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Após reclamar da falta de apoio, Eron Bezerra desiste de eleição indireta

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O ex-deputado estadual Eron Bezerra anunciou na noite desta quinta-feira, 16, sua desistência da candidatura ao Governo do Amazonas. Por meio de vídeo publicado nas redes sociais, Eron afirmou que não poderia “constranger” a Federação por se tratar de uma eleição indireta.

No vídeo, o então candidato ao pleito destacou a falta de apoio por parte do deputado Sinésio Campos (PT), que é o único eleitor que a Federação, formada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Verde (PV), possui na Aleam. Eron não obteve esse apoio na disputa do pleito.

 

Segundo Eron, se a eleição fosse direta, ele manteria a candidatura contando o voto do povo, mas, tratando-se de uma eleição indireta, em que apenas os deputados votam, ele decidiu retirar-se do pleito por causa da hipótese de não obter nenhum voto, mesmo a federação possuindo representação na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

Apesar de ter se retirado da corrida eleitoral, Eron agradeceu pelo apoio que recebeu na pré-candidatura por parte de aliados da esquerda no Amazonas.

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto: Reprodução

Cláudio Castro receberá R$ 140 mil por férias não usufruídas mesmo após renúncia

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O ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), mesmo após ter renunciado ao cargo, receberá R$ 142.871,84 por férias não usufruídas no período em que esteve à frente do Governo do Estado. A publicação da decisão foi feita por meio do Diário Oficial do Estado na última quarta-feira, 14.

O despacho foi emitido pela Secretaria da Casa Civil e comunicou a decisão do estado de efetuar o pagamento, que depende, agora, da disponibilidade orçamentária da pasta.

A Casa Civil informou ao jornal O Globo que o valor é referente a 206 dias de férias não usufruídos por Castro no período em que ele foi vice-governador e governador do estado, iniciado em 2019.

Castro solicitou o benefício três dias após renunciar. Dados do Sistema Eletrônico de Informações fluminense apontam que o requerimento de conversão de férias em pecúnia foi encaminhado pelo ex-governador ao estado no último dia 26. Como o trâmite do caso foi sigiloso, não há outras informações disponíveis.

Ex-governador foi condenado por abuso de poder político e econômico. A decisão foi tomada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no dia seguinte à renúncia, em função de milhares de contratações sem transparência e para fins políticos no Ceperj e outros órgãos.

 

Com informações de UOL Notícias

Quinto Constitucional: OAB-AM divulga nova data para consulta à lista sêxtupla

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Após a decisão judicial que extinguiu o mandado de segurança que suspendia o processo do Quinto Constitucional, a OAB Amazonas confirmou a nova data para a consulta à advocacia. A votação, que definirá a lista sêxtupla para a vaga de Desembargador (a) do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), será realizada no dia 14 de maio de 2026.

A consulta ocorrerá das 9h às 17h, conforme determinado pelo presidente da seccional, Jean Cleuter Mendonça. O processo havia sido interrompido temporariamente por força de uma liminar, agora sem efeito após a extinção do mandado de segurança.

Em comunicado, a instituição reforçou que a manutenção do cronograma garante a participação democrática da classe e o cumprimento dos ritos legais para o preenchimento da vaga destinada à advocacia pelo Quinto Constitucional.

Confira abaixo a nota oficial da Seccional:

A OAB Amazonas estabelece que a realização da Consulta à Advocacia para a lista sêxtupla destinada a vaga de Desembargador(a) do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), seja no dia 14 de maio de 2026, das 9h às 17h.

A medida foi determinada pelo presidente Jean Cleuter, após a decisão judicial que determinou a extinção do mandado de segurança que suspendia a Consulta.

A OAB-AM reforça seu compromisso com a legalidade e a participação democrática da advocacia amazonense em todas as etapas do processo.

A OAB Amazonas estabelece que a realização da Consulta à Advocacia para a lista sêxtupla destinada a vaga de Desembargador(a) do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), seja no dia 14 de maio de 2026, das 9h às 17h.

A medida foi determinada pelo presidente Jean Cleuter, após a decisão judicial que determinou a extinção do mandado de segurança que suspendia a Consulta.

A OAB-AM reforça seu compromisso com a legalidade e a participação democrática da advocacia amazonense em todas as etapas do processo.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

Com fim de biênio, TJAM divulga edital para preencher vaga de juiz no TRE-AM

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A Presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) divulgou o Edital n.º 12/2026 – PTJ para preenchimento de vaga de membro substituto do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para a Classe de Magistrados – Juiz de Direito. A vaga estará disponível devido o término do primeiro biênio da juíza, Mônica Cristina Raposo da Câmara Chaves, no dia 19 de agosto.

O edital foi disponibilizado no Diário da Justiça Eletrônico de terça-feira, 14, na página 1 do Caderno Administrativo, e pode ser consultado no link: https://sl1nk.com/1zfw7xv.

O prazo para os magistrados aptos e interessados em concorrer à vaga se inscreverem é de 15 dias, a contar da primeira publicação do edital, enviando requerimento por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) ou diretamente no Setor de Protocolo Administrativo do TJAM.

Da Redação, com informações do TJAM 
Foto: Divulgação

 

Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

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O governo federal prevê salário mínimo de R$ 1.717 em 2027, um aumento de R$ 96 (5,9%) em relação ao piso atual, de R$ 1.621. A projeção está no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2027, espécie de bússola das contas públicas, apresentado nesta quarta-feira, 15, prazo limite para entrega do texto ao Congresso. O documento estabelece as regras que orientarão a elaboração do Orçamento do próximo ano.

A proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e deve ser votada em sessão conjunta até 17 de julho. O relator será definido após a renovação da composição do colegiado.

O reajuste segue a política do Executivo de valorização do salário mínimo: o piso é corrigido anualmente de acordo com a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Como serve de referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, cada aumento se reflete diretamente nas despesas públicas. O valor final, porém, só será confirmado após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro.

A LDO também define metas fiscais (como déficit ou superávit esperado), parâmetros econômicos que norteiam os cálculos (crescimento do PIB e inflação esperada) e as regras que condicionam os gastos federais ao longo do ano. A partir dessas diretrizes, o governo elabora a peça orçamentária, a ser enviada ao Congresso em agosto.

Meta

A proposta prevê superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, equivalente a R$ 73,2 bilhões, o que indica a intenção do governo de encerrar o ano com receitas superiores às despesas, desconsiderando o pagamento de juros da dívida.

O arcabouço fiscal prevê margem de tolerância de 0,25 ponto percentual em torno da meta central. Isso significa que um superávit de até 0,25% do PIB (ou R$ 36,6 bilhões) ainda é considerado dentro do limite.

A meta de 2027 é mais ambiciosa do que a deste ano, quando o objetivo é alcançar superávit de 0,25% do PIB, com possibilidade de resultado zero. O governo traça uma trajetória de recuperação fiscal até 2028, quando projeta superávit primário de 1% do PIB.

Precatórios

De acordo com o texto apresentado pela equipe econômica, 39,4% das despesas com precatórios de 2027 serão contabilizadas na meta de resultado primário do ano. O percentual supera o mínimo de 10% exigido pela regra constitucional vigente. Precatórios são dívidas que o governo deve pagar por ter perdido ações na Justiça.

Com a decisão, R$ 57,8 bilhões ficarão fora do cálculo da meta fiscal em 2027, o mesmo valor excluído neste ano.

Parâmetros

O projeto traz as principais projeções econômicas para 2027: crescimento do PIB de 2,56%, inflação de 3,04% e taxa básica de juros (Selic) acumulada de 10,55% ao ano.

Gatilhos e limite de despesas com pessoal

Pelo arcabouço fiscal, as despesas públicas só podem crescer, em termos reais, até 2,5% ao ano. Para 2027, o limite total é de R$ 2,54 trilhões. Para garantir o cumprimento das metas, a LDO prevê gatilhos de contenção, como restrições à criação de benefícios tributários e teto para o aumento de despesas com pessoal.

Um dos limites estabelecidos veda que o Executivo elabore um Orçamento com crescimento das despesas com pessoal superior a 0,6% acima da inflação.

 

Da Redação com informações da Agência Senado

Foto: Divulgação

 

  

MP do Amazonas denuncia Luana Piovani por declaração polêmica sobre evangélicos

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) decidiu oferecer denúncia criminal contra a atriz Luana Piovani por intolerância religiosa após declarações feitas durante uma entrevista no YouTube. O despacho foi assinado pelo promotor de Justiça, Weslei Machado, no dia 11 de abril, e publicado no Diário Oficial do MPAM.

Em entrevista ao programa “Conversa Vai, Conversa Vem”, transmitido no canal do jornal O Globo no YouTube no último dia 9 de abril, a atriz afirmou que “o evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano, e o protótipo de um ser desprezível”. A fala foi replicada e viralizou nas redes sociais.

Para o promotor, a atriz promoveu uma generalização depreciativa em um ambiente de ampla difusão, considerando que o canal possui grande alcance público, com cerca de 1,36 milhão de inscritos.

“Não se trata de crítica a comportamento específico, a liderança individualizada, a doutrina determinada ou a episódio concreto. Cuida-se de atribuição coletiva de inferioridade moral, lançada de forma abrangente, indistinta e ofensiva contra pessoas definidas por sua identidade religiosa. É precisamente esse salto da crítica ao estigma, do debate à degradação, da opinião ao desprezo coletivo que torna a conduta especialmente grave sob a ótica penal e civil”, pontuou no documento.

O MP também destacou que, embora o Estado Democrático de Direito garanta a liberdade de expressão, esse direito não autoriza a humilhação coletiva de um grupo religioso nem a naturalização de sua estigmatização pública sob o rótulo de mera franqueza, irreverência ou opinião pessoal

A denúncia se baseia na Lei nº 7.716/1989, que estabelece punição para crimes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. O artigo 20 da mesma legislação prevê punição para quem praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito por esses motivos.

“A agressão verbal dirigida a um grupo religioso, quando vocalizada em meio de comunicação de grande alcance por pessoa de elevada notoriedade pública, não se esgota no instante da fala: ela se projeta socialmente, normaliza o escárnio, encoraja imitações, aprofunda fraturas sociais e contribui para a banalização da intolerância religiosa”, diz outro trecho do documento.

Diante do episódio, o MPAM ofereceu denúncia contra Luana Piovani e determinou a distribuição do processo no sistema Projudi, atribuindo a competência à Justiça Estadual. Segundo o promotor, o fato tem como alvo os evangélicos brasileiros, sem demonstração de caráter transnacional.

Além da denúncia criminal, o promotor também propôs uma Ação Civil Pública solicitando indenização por danos morais coletivos, com base nas alegações de ofensa à honra e à dignidade do grupo religioso, sem prejuízo de outros pedidos reparatórios, inibitórios ou pedagógicos cabíveis.

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Foto: Ilustração/Portal O Poder

Alessandro Vieira deve ser investigado a pedido de Gilmar Mendes após CPI do Crime Organizado

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou um pedido para a Procuradoria-Geral da República (PGR) iniciar uma investigação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por abuso de autoridade devido ao seu relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

Mendes entrou com um pedido contra o parlamentar após criticar o relatório apresentado na última terça-feira, 14, na Comissão. Por 6 votos a 4, o texto foi derrubado, mas, ainda assim, o ministro alegou desvio de finalidade e arbitrariedade no texto apresentado.

Representação ocorre um dia depois de ministros da corte afirmarem que o episódio deveria ser investigado. O próprio Gilmar e o ministro Dias Toffoli afirmaram ontem, durante sessão da Segunda Turma, que o texto do senador poderia levar a punições e até à inelegibilidade.

Se ele for condenado, pode ser declarado inelegível e não conseguir disputar a reeleição em outubro. Cabe agora ao procurador-geral da República analisar a representação. Ele é a autoridade competente para investigar e denunciar os senadores.

Gilmar afirma que relatório faz uso de “jogo juvenil” de palavras. Na representação, o ministro afirma que não cabe às CPIs tratarem de pedidos de impeachment, que seria uma discussão do direito administrativo. As comissões têm a prerrogativa de fazer investigações penais.

 

Com informações de UOL Notícias

Senado aprova Odair Cunha para vaga de ministro do TCU

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 15, a indicação do deputado Odair Cunha (PT-MG) para assumir uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

O nome do deputado havia sido escolhido pela Câmara na terça-feira, 14, e ao projeto com a indicação (PDL 249/2026) foi aprovado pelo Senado com 50 votos favoráveis e 8 contrários. Odair Cunha substituirá o ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou.

As vagas do TCU são distribuídas entre indicações do Senado, da Câmara dos Deputados e da Presidência da República — três para cada. Os cargos vagos devem ser preenchidos de forma vinculada, ou seja, a substituição de um ministro cabe ao mesmo ente que o indicou — no caso, a Câmara.

Durante a votação, a indicação de Odair Cunha recebeu manifestações de apoio de diversos senadores em Plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou a “legitimidade da aprovação”, pela votação obtida na Câmara.

— Teve o apoio expressivo de 303 votos de deputadas e deputados, em uma votação que contava com cinco candidaturas — disse Davi.

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou que Odair Cunha é “um dos melhores quadros da política de Minas Gerais”.

— Quero fazer esse reconhecimento público sobre a sua qualidade, a sua origem humilde, de muitas dificuldades na vida. Galgou a cada um desses postos e desses cargos de maneira muito proba — elogiou.

TCU

Os ministros do TCU têm mandato vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos de idade. Entre as atribuições do TCU estão a de analisar as contas prestadas anualmente pelo presidente da República e a de fiscalizar a aplicação de recursos públicos federais.

No dia de sua indicação na Câmara, o deputado afirmou que o tribunal não deve paralisar políticas públicas, mas agir com função orientadora, ajudando o gestor a prevenir problemas e evitar desperdícios.

Perfil

Odair Cunha é advogado e está em seu sexto mandato consecutivo como deputado federal. É autor de 18 projetos que viraram lei, entre eles o que originou a lei que retomou e reformulou incentivos do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado em 2021 para ajudar empresas que tiveram de paralisar as atividades durante a pandemia de Covid-19. Foi relator de 230 proposições transformadas em lei.

 

Da Redação com informações da Agência Senado

Foto: Carlos Moura/Agência Senado 

Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF

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Nova fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira, 16, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro. Ele foi preso em Brasília, segundo informações obtidas pelo blog.

De acordo com investigadores, Paulo Henrique Costa teria recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Master, em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco. Dois desses empreendimentos sediados na capital federal.

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso na Corte.

A PF informou, em nota, que a operação desta quinta investiga “crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”. É a primeira vez que a polícia fala em corrupção de agente público do Distrito Federal no âmbito das apurações sobre o Master e o BRB.

Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, em endereços ligados aos alvos e ao Master.

Costa será encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após passar por audiência de custódia.

O outro alvo de mandado de prisão é o advogado do Master Daniel Monteiro. Ele é apontado como o administrador de vários fundos usados em operações financeiras para dificultar a rastreabilidade do dinheiro de movimentação ilícita.

O g1 procurou a defesa de Paulo Henrique Costa e o BRB mas ainda não obteve retorno. A reportagem procura contato com o advogado Daniel Monteiro.

Quem é Paulo Henrique Costa

Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição.

O executivo foi afastado em novembro após decisão judicial com a primeira fase da operação.

Costa é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.

BRB e Master

O BRB é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso Master por ter sido o principal interessado na compra da banco de Daniel Vorcaro e por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação.

A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição. No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público.

Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações.

Paulo Henrique Costa presidiu o BRB durante o período em que ocorreram as negociações com o Master. Ele é investigado por sua atuação nas tratativas e na aprovação das operações financeiras sob suspeita.

Segundo os autos, Costa defendeu a compra do Master como uma solução para a crise da instituição privada. Após o avanço das investigações, ele foi afastado do comando do banco público.

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que parte dos valores pagos ao Master não teria sido recuperada após a liquidação. A PF ainda apura se esse montante corresponde ao prejuízo efetivo e se houve responsabilidade criminal ou administrativa.

 

Da Redação com informações de G1 Amazonas 

Foto: Divulgação

Trump volta a atacar o papa Leão XIV sobre guerra no Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a direcionar ataques ao papa Leão XIV nesta quarta-feira, 15, pelas redes sociais. Em uma publicação, Trump pediu para alguém avisar ao pontífice “que o Irã matou pelo menos 42.000 manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois meses, e que o fato de o Irã possuir uma bomba nuclear é absolutamente inaceitável”.

No fim de semana, Trump fez críticas ao papa por ele se posicionar contra a guerra no Irã. O líder norte-americano disse não ser “fã do papa Leão” e que o pontífice – “fraco” – “não estaria fazendo um bom trabalho”.

Em resposta, o papa afirmou não ter medo de Trump e que continuará a se manifestar contra o conflito. “Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer”, disse o pontífice.

Trump também chegou a fazer uma publicação nas redes sociais de uma foto feita por inteligência artificial em que ele aparece como Jesus Cristo, curando um doente. A imagem foi posteriormente apagada. Ao ser questionado sobre o assunto, Trump disse que o post foi interpretado de forma equivocada. O republicano afirmou que não se tratava de uma representação como Jesus, mas sim dele próprio como médico.

Ele também disse que não pediria desculpas ao líder da Igreja Católica pelas críticas. “Ele é muito contra o que estou fazendo em relação ao Irã, e não se pode ter um Irã nuclear. O papa Leão XIV não ficaria feliz com o resultado final. Acho que ele é muito fraco em relação ao crime e outras coisas, então não vou me desculpar”, afirmou o presidente.

Nessa terça-feira, 14, o Vaticano divulgou uma carta em que o papa alerta para o risco de democracias modernas escorregarem para uma “tirania majoritária” quando não estão sustentadas por valores morais e uma visão ética da pessoa humana. Sem citar países ou governos específicos, Leão XIV afirmou que a democracia “só se mantém saudável quando está enraizada na lei moral”.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução