O Ministério da Saúde lançou no sábado, 21, um vídeo informativo sobre higiene e tratamento de pessoas que tenham na família caso confirmado de coronavírus (Covid-19) e que precisa passar pelo isolamento domiciliar.
Confira na integra o vídeo:
O Ministério da Saúde lançou no sábado, 21, um vídeo informativo sobre higiene e tratamento de pessoas que tenham na família caso confirmado de coronavírus (Covid-19) e que precisa passar pelo isolamento domiciliar.
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O Ministério da Saúde lançou no sábado, 21, um vídeo informativo sobre higiene e tratamento de pessoas que tenham na família caso confirmado de coronavírus (Covid-19) e que precisa passar pelo isolamento domiciliar.
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O paciente de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) que testou positivo ao novo Coronavírus, trazido para capital pelo socorro aéreo para ser internado no Hospital Pronto Socorro Delfina Aziz, Zona Norte da capital, estava em Manaus antes do diagnóstico. Ele está internado numa UTI do Delphina em estado estável.
A informação foi passada em entrevista coletiva on-line realizada neste domingo, 22, pelo prefeito de Parintins, Frank Bi Garcia. Ele disse que o paciente retornou ao município de lancha no dia 6 de março e, ao chegar, seguiu para uma pescaria em Nhamundá e retornou no dia 15 à Parintins.
O prefeito disse ainda, que o paciente ao retornar para o município começou a sentir alguns sintomas relacionados ao vírus, como uma intensa dificuldade respiratória, sendo encaminhando para o Hospital Regional Dr. Jofre Matos Cohen, onde foi atendido e em seguida conduzido a Manaus pelo Salvo Aéreo.
Sem Resposta
Nenhum dos questionamentos sobre planos, prevenções e ações futuras para o município, enviados pela imprensa, foram respondidos na coletiva on-line do prefeito, que estava acompanhado da responsável pela Vigilância Sanitária do município, Elaine Pires, e do secretário de saúde, enfermeiro Kleiton Rodrigo.
Os representantes informaram apenas que estão trabalhando em conjunto com o Governo do Amazonas e que em Parintins o HPS Jofre Cohen será o responsável pelos atendimentos locais de pacientes com Covid-19.
Com 8 casos notificados, 7 descartados e 1 confirmado, Parintins já se encontra em estado de isolamento, como solicitado pela prefeitura.
Ericles Albuquerque, para O Poder
Foto: Reprodução/Facebook
O paciente de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) que testou positivo ao novo Coronavírus, trazido para capital pelo socorro aéreo para ser internado no Hospital Pronto Socorro Delfina Aziz, Zona Norte da capital, estava em Manaus antes do diagnóstico. Ele está internado numa UTI do Delphina em estado estável.
A informação foi passada em entrevista coletiva on-line realizada neste domingo, 22, pelo prefeito de Parintins, Frank Bi Garcia. Ele disse que o paciente retornou ao município de lancha no dia 6 de março e, ao chegar, seguiu para uma pescaria em Nhamundá e retornou no dia 15 à Parintins.
O prefeito disse ainda, que o paciente ao retornar para o município começou a sentir alguns sintomas relacionados ao vírus, como uma intensa dificuldade respiratória, sendo encaminhando para o Hospital Regional Dr. Jofre Matos Cohen, onde foi atendido e em seguida conduzido a Manaus pelo Salvo Aéreo.
Sem Resposta
Nenhum dos questionamentos sobre planos, prevenções e ações futuras para o município, enviados pela imprensa, foram respondidos na coletiva on-line do prefeito, que estava acompanhado da responsável pela Vigilância Sanitária do município, Elaine Pires, e do secretário de saúde, enfermeiro Kleiton Rodrigo.
Os representantes informaram apenas que estão trabalhando em conjunto com o Governo do Amazonas e que em Parintins o HPS Jofre Cohen será o responsável pelos atendimentos locais de pacientes com Covid-19.
Com 8 casos notificados, 7 descartados e 1 confirmado, Parintins já se encontra em estado de isolamento, como solicitado pela prefeitura.
Ericles Albuquerque, para O Poder
Foto: Reprodução/Facebook
Por causa da pandemia do coronavírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sugeriu neste domingo, 22, que as eleições municipais deste ano sejam adiadas para que as ações “políticas” não afetem as medidas que estão sendo adotadas para o combate ao Covid-19.
Durante teleconferência com prefeitos municipais, Mandetta ainda informou que está sendo analisada a possibilidade de antecipar a formatura de estudantes de medicina para que eles possam atuar no tratamento aos doentes durante a crise.
“Eu faço uma sugestão para vocês discutirem. Está na hora de olhar e falar assim: ‘ó, adia, faz um mandato tampão desses vereadores, desses prefeitos’. Eleição no meio do ano é uma tragédia, vai todo mundo querer fazer ação política”, avalia o ministro da Saúde.
A declaração foi dada em meio a conversa com o prefeito de Belém (PA), Zenaldo Coutinho, que reclamou da dificuldade de contato com a secretaria estadual de Saúde do Pará.
Antecipar formatura
Mandetta ainda adiantou aos prefeitos que participavam da teleconferência, que o governo federal vai antecipar a formatura dos alunos de medicina a partir do sexto ano e que “falta um mês, dois meses para se formar’.
“Vamos acelerar, esses meninos são jovens. Eles não tem experiência mas eles podem fazer parte do atendimento. Eles têm 7.300 horas de capacitação. Faça uma imersão para eles, não para colocá-los no CTI, mas ele pode muito bem ajudar e trabalhar muito com aquela massa que tá atrás”, afirmou o ministro.
De acordo com a assessoria do Ministério da Saúde, a medida está sendo discutida com o Ministério da Educação.
Na última sexta-feira, 20, o Ministério da Educação já havia publicado portaria que autoriza estudantes de medicina e enfermagem, farmácia e fisioterapia a fazer estágio em unidades onde poderão auxiliar o combate à pandemia de coronavírus no país.
De acordo com o Ministério da Saúde, os estudantes serão alocados em unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento, rede hospitalar e comunidades, atuando exclusivamente nas áreas de clinica médica, pediatria, saúde coletiva e apoio às famílias, segundo as especificidades de cada curso.
A permissão será temporária, no período em que durar a emergência de saúde pública, e é válida para estudantes dos dois últimos anos dos cursos de enfermagem, farmácia e fisioterapia.
O ministro ainda confirmou que o governo federal está projetando junto com uma universidade e empresas, a produção de um respirador básico para ser distribuído no país e que vai auxiliar no tratamento de enfermos pelo novo coronavírus.
Durante a conversa ele disse que, devido à alta da demanda causada pela epidemia, o Brasil, assim como outros países enfrenta dificuldades para comprar desses respiradores, que são utilizados principalmente em pacientes internados em UTIs.
“Você sonha com uma Ferrari, mas nós estamos desenhando com a Coppe-Rio, com algumas unidades do Brasil de produção, um respirador, um fusquinha, pra que a gente possa ter com muita capilaridade”, afirmou Mandetta.
O ministro afirmou que atualmente o país têm duas empresas que produzem esse tipo de ventilador, que as duas estão produzindo na capacidade máxima e que o governo brasileiro barrou exportações desses equipamentos para que atendam à demanda interna.
Mandetta disse que o presidente Jair Bolsonaro está fazendo um “chamamento” para que empresas que tenham “similaridade” possam ajudar na produção de peças e no aumento da fabricação de ventiladores. O ministro disse ainda que vai avaliar a possibilidade de renovação automática do contrato de medidos que atuam no programa Mais Médicos.
Conteúdo: G1
Foto: Divulgação
Por causa da pandemia do coronavírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sugeriu neste domingo, 22, que as eleições municipais deste ano sejam adiadas para que as ações “políticas” não afetem as medidas que estão sendo adotadas para o combate ao Covid-19.
Durante teleconferência com prefeitos municipais, Mandetta ainda informou que está sendo analisada a possibilidade de antecipar a formatura de estudantes de medicina para que eles possam atuar no tratamento aos doentes durante a crise.
“Eu faço uma sugestão para vocês discutirem. Está na hora de olhar e falar assim: ‘ó, adia, faz um mandato tampão desses vereadores, desses prefeitos’. Eleição no meio do ano é uma tragédia, vai todo mundo querer fazer ação política”, avalia o ministro da Saúde.
A declaração foi dada em meio a conversa com o prefeito de Belém (PA), Zenaldo Coutinho, que reclamou da dificuldade de contato com a secretaria estadual de Saúde do Pará.
Antecipar formatura
Mandetta ainda adiantou aos prefeitos que participavam da teleconferência, que o governo federal vai antecipar a formatura dos alunos de medicina a partir do sexto ano e que “falta um mês, dois meses para se formar’.
“Vamos acelerar, esses meninos são jovens. Eles não tem experiência mas eles podem fazer parte do atendimento. Eles têm 7.300 horas de capacitação. Faça uma imersão para eles, não para colocá-los no CTI, mas ele pode muito bem ajudar e trabalhar muito com aquela massa que tá atrás”, afirmou o ministro.
De acordo com a assessoria do Ministério da Saúde, a medida está sendo discutida com o Ministério da Educação.
Na última sexta-feira, 20, o Ministério da Educação já havia publicado portaria que autoriza estudantes de medicina e enfermagem, farmácia e fisioterapia a fazer estágio em unidades onde poderão auxiliar o combate à pandemia de coronavírus no país.
De acordo com o Ministério da Saúde, os estudantes serão alocados em unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento, rede hospitalar e comunidades, atuando exclusivamente nas áreas de clinica médica, pediatria, saúde coletiva e apoio às famílias, segundo as especificidades de cada curso.
A permissão será temporária, no período em que durar a emergência de saúde pública, e é válida para estudantes dos dois últimos anos dos cursos de enfermagem, farmácia e fisioterapia.
O ministro ainda confirmou que o governo federal está projetando junto com uma universidade e empresas, a produção de um respirador básico para ser distribuído no país e que vai auxiliar no tratamento de enfermos pelo novo coronavírus.
Durante a conversa ele disse que, devido à alta da demanda causada pela epidemia, o Brasil, assim como outros países enfrenta dificuldades para comprar desses respiradores, que são utilizados principalmente em pacientes internados em UTIs.
“Você sonha com uma Ferrari, mas nós estamos desenhando com a Coppe-Rio, com algumas unidades do Brasil de produção, um respirador, um fusquinha, pra que a gente possa ter com muita capilaridade”, afirmou Mandetta.
O ministro afirmou que atualmente o país têm duas empresas que produzem esse tipo de ventilador, que as duas estão produzindo na capacidade máxima e que o governo brasileiro barrou exportações desses equipamentos para que atendam à demanda interna.
Mandetta disse que o presidente Jair Bolsonaro está fazendo um “chamamento” para que empresas que tenham “similaridade” possam ajudar na produção de peças e no aumento da fabricação de ventiladores. O ministro disse ainda que vai avaliar a possibilidade de renovação automática do contrato de medidos que atuam no programa Mais Médicos.
Conteúdo: G1
Foto: Divulgação
O Estado do Amazonas já registra 26 confirmados do novo coronavírus, 25 deles são em Manaus e 1 em Parintins, (a 369 quilômetros da capital), que está internado numa Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em estado estável. Outros 24 casos já estão sendo investigados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen).
A informação foi divulgada neste domingo, 22, em coletiva on line da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) com a presença do secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, e da diretora-presidente do órgão, Rosemary Pinto.
De acordo com Rosemary, a partir desta segunda-feira, 23, o Hospital Pronto Socorro Delfina Aziz, zona Norte da capital, passará a atender apenas pacientes positivos com o novo Covid-19. A diretora confirmou ainda que a unidade médica já se encontra com um paciente internado com a doença.
O secretário Rodrigo Tobias, informou ainda que o Estado está recebendo novas demandas de Kits teste para realização do exame. A partir de agora serão divulgado apenas laudos confirmados, já que o Estado se encontra em fase de transmissão e todos são suspeitos.
“Agora que o país entrou em transmissão comunitária todas as pessoas passam a ser suspeitas. Não vamos divulgar mais casos suspeitos. Vamos focar nos casos confirmados 26 casos confirmados, sendo 25 em Manaus e um em Parintins. Cerca de 24 casos estão sendo investigados pelo laboratório Lacen”, afirmou Rosemery.
Rodrigo Tobias disse que a partir de agora todo o plano de contingência passa para nova fase onde a assistência vai assumir o papel de anunciar como o sistema de saúde vai oferta os cuidados para casos graves que precisam de emergência no Estado.
“Conforme o nosso plano de contingência e nesses casos mais graves, a partir desta segunda-feira,23, o Delphina Aziz vai estar de portas fechadas. Em caso de urgência vão para a UPA Campos Salles e os nossos SPAs. Toda a nossa equipe fica a disposição da população para atendimento médico. O Delphina só vai atender casos graves de urgência e emergência. Já temos 50 leitos de UTI e estamos expandindo mais 150 leitos de UTI, para trabalhar a necessidade de pacientes graves”, disse.
Augusto Costa e Ericles Albuquerque, para O Poder
Foto: Reprodução Facebook
O Estado do Amazonas já registra 26 confirmados do novo coronavírus, 25 deles são em Manaus e 1 em Parintins, (a 369 quilômetros da capital), que está internado numa Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em estado estável. Outros 24 casos já estão sendo investigados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen).
A informação foi divulgada neste domingo, 22, em coletiva on line da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) com a presença do secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, e da diretora-presidente do órgão, Rosemary Pinto.
De acordo com Rosemary, a partir desta segunda-feira, 23, o Hospital Pronto Socorro Delfina Aziz, zona Norte da capital, passará a atender apenas pacientes positivos com o novo Covid-19. A diretora confirmou ainda que a unidade médica já se encontra com um paciente internado com a doença.
O secretário Rodrigo Tobias, informou ainda que o Estado está recebendo novas demandas de Kits teste para realização do exame. A partir de agora serão divulgado apenas laudos confirmados, já que o Estado se encontra em fase de transmissão e todos são suspeitos.
“Agora que o país entrou em transmissão comunitária todas as pessoas passam a ser suspeitas. Não vamos divulgar mais casos suspeitos. Vamos focar nos casos confirmados 26 casos confirmados, sendo 25 em Manaus e um em Parintins. Cerca de 24 casos estão sendo investigados pelo laboratório Lacen”, afirmou Rosemery.
Rodrigo Tobias disse que a partir de agora todo o plano de contingência passa para nova fase onde a assistência vai assumir o papel de anunciar como o sistema de saúde vai oferta os cuidados para casos graves que precisam de emergência no Estado.
“Conforme o nosso plano de contingência e nesses casos mais graves, a partir desta segunda-feira,23, o Delphina Aziz vai estar de portas fechadas. Em caso de urgência vão para a UPA Campos Salles e os nossos SPAs. Toda a nossa equipe fica a disposição da população para atendimento médico. O Delphina só vai atender casos graves de urgência e emergência. Já temos 50 leitos de UTI e estamos expandindo mais 150 leitos de UTI, para trabalhar a necessidade de pacientes graves”, disse.
Augusto Costa e Ericles Albuquerque, para O Poder
Foto: Reprodução Facebook

Neste domingo, 22, quando se comemora o Dia Mundia Mundial da Água, todas as atenções estão voltadas para a luta contra o novo coronavírus (Covid-19) e um cuidado de higiene é fundamental para evitar pegar a doença e propagar o vírus da Sars-cov-2: lavar corretamente as mãos. Mas, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), duas em cada cinco pessoas em todo o mundo não têm instalações básicas para se lavar as mãos, de acordo com os dados mais recentes.
Conforme o Unicef, 40% da população mundial, ou 3 bilhões de pessoas, não têm lavatório com água e sabão em casa e quase três quartos das pessoas nos países menos desenvolvidos não têm instalações básicas para lavar as mãos em casa.
O Unicef afirma ainda que 47% das escolas, que abrigam 900 milhões de crianças em idade escolar, não têm um lavatório adequado.
Nos estabelecimentos de saúde de todo o mundo, 16% não tinham banheiros funcionais ou instalações para lavar as mãos nos pontos de atendimento onde os pacientes são tratados.
“Lavar as mãos com sabão é uma das coisas mais baratas e eficazes que você pode fazer para proteger você mesmo e os outros contra o coronavírus, bem como contra muitas outras doenças infecciosas. No entanto, para bilhões, mesmo as medidas mais básicas estão simplesmente fora de alcance”, disse Sanjay Wijesekera, diretor de Programas do Unicef.
O fundo apresentou ainda outros dados que mostram a precariedade dos serviços de saneamento básico em todo o mundo. Na África ao sul do Saara, 63% da população nas áreas urbanas, ou 258 milhões de pessoas, não têm acesso à lavagem das mãos. Na Ásia Central e Meridional, 22% da população nas áreas urbanas, ou 153 milhões de pessoas, não têm acesso à lavagem das mãos; quase 50% dos bengaleses urbanos, 29 milhões de pessoas, 20% dos indianos urbanos, ou 91 milhões de pessoas, carecem de instalações básicas para lavar as mãos em casa.
No Brasil
Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), na média brasileira, 83,5% da população é servida por rede de água e apenas 52,4% tem o esgoto coletado, do qual somente 46% é tratado, conforme os dados mais recentes divulgados em fevereiro. Esses percentuais pouco subiram nos últimos anos, ligando o alerta para a impossibilidade de se cumprir as metas de universalização do saneamento até 2033, conforme o Plano Nacional de Abastecimento (PlanSab), de 2013.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou estudo que prevê que quatro em cada 10 litros de água são perdidos no Brasil antes de chegar à população. Conforme a confederação, 34 milhões de brasileiros não têm água encanada e quase 40% dos recursos hídricos se perdem por desvios e infraestrutura deteriorada.
Novo marco do saneamento
Está na pauta do Senado a proposta do Novo Marco Regulatório do Saneamento Básico. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados no final de dezembro, pretende unificar as regras do setor sob o guarda-chuva da Agência Nacional de Águas (ANA).
O principal objetivo do projeto é abrir o mercado para a iniciativa privada, de modo a garantir recursos para a universalização do abastecimento de água e da coleta e tratamento do esgoto.
Conteúdo e Foto: Agência Brasil

Neste domingo, 22, quando se comemora o Dia Mundia Mundial da Água, todas as atenções estão voltadas para a luta contra o novo coronavírus (Covid-19) e um cuidado de higiene é fundamental para evitar pegar a doença e propagar o vírus da Sars-cov-2: lavar corretamente as mãos. Mas, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), duas em cada cinco pessoas em todo o mundo não têm instalações básicas para se lavar as mãos, de acordo com os dados mais recentes.
Conforme o Unicef, 40% da população mundial, ou 3 bilhões de pessoas, não têm lavatório com água e sabão em casa e quase três quartos das pessoas nos países menos desenvolvidos não têm instalações básicas para lavar as mãos em casa.
O Unicef afirma ainda que 47% das escolas, que abrigam 900 milhões de crianças em idade escolar, não têm um lavatório adequado.
Nos estabelecimentos de saúde de todo o mundo, 16% não tinham banheiros funcionais ou instalações para lavar as mãos nos pontos de atendimento onde os pacientes são tratados.
“Lavar as mãos com sabão é uma das coisas mais baratas e eficazes que você pode fazer para proteger você mesmo e os outros contra o coronavírus, bem como contra muitas outras doenças infecciosas. No entanto, para bilhões, mesmo as medidas mais básicas estão simplesmente fora de alcance”, disse Sanjay Wijesekera, diretor de Programas do Unicef.
O fundo apresentou ainda outros dados que mostram a precariedade dos serviços de saneamento básico em todo o mundo. Na África ao sul do Saara, 63% da população nas áreas urbanas, ou 258 milhões de pessoas, não têm acesso à lavagem das mãos. Na Ásia Central e Meridional, 22% da população nas áreas urbanas, ou 153 milhões de pessoas, não têm acesso à lavagem das mãos; quase 50% dos bengaleses urbanos, 29 milhões de pessoas, 20% dos indianos urbanos, ou 91 milhões de pessoas, carecem de instalações básicas para lavar as mãos em casa.
No Brasil
Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), na média brasileira, 83,5% da população é servida por rede de água e apenas 52,4% tem o esgoto coletado, do qual somente 46% é tratado, conforme os dados mais recentes divulgados em fevereiro. Esses percentuais pouco subiram nos últimos anos, ligando o alerta para a impossibilidade de se cumprir as metas de universalização do saneamento até 2033, conforme o Plano Nacional de Abastecimento (PlanSab), de 2013.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou estudo que prevê que quatro em cada 10 litros de água são perdidos no Brasil antes de chegar à população. Conforme a confederação, 34 milhões de brasileiros não têm água encanada e quase 40% dos recursos hídricos se perdem por desvios e infraestrutura deteriorada.
Novo marco do saneamento
Está na pauta do Senado a proposta do Novo Marco Regulatório do Saneamento Básico. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados no final de dezembro, pretende unificar as regras do setor sob o guarda-chuva da Agência Nacional de Águas (ANA).
O principal objetivo do projeto é abrir o mercado para a iniciativa privada, de modo a garantir recursos para a universalização do abastecimento de água e da coleta e tratamento do esgoto.
Conteúdo e Foto: Agência Brasil