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Covid-19: Brasil registra 941 mortes desde início de pandemia

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O número de mortes decorrentes do novo coronavírus (covid-19) totalizou 941, segundo atualização divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, 9. O resultado marca um aumento de 17% em relação a ontem, quando foram registrados 800 óbitos.

São Paulo concentra o maior número, com mais da metade do número de mortes (495). O estado é seguido por Rio de Janeiro (122), Pernambuco (56), Ceará (55) e Amazonas (40).

Além disso, foram registradas mortes no Paraná (22), Bahia (19), Santa Catarina (17), Minas Gerais (15), Distrito Federal (13), Maranhão (12), Rio Grande do Sul (12), Rio Grande do Norte (11), Goiás (7), Pará (sete), Paraíba (sete), Espírito Santo (seis), Piauí (seis), Sergipe (quatro), Alagoas (três), Mato Grosso do Sul (dois), Amapá (dois), Acre (dois), Mato Grosso (dois), Rondônia (dois) e Roraima (um).

Já o total de casos confirmados subiu para 17.857. O número representa um crescimento de 12% em relação a ontem, quando o balanço do Ministério da Saúde marcou 15.927.

O número de casos novos em um dia foi de 2.210, novo recorde. O maior resultado até então havia sido o total acrescido ontem, de 1.661 casos. O Brasil levou 17 dias para sair de um a 100 casos e 14 dias para ter mais 10 mil confirmados.

Perfil 

No total foram 141 novas mortes entre ontem e hoje, um novo recorde. Ontem foram 133 novos óbitos, na terça haviam sido 114 e na segunda-feira, 67. No tocante ao perfil, 41% das vítimas fatais eram mulheres e 59% eram homens.

Quanto à idade, 77% tinham menos de 60 anos. Na semana passada, eram 90%. Já em relação às complicações associadas à morte, 336 dos pacientes tinham alguma cardiopatia, 240 diabetes, 82 apresentavam alguma pneumopatia e 55 apresentavam alguma condição neurológica.

Até o dia 8 de abril, foram registrados 34.905 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Desse total, 3.416 foram de casos confirmados para covid-19.

Regiões

O MS passou a disponibilizar a incidência (número de casos proporcional a 100.000 habitantes) não somente em estados, mas em regiões. As com índice maior são Fortaleza (43,9), São Paulo (40,4), Manaus e Alto Rio Negro (28,1), Distrito Federal (16,9), Área Central, no Amapá (16,8) e Laguna (SC).

Na comparação por estados, os com maior incidência por 100.000 habitantes foram Amazonas (19,1), Distrito Federal (16,7), São Paulo (14,5), Ceará (14,1), Amapá (12,4) e Rio de Janeiro (11,2). Todas essas unidades da Federação pelo menos 50% acima da média nacional, que ficou em 7,5 pessoas infectadas por 100.000 habitantes.

Conteúdo: Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil 

Em acordo, países cortam produção de petróleo em 10 mi de barris por dia

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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo  (Opep) e aliados, que formam grupo conhecido como Opep+, chegaram a um acordo nesta quinta-feira para reduzir a produção da commodity em 10 milhões de barris por dia (bpd) em maio e junho, com o objetivo de ajudar na sustentação dos preços diante da crise do coronavírus, disse o grupo em comunicado.

A Opep+ acrescentou que entre julho e dezembro os cortes serão reduzidos a 8 milhões de bpd, e a partir de então flexibilizados para 6 milhões de bpd entre janeiro de 2021 e abril de 2022.

O comunicado do grupo não mencionou condições para redução de bombeamento por países de fora do bloco.

A Opep+ disse ainda que realizará uma nova reunião por videoconferência em 10 de junho para avaliar o mercado.

Conteúdo:  Reuters

Foto: Daniel Acker/Bloomberg

Cidadania aposta no empresário Jesus Alves para prefeito de Manaus

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Antigo PPS, o Cidadania quer resgatar o protagonismo político no Amazonas e prepara uma candidatura a prefeito de Manaus e uma chapa com 62 candidatos a vereador para disputar as eleições deste ano.

O nome do partido que vai pleitear a cadeira do prefeito Arthur Neto (PSDB) é o empresário e presidente municipal da legenda, Jesus Alves.

Filiado no Cidadania há 3 anos, Jesus tem o aval do presidente nacional da sigla, o ex-deputado federal Roberto Freire, para colocar o partido no páreo na sucessão municipal.

