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Guerra por petróleo entre Venezuela e Guiana coloca Exército brasileiro em alerta

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Um teste ao leitor: responda rápido, qual foi a última guerra ocorrida em território sul-americano? Quem tem um pouco mais de idade vai se lembrar do conflito envolvendo Argentina e Reino Unido, em 1982, a Guerra das Malvinas – disputa breve e vencida pelos britânicos nas Ilhas Falklands.

A resposta estaria errada. Muito provavelmente o leitor não se lembrará, mesmo para alguém mais ligado ao mundo militar, mas o correto seria se referir a um conflito praticamente esquecido, ocorrido 13 anos depois: a Guerra do Cenepa, em que durante um mês se digladiaram Peru e Equador, foi a última na América do Sul.

Em 1995, o então presidente peruano, Alberto Fujimori, buscava se cacifar à reeleição. A campanha estava se aproximando e ele precisava encontrar uma forma de trazer a população para seu lado de forma rápida e mais forte, inclusive eleitoralmente. Usou uma estratégia conhecida para aumentar a própria popularidade: reavivar um conflito antigo sobre uma disputa de fronteiras com um país vizinho.

E foi assim que, de 26 de janeiro a 28 de fevereiro daquele ano, os países entraram em uma guerra não declarada, em que tropas se enfrentaram na fronteira em litígio, na região leste da chamada Cordilheira do Condor. Cenepa é o nome do rio que deveria ser o divisor de águas, de acordo com os equatorianos. Ali se retomava uma disputa surgida ainda na primeira metade do século 19, que se agravou na década de 40 do século passado, ocasião em que houve o Protocolo do Rio de Janeiro, quando Brasil, Argentina, Chile e Estados Unidos avalizaram um acordo entre os dois litigantes. A coisa teve desdobramento em 1981, com a Guerra do Paquisha, com vitória peruana, na mesma região. A tensão continuou e foi o estopim para o conflito na década seguinte.

As operações militares na Guerra do Cenepa ocorreram em território delimitado, em área de selva e de difícil acesso, com grandes desafios climáticos e logísticos para movimentos militares. A novidade, em parte causada por essas barreiras, foi o inédito enfrentamento aéreo entre caças de duas nações sul-americanas. Em pouco mais de um mês, o conflito estava resolvido, por meio do Tratado do Itamaraty, mediado no Brasil. Três anos depois, viria a assinatura da Ata de Brasília, com um aperto de mãos entre o já reeleito Fujimori e seu colega equatoriano, Jamil Mahuad.

Desde então, embora longe de se apresentar como um continente pacífico – haja vista a violência causada por fatores como o poder do narcotráfico, o crime organizado como um todo, as crises econômicas, o grande número de pessoas abaixo da linha da pobreza e a escandalosa desigualdade social, características da região –, nunca mais houve um enfrentamento militar na região.

Desde então, também, nunca houve como agora uma ameaça tão grande à quebra dessa espécie de tabu: daqui a uma semana, no domingo, 3, a partir de uma determinação do presidente Nicolás Maduro, a população da Venezuela irá às urnas para dar sua posição sobre um conflito de origem tão antiga quanto o que causou a Guerra do Cenepa: a posse da chamada Guiana Essequiba ou região do Essequibo – também nome do rio referenciado como divisor de águas do território.

Para chegar à raiz da questão é preciso conhecer um pouco da geografia e da história envolvidas na controvérsia. A subdivisão territorial ao norte da América do Sul é conhecida como Planalto das Guianas. O termo guiana (que deve ser pronunciado no português brasileiro como ditongo “ui”, como no nome “Rui”) ou guayana, em espanhol, é originário da língua dos aruaques – nome que se refere a diversos grupos indígenas amazônicos – e significa “terra de muitas águas”.

Durante o período colonial, a região das Guianas foi o que se poderia chamar de “terra de ninguém” e, ao mesmo tempo, local disputado por muitas nações. Holandeses, britânicos e franceses guerrearam por ali, naturalmente, com os “donos” espanhóis e portugueses. O planalto acabou fatiado. De leste para oeste hoje estão: uma porção brasileira que hoje é o Estado de Roraima; a região administrativa da Venezuela chamada Guayana; a Guiana, antiga colônia britânica, na qual ao leste do Rio Essequibo, está a Guiana Essequiba, a área reclamada pela Venezuela e que será submetida ao referendo de Maduro; depois, vem o Suriname, que um dia foi a Guiana Holandesa; a Guiana Francesa, território ultramarino da França; e o Amapá, outro Estado brasileiro, que no passado foi conhecido como Guiana Portuguesa.

A região, que nunca havia sido o centro das atenções da colonização portuguesa e espanhola, voltou a ser disputada no século 19, com a proclamação de independência de vários países. A da Venezuela ocorreu em 1824 e, desde então, o país nunca aceitou a região da atual Guiana até o Rio Essequibo como pertencente ao vizinho. Foram vários momentos de agravamento da situação, que em 1835, teve sua demarcação realizada, a pedido do governo britânico, pelo alemão Robert Schomburgk.

Ele estabeleceu a terra compreendida entre os rios Orinoco e Essequibo como de posse de seu cliente. O conflito entre o Reino Unido e a Venezuela teve um ponto chave na década de 1890, quando foi instalada uma corte arbitral, por sugestão dos Estados Unidos. Ficou estabelecido o Tratado de Washington, assinado em 1899, que deu ganho de causa aos britânicos.

Um novo questionamento por parte dos venezuelanos só viria em 1962, com uma informação ao secretário-geral das Nações Unidas sobre a disputa com o Reino Unido. O país buscava algum acordo, o que foi recusado pelo colonizador da Guiana, para quem o assunto já estava encerrado desde o tratado do fim do século anterior.

A intermediação da ONU gerou o Acordo de Genebra, em 1966, assinado inclusive pela Venezuela, pelo qual uma comissão resolveria o caso em quatro anos. Só que a Guiana se tornou independente meses depois, e o acordo não chegou a lugar nenhum. A questão pareceu que iria ficar por isso mesmo, o que foi reforçado em 2004 após uma visita oficial à Guiana do então presidente Hugo Chávez.

Um fato, porém, mudaria o rumo da conversa. Em 2015, o pequeno país ganhou seu “pré-sal”: foram descobertas grandes reservas de petróleo em sua costa. Mais: é um óleo de alta qualidade – bem superior, inclusive, ao da abundante quantidade existente na Venezuela.

As reservas de petróleo são tidas como de potencial expansão rápida nos próximos anos e indicam a possibilidade de a Guiana se transformar no maior produtor de petróleo do mundo, superando o Kuwait.

A descoberta, obviamente, reacenderia os ímpetos de um governo como o de Nicolás Maduro, ainda mais com a negociação do vizinho com a ExxonMobil, gigante petrolífera estadunidense, que investe no campo guianense. Para o autoritário presidente – ou ditador, para alguns –, é mais um avanço do imperialismo sobre o patrimônio de sua pátria. “Que o povo decida o destino da Guiana Essequiba! Muito dinheiro está circulando para comprar políticos e políticas da ultradireita para se oporem ao referendo e enfraquecer e dividir novamente a Venezuela”, discursou Maduro, na semana passada.

Em meio a isso, a Guiana já levava o caso à Corte Internacional de Justiça (CIJ). O presidente do país, Irfaan Ali, comanda forças militares tão limitadas que não se dividem em armas – ou seja, não existem Exército, Marinha e Aeronáutica propriamente ditos. São cerca de 4,5 mil homens mal treinados. Não há nenhum avião de combate nem embarcação militar. Nada mais do que poucos blindados.

Já a Venezuela, apesar de todo o sucateamento dos últimos tempos e de ter equipamentos ultrapassados, possui uma força militar relativamente adequada para o nível sul-americano. Destaque para os caças Sukoi, de origem russa, e que dariam muito trabalho mesmo para um país mais estruturado, como o Brasil.

O referendo é para guianês ver – as chances de a população dar um “não” às pretensões de Maduro são as mesmas de a Guiana, com seu “poderio”, vencer um conflito armado com a vizinha. Seria o mesmo que esperar a vitória de um Uno Mille sobre uma Ferrari – ou, melhor comparando, a de um velocípede sobre o mesmo Uno.

