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COVID-19: AM lidera ranking de maior incidência de mortes no país

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Medical staff push a patient on a gurney to a waiting medical helicopter at the Emile Muller hospital in Mulhouse, eastern France, to be evacuated on another hospital on March 17, 2020, amid the outbreak of the new Coronavirus, COVID-19. - A strict lock down requiring most people in France to remain at home came into effect at midday on March 17, 2020, prohibiting all but essential outings in a bid to curb the coronavirus spread. The country has reported 148 deaths from the virus, a number that health experts warn could soar in the coming days, seriously straining the hospital system. (Photo by SEBASTIEN BOZON / AFP)

Destaque nacional com maior número de mortes pelo novo coronavírus entre todos os Estados do país, com uma taxa de 1,2 morte para cada 100 mil habitantes e empatado com São Paulo, segundo o Ministério da Saúde, o governo do Amazonas não se manifesta sobre quais medidas irá tomar ou quais novas ações práticas serão implantadas diante do crescimento expressivo de casos e mortes.

Na entrevista on-line diária da última quinta-feira, 9, a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Rosemary Pinto, atribuiu o aumento de casos de pessoas infetadas à população, que não respeita o isolamento e continua nas ruas.

O Estado também carrega outro índice negativo. Segundo o Ministério da Saúde, o Amazonas já ultrapassou o Distrito Federal e registra o maior número de infecções, 19,1, para cada 100 mil habitantes. A taxa estadual, conforme o MS, já é mais que o dobro da nacional, que até quinta-feira, 9, estava em 7,5 por cada 100 mil habitantes.

Na tarde desta sexta-feira, 10, foram confirmados mais 82 casos positivos da Covid-19. Com essa atualização, o Estado chega a 981 casos de pessoas infectadas e 50 mortes no total. Segundo boletim da FVS, as 10 mortes confirmadas nesta sexta estavam sendo investigadas e ocorreram entre os dias 5 e 9 deste mês.

Na quinta, 9, segundo dados da FVS, o número de óbitos no Amazonas era 40 registrados positivos para Covid-19 e o número de pessoas infectadas chegava a marca de 899, cerca de 89% na capital amazonense, conforme dados da Fundação em Vigilância em Saúde.

O cenário preocupante ganhou destaque nacional. O jornal Folha de São Paulo, publicou nesta sexta-feira, 10, uma matéria afirmando que o funcionamento do Hospital Pronto Socorro Delphina Abdel Aziz está em colapso. “Chegou à sua capacidade máxima”.

Na manhã desta sexta-feira, 10, O Poder entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do Amazonas (Secom) para questionar, diante desse cenário preocupante, quais medidas urgentes iniciaria, se haveria um planejamento ou novas ações mais eficazes para controlar ou reduzir o avanço da doença no Amazonas, mas até a publicação da matéria não respondeu detalhadamente e se limitou a informar, durante a manhã que iriam reunir informações (que não chegaram até a publicação da matéria).

 

Álik Menezes, para O Poder

Foto: Divulgação

Coronavírus desacelerou na Europa, mas ganha força na África, diz OMS

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O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta sexta-feira, 10, que o avanço do coronavírus desacelerou ao longo da última semana em alguns dos países europeus mais afetados, como Itália, Espanha, Alemanha e França, mas ganhou força de forma alarmante em outras partes, como na África, onde a covid-19 está se espalhando para áreas rurais.

“Estamos vendo agora grupos de casos e disseminação comunitária em mais de 16 países (africanos)”, disse Tedros, acrescentando que países do G20 recentemente expressaram forte apoio à África.

Segundo Tedros, o auxílio à África precisa ser acelerado, embora os números de casos da doença no continente sejam relativamente pequenos. Pela contagem da OMS, há quase 1,5 milhão de casos confirmados de infecção por coronavírus no mundo, que resultaram em mais de 92 mil mortes.

Conteúdo: Agência Estado 

Adiamento da eleição 2020 começa a ganhar eco entre prefeitos do AM

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Cronograma de Carga e Lacração - preparação da urnas para o 2° turno das Zonas Eleitorais do Paraná - Tags: eleições2018, eleições, voto, sulfrágio, Tribunal, urna eletronica. Fotos: André Rodrigues

A possibilidade do adiamento das eleições municipais deste ano – por causa do coronavírus e das medidas restritivas para evitar o avanço da doença – começa a ganhar apoiadores entre diversos políticos, que pressiona o Tribunal Superior Tribunal (TSE) a tomar uma posição e já encontra eco no Amazonas, principalmente entre prefeitos do interior.

O prefeito de  Parintins, Frank Bi Garcia (DEM), por exemplo, defende a transferência do pleito, pois na sua avaliação com os casos de Covid-19 aumentando em todo o Brasil, a maior prioridade este ano dos governantes têm que ser salvar vidas.

Bi Garcia disse que vem acompanhado o debate a nível nacional entre deputados federais, senadores e o próprio Judiciário eleitoral, e acredita que devido essa pandemia existe a necessidade e transferir as eleições.

“Hoje eleição é o que menos interessa para o Brasil e todo mundo tem que estar focado realmente em eliminar a proliferação desse vírus que está matando no mundo inteiro. Já existe até a possibilidade de prorrogar mandatos de prefeitos e vereadores. Eu particularmente sou favorável, apenas a transferência da data da eleição”, afirmou.

O prefeito de Santo Antônio do Iça, Abrahão Lasmar (PSD), também é a favor que este ano não aconteça eleições municipais. Abrahão acredita que os anos de 2021 e 2022 serão difíceis para os próximos prefeitos que podem assumir prefeituras quebradas por causa da crise econômica causada pelo coronavírus.

“O momento que nós estamos passando não é para ter eleições este ano. Eu sempre fui a favor de unificar as eleições, para que duas eleições de quatro em quatro anos? Os prefeitos que assumirem no ano que vem vão passar por uma situação difícil porque não tem recursos em todos os sentidos. Vai ser uma das piores administrações em 2021 e 2022”, prevê.

Na avaliação de Abrahão, o Brasil está passando por uma situação econômica difícil e isso vai começar a refletir na economia a partir do próximo ano.

“O mais acertado era pegar o dinheiro da eleição e gastar no coronavírus. Vamos esquecer a política e pensar na população. Como as pessoas vão para as ruas se temos que evitar aglomerações e o país não está preparado não tem equipamentos de proteção. Seria uma irresponsabilidade”, questionou.

O prefeito ainda criticou as pessoas que colocam a culpa da crise na economia do país nós prefeitos e governadores porque estão impedindo as pessoas de voltarem ao trabalho.

“Os prefeitos e governadores precisam de receita se o país quebrar não tem recursos. E quem vai sofrer as conseqüências é quem está administrando. Como é que vai pagar os servidores? Manter a limpeza pública, saúde e educação, senão tiver receita? Como é que as pessoas ainda acham que estamos torcendo para não dar certo. O que queremos é preservar a vida das pessoas”, concluiu.

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

Pesquisa do Sebrae aponta que bancos estão negando crédito a pequenos

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Seis em cada dez donos de pequenos negócios que já buscaram crédito no sistema financeiro desde o início da crise provocada pelo novo coronavírus (covid-19) tiveram o pedido negado, segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Há também, de acordo com a entidade, bastante desconhecimento dos empresários a respeito das linhas de crédito que estão sendo disponibilizadas para evitar demissões: 29% não conhecem as medidas oficiais e 57% apenas ouviu falar a respeito.

Os dados são da segunda pesquisa O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios, realizada pelo Sebrae entre os dias 3 e 7 de abril com 6.080 empreendedores de todo o país.

De acordo com o levantamento, além da dificuldade de acesso a crédito, as pequenas empresas também enfrentam queda no faturamento. Cerca de  88% dos empresários consultados viram seu faturamento cair, 75% em média, e a estimativa é que as empresas consigam permanecer fechadas e ainda assim ter dinheiro para pagar as contas por mais 23 dias. A situação financeira das empresas já não era considerada boa mesmo antes da chegada da pandemia: 73% disseram que era razoável ou ruim.

A pesquisa mostrou também que mais de 62% dos negócios interromperam temporariamente as atividades ou fecharam as portