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Suframa monitora possíveis impactos de estiagem

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A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), também está monitorando os possíveis impactos da estiagem sobre os rios do Amazonas e as consequências ao Polo Industrial de Manaus (PIM). De acordo com o superintendente em exercício da Suframa, Luiz Frederico Aguiar, que falou exclusivamente com o Portal O Poder, a primeira medida tomada pela autarquia, foi feita de forma conjunta com várias entidades, especialmente a Sedecti, do Serafim Correa, a Marinha, o Dnit, a Antac, o Ipaam, o Cieam e os representantes de práticos e pilotos aqui do Rio Amazonas.

“Isso ocorreu no início deste ano, em janeiro e fevereiro, com esse grupo de ação, com base no objetivo da prevenção de tratativas ligadas à dragagem da Enseada do Madeira e da região do Tabocal. Essa foi a primeira e mais importante iniciativa. A partir daí, a Suframa passou por várias reuniões com o Dnit, demonstrando a preocupação, pedindo apoio do coordenador da bancada, o senador Omar Aziz, que também solicitou ao governo federal e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deram uma especial atenção a este tema. E agora, no dia 19 de junho, nós tivemos a liberação da licitação da dragagem da Enseada do Madeira e da região do Tabocal, o que representa uma grande iniciativa. Esta foi a principal medida que a Suframa tomou para mitigar, reduzir os impactos da severa estiagem que nós poderemos ter este ano”, afirmou.

Em relação a Suframa ter algum balanço ou plano estratégico para ajudar as industrias a conseguir rotas alternativas para escoar seus produtos durante a estiagem, Frederico Aguiar foi enfático. “Este mesmo grupo, composto por Marinha, Dnít, Antac, Sedecti, Suframa, Ipaam, Cieam, Portos, etc., criou então um plano. O primeiro plano envolvia a batimetria do rio. E a Marinha entregou a batimetria, tanto da Enseada do Madeira, em abril, quanto do Tabocal, em maio, num tempo hábil, necessário para que a gente pudesse iniciar um processo de dragagem com segurança”, explicou.

Ele disse ainda que, esse foi o primeiro ponto e que tanto o Porto Chibatão quanto o Superterminais, providenciarão a instalação de portos flutuantes um pouco acima dessa região mais crítica, que poderá representar uma segurança maior para as mercadorias que irão passar nessa região.

“Além de que, o próprio porto de Itacoatiara poderá servir de base, numa possibilidade fluvial/rodoviária, para a gente escoar os nossos produtos daqui para o Brasil, tanto aqueles que chegam importados de outros lugares do mundo para a Amazônia. Então o plano envolveu tanto a questão da licitação do Dnit para a dragagem da Enseada do Madeira e do Tabocal, como a batimetria dessas duas regiões, que foi feita pela Marinha, e envolveu iniciativas do Dnit, de correr com a contratação para essa dragagem. O início dela (dragagem) deve acontecer já em setembro. Nós estamos muito gratos ao Dnit, ao André Martins, que tem nos auxiliado muito nisso. E, por fim, ao Ipaam, que também liberou a licença ambiental para que fosse feita a dragagem com rapidez, já em maio, e a todos os outros envolvidos. Então, essas são as iniciativas que nós tomamos e acreditamos que, com elas, vamos conseguir reduzir os impactos da seca aqui na região”, concluiu.

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

RR: Governo decreta emergência por estiagem severa

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Roraima registrou a morte de 6.734 bois por falta de pastagem em propriedades atingidas pela estiagem e o governo decretou situação de emergência nesta quinta-feira (20) em Boa Vista. A estimativa é que ao menos 48 mil hectares de pasto tenham sido perdidos no estado.

Entre os municípios afetados pela falta de alimento para o gado estão Amajari, Alto Alegre, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Iracema, Mucajaí, Pacaraima, Normandia e Uiramutã, segundo o governo.

Roraima enfrentou o período seco de outubro até abril. O estado liderou o número de focos de calor do país em 2024. Com a falta de chuvas, rios secaram – como o caso do Rio Branco, e houve ocorrências de incêndios florestais que consumiram casas, animais, a vegetação e espalhou fumaça poluída pelo ar.

O decreto cria o Programa Emergencial de Apoio à Pecuária Familiar e autoriza a contratação temporária de pessoal, dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços essenciais, e a convocação de voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre.

O levantamento do número de animais mortos é feito pelo Assistência Técnica e Extensão Rural (Iater) e o número pode ser ainda maior, pois as equipes ainda estão em campo visitando os produtores.

Mucajaí é o município mais atingido, de acordo com o levantamento, com mais de 50 mil hectares de pasto devastados. Iracema aparece em seguida, com 10 mil.

Durante uma coletiva à imprensa, o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), informou que a causa da perda do pasto e da morte do rebanho está relacionada à estiagem. Com a seca, focos de incêndio devastaram as pastagens e favoreceram o crescimento de ervas daninhas, o que resultou em um ambiente favorável para pragas — como lagartas conhecidas como lagarta-militar.

Para o combate às pragas e recuperação do pasto nas propriedades, o governo, por meio da Agência Desenvolve, vai fazer o repasse de R$ 1.750 aos produtores rurais. O valor será concedido por meio do programa Desenvolve Roraima e o teto máximo que cada produtor deve receber é de 5 hectares — o equivalente R$ 8.750.

Para conseguir o benefício, o produtor rural deve ter o diagnóstico do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Iater) que comprove o prejuízo. O governo pode comprar os insumos e fornecer diretamente ao produtor ou ele pode receber o dinheiro e no banco e compra na loja de preferência apresentando o cupom fiscal.

“É o valor suficiente hoje para comprar o adubo, para comprar a semente… ou seja, que é o que o governo está fazendo para fazer o benefício. Ou seja, todos serão beneficiados. Quando veio o inverno e começou a chuva, a lagarta atacou e comeu todo o capim. E essa pastagem não foi reaproveitada, ela morreu e vieram as ervas daninhas…”, explicou o governador de Roraima.

A medida visa não apenas a recuperação imediata, mas também a implementação de práticas sustentáveis que garantam a resiliência das comunidades rurais diante de futuras adversidades.

 

 

Com informações do G1RR

Licitação de dragagem do Tabocal é marcada

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O Ministério dos Transportes confirmou nesta sexta-feira, 21, no Diário Oficial da União (DOU), o Aviso de Licitação do Pregão Eletrônico nº90197/2024 – UASG 393003, com a contratação de empresa especializada na prestação de serviços de execução do Plano de Dragagem de Manutenção Aquaviária e Sinalização Náutica do Rio Amazonas.

As obras serão realizadas no trecho situado entre Manaus e Itacoatiara, na região do Tabocal e a foz do Rio Madeira.

No ano passado, para facilitar o escoamento de cargas e produtos da região, foram realizados serviços de dragagem emergencial no Rio Madeira, assim como o transporte de pessoas no Amazonas.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Pioneirismo: UEA ofertará doutorado em Direito Ambiental da Amazônia Ocidental

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Em uma conquista histórica e que reforça o compromisso da instituição com o fortalecimento do ensino na região, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) ofertará o curso de doutorado em Direito Ambiental da Amazônia Ocidental. A iniciativa marca um importante avanço na área da pós-graduação e cria oportunidades de capacitação para a sociedade amazonense.

Ao destacar o pioneirismo da instituição, o reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, afirma que a aprovação do curso é um reconhecimento do trabalho realizado pela gestão superior da universidade. “Recebemos esse curso com muito orgulho e satisfação. Este é um marco extremamente importante para a UEA e reforça nosso compromisso em oferecer, continuamente, melhores oportunidades e recursos para nossos estudantes,” disse o reitor.

O novo doutorado será oferecido pelo Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental (PPGDA) da UEA, sob a coordenação do Prof. Dr. Erivaldo Filho. O edital para a seleção dos alunos deve ser lançado ainda este ano, com a previsão de 15 vagas.

O ouvidor-geral da UEA, Prof. Dr. Eid Badr, destacou a importância histórica da aprovação do doutorado. “A aprovação unânime pelo Conselho Nacional de Educação e pelo MEC é motivo de orgulho para a UEA. Este é o primeiro curso de doutorado em Direito da Amazônia Ocidental. Agradecemos o apoio do reitor, professor André Zogahib, e do pró-reitor de pesquisa e pós-graduação, professor Roberto Mubarac. Em breve, lançaremos o edital para as 15 vagas deste novo curso,” afirmou.

Programa consolidado

O Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental (PPGDA) existe há 20 anos e oferta o mestrado em Direito Ambiental desde 2004. A expansão para incluir um doutorado foi aprovada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A portaria autorizando o curso foi publicada no dia 19 de junho de 2024 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e pelo Ministério da Educação (MEC).

A chefe de gabinete e membro da Ouvidoria da UEA, Prof.ª Dra. Patrícia Attademo, destacou os avanços da UEA no âmbito da pós-graduação. “A criação do doutorado em Direito Ambiental é especialmente relevante em face dos desafios climáticos e ambientais que a Amazônia enfrenta, reforçando o papel da UEA como defensora do meio ambiente”, disse Attademo.

 

 

Com informações da assessoria

Codam aprova R$ 698 milhões em investimento para o Polo Industrial de Manaus

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A 308ª reunião ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam), realizada nesta quinta-feira, 20, aprovou 44 projetos industriais que somam investimentos estimados em R$ 698 milhões. Esses projetos preveem a criação de 991 empregos nos próximos três anos, além da realocação de 403 postos de trabalho dentro das próprias indústrias. A solenidade foi conduzida virtualmente no auditório da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), localizada no bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus, sob a presidência do titular da pasta, Serafim Corrêa.

Dos 44 projetos aprovados, 15 são de implantação, 27 de diversificação e dois de atualização. As empresas têm um prazo de até três anos para implementar os projetos aprovados, conforme a legislação vigente.

“O Codam é um grande fórum do Estado do Amazonas para discutirmos desenvolvimento. Ele tem a responsabilidade, na sua pluralidade, de apreciar, aprovar e até mesmo rejeitar projetos que sejam submetidos ao seu crivo. No dia de hoje, a alegria de termos aprovado 44 projetos com investimentos de quase R$ 700 milhões e geração de quase 1000 novos empregos,” destacou o titular da Sedecti, Serafim Corrêa.

Destaques

Na pauta de projetos aprovados destacam-se diversas iniciativas significativas para o desenvolvimento industrial no Amazonas. A Yamaha Motor da Amazônia se destaca com um investimento previsto de R$ 13,9 milhões em um projeto de diversificação voltado para a produção de motonetas elétricas, resultando na criação de 147 novos empregos. 

A Cal Comp Indústria e Comércio de Eletrônicos e Informática Ltda também apresenta um projeto ambicioso, com um aporte de aproximadamente R$ 83 milhões para a fabricação de televisores em cores com tela de cristal líquido, que deverá gerar 66 novos empregos e realocar outros quatro. Outro destaque é a Venttos Indústria e Comércio de Componentes Eletrônicos Ltda, que planeja investir R$ 81,9 milhões na implantação de uma linha de produção de condicionadores de ar “split system”, prevendo a criação de 162 novos postos de trabalho. 

A Salcomp Industrial Eletrônica da Amazônia Ltda está envolvida em dois projetos de diversificação, com um investimento total de R$ 77,7 milhões destinados à fabricação de fontes de alimentação para luminárias de lâmpadas LED e carregadores de bateria para “smartwatch”, o que resultará na geração de 39 novos empregos e na realocação de 91 trabalhadores. 

Panorama do PIM

Durante o evento, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico da Sedecti, Gustavo Igrejas, apresentou um panorama do Polo Industrial de Manaus (PIM), conforme dados da Superintendência da Zona Franca da Manaus (Suframa). Entre janeiro e março de 2024, o PIM alcançou um faturamento de 9,5 bilhões de dólares, representando um crescimento de 10,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

“O faturamento da Zona Franca de Manaus este ano começou com cerca de 10,4 bilhões de dólares nos três primeiros meses. Isso nos leva a projetar que podemos chegar muito perto do nosso recorde de faturamento, que foi de 41 bilhões de dólares em 2011. Este ano, a tendência é que alcancemos cerca de 40 bilhões de dólares ou até ultrapassemos esse valor. Os nossos principais setores continuam sendo os tradicionais: bens de informática e o setor de eletroeletrônica. Quem tem se destacado e retornado ao seu patamar histórico de produção é o setor de duas rodas, impulsionado principalmente pelas motocicletas”, afirmou Igrejas.

Os principais produtos fabricados no PIM incluem motocicletas (15,1%), TVs LCD/OLED (11,5%), celulares (8,5%), placas para bens de informática (6,5%), condicionadores de ar “split” (6,3%) e concentrados (5,6%). A média de mão de obra em 2024 no Polo Industrial de Manaus é de 116,4 mil trabalhadores.

Em 2024, já foram contabilizados 114 projetos aprovados, demonstrando uma tendência positiva e consistente. O ano de 2023 destacou-se com a aprovação de 257 projetos, o maior número desde 2015. As expectativas para o segundo semestre de 2024 são ainda mais otimistas, com projeções indicando um desempenho superior ao do primeiro semestre.

Participantes

A reunião contou com a participação remota de diversas autoridades e representantes de entidades, incluindo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo; o superintendente-adjunto Executivo da Suframa, Luiz Frederico Aguiar; o diretor executivo da Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio), Igo Viana; além de representantes da Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Prefeitura de Manaus, Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Secretaria de Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Setemp), Federação da Agricultura do Estado do Amazonas, Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial de Amazonas, e Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado do Amazonas.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Divulgação

Gás mais caro do país gera preocupação para governantes

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A Região Norte enfrenta um diferencial significativo de preços dos derivados de petróleo no Brasil. Em relação aos preços finais ao consumidor, verifica-se que tanto a gasolina comum quanto o diesel S10 apresentaram valores aproximadamente 5% superiores em comparação com outras regiões ao longo dos últimos 12 meses. Destaca-se que, no caso da gasolina, esse diferencial chegou a atingir mais de 8% em novembro do ano passado. Tal comportamento de preços diferenciados também se estende ao gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha.

A segunda região com menor renda per capita do País, superada apenas pelo Nordeste, arca com os maiores preços dos combustíveis no âmbito nacional. Esta situação é particularmente preocupante no caso do GLP, um insumo tão necessário à população mais  pobre.

Ao avaliar a questão, existem alguns pontos importantes que devem ser levados em consideração. O primeiro deles diz respeito às distâncias na Região Norte. Essa região é extensa, com dificuldades de deslocamento na maior parte de seu território, sendo parte dele acessível apenas por transporte fluvial, o que pode ser ainda mais complicado nos períodos chuvosos. Assim, de um lado, temos um custo de transporte que deve ser considerado; de outro, uma proteção natural contra a concorrência na formação de preços. Quem abastece determinada área da região passa a usufruir de uma vantagem significativa na formação dos preços, sendo protegidos dos concorrentes pelas grandes distâncias.

Vale observar também que a região conta com apenas uma refinaria, a antiga Refinaria de Manaus (de 1957). Originalmente privada (Refinaria Isaac Sabbá), passou à Petrobras (REMAN) nos anos 1970 e foi privatizada novamente ao apagar das luzes do governo Bolsonaro, em novembro de 2022, sendo adquirida pelo grupo Atem e renomeada como REAM (Refinaria da Amazônia). A partir de meados dos anos 1990, essa refinaria foi modernizada e teve sua capacidade de processamento ampliada de 5 mil para 47 mil barris/dia. Inicialmente, a refinaria foi concebida para abastecer todos os estados da Região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima), com exceção do Tocantins. No entanto, sua sua produção atual mal atende à demanda do Amazonas, e uma parcela considerável do consumo regional continua a ser suprida por meio de importações.

O grupo Atem, que assumiu a refinaria, manteve seu centro de atividades no transporte e na comercialização de derivados na região. Como resultado, grande parte do consumo regional é complementada por importações, e o grupo aparenta ter pouco interesse em fazer os investimentos necessários para ampliar sua capacidade de produção.

A proximidade da Região Norte com a área produtora do Golfo do México, nos EUA, facilita a importação de derivados. No entanto, é relevante destacar que, durante o surto de importações em 2023, o Porto de Manaus registrou uma entrada significativa de diesel russo, apesar da distância percorrida. E esse processo seguiu em 2024. Entre janeiro e abril de 2024, o Brasil registrou importações totais de aproximadamente 2,74 bilhões de dólares. Deste montante, 1,7 bilhão (64,1%) foram provenientes da Rússia.

O Porto de Manaus desempenhou um papel significativo, sendo a porta de entrada para 474 milhões de dólares em importações de diesel russo, o que corresponde a 17,3% do total geral das importações e a 27,0% do total de diesel russo importado pelo Brasil, de acordo com os dados disponíveis no Comex Stat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A REAM, ao importar derivados, mira fortemente o Preço de Paridade de Importação (PPI) como principal referência para determinar seus preços. Contudo, desde que a Petrobras adotou uma política mais ativa para estabilizar os preços da gasolina (a partir de outubro de 2023) e do diesel (a partir de dezembro de 2023), a REAM passou a reduzir os seus diferenciais de preços em relação ao PPI, especialmente no caso do diesel.

Possivelmente, para diversos estados como Pará e Amapá (que recebem suprimentos via transporte marítimo) e Rondônia e Acre (abastecidos pelo Centro-Oeste), a Petrobras oferece uma capacidade competitiva significativa, levando a REAM a moderar seus diferenciais de preços. Entretanto, os demais estados do Norte estão dependentes da oferta da refinaria de Manaus, ou seja, de um quase monopólio regional privado.

A questão do abastecimento regional a preços menores é fundamental para o desenvolvimento da Região Norte. A operação com preços mais baixos exigiria, em alguma medida, o suprimento da demanda local a partir da própria região, devido aos elevados custos de transporte e às grandes distâncias envolvidas. Isso também  pressupõe a ampliação da capacidade de refino local e a implementação de uma política de preços nacionalizada que não permita a exploração das distâncias para práticas monopolistas de preços na região.

Assim, o planejamento do abastecimento regional, especialmente em relação à demanda futura, exige a articulação de uma política de desenvolvimento regional com uma política que garanta a provisão de derivados de petróleo para o Norte do País. Essa política, além de assegurar o fornecimento de tais produtos, deve garantir a estabilidade dos preços, evitando flutuações bruscas e margens de rentabilidade que comprometam a viabilidade econômica de outros negócios dependentes desses insumos. Isso só poderia ser alcançado de forma efetiva por uma empresa que garanta o fornecimento à região, embasada em uma visão estratégica e de longo prazo.

Entretanto, essas questões estão ainda em fase preliminar de discussão e exigem uma combinação coerente entre uma estratégia nacional de produção e abastecimento de derivados de petróleo e uma política de desenvolvimento regional. É essencial que o objetivo de ampliar a capacidade local de refino esteja nitidamente delineado na formulação dessas políticas; contudo, hoje, podemos observar que isso ainda não é uma realidade. E essa integração de políticas públicas não é tão simples, dado que requer necessariamente uma concertação efetiva entre agentes públicos e privados, levando em consideração uma gama de fatores de ordem regional, nacional e internacional.

 

Da Redação com informações de Carta Capital 

Foto: Divulgação

Muito acirradas, vagas do STJ serão decididas em votação secreta

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O Superior Tribunal de Justiça decidiu adotar um sistema de votação para definir suas questões internas, incluindo a formação de duas listas das quais sairá o nome dos seus próximos integrantes.

A deliberação foi feita por unanimidade de votos pelo Pleno do tribunal, que reúne todos os seus integrantes. A sugestão foi apresentada pela presidente da corte, ministra Maria Thereza de Assis Moura.

O sistema adotado foi desenvolvido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal e já foi usado em outras votações — por exemplo, na última eleição para a diretoria da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Por meio dele, o STJ vai formar listas tríplices para preencher as vagas deixadas em aberto pela aposentadoria das ministras Laurita Vaz e Assusete Magalhães. Elas são destinadas a membro do Ministério Público e da Justiça Federal, respectivamente.

A corte ainda não firmou data para a votação.

Voto secreto

As vantagens para o tribunal são semelhantes às da urna eletrônica para o eleitorado brasileiro: o sistema garante apuração rápida e segura e, principalmente, preserva o sigilo do voto.

A votação será feita por meio de um computador, não de uma urna.

Até então, a definição das listas com os nomes para ocupar cargo de ministro eram feitas em votação em cédulas de papel. A apuração era comandada por uma comissão composta por ministros, com contagem manual.

Já houve problemas, ainda que mínimos. Na última vez que essa votação foi necessária, foi necessária uma recontagem dos votos durante um dos escrutínios.

Normalmente, a formação da lista exige diversos rounds de votação. Os ministros escolhem seus preferidos e fixam um desempenho mínimo para integrar a lista.

Se as vagas não são preenchidas de primeira, há novas e sucessivas votações até que a lista seja formada.

Foi por conta dessas especificidades que ministros procuraram a presidente Maria Thereza de Assis Moura para tratar do tema.

 

 

Com informações do Conjur

Marina vem a Manaus pressionada por licença da BR-319

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Nesta quinta-feira, 20, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, participa, em Manaus, do lançamento do “8° Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa – EA Lusófono”. O evento promovido pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), acontece a partir das 8h, no auditório da reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

A visita à capital amazonense acontece em um momento complicado. A ministra está sendo pressionada para licença da BR-319.

O assunto colocou Marina Silva em rota de colisão com a bancada de parlamentares do Amazonas porque os pareceres do Ibama estariam vetando o asfaltamento da rodovia sob justificativa de que pode causar impacto socioambiental.

No início deste ano, o senador Omar Aziz (PSD) e o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), chegaram a criticar as declarações da ministra Marina Silva contra o asfaltamento do trecho do meio (400 quilômetros) da BR-319.

 

 

Da Redação

Governo Federal atende ao pleito de Wilson Lima e assina editais para iniciar dragagem de rios

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O Governo Federal atendeu ao pleito do governador do Amazonas, Wilson Lima, e assinou, na noite desta quarta-feira (19/06), em Brasília, a publicação de editais para contratação das dragagens de trechos dos rios Amazonas e Solimões. A previsão é de que a estiagem deste ano seja tão ou mais intensa quanto a de 2023.

“Felizmente temos uma resposta positiva do Governo Federal, do Ministro Silvio Costa, e também de toda a sua equipe, no sentido de iniciar esse processo para minimizar os impactos da seca que nós vamos ter este ano”, disse Wilson Lima. “Nós teremos uma estiagem muito severa, provavelmente superior a do ano passado. E é importante que haja essa mobilização por parte do Governo Federal para garantir a trafegabilidade nos nossos rios”, acrescentou.

Serão investidos R$ 505 milhões em obras para recuperar a capacidade de navegação dos rios, essencial no transporte de pessoas e no escoamento de mercadorias. A assinatura foi viabilizada pelos ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes, por meio dos ministros Silvio Costa Filho e Renan Filho.

O edital prevê a contratação das dragagens em quatro trechos: Manaus-Itacoatiara; Coari-Codajás; Benjamin Constant-Tabatinga; Benjamin Constant-São Paulo de Olivença.

Cobrança

A dragagem atende um pleito do governador que, desde o início do ano, vem se reunindo com ministros de Estado, a exemplo dos ministérios de Portos e Aeroportos, de Integração e Desenvolvimento Regional e de Meio Ambiente e Mudança do Clima, solicitando apoio na antecipação de ações, além de encontro com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A dragagem de um rio consiste em remover sedimentos e resíduos decantados no fundo, que reduzem sua profundidade e prejudicam a navegabilidade.

A dragagem evita que a seca dos rios tenha um impacto significativo e negativo na Zona Franca de Manaus e no comércio local. Para o Polo Industrial, a estiagem afeta a logística, aumenta os custos de transporte, prejudica o abastecimento de água e acarreta desafios ambientais e socioeconômicos. E para o comércio local, causa dificuldades no abastecimento, eleva os custos operacionais, aumenta os preços e pode resultar na redução das vendas.

Na primeira quinzena de maio, o governador anunciou a emissão de licenças ambientais para a dragagem em quatro trechos de rios do Amazonas.

No domingo (16/06), Wilson Lima também cobrou o Governo Federal durante ligação aos ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos). Na segunda-feira (17/06), o governador esteve em Brasília e aproveitou, também, para reiterar os pedidos de ações de combate às queimadas e para o enfrentamento da estiagem em 2024.

Defesa Civil

A Defesa Civil também tem realizado, desde o mês de janeiro, reuniões com setores como indústria e comércio, poderes públicos, empresas de telecomunicações e concessionárias de água e energia para fornecer informações e coordenar ações de prevenção diante da possibilidade de outra severa estiagem em 2024.

Situação de emergência

Durante a assinatura do edital, na qual o governador participou de forma on-line, Wilson Lima anunciou que no mês de julho o Governo do Amazonas irá decretar Estado de Emergência em três calhas: Solimões, Juruá e Purus. O objetivo, segundo o governador, é iniciar as tratativas com ministérios e outros órgãos do Governo Federal para iniciar ações de ajuda às famílias afetadas.

 

 

Da Redação, com informações da Secom

Foto: Divulgação

Avança projeto de lei que legaliza cassinos e bingos

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Nesta quarta-feira, 19, a CCJ – Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o PL 2.234/22 que legaliza a operação de cassinos, bingos e jogo do bicho no Brasil.

A proposta estabelece regras específicas para a concessão de licenças, fiscalização e operação dos estabelecimentos de jogos, além de criar um órgão regulador para supervisionar o setor. O projeto também inclui medidas de proteção aos jogadores, como programas de prevenção ao vício em jogos de azar.

O relator do projeto, senador Ciro Nogueira, defendeu a legalização, argumentando que a regulamentação desses jogos pode gerar empregos, aumentar a arrecadação de impostos e impulsionar o turismo no país.

Apesar do apoio de alguns senadores, o projeto enfrenta resistência de setores que apontam os riscos sociais associados à legalização, como o aumento da dependência do jogo e os impactos negativos na vida das famílias dos jogadores.

Texto

Originário da Câmara dos Deputados, o PL foi inicialmente apresentado em 1991. No Senado, tramita desde 2022.

A proposta permite a instalação de cassinos em polos turísticos ou em complexos integrados de lazer, como hotéis de alto padrão, restaurantes, bares e locais para eventos culturais. Até o momento, 38 emendas foram apresentadas ao texto.

Segundo a proposta, cada Estado e o DF poderão ter um cassino, com exceção de São Paulo, que poderá ter até três, e Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas e Pará, que poderão ter até dois, devido à população ou ao território.

Cassinos também poderão ser instalados em embarcações marítimas (limitados a dez no país) e navios fluviais com pelo menos 50 quartos, respeitando limites específicos conforme a extensão dos rios.

Para operar, cada cassino precisará comprovar um capital social mínimo integralizado de pelo menos cem milhões de reais. O credenciamento valerá por 30 anos, renováveis por igual período.

Tramitação

O projeto, agora, segue para votação no plenário do Senado. Se aprovado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

 

Da Redação com informações do site Migalhas 

Foto: Divulgação