A decisão sobre um ataque, portanto, estará nas mãos do presidente venezuelano. Ele tem, basicamente, os mesmos motivos históricos para invadir o vizinho que Vladimir Putin alegou em relação à Ucrânia. O que não haverá, em princípio, será a mesma reação mundial ao ataque. A Guiana talvez pudesse contar com o apoio dos Estados Unidos contra uma investida: um aviso em forma de ultimato a qualquer movimentação dos homens de Maduro poderia ser eficaz.

Ocorre que Washington já está sobrecarregada de salvaguardar batalhas e alertas de batalhas mundo afora: fora o apoio a Volodymyr Zelensky – que quer sempre mais armas e recursos para enfrentar os russos –, agora há a cobertura a Israel, de olho no Irã, além do potencial e até iminente, na visão de alguns, conflito entre China e Taiwan. É muita guerra para quem se arvora como palmatória do mundo tomar conta ao mesmo tempo. A tendência é que Guiana, apesar da proximidade, fique para depois.

Estados Unidos à parte, uma solução mais prática para se defender seria usar o mesmo expediente a que países da África recorrem em seus conflitos: a contratação de mercenários. Não é algo comum na América do Sul, mas, se antecipar à investida de Maduro trazendo homens experimentados em combates mundo afora seria visto como uma medida necessária de legítima defesa e teria, se maior ou menor, no mínimo algum efeito dissuasivo.

Brasil daria passagem à tropa de Maduro em um eventual conflito?

Talvez a maior defesa para Irfaan Ali e sua Guiana seja a natural: a densa área florestal da fronteira. Não haveria condições para uma invasão terrestre direta pelos venezuelanos, que teriam de chegar ao território guianense pelo mar ou… pelo Brasil, passando por Roraima.

Aqui, das duas uma: ou o Brasil aceitaria dar passagem ou reagiria ao invasor. A proximidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Nicolás Maduro poderia inferir que haveria um sinal verde ou vistas grossas, mas não seria tão simples assim, já que, antes de tudo, o chefe de Estado brasileiro criaria um desgaste imenso com seus próprios militares, já refratários ao regime de Caracas.

O buraco, no entanto, é muito mais embaixo. É que uma permissão de passagem de tropas estrangeiras, para ser dada pelo presidente, precisa ter pedido de autorização do Congresso Nacional, editado na forma de decreto legislativo, e consulta ao Conselho de Defesa.

O Artigo 21, inciso IV, da Constituição diz que “compete à União permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional”, sendo essa permissão uma das competências privativas do presidente da República (Art. 84, inciso XXII), desde que autorizado pelo Congresso Nacional (Art. 49, inciso II). Indo além, esses três dispositivos constitucionais estabeleceram que o tema seria regido por uma lei complementar, que foi editada em 1997: é a Lei Complementar nº 90 (LC 90), que disciplina várias formas de ingresso, trânsito e permanência temporária de tropas estrangeiras no Brasil.

A LC 90 até estabelece algumas exceções em que o presidente da República pode dar a permissão sem ouvir o Congresso – caso de entrada de equipes para treinamento de militares brasileiros, por exemplo –, mas veda a “permanência ou trânsito de forças que provenham de países que estejam em guerra”, exceto se essa circunstância for tratada em lei especial. E se Lula resolvesse, por si mesmo, dar essa permissão? Incorreria, de acordo com a mesma lei, em uma tipificação de crime de responsabilidade.

Outro detalhe da LC 90 é que determina uma consulta ao Conselho de Defesa Nacional, para o caso específico do trânsito de tropas estrangeiras – o que não estava previsto pela Constituição. A lei complementar estipula ainda que o pedido de autorização deve tramitar na forma de decreto legislativo, em regime de urgência. Um detalhe dessa tramitação é que este é um dos raros casos em que a realização de sessão secreta é obrigatória conforme os regimentos internos das duas casas do Congresso.

O mais provável mesmo é que nesse imbróglio o Brasil faça as vezes de mediador. É o que já tem acontecido, aliás. Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, coordenou uma reunião que envolveu todos os seus colegas da América do Sul. A pauta era o conflito. A Guiana já pediu para que Lula convença Maduro a não tentar anexar Guiana Essequiba.

Em meio a um caso que em que respingam antigas questões geográficas e histórias, há verdades que não têm como se esconder. A maior delas é o grande enfraquecimento por que passa a governança mundial, cujo órgão máximo, a ONU, está totalmente desmoralizado como instituição mediadora e supressora de conflitos.

Outro é que não só de petróleo vive o homem, mas ele continua sendo a motivação direta ou indireta de grandíssima parcela dos conflitos. Muitos países parecem viver ainda hoje no período pré-industrial e a Guiana, por exemplo, só agora, em plena era de contenção de emissão de gases, encontrou o ouro negro que liberta e engradece seu PIB. Como lidar com isso tudo?

O mundo é cada vez mais complexo. Um conflito pode estourar nas “costas” do Brasil e não há muita previsibilidade. Nada que seja muito diferente do contexto global atualmente.

Roraima

Recentemente, moradores de Pacaraima (RR) divulgaram vídeos que registram uma movimentação anormal de tropas do Exército Brasileiro em direção à fronteira do Brasil com a Venezuela.

Ao resumir a falta de informação sobre a chegada de dezenas de veículos do Exército à cidade fronteiriça, incluindo dois tanques de guerra, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Pacaraima, João Kleber Soares Borges, revelou que a movimentação gera espanto. A primeira Brigada de Infantaria de Selva informou que a ida do comboio à fronteira compõe as atividades normais de um treinamento de tropa.

 

 

Com informações do Jornal Opção e da Folha BV

Foto: Reprodução

Nicoletti, Helena da Asataur e Duda Ramos lideram ranking de deputados faltosos de RR na Câmara Federal

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Roraima – Os deputados federais estreantes Duda Ramos e Helena da Asatur, ambos do MDB, e o veterano Antonio Nicoletti (União Brasil) lideram o ranking dos parlamentares de Roraima faltosos na Câmara Federal no ano de 2023. Os dados foram extraídos do Portal da Transparência da Casa Legislativa.

No topo da lista, que leva em consideração as faltas no Plenário, o deputado Antonio Nicoletti dispara com 26 ausências. Destas, 21 foram justificadas e cinco não. Além disso, das 92 reuniões em comissões que deveria participar, Nicoletti faltou 66, justificando 24 e 42 não.

Duda Ramos e Helena da Asatur empatam no segundo lugar com 16 faltas cada. Ramos justificou 6 faltas, mas 10 permanecem sem justificativas. Enquanto isso, das 71 reuniões em comissões, Ramos justificou 16 e 56 ficaram sem justificativas.

Por outro lado, sua colega de partido, Helena da Asatur, apresentou justificativas para 9 faltas em Plenário e deixou de justificar outras 7. Além disso, a empresária do ramo dos transportes faltos 26 das 86 reuniões em comissões que deveriam ter participado. Sendo que apresentou justificativas para 4 e 22 ficam sem.

O Defensor Stélio Dener chega em seguida com 10 faltas no total, sendo que justificou cinco dessas. Por outro lado, das 94 reuniões em comissões o parlamentar apresentou se justificou por 29 ausências, mas cinco ficaram.

Em seguida surge o também estreante da Câmara o deputado Albuquerque (Republicanos) com um total de 8 faltas em Plenário, com 7 sendo justificadas e uma não. Das 114 reuniões em comissões, justificou falta em 7 e outras 14 ficaram sem quaisquer justificativas.

Outro novato na Câmara Federal, Zé Haroldo da Cathedral também cravou 8 faltas em Plenário, sendo quatro justificadas e outras quatro sem justificativas. Por outro lado, das 135 reuniões em comissões, o parlamentar faltou 48. Dessas, 38 permanecem sem justificativas e 10 com justificativas.

Ao todo, Pastor Diniz, também novato, faltou seis vezes no Plenário, justificou apenas duas. Por outro lado, das 69 reuniões em comissões, faltou 35 e justificou apenas duas.

Por fim, Gabriel Mota, que assumiu a vaga com a posse Jhonatan de Jesus como ministro no Tribunal de Contas da União (TCU), faltou e justificou três ausências. Em reuniões de comissões da Casa Legislativa, Mota faltou todas as 49 reuniões e apresentou justificativa para apenas quatro.

Foto: Divulgação 

 

PA: Instituto incluirá Helder Barbalho em pesquisa de intenção de votos para presidência do Brasil

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O Instituto Paraná Pesquisas decidiu incluir o nome do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), entre as opções de possíveis candidatos no próximo levantamento sobre a preferência dos eleitores à Presidência da República, nas eleições de 2026. A informação foi divulgada na segunda-feira, 27, pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo. A jornalista destaca que Helder tem se tornado a principal liderança política da região Norte nos temas sobre Amazônia.

 Popularidade

Levantamento feito pela Genial/Quaest e divulgado no dia 22 de novembro, mostra que o governador do Pará está entre os três gestores estaduais mais populares nas redes sociais, perdendo apenas para Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Raquel Lyra (Pernambuco). Segundo a pesquisa, houve um salto de popularidade de Raquel e Helder.

No caso do gestor paraense, por exemplo, o levantamento mostra que ele alcançou 42,6 pontos em outubro – num ranking vai de 0 a 100 -, resultado bem superior aos 29,5 registrado em agosto e 41,2, em setembro. Já Raquel saiu de 35,2 pontos em agosto para 48,9 no mês seguinte e 50,6, em outubro.

A pesquisa analisou dados do Facebook, Instagram, X (o antigo Twitter), Google, Wikipedia, YouTube e Tik Tok.

 

 

Com informações de O Liberal 

Foto: Divulgação

Cristiano D’Ângelo vai homenagear o próprio irmão com medalha Ruy Araújo

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O deputado estadual Cristiano D’Angelo (MDB) apresentou o Projeto de Resolução Legislativa nº 90/2023, para homenagear o próprio irmão, o prefeito de Manacapuru, Beto D’Ângelo (Republicanos) com a medalha Ruy Araújo, maior comenda do parlamento estadual.

Em sua justificativa, Cristiano D’Ângelo destaca o histórico político de Beto D’Ângelo à frente da Prefeitura de Manacapuru. Segundo ele, o prefeito vem concluindo seu segundo mandato com investimentos em Educação, Saúde, Assistência Social, produção, obras e salários em dia. Além de citar o projeto do Festival de Bandas e Fanfarras, aulas de violino e concursos de curta metragem.

A outorga da medalha Ruy Araújo ao prefeito de Manacapuru deve ocorrer em sessão solene, realizada no plenário Ruy Araújo, convocada pela presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) em data a ser definida.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução 

Reman e mais sete refinarias estão no acordo de renegociação da Petrobras

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A Petrobras pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para renegociar um acordo que a obrigava a vender oito refinarias.

Trata-se do termo de compromisso de cessação (TCC) assinado em 2019 que previa a venda das refinarias RNEST, SIX, RLAM, REGAP, REPAR, REFAP, REMAN, LUBNOR e seus respectivos ativos de transporte. O objetivo do TCC é estimular a concorrência do setor de refino.

De acordo com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, a resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) na qual se baseou o TCC já foi revogada. Ainda, segundo Prates, o Cade nunca teria conseguido provar o domínio da Petrobras sobre o mercado.

As vendas das refinarias RLAM, REMAN, LUBNOR e SIX já foram concretizadas, porém, na segunda-feira (27), a Petrobras anunciou a rescisão do contrato de venda da Lubnor (Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste), no Ceará, e já avisou que está em negociação para recompra da RLAM, na Bahia.

De acordo com a Petrobras, a medida é necessária por conta da aprovação do novo plano de negócios da empresa.

Na semana passada, em meio a uma crise com o governo para reduzir o preço dos combustíveis, Prates aprovou um novo plano estratégico de investimentos para o período de 2024 a 2028, com a previsão de aplicar 102 bilhões de dólares, um aumento de 31% em relação ao ciclo anterior de R$ 78 bilhões entre 2023 e 2027.