“O Cidadania tem definido que, onde for possível ter candidatura competitiva, que deveríamos trabalhar. Em Manaus temos uma pré-candidatura que é a do Jesus (Alves). Estamos acompanhando na comissão eleitoral do Cidadania nacional que o partido em Manaus está tendo um bom desempenho”, disse Freire, com exclusividade ao O Poder.

E com a missão de recolocar o Cidadania no game político novamente – hoje o partido não possui nenhuma representatividade nas casas legislativas do Estado – Jesus adianta que está construindo alianças com outras legendas para a eleição, mas não quis revelar quais.

“Temos condições de retomar o protagonismo que tivemos no passado e isso está sendo construído com muita cautela e determinação”, disse o pré-candidato.

No que diz respeito à chapa de vereadores, o partido está otimista em eleger representantes à Câmara Municipal de Manaus (CMM), pois um dos atrativos, frisou Jesus, é que como o Cidadania não tem nenhum vereador eleito, atualmente, fica mais fácil para os aspirantes ao Legislativo, filiados no partido, disputar uma vaga sem desvantagem por ter concorrentes com mandato.

Perguntado sobre a composição de vice, se já tem um nome para a vaga, Jesus afirmou que essa articulação está em construção, mas, neste momento, essa questão é “secundária”, pois a prioridade é focar nas bandeiras do partido, que é o bem comum do cidadão, trabalhar para mitigar a desigualdade social na cidade, por exemplo.

“Vivemos num momento de extrema polaridade no país onde a direita vive num litígio contínuo com a esquerda. Nós, do Cidadania, nos colocamos como um partido alternativo”, frisou o pré-candidato.

Entre os principais eixos que vai defender em seu projeto de governo é a segurança pública, a criação de oportunidades de emprego na cidade e, o déficit habitacional em Manaus que, segundo ele, nunca é tratado como deveria.

A candidatura de Jesus deve ser ratificada na convenção do partido (se não houver mudança no calendário eleitoral), prevista para acontecer entre a segunda metade de julho e início de agosto.

 

Valéria Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

Premiê britânico Boris Johnson deixa UTI de hospital em Londres

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deixou a unidade de terapia intensiva do hospital onde está internado em Londres, disse um porta-voz nesta quinta-feira (9).

“O primeiro-ministro foi transferido esta noite dos cuidados intensivos de volta para o quarto, onde receberá um monitoramento rigoroso durante a fase inicial de sua recuperação”, disse o porta-voz.

Fonte e Foto: Agência Brasil 

Avanço acelerado da Covid-19 no Amazonas chama atenção do Ministério da Saúde

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Posicionado entre os cinco Estados com maior número de mortes por coronavírus no Brasil e com um crescimento de novos casos acelerado – nesta quinta-feira, 9, chegou 899 positivos – o Amazonas tem chamado a atenção das autoridades de saúde, a exemplo do ministro da Saúde, Henrique Mandetta.

Nesta quarta-feira, 8, durante sua coletiva diária com a imprensa, o ministro citou, mais uma vez o Amazonas, e criticou a troca de secretário de Saúde Estado que, segundo Mandetta, é algo que preocupa bastante.

“Não quero entrar em detalhes, mas, nós precisamos de pessoas que já estejam habituadas com a rede para que não tenhamos que começar tudo do zero”, disse o ministro.

Mandetta frisou que algumas cidades estão com temperatura muita elevada em relação ao Covid-19 e citou, além de Manaus, as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo que já concentram mais de 8 mil casos juntas.

A troca do titular da pasta da Susam, num momento em que a Covid-19 entra numa curva ascendente e crítica no Estado, também não trouxe a confiança esperada e foi criticada por deputados na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), durante sessão virtual nesta quarta, 8.

Mesmo com críticas da base governista, a oposição conseguiu aprovar um requerimento em que convoca a nova titular da Susam, Simone Papaiz, a explicar na Assembleia qual vai ser seu cronograma de trabalho no combate ao coronavírus no Estado.

Quarentena

Conforme foi divulgado em primeira mão pelo portal O Poder, a nova secretária que veio de São Paulo, estava passando por uma quarentena em Manaus, segundo o que determina a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde (MS) e a própria Secretaria de Saúde, por isso, havia adiado o anúncio de posse da nova titular da Susam.

Entretanto, de forma inesperada, o governo resolveu anunciar a nova secretária, o que leva a crer que ela não passou o período de quarentena necessário para evitar o contágio do Covid-19.

O Poder teve acesso a uma reportagem intitulada “Secretária de Saúde de Bertioga fala sobre capacidade operacional dos hospitais”, datado do dia 3 de abril de 2020, às 9h19, o que reforça que a nova titular na Susam não ficou em quarentena pelo tempo determinado, o que pode colocar em risco outros profissionais da saúde, inclusive o governador do Estado que esteve com Simone nesta quarta-feira, 8.

laboratório de testes

Nesta quinta-feira, o deputado de oposição Wilker Barreto (Podemos), pediu ao governador do Amazonas que recue da nomeação da secretária estadual de Saúde, Simone Papaiz. “Quero aproveitar para dizer abertamente para o governador: recue da nomeação da nova secretária de saúde. Nada contra a pessoa, mas o povo do Amazonas não é laboratório de testes. Precisamos de alguém experiente, que dispensa apresentação e com notório conhecimento do nosso Estado. Se o senhor não tiver coragem e bom senso de voltar atrás, vidas serão ceifadas e eu irei responsabilizá-lo”, explicou Barreto.

Preocupação

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Área de Saúde do Amazonas, manifestou preocupação pela mudança no comando da Secretaria de Saúde do Amazonas, além de criticar a nomeação de Simone Papaiz, por ser de outra região.

Sem resposta

Questionado sobre um posicionamento do Governo do Estado em relação as críticas do ministro da Saúde por conta da troca na Susam, a Secretaria de Comunicação (Secom), preferiu manter o silêncio.

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Montagem

Inscrito no CadÚnico pode ter automaticamente tarifa social de energia

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (9), em sessão remota, o Projeto de Lei 1106/20 que determina que as empresas de distribuição de energia elétrica (concessionárias, permissionárias e autorizadas) deverão inscrever automaticamente na lista de beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) quem está registrado no Cadastro Único (Cadúnico). O banco de dados reúne os beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício da Prestação Continuada (BPC).

Segundo o autor da proposta, deputado André Ferreira (PSC-PE), hoje, a Lei 12.212/10, que trata da tarifa social, prevê que o governo e as concessionárias devem informar as famílias inscritas no CadÚnico sobre o direito a até 65% desconto na conta de luz. A falha, para Ferreira, é que não há a obrigação de incluí-las automaticamente na lista de beneficiários da tarifa social. Para terem o benefício, as famílias precisam procurar a distribuidora. O texto segue para apreciação do Senado Federal.

Santas Casas

A primeira proposta aprovada nesta quinta-feira (9) pelos deputados é a que destina R$ 2 bi para as Santas Casas e hospitais sem fins lucrativos (filantrópicos).Os recursos serão destinados à ação coordenada com o Ministério da Saúde e gestores estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) no combate à pandemia de covid-19. Para sair do papel a medida só depende agora da sanção presidencial.

Já a ajuda emergencial de socorro aos estados, durante a pandemia do novo coronavírus, continua sem consenso e foi adiada para a próxima segunda-feira (13).

Fonte: Agência Brasil 

Foto: Pixabay

Amazonas soma 899 casos de coronavírus e 40 mortes

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Com 99 casos novos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, o Amazonas registra nesta quinta-feira, 9, um total de 899 casos positivos e 40 óbitos, segundo dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde, em entrevista coletiva on-line. Cinco mortes foram registradas nas últimas 24h.

Segundo a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto, 800 casos são na capital amazonense e 99 no interior. Desse total, 139 estão internados, sendo 76 em leitos clínicos e 63 em Unidade de Terapia Intensiva. Cerca de 108 amostras coletadas entre quarta, 8, e quinta, 9, seguem sendo analisados pelo Lacen.

No interior, conforme Rosemary, o município de Manacapuru tem 48 casos ( 3 óbitos); Itacoatiara 11; Iranduba 11;  Santo Antônio do Iça 7; Parintins 6 casos com dóis óbitos; São Paulo de Olivença 4; , Tonantins 3;  Careiro da Várzea 2; Presidente Figueiredo 2 casos e  Anori, Boca do Acre, Manicoré, Novo Airão e Tabatinga registram um caso cada.

Álik Menezes, para O Poder 

Foto: Divulgação 

Receita regulariza CPFs com pendências para pagamento de auxílio

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Superintendência da Receita Federal, em Brasília.

A Receita Federal informou hoje (9) que, em razão do atual estado de calamidade pública e da necessidade de pagamento do auxilio emergencial, foram alterados os procedimentos internos para regularizar os CPFs que apresentavam pendências eleitorais.

Segundo a Receita, foi iniciado na madrugada de hoje o processamento para regularizar os CPFs suspensos por pendências eleitorais. A Receita disse que a regularização não está sendo possível neste momento junto aos cartórios eleitorais pois estão fechados por conta da pandemia da covid-19.

A previsão é que esse processamento se encerre amanhã (10). A Receita informou que o reconhecimento pela Caixa da regularização vai depender do tempo de processamento dos sistemas do banco.

Documento

O número do CPF é obrigatório para os trabalhadores informais, microempreenderores individuais, autônomos e desempregados que quiserem se inscrever para receber o auxílio emergencial do governo federal, no valor de R$ 600. É com um CPF ativo que a pessoa é identificada na Receita Federal. O trabalhador deverá se cadastrar no aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou no site Auxílio Caixa.

Fonte e Foto: Agência Brasil 

Safra pode superar 250 milhões de toneladas, apesar de pandemia

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma colheita de 251,8 milhões de toneladas de grãos na safra 2019/2020. Segundo a entidade, os resultados do 7º Levantamento da Safra, divulgados hoje (9), demonstram normalidade nas atividades dos agricultores, e que eles vêm adotando as recomendações das instituições envolvidas no combate ao novo coronavírus (covid-19).

“A pandemia enfrentada pelo mundo não afetou o andamento da safra brasileira”, informou a Conab ao divulgar que o “volume recorde deve ser registrado em uma área cultivada de 65,1 milhões de hectares”.

O diretor executivo de Política Agrícola e Informações interino, Bruno Scalon, destacou, durante a apresentação do 7º Levantamento da Safra, que houve um aumento, na proporção de 4% , ou de 9,7 milhões de toneladas, em relação à safra anterior, de 2018/19, que estava em 242 milhões de toneladas.

“A estimativa brasileira de produção de grãos passou de 251,9 milhões de toneladas para, neste setimo anúncio, 251,8 milhões de toneladas. Portanto, um decréscimo inferior a 0,1%, ou quase 100 milhões de toneladas”, disse o diretor ao apresentar os números.

O bom resultado poderá ser novamente impulsionado pela soja e pelo milho. No caso da soja, a expectativa é de uma produção de 122,1 milhões de toneladas: o maior desempenho já registrado, mesmo em meio aos problemas climáticos ocorridos na Região Sul, sobretudo no Rio Grande do Sul.

Para o milho está prevista uma colheita de 101,9 milhões de toneladas, das quais 75,4 milhões serão na segunda safra. O levantamento da Conab aponta que a área destinada à produção de milho deve crescer 4,5%, e chegar a 13,5 milhões de hectares.

De acordo com o superintendente de Informações do Agronegócio, Cleverton Santana, com o aumento da oferta do milho, de quase 2 milhões de toneladas apenas na 2ª safra, aumentou também a oferta total no país. “Os números já são superiores ao recorde registrado na safra passada”, disse o superintendente.

Algodão, arroz, feijão e sorgo também devem registrar aumento na produção, tendo, portanto, também influência positiva no número final da safra 2019/20.

“No caso do arroz, este aumento acompanha uma queda de plantio do grão em área sequeira. Mas este movimento vem atrelado de uma maior proporção do cultivo da cultura em áreas irrigadas, que geram maiores produtividades. Aliado a isso, o contínuo investimento do rizicultor em tecnologias, vêm permitindo a manutenção da produção, ajustada ao consumo nacional”, informou, em nota, a Conab.

A previsão é de que a produção do arroz seja de 10,6 milhões de toneladas. A colheita do produto já atingiu 57% do país; e o Rio Grande do Sul, seu maior produtor, segue com 60% da produçãoo já colhida.

“Com relação ao mercado do arroz, projeta-se um preço elevado ao longo de todo período de comercialização da nova safra, mais especificamente sobre o incremento esperado de consumo. Com a intensificação da crise do covid-19 e do isolamento social pelo qual passamos, haverá um aumento na alimentação em domicílio, o que possivelmente refletirá em aumento de consumo deste produto”, disse Scalon.

Segundo ele, o feijão passou também por forte oscilação, com alta de preço no mercado em virtude de elevada demanda do varejo causada pelo novo coronavírus. “Mas aos poucos, com boa parte dos consumidores abastecidos; com as redes de supermercados limitando a quantidade de unidades vendidas por pessoa; e com o processo de isolamento social, verificou-se também um fraco interesse em aquisições e os preços recuaram”.

Outro produto que deverá registar a maior produção na série histórica é o algodão, com uma colheita de 2,88 milhões de toneladas da pluma do grão. O resultado decorre dos “grandes investimentos feitos no setor e pela expansão de área cultivada aliada às boas condições climáticas encontradas nas principais regiões produtoras”.

Fonte e Foto: Agência Brasil 

Caixa anuncia 6 meses de carência em novos financiamentos imobiliários

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O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, fala à imprensa no Palácio do Planalto, sobre o lançamento do aplicativo CAIXA

A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (9) novas medidas para o mercado de crédito imobiliário, como carência para novos financiamentos, aumento do tempo de pausa nos contratos e renegociação de dívidas, tanto para pessoas físicas quanto para as construtoras. No total, as ações representam R$ 43 bilhões em recursos no mercado imobiliário nos próximos meses. As medidas serão válidas a partir da próxima segunda-feira (13).

Em transmissão ao vivo pela internet, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que as medidas poderão beneficiar mais de 5 milhões de famílias e preservar cerca de 1,2 milhão de empregos.

Guimarães disse que há um compromisso das construtoras de não demitir, ao renegociar os contratos com o banco. “Não aceitamos demissão. Queremos o maior tipo de proteção para os funcionários. É o equilíbrio entre a questão de preservação de saúde e a questão econômica, que evita as demissões”.

Ações para Pessoas Físicas

A Caixa implementou a pausa de 90 dias no financiamento habitacional, para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso, incluindo os contratos em obra.

Segundo Guimarães, quem já pediu dois meses de prorrogação terá a medida ampliada automaticamente para três meses. Ele acrescentou que, se a crise se agravar, a Caixa poderá estender o benefício por mais tempo.

Outra medida é para aqueles clientes que usam o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar parte das parcelas do financiamento. A partir de segunda-feira, os clientes do banco poderão pedir a pausa no pagamento da parte não coberta pelo FGTS da prestação, por 90 dias.

Outra opção para os clientes é continuar pagando as parcelas, mas com redução do valor por 90 dias. A medida é válida para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso.

A Caixa também oferece carência de 180 dias para contratos de financiamento de imóveis novos.

Aos clientes que constroem com financiamento da Caixa (construção individual) será permitida a liberação antecipada de até duas parcelas, sem a vistoria.

A Caixa anunciou ainda a renegociação de contratos com clientes em atraso entre 61 e 180 dias, permitindo pausa ou pagamento parcial das prestações.

Medidas para empresas

A Caixa anunciou a antecipação de até 20% dos recursos do financiamento à produção de empreendimentos para obras a serem iniciadas.

Há também a possibilidade de antecipação da liberação dos recursos correspondentes a até três meses, limitado a 10% do custo financiado, para obras em andamento e sem atrasos no cronograma.

O banco liberou ainda recursos de financiamento à produção não utilizados pela empresa nos meses anteriores, limitados a 10% do custo financiado.

Outra medida é a implementação da pausa nos contratos de financiamento à produção por 90 dias, para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso, incluindo os contratos em obra.

As construtoras também poderão fazer o pagamento parcial da prestação do financiamento, por até 90 dias, para os clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso.

Será permitida ainda a prorrogação de carência por até 180 dias, para os projetos com obras concluídas e em fase de amortização.

Outra possibilidade é a prorrogação do início das obras por até 180 dias.

A Caixa também passará a admitir a reformulação do cronograma de obra, nos casos de contingências na execução por questões decorrentes da pandemia de covid-19.

Com o objetivo de reduzir os riscos de contaminação e exposição dos clientes e empregados à covid-19, a Caixa ampliou o prazo de vencimento de laudos e avaliações.

O banco recomenda a utilização dos canais digitais, como Internet Banking e App Habitação Caixa, além dos telefones 3004-1105 e 0800 726 0505, opção 7, ou  o número 0800 726 8068 para renegociação de contrato.

Fonte e Foto: Agência Brasil