usou a tribuna na manhã desta terça-feira (9) e, na oportunidade, afirmou que os R$ 110 milhões previstos para a Saúde foi reduzido para R$ 20 milhões através da abertura de crédito suplementar feita por Denarium. Do total anteriormente acordado, R$ 30 milhões seria para reforma e ampliação da Maternidade de Roraima e R$ 80 milhões para a construção do novo bloco do Hospital Geral de Roraima (HGR).

Além disso, o presidente da Casa disse que os investimentos para a agricultura familiar foi zerado. Antes, seria destinado o valor de R$ 30 milhões ao setor. Também foi zerada a verba prometida para ampliação da Feira do Produtor.

O presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) Soldado Sampaio (Republicanos) usou a tribuna para explicar o rompimento como governador Antonio Denarium (Progressistas).

O deputado afirmou que nos últimos dois anos, o relacionamento com o chefe do Executivo não continuou com antes das eleições de 2022.

Um exemplo disso foram as tratativas para as eleições municipais deste ano em que Sampaio havia se declarado pré-candidato a prefeito de boa Vista. Conforme ele, o governador decidiu que a candidata do grupo seria a Catarina Guerra e nem se quer lhe comunicou.

“Todos sabem como foi que se deu esse processo. Eu fui tratado lá como se eu fosse um serviçal do governador. E não foi a Catarina que disse isso, foi o Governo. E aliás, foi até um marketeiro ligado ao Governo quem me deu essa comunicação”.

Outro ponto que Sampaio destacou é que os deputados eram pressionados a fazer fotos e vídeos para falar bem do Governo.

“O governador está desrespeitando essa casa quando recebe um deputado que vai lá pleitear a sua emenda, a liberação que é constitucional, é prevista, é legal e quer forçar o deputado a fazer um vídeo falando nem de sua emenda, mas do Governo. Parece que existe um narcisismo fora do comum por parte do governador”.

O parlamentar afirmou que depois da reeleição, o governador miudou a forma de lidar com o Poder Legislativo e passou a centralizar as decisões.

“Começou a ter uma centralização… uma autodeterminação achando que conhece tudo. E achando que a administração pública simplesmente é uma empresa que se administra de acordo com a vocação do dono”.

“Esse isolamento do governador Antonio Denarium, vem ocorrendo, no meu ponto de vista, há muito tempo. Inclusive com esta casa. Essa casa era provocada apendas naquilo que necessitava e interessava ao Governo. E as vezes a gente imaginava e a sensação que nós tínhamos é que o governador queria uma lei delegada, meter um cadeado na porta da Assembleia e fechar e entregar tudo na mão dele”, complementou.

Além disso, ele citou que identificou um certo desespero nas eleições em que, segundo ele, valia tudo para vencer o pleito.

“Me preocupou depois que passamos para uma reeleição. Vi um desespero no processo em que valia fazer tudo e a qualquer custo para ganhar as eleições. E isso causou muito problemas ao nosso Estado. Diga a Justiça Eleitoral”.

 

Da Redação com informações de Roraima 1

Foto: Divulgação

Votação de projetos termina em pancadaria na Câmara Municipal de Ipixuna

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A votação de três projetos, na noite de segunda-feira, 8, terminou em pancadaria entre os vereadores na Câmara Municipal de Ipixuna (a 1.363 quilômetros de Manaus). De acordo com vídeos que circulam nesta terça-feira,9, nas redes sociais, a confusão teria começado quando os vereadores Edissandro Carvalho (PSD), Wagner Silvério (União Brasil) e Anny Silvério (PSD) votaram contra o Projeto de Lei que criava a Secretaria de Patrimônio da Prefeitura de Ipixuna.

A partir da votação contrária, o vereador Albecy Pereira (MDB) passou a agredir verbalmente o vereador Edissandro, foi quando Albecy teria batido na mesa e jogado uma cadeira no colega, que revidou com um soco. Uma briga generalizada se formou no plenário da Câmara Municipal.

Nesse momento, o vereador Elton Almeida (Republicanos) também partiu para cima de Edissandro. Quando a vereadora Anny Silvério começou a gravar a briga generalizada no celular, também foi ameaçada por Albecy, que partiu em sua direção e só não a agrediu porque foi segurado, segundo testemunhas oculares do fato. O presidente da Câmara, Fábio Saraiva (MDB), também ameaçou quebrar o celular da vereadora. A secretaria da mesa, Paula Augusta, aos gritos pedia para não filmarem dentro da Câmara Municipal.

Além da votação do projeto da criação da Secretaria de Patrimônio, seriam votados os projetos do aumento dos salários dos conselheiros e criação do cargo de Procurador do Município.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

TRE-AM rejeita embargos do PL

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) rejeitou os embargos do PL. A decisão é do juiz relator Marcelo Pires Soares.

O processo é referente à prestação de contas partidárias. “Caracteriza tentativa de rediscussão do mérito, inviável em sede de embargos de declaração, restando ao embargante, caso queira, manejar o discurso que entender cabível no tempo e modo previstos na legislação da regência”, diz trecho da decisão.

Antes do relator Marcelo Pires Soares, o Ministério Público Eleitoral já havia rejeitados os embargos do PL.

 

 

Da Redação

Roberto Cidade inicia maratona eleitoral com 80% de apoio na Aleam e 40 % na CMM

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O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), saiu na frente na disputa pela Prefeitura de Manaus. O pré-candidato começa a maratona eleitoral com 80% de apoio na Aleam, sendo 19 dos 24 deputados, e 40% na Câmara Municipal de Manaus (CMM), totalizando 16 dos 41 vereadores.

É uma base muito sólida entre todos os candidatos que postulam o cargo de pré-candidato até o momento. Como historicamente a eleição de Manaus sempre é decidida em dois turnos, Roberto Cidade tem ferramentas importantes para a disputa no pleito.

Roberto Cidade faz parte do mesmo partido e grupo político do governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), que prestigiou, no último dia 16, a solenidade de posse do deputado no Diretório Municipal do União Brasil.

“A nossa diferença é o trabalho e a união. É um jovem político que tem trilhado um caminho de serenidade, um caminho de diálogo, focando na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Roberto, muito obrigado pela sua disposição. Todos os que querem contribuir com o Amazonas são bem-vindos. Estamos oferecendo força política e experiência para construir um estado melhor. O que nós estamos construindo é também o maior arco de alianças na cidade de Manaus”, afirmou Lima.

Na ocasião, Roberto Cidade manifestou a alegria de estar assumindo o Diretório Municipal do União Brasil e os planos para essa eleição. “Para mim é motivo de muita honra presidir o União Brasil em Manaus. Temos hoje a maior bancada de deputados estaduais e, não tenho dúvidas, iremos fazer a maior bancada de vereadores da Câmara Municipal de Manaus também. Aceito o desafio de presidir o União Brasil com o compromisso de fazer com que tenhamos a maior sigla e a maior representatividade do Amazonas. Trabalharei ainda mais para conduzir o União Brasil para um futuro de mais prosperidade para o povo da nossa Manaus”, enfatizou.

Aleam

Na Aleam, Roberto Cidade, conta com o apoio dos deputados Alessandra Campêlo (Podemos), Carlinhos Bessa (PV), Felipe Souza (PRD), João Luiz (Republicanos), Joana Darc (União Brasil), Cabo Maciel (PL), Dr. Gomes (Podemos), Adjugo Afonso (União Brasil), Comandante Dan (Podemos), Cristiano D’Angelo (MDB), Débora Menezes (PL), Delegado Péricles (PL), George Lins (União Brasil), Mayara Pinheiro (Republicanos), Mário César Filho (União Brasil), Mayra Dias (Avante), Rozenha (PMB) e Thiago Abrahim (Uniáo Brasil).

CMM

A Câmara Municipal de Manaus também vai apoiar Roberto Cidade com a maioria dos vereadores, como Allan Campelo (Podemos), Elissandro Bessa (PSB), Caio André (União Brasil), Daniel Vasconcelos (Republicanos), Diego Afonso (União Brasil), Everton Assis (União Brasil), Glória Carrate (PSB), Jaildo Oliveira (PV), João Carlos (Republicanos), Lissandro Breval (Progressistas), Marcelo Serafim (PSB), Márcio Tavares (Republicanos), Professora Jacqueline (União Brasil), Rodrigo Guedes (Progressistas), Thaysa Lippy (PRD) e Yomara Lins (Podemos).

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

RR: CNJ afasta juiz do TJ por suspeita de parcialidade em ações de saúde

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu por unanimidade afastar o juiz Luiz Alberto de Morais Júnior da 2ª Vara de Fazenda Pública de Boa Vista por suspeita de irregularidades e parcialidade em decisões sobre a saúde pública no estado.

De acordo com a denúncia, Luiz Alberto de Morais Júnior e o também juiz Aluísio Ferreira Vieira teriam favorecido tramitações irregulares de procedimentos médicos relacionados a cirurgias bucomaxilares em clínica odontológica. A sessão aconteceu no dia 2 de abril e acabou antes de Aluísio ser julgado.

O g1 procurou a assessoria de Luiz Alberto de Morais Júnior e aguarda resposta. Também procurou a assessoria de Aluísio Ferreira Vieira mas também não foi respondido até a última atualização desta matéria.

Procurado, o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) informou que o referido procedimento disciplinar tramita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), “não nos cabendo manifestação alguma sobre a matéria”.

O relator do processo, Luis Felipe Salomão, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) classificou as denúncias como “graves”, destacando que houve quebra de sigilo bancário, onde foi verificado extratos bancários e também foram feitas inspeções durante as diligências.

De acordo com ele, as ações do juiz acarretaram em “danos significativos aos cofres públicos e graves incidentes constatados em diversos processos auditados”.

“Eu verifiquei uma espécie de corrupção sistêmica com participação de outros agentes públicos dentro desse sistema pois os valores são superfaturados e mais recentemente foram, inclusive, objeto de uma operação da Polícia Federal para verificar a existência de uma organização criminosa”, disse o relator durante o voto.

O relator também destacou que as inspeções conduzidas em dezembro de 2022 constataram infrações de que Luiz Alberto Júnior “favoreceu a tramitação irregular dos processos”.

Foi verificado durante diligências que um assessor de Aluízio Ferreira despachava a maioria dos processos relacionados à saúde. Usando a senha pessoal do juiz, o assessor despachou quase 1,8 mil processos, destacou o relator.

Em março de 2023, durante as investigações do caso, um relatório já apontava o assessor como o responsável por ter feito os despachos.

“Há fortes indícios de que o referido magistrado não tinha o conhecimento fático necessário sobre as decisões que proferia e que haviam sido minutadas pelo assessor do juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública [Aluízio Ferreira Vieira], juiz este que se deu por suspeito. Em suas declarações, ficou demonstrado que o Dr. Luiz Alberto de Morais Júnior desconhecia o alcance de suas decisões”.

O relatório classificou a postura de não apurar as decisões mesmo após ser alertado como “imprudência e negligência”. Em análise processual, o relator destacou que a maioria dos processos que tiveram deferimento de liminar não tiveram prestação de contas adequadas, sendo elas feitas apenas com a apresentação de nota fiscal simples.

“Tal rito, além de gerar grave insegurança acerca da utilização do dinheiro público, causou incidentes graves, noticiados em depoimentos […] na análise, alguns processos, a parte desapareceu após o levantamento dos valores, que foram depositados na conta do advogado sem repasse a parte”, cita.

O relator destacou ainda que o juiz não utilizava os serviços do Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NatJus), o que impossibilitava verificar se os procedimentos em questão eram os recomendados para o caso e se os valores “estavam dentro da normalidade dos preços pagos pelo estado”.

Contra Luiz Alberto de Morais, o CNJ autorizou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e, por entender que a permanência dele no cargo seria motivo de desconfiança no Poder Judiciário, a Corte decidiu pelo afastamento.

Parcialidade

Além dos dois juízes, os desembargadores Mozarildo Cavalcanti e Almiro Padilha, ambos ex-presidentes do TJRR e amigos de Aluízio também são investigados por parcialidade nos processos de saúde.

O relatório inicial, do qual o g1 teve acesso em março de 2023, a suspeita sob os quatro magistrados ocorre após a Corregedoria Nacional de Justiça fazer uma fiscalização chamada de correição extraordinária no TJRR. Nos trabalhos, realizados entre os dias 9 e 10 de janeiro deste ano, o CNJ identificou, entre outras coisas:

  • Indícios relevantes de irregularidades na tramitação de processos envolvendo questões de saúde pública – notadamente em feitos relacionados a procedimentos cirúrgicos – nas Varas de Fazenda Pública de Boa Vista/RR, com possível atuação parcial do magistrado titular da 1ª Vara e de seu assessor, em benefício de escritório de advocacia específico e de médicos/clínicas/hospitais locais.
  • Indícios de atuação desidiosa e desprovida de conhecimento técnico-jurídico por parte do titular da 2ª Vara de Fazenda Pública de Boa Vista/RR para decidir processos de saúde, em relação aos quais o magistrado titular da 1ª Vara de Fazenda se declara suspeito.

 

Da Redação com informações do G1

Foto: Divulgação