Além das refinarias, o TCC do Gás previa a venda da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG). A Petrobras detém 51% das ações.

Nesse caso, a Petrobras propôs a sua saída da distribuição com a venda da Gaspetro e transportadoras NTS, no sudeste, e da TAG, por completo, no Nordeste. A negociação foi concluída antes da mudança de governo.

Em contrapartida, o Cade concordou em arquivar uma série de investigações que miravam supostas condutas anticompetitivas da Petrobras no mercado de refino e gás natural.

Ainda no primeiro semestre, Prates informou que a TBG não seria mais vendida.

 

 

Com informações da Gazeta do Povo

Ilustração: Neto Ribeiro

Após denúncias sobre “funcionários fantasmas”, ALE publica autorização para servidores cumprirem expediente fora da Casa Legislativa

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Roraima – Na edição do dia 22 do Diário Oficial da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), a Mesa Diretora da Casa Legislativa, que é encabeçada pelo deputado Soldado Sampaio (Republicanos), autoriza que servidores nomeados para quadros de gabinete pessoais dos deputados possam exercer suas atividades em escritórios fora da sede da Casa Legislativa.

O ato ocorre após diversas denúncias sobre funcionários fantasmas na Casa Legislativa. Na semana passada, inclusive, novas denúncias foram feitas sobre a ALE e gabinetes de deputados serem usados como cabides de empregos para servidores fantasmas, incluindo supostos jovens influencers de Roraima. A Casa não se manifestou sobre as denúncias.

Por outro lado, são mais de 6 mil servidores em cargos comissionados na Assembleia Legislativa de Roraima, que segundo denúncias, movimentam os corredores da Casa Legislativa de Roraima no último dia de cada mês. O grande movimento seria para assinatura da lista de frequência.

O Ministério Público de Roraima (MPERR), inclusive, investiga uma denúncia de que a primeira-dama do município de São Luiz, Paula Paula Florintino, esposa do prefeito James Batista (SD), seria funcionária fantasma na ALE.

No ato publicado no dia 22, a Mesa Diretora também publicou lista nominal dos servidores que estão autorizados a exercer as atividades laborais nestes escritórios fora da sede.

Foto: Divulgação 

Prefeito de São Paulo de Olivença vai gastar mais de R$ 1,6 milhão com recuperação asfáltica

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O prefeito de São Paulo de Olivença (a 991 quilômetros de Manaus), Nazareno Martins, o Gibe, (Republicanos), vai gastar mais de R$ 1,6 milhão no Processo Licitatório nº 161/2023. O objetivo é contratar a empresa Singolare Construções Ltda para serviços de engenharia com asfalto e concreto nas ruas da sede do município.

A vencedora do certame, inscrita sob o CNPJ nº 37.660.242/0001-11, vai receber o valor global de R$ 1.679.792,38 para atender a demanda municipal. O valor equivale a seis vezes mais o seu capital social de R$ 250 mil. A empresa foi fundada no dia 8 de julho de 2020 e está localizada em Manaus. Sua principal atividade econômica é serviços de engenharia.

 

 

Augusto costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Indicações de Dino e Gonet são publicadas no Diário Oficial

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As indicações de Flávio Dino e de Paulo Gonet para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 27 de novembro.

Os nomes foram confirmadas por Lula no início da tarde desta segunda, 27. A sabatina está marcada para o próximo dia 13.

As indicações de Dino e Gonet já foram encaminhados para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O Senado é responsável por analisar e referendar as indicações.

 

 

 

Com informações de O Antagonista

Imagens: Reprodução

Lei de Roberto Cidade estabelece diretrizes para atenção à saúde de mulheres na menopausa

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O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (União Brasil), vem se preocupando com os temas relacionados a família, trabalho, autoestima e saúde que são assuntos de primeira ordem para grande parte das mulheres e, na menopausa, se somam a essas questões os incômodos próprios do climatério. E, como forma de auxiliar nesse momento delicado do universo feminino, já está em vigor a Lei nº 6.535/23, de sua autoria, que cria o “Programa Estadual de Qualidade de Vida da Mulher durante o Climatério e Pós-climatério”.

De acordo com Roberto Cidade, o objetivo do programa, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Saúde (SES), é garantir a saúde física e mental das mulheres durante o período do climatério e do pós-climatério. O climatério é o nome científico para o período de transição fisiológica da fase reprodutiva para a não reprodutiva da mulher.

“A commplexidade dos fatores hormonais, psicológicos, sociais e culturais, além do próprio envelhecimento biológico produzem vários sintomas e consequências para a saúde da mulher a longo prazo, por isso é importante que sejam colocados à disposição mecanismos que amenizem os incômodos dessa transição. Nossa lei quer proporcionar melhor qualidade de vida para as mulheres no estado do Amazonas ”, afirmou.

A Lei, que deve ser replicada em todos os municípios amazonenses, estabelece diretrizes com o objetivo de garantir a saúde física e mental das mulheres durante o período do climatério e do pós-climatério por meio da realização de exames considerados obrigatórios, tais como: dosagens do colesterol total, triglicerídios e da glicemia; realização de exames como mamografia, ultrassonografia pélvica e transvaginal com doppler fluxometria, densidade óssea, colposcopia, entre outros.

Propõe também a orientação sobre a dieta alimentar e a prática de exercícios físicos regulares adequados; hormonioterapia individualizada, inclusive com a distribuição gratuita de medicamento; avaliação anual individualizada da relação risco/benefício da terapêutica empregada; acesso a alternativas que combatam os desequilíbrios do climatério e pós- climatério, seus efeitos colaterais e riscos da reposição hormonal clássica.

De acordo com a nova legislação, será promovida a capacitação das equipes da Atenção Básica dos municípios amazonenses, com base nos eixos das diretrizes tratadas nesta Lei. As equipes serão compostas por profissionais multidisciplinares e receberão cursos e treinamentos para apreciação de diagnósticos e prescrição de terapias de reposição hormonal.

As diretrizes dispostas nesta Lei promoverão estratégias de atenção integral à saúde da mulher no climatério, que abordem os seguintes temas: aspectos psicossociais da mulher no climatério; sexualidade; abordagem clínica; promoção da saúde e medidas preventivas aplicadas ao climatério; saúde reprodutiva da mulher no climatério; infecções sexualmente transmissíveis no climatério; agravos à saúde mais frequentes durante o climatério; câncer no climatério.

 

 

Da Redação, com informações da Aleam

Foto: Reprodução

Em CPI, Marina Silva aborda ONGs e diz que projeto da BR-319 está no DNIT

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Nesta segunda-feira, 27, a ministra Marina Silva participou de audiência da CPI das Ongs no Senado Federal. A titular da pasta de Meio Ambiente defendeu o Fundo Amazônia e a atuação das ONGs. As contas foram auditadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas a proposta da CPI é ir além. O presidente, senador Plínio Valério, defende ampliar a fiscalização do emprego do recurso, principalmente na finalidade. 

“Ela comprovou que avaliza o que as ONGs fazem. Que o dinheiro repassado é normal e que estão agindo corretamente”, avaliou Plínio Valério em conversa com o Portal O Poder.

Questionado sobre o posicionamento da ministra ser problemático, Plínio afirmou que dependendo do governo,  tudo pode ficar como está ou piorar. 

Sobre a BR-319, Marina Silva ressaltou que a culpa não é dela e que já se passaram dez anos desde que ela saiu do ministério e nada aconteceu. De acordo com Plínio Valério, a ministra também falou da ameaça ao meio ambiente e do impacto ambiental. 

“Eu disse a ela que no trajeto, na estrada, não teria impacto nenhum posto que a rodovia já existe. Disse ainda que renunciaria ao meu mandato se uma única árvore tivesse que ser derrubada no trajeto. Não vai!”, destacou Plínio Valério. 

Marina Silva falou do impacto no entorno da BR-319 e suas problemáticas. Em resposta, Valério disse que a fiscalização é papel do governo. A ministra também informou que o projeto de pavimentação da BR-319 está no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que deve apresentar um plano para que o Ibama analise. 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado