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Moraes nega prisão domiciliar a Bolsonaro após laudo da PF

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta segunda-feira, 2, o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Ele cumpre pena em regime fechado na Papudinha, em Brasília.

A defesa alegou que Bolsonaro apresenta um quadro clínico complexo, com múltiplas comorbidades, e pediu a conversão da pena para prisão domiciliar por razões humanitárias.

No entanto, Moraes concluiu que não estão presentes os requisitos exigidos pela jurisprudência da Corte para esse tipo de benefício.

Bolsonaro está custodiado em Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda. Em decisão anterior, o ministro havia determinado que o ex-presidente fosse submetido a uma junta médica oficial para avaliar se o quadro de saúde seria compatível com o regime fechado.

Segundo laudo da PF (Polícia Federal) citado por Moraes ao negar a prisão domiciliar nesta segunda (2), Bolsonaro apresenta as seguintes condições de saúde:

  • Hipertensão arterial sistêmica;
  • Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) grave;
  • Obesidade clínica;
  • Aterosclerose sistêmica;
  • Doença do refluxo gastroesofágico;
  • Queratose actínica;
  • Aderências (bridas) intra-abdominais

A perícia concluiu que as doenças estão sob controle clínico e medicamentoso e que não há necessidade de transferência para hospital.

“Diferentemente do alegado pela Defesa, as condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas”, escreveu Moraes.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

TSE decide nesta segunda regras sobre propaganda eleitoral na internet

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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) analisa nesta segunda-feira, 2, as resoluções que vão disciplinar as eleições de 2026. A sessão, marcada para às 19h, vai apreciar regras sobre registro de candidaturas, ilícitos eleitorais e, a mais esperada, propaganda eleitoral.

As minutas das resoluções foram divulgadas em janeiro e, no início deste mês, o TSE realizou audiências públicas para receber contribuições da sociedade civil, organizações e do Ministério Público Eleitoral.

Mais de 1.400 sugestões foram encaminhadas e analisadas pelas áreas técnicas antes da elaboração das versões finais que serão votadas em plenário.

Embora ainda devam sofrer ajustes, a tendência é que não haja mudanças substanciais. Por isso, o conteúdo já conhecido das minutas é um indicativo relevante das regras que devem vigorar em 2026.

Um dos pontos que mais chamaram atenção foi a ausência de novas regras sobre o uso de IA (Inteligência Artificial).

Como mostrou a CNN Brasil, a minuta não trouxe atualizações sobre o tema, apesar de o TSE, sob a presidência da ministra Cármen Lúcia, ter iniciado em 2025 estudos para antecipar riscos relacionados à IA, após a disseminação de vídeos hiper-realistas produzidos por sistemas generativos.

Nas eleições municipais de 2024, o TSE regulou pela primeira vez o uso de IA na propaganda, proibindo deepfakes e restringindo robôs. Dois anos depois, as minutas mantiveram as mesmas regras. Durante as audiências públicas, esse foi um dos temas mais recorrentes.

O procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves, por exemplo, propôs multa de até R$ 30 mil para quem divulgar desinformação em propaganda com conteúdo fabricado ou manipulado, inclusive por IA.

Também foram sugeridas regras mais rígidas de transparência para plataformas e sistemas de IA, com relatórios auditáveis, critérios mais claros sobre conteúdos sintéticos e fiscalização reforçada de anúncios políticos.

As minutas também tratam de forma limitada do enfrentamento à desinformação, mas ampliam a responsabilização das plataformas.

Pela norma atualmente em vigor, as empresas só respondem por conteúdo de terceiros se descumprirem ordem judicial de remoção. Em junho de 2025, porém, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento que amplia essa responsabilização.

Em linha com essa decisão, a proposta do TSE determina que conteúdos que ataquem as urnas eletrônicas ou incentivem atos antidemocráticos deverão ser removidos imediatamente pelas plataformas, mesmo sem decisão judicial. O descumprimento pode gerar responsabilização.

Outra alteração está no impulsionamento de conteúdo na pré-campanha. A nova redação exige identificação inequívoca do patrocínio e obriga as plataformas a manter repositório público com informações sobre esses anúncios. A minuta também permite o impulsionamento de conteúdo crítico ao governo federal nesse período.

Durante as audiências, o PT pediu a revisão desse dispositivo, sob o argumento de que a regra poderia gerar desequilíbrio ao permitir críticas patrocinadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem ele poder fazer postagens semelhantes contra adversários, sob o risco de configurar propaganda eleitoral antecipada.

Além disso, a minuta também define que juízes eleitorais deverão observar decisões do TSE e consultar um repositório de julgados da Corte ao analisar publicações com informações falsas ou gravemente distorcidas sobre urnas ou o processo eleitoral.

A proposta restringe ainda a remoção de perfis: a exclusão só poderá ocorrer se o usuário for comprovadamente falso (como robôs) ou se as publicações estiverem ligadas à prática de crimes. Este dispositivo também foi alvo de questionamentos nas audiências.

Regras já aprovadas

Na última quinta-feira, o TSE já aprovou sete resoluções para 2026. A maior parte do conteúdo das minutas foi mantida, mas houve um recuo relevante após críticas, nas audiências públicas, sobre o uso do fundo eleitoral nas candidaturas femininas.

A minuta previa que despesas com prevenção e combate à violência política contra a mulher, incluindo contratação de segurança para candidatas, poderiam ser contabilizadas dentro da cota mínima de 30% destinada às mulheres.

Ministério Público Eleitoral e organizações apontaram risco de que partidos inflassem esse tipo de gasto para cumprir formalmente o percentual, reduzindo os recursos destinados efetivamente para as campanhas e para a promoção da candidata.

Após as audiências, o relator retirou do texto a autorização expressa para que essas despesas fossem abatidas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Os gastos continuam sendo considerados eleitorais, mas deixaram de contar explicitamente para o cumprimento dos 30%, reduzindo o alcance da proposta inicial.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

Dois ministros aposentados receberam em 3 meses R$ 2,7 mi de penduricalhos do STM

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Dois ministros do Superior Tribunal Militar (STM) receberam, juntos, R$ 2,7 milhões em penduricalhos, ao longo de três meses. O valor foi pago entre novembro de 2025 e janeiro deste ano, segundo a folha de pagamento do Tribunal.

Os ministros Marco Antônio de Farias e Odilson Sampaio Benzi receberam R$ 2.791.574,79 de bônus nesses três meses. A Corte afirmou que os pagamentos são amparados por lei, acumulados ao longo da carreira dos ministros e “quitados por ocasião da aposentadoria”.

Aposentado em outubro de 2025, Farias recebeu R$ 1.336.586,62 em bônus nos três meses seguintes. Veja o total de cada mês:

  • Novembro/25: R$ 509.625,61
  • Dezembro/25: R$ 420.306,64
  • Janeiro/26: R$ 406.654,37

O Ministro recebeu seis bonificações em novembro, quatro em dezembro e três em janeiro. Os pagamentos variam entre adicional por tempo de serviço, licença compensatória, gratificação natalina, gratificação por exercício cumulativo de jurisdição sem previdência, licença-prêmio e ajuda de custo.

Maior pagamento de bônus a Farias foi referente à licença-prêmio, que somou R$ 909,9 mil em três meses. Além desse benefício, ele também recebeu o total de R$ 15.616,29 em adicional por tempo de serviço e R$ 352.383,03 em ajuda de custo por três meses, enquanto os outros benefícios foram pagos apenas em novembro.

Benzi recebeu R$ 1.454.988,17 em penduricalhos no período. Os totais mensais são:

  • Novembro/25: R$ 606.710,13
  • Dezembro/25: R$ 441.516,76
  • Janeiro/26: R$ 406.761,28

Aposentado em novembro de 2025, Benzi recebeu nove penduricalhos no seu último mês de trabalho. Entre os bônus estão adicional por tempo de serviço e de permanência, licença compensatória, auxílio-alimentação, gratificação natalina, gratificação por exercício cumulativo de jurisdição sem previdência, indenização por férias, licença-prêmio e ajuda de custo.

Comparado a pagamentos anteriores, os dois ministros receberam mais em três meses do que ao longo de um ano. De outubro de 2024 a outubro de 2025, Benzi e Farias receberam, somando salários e bônus, R$ 1,1 milhão cada um.

 

Com informações de UOL Notícias

Conflito no Oriente Médio escala, envolve 11 países e causa apreensão mundial

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A guerra protagonizada pelos Estados Unidos, por Irã e Israel entra em seu terceiro dia nesta segunda-feira, 2, após o fim de semana de crescentes hostilidades. O confronto impactou diretamente ao menos 11 países e promete se estender pelos próximos dias.

O conflito começou a escalar no sábado, 28, após um ataque coordenado por Washington e Tel Aviv, que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Em retaliação, Teerã lançou ofensivas contra bases militares americanas instaladas no Oriente Médio.

Até o momento, o saldo é de centenas de mortos e um rastro de destruição em diferentes países. Segundo a mídia estatal iraniana, a ofensiva de sábado deixou ao menos 200 mortos e mais de 700 feridos. Em Israel, nove morreram e cerca de 20 ficaram feridos em um bombardeio de Teerã a um prédio residencial.

Os Estados Unidos registraram as primeiras baixas militares, com a morte de três soldados em um ataque ao porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico. Em pronunciamento nesse domingo, o presidente Donald Trump afirmou que “possivelmente” novas mortes devem ocorrer e prometeu vingança.

Os ataques retaliatórios do Irã alcançaram ao menos nove países. São eles: Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã. Os Emirados Árabes informaram três óbitos decorrentes da ofensiva iraniana, enquanto, no Kuwait, uma pessoa morreu. No Bahrein, destroços de um míssil interceptado causaram a morte de um trabalhador.

Temor de escalada

O aumento das tensões causa apreensão ao redor do globo. Trump sinalizou que as operações não devem parar até que “todos os objetivos sejam atingidos”. Ele não deixou claro quais seriam as metas do governo americano na região.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou para o risco real de uma escalada ainda maior. “Por isso, uma transição credível no Irã é urgentemente necessária. Uma solução que restabeleça a estabilidade e abra caminho para uma solução duradoura”, ressaltou a líder europeia.

O Reino Unido ofereceu suas bases para os Estados Unidos lançarem ataques “defensivos”, destinados a destruir mísseis iranianos e lançadores de mísseis. De acordo com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o país não participará de ataques, mas aceitou que os EUA usem a estrutura.

Sucessão no Irã

  • A morte de Ali Khamenei provocou protestos e comemorações ao redor do mundo.
  • O Irã deu início ao processo de sucessão com a nomeação do aiatolá Alireza Arafi como membro jurista do Conselho dos Guardiões.
  • O órgão é responsável por comandar o país de forma interina até a escolha do novo líder.
  • Junto dele, assumem o controle temporário o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o chefe do judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei.
  • Autoridades iranianas apostam em uma rápida transição. De acordo com ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, o novo líder supremo deve ser escolhido em “um ou dois dias”.

Na noite de domingo, o conflito ganhou um novo capítulo com trocas de hostilidades entre o Líbano e Israel. O grupo radical Hezbollah reivindicou um ataque contra uma base militar em Haifa, ao norte de Israel. As Forças de Defesa israelense iniciaram ataques contra alvos do grupo em todo o Líbano. O exército israelense alega que o Hezbollah “opera em nome do regime iraniano”.

A ofensiva interrompe o cessar-fogo que estava em vigor desde novembro de 2024.

Efeitos

Além das perdas humanas e danos em infraestruturas, o conflito no Oriente Médio já traz efeitos econômicos e transtornos em todo o mundo. Centenas de voos foram cancelados e milhares de passageiros ficaram retidos em aeroportos em razão dos ataques. Os bombardeios provocaram caos em terminais internacionais.

Aeroportos em Dubai, Abu Dhabi e Doha, fundamentais para conexões entre Europa, África e Ásia, foram diretamente afetados pelos ataques. A estimativa é de que pelo menos 90 mil pessoas realizem conexões diárias nesses terminais.

No campo econômico, o preço do petróleo avançou 10% neste domingo, chegando a aproximadamente US$ 80 por barril, enquanto analistas projetam que a cotação pode chegar a US$ 100 em meio ao acirramento do conflito.

Segundo a agência de notícias Reuters, após Teerã alertar embarcações sobre a travessia, a maioria dos armadores de petroleiros, grandes companhias de petróleo e empresas comerciais interromperam o transporte de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação

TCE-AM aceita denúncia contra Prefeitura de Tabatinga e apura irregularidades ocultas

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TCE_-AM suspendeu a abertura do ano letivo da Escola de Contas, em que contaria com a presença de 600 pessoas

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) aceitou os autos de representação com pedido de medida cautelar em desfavor da Prefeitura Municipal de Tabatinga para apuração de possíveis irregularidades praticadas pela administração pública direta.

A representação foi interposta pelo senhor Jhonathan Bemerguy Rocha. Não foram divulgados nos autos os detalhes do processo, sobre as irregularidades que foram apontadas no pedido de medida cautelar.

O TCE reforça que a representação pode ser apresentada por qualquer pessoa, órgão ou entidade, pública ou privada. É necessário que se afirme ou se requeira a apuração de ilegalidade ou má gestão.

A representação foi aceita pela Conselheira-Presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins Rodrigues. O relator, designado para o caso, foi o conselheiro Érico Xavier Desterro e Silva.

Confira o documento aqui:

 

Da Redação

‘Esse será o melhor ano da Zona Franca’, afirma Roberto Cidade na celebração dos 59 anos do modelo econômico

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Hoje é um dia de orgulho para o Amazonas. A Zona Franca de Manaus completa 59 anos consolidada como o modelo de desenvolvimento regional mais bem-sucedido do país. Para o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (UB), a data representa muito mais que um aniversário simbólico.

“É a prova concreta de que esse modelo deu certo. São quase seis décadas gerando emprego, renda e oportunidades para o nosso povo”, destacou.

Atualmente, a Zona Franca reúne mais de 500 indústrias em atividade e é responsável por mais de 400 mil empregos diretos e indiretos. O Polo Industrial de Manaus coloca a capital amazonense entre as maiores economias do Brasil, fortalecendo não apenas o Estado, mas toda a Região Norte.

Roberto Cidade ressaltou ainda que o modelo alia crescimento econômico à preservação ambiental.

“Temos aqui uma indústria limpa, que gera riqueza e, ao mesmo tempo, ajuda a manter a floresta em pé. Isso é desenvolvimento com responsabilidade”, afirmou.

Gravando mensagem em frente à fábrica da Moto Honda, uma das maiores empresas instaladas no Polo Industrial, o parlamentar reforçou o simbolismo do momento. “A Moto Honda representa tecnologia, inovação e milhares de empregos para famílias amazonenses. É um exemplo claro da força da nossa Zona Franca”, disse.

O presidente da Aleam reafirmou seu compromisso com a defesa do modelo.

“Nossa missão é defender e fortalecer cada vez mais a Zona Franca de Manaus. Polo industrial forte significa mais emprego, mais renda e mais desenvolvimento para o Amazonas”, analisou. E concluiu. “A Zona Franca é nossa. É do Norte. É do Brasil”.

 

Da Redação, com informações da assessoria
Foto: Divulgação 

RR: Cassado quatro vezes, Denarium planeja renunciar para se candidatar ao Senado

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O governador Antonio Denarium (PP) planeja renunciar em abril para se candidatar ao Senado Federal. Ele teve o mandato cassado por quatro vezes no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), mas continua no cargo com a permissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O motivo das cassações se resumem em um só: compra de votos com dinheiro público. O que o Tribunal em Roraima considerou que causou desequilíbrio na eleição. A relatora do caso em Brasília (TSE) concordou com a decisão e negou o recurso do governador, mantendo a cassação e a realização de novas eleições. O processo já vai completar dois anos na Corte Superior.

Com a demora do TSE em concluir o julgamento que já foi iniciado e interrompido por três vezes, Antonio Denarium já chegou a um novo ano eleitoral e já deu sinais de que não vai hesitar em usar novamente o dinheiro público para se eleger.

É que, em outubro do ano passado, ele e seu vice, Edilson Damião (REPU), que também é secretário de Infraestrutura, lançaram um programa que soma R$ 1 bilhão em obras para Roraima. A solenidade aconteceu no Palácio do Governo, onde os dois políticos aproveitaram o espaço e o momento para anunciar suas pré-candidaturas ao Governo (Damião) e ao Senado (Denarium).

Além disso, o vice-governador mandou colocar placas com seu nome em uma obra inaugurada recentemente no Parque Anauá. As iniciativas com provável cunho eleitoreiro viraram alvo de denúncias na Justiça.

No TSE

O processo chegou ao TSE em 9 de maio de 2024, tendo a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestado, em 27 de maio de 2024, pela manutenção do acórdão proferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que determinou a cassação de Antonio Denarium e do vice Edilson Damião (Republicanos), com a realização de novas eleições.

O processo entrou em pauta pela primeira vez em agosto de 2024, quando a ministra Carmem Lúcia, presidente da Corte, suspendeu o julgamento, que, em seguida, ficou parado por um ano.

Em agosto de 2025, o processo foi retomado, mas foi suspenso novamente após pedido de vista do ministro André Mendonça. Na ocasião, a ministra relatora, Isabel Galloti, já havia proferido o voto para manter a decisão do TRE-RR.

Em novembro, com uma semana após o vencimento do prazo, o ministro André Mendonça devolveu o processo para inclusão em pauta.

Na terceira sessão realizada para julgar o recurso, foi a vez do ministro Kássio Nunes Marques pedir vista. O prazo venceu no dia 21 de fevereiro e então os advogados da coligação Roraima Muito Melhor entraram com pedido para que o processo fosse pautado automaticamente.

Em resposta, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva afirmou que a inclusão do processo em pauta para julgamento é de competência da Presidência do TSE, portanto, não há providência a ser adotada por ele. Villas Bôas assumiu a relatoria com a saída da ministra Isabel Galloti.

Após a resposta, o ministro solicitou o envio para a Presidência do TSE.

Da Redação, com informações do Roraima Em Tempo 
Foto: Divulgação

Acordo para blindar governo Lula e família Bolsonaro ruiu com CPMI do INSS 

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A CPMI do INSS, que até pouco tempo era vista como uma investigação fadada ao esvaziamento, ganhou um fôlego explosivo e se tornou o epicentro da antecipação da disputa eleitoral de 2026. O cenário de “blindagem tácita” que imperava em Brasília, por conta de um acordo informal de não agressão para evitar convocações e quebras de sigilo incômodas tanto para o governo Lula quanto para a família Bolsonaro, ruiu de vez.

A derrota sofrida pelo Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 26, foi considerada gigantesca. A aprovação da convocação e da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expôs uma falha crítica na articulação da base. Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o episódio foi um “golpismo contumaz” da mesa diretora da CPMI.

A avaliação entre governistas é que, embora houvesse maioria numérica, o comando da comissão manobrou para favorecer a oposição. Para Randolfe, a mudança de tom é clara: “Acabou a CPI, começou a eleição”. Nos bastidores, a leitura é que o colegiado abandonou a investigação técnica para se converter em ferramenta de campanha política.

A virada no tabuleiro, contudo, começou no Judiciário. A entrada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na relatoria de casos ligados a fraudes no INSS e ao Banco Master (antes sob Dias Toffoli) sacudiu o Congresso. Mendonça autorizou o compartilhamento de dados que deram sobrevida aos trabalhos da comissão, que agora corre contra o tempo até o fim de março. 

O governo Lula tentou buscar um ambiente de maioria, mas foi engolido pela combinação de uma Polícia Federal autônoma e um Judiciário que decidiu “devolver o jogo” para o Legislativo.

Com as investigações do caso Master e do INSS se fundindo, a blindagem política virou pó. Se o presidente Lula diz que “se o filho fez algo, tem que pagar”, o mercado político de Brasília já entendeu o recado: a trégua acabou e a campanha eleitoral de 2026 já começou dentro das salas de comissão do Senado.

 

Com informações de G1

TJAM mantém barrada indenização por nomeação tardia e condena procurador do TCE a devolver R$ 4,5 milhões

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A decisão da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) manteve sentença que declarou a anulação de decisão do Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE/AM) que autorizou o pagamento ao procurador da Corte de Contas, Carlos Alberto Souza de Almeida, de valores referentes ao período de 17/6/1999 a 30/12/2005. No processo original, o procurador pedia a sua aprovação no concurso e nomeação para o referido cargo.

A decisão foi proferida pelo colegiado na sessão da última segunda-feira, 23, por unanimidade, no processo n.º 0943084-35.2023.8.04.0001, de acordo com o voto do relator, desembargador Cláudio Roessing, após sustentação oral pelo apelante e ratificação do parecer do Ministério Público do Amazonas pelo não provimento do recurso.

No julgamento também foi mantida a condenação para que o procurador realize o ressarcimento aos cofres públicos dos valores recebidos (R$ 4,5 milhões, a serem corrigidos) após a decisão n.º 433/2018 – Administrativa, do Tribunal Pleno do TCE.

Ação Civil Pública

Em 1.º grau, o Ministério Público do Amazonas ajuizou ação civil pública a fim de obter a devolução dos valores recebidos pelo procurador de contas, por entender que o pagamento por suposta nomeação tardia no cargo seria indevido.

Conforme a sentença do Juízo da 3.ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Manaus, houve equívoco e ilegalidade da Corte de Contas, que não atentou à jurisprudência de que em situações como essa não haveria direito à indenização, nem à renúncia expressa de quaisquer efeitos pecuniários firmada no processo judicial em janeiro de 2005 pelo então candidato.

Dentre os entendimentos citados na sentença e na sessão estão os firmados em tese de repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal (STF): Tema 454, segundo o qual “a nomeação tardia de candidatos aprovados em concurso público, por meio de ato judicial, à qual atribuída eficácia retroativa, não gera direito às promoções ou progressões funcionais que alcançariam houvesse ocorrido, a tempo e modo, a nomeação”; e o Tema 671, que afirma que “na hipótese de posse em cargo público determinada por decisão judicial, o servidor não faz jus à indenização, sob fundamento de que deveria ter sido investido em momento anterior, salvo situação de arbitrariedade flagrante”. 

Na sessão, o relator ressaltou o entendimento da corte superior e destacou que não foi comprovada situação de arbitrariedade flagrante no caso analisado, votando pela manutenção da sentença proferida.

 

Da Redação, com informações do TJAM
Foto: Divulgação 

Magistrados punidos pelo CNJ recebem penduricalhos, mas termos são modificados para camuflar valores

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No início do mês, os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinaram que penduricalhos ilegais fossem revistos e suspensos. Em matéria publicada pelo G1, foram identificadas 37 nomenclaturas diferentes para classificar esses valores extras.

Os termos usados para descrever os penduricalhos são: “Juros de mora”, “adicionais temporais” ou simplesmente “outra”, aparecem em contracheques com valores acima do teto constitucional pagos aos magistrados punidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por acusações como corrupção, venda de sentença e assédio sexual.

Esses valores, acima do teto, continuam sendo pagos, mesmo após a aposentadoria compulsória, quando há sanção administrativa mais grave prevista na lei que rege o judiciário.

O Ministro Gilmar Mendes afirmou haver uma proliferação desordenada de verbas para driblar o teto do funcionalismo, e Dino cobrou explicações dos salários e mais transparência.

Para Luciana Zaffalon, diretora executiva do JUSTA, entidade que monitora gastos no Judiciário, isso é parte da estratégia para dificultar a compreensão da distribuição de recursos.

“Não é de hoje que as carreiras jurídicas têm encontrado os mais diversos artifícios para superar o teto constitucional. E uma forma de fazer isso, enfrentando menor resistência, é dificultando o controle. Aquilo que não é entendido não é controlado”, diz.

Em tese, os valores adicionais se referem a direitos adquiridos quando o magistrado ainda estava na ativa. Eles aparecem como direitos pessoais, eventuais ou indenizações, mas as nomenclaturas genéricas atribuídas a cada penduricalho acabam dificultando o entendimento sobre a origem, a finalidade e a legalidade dessas verbas.

 

Com informações do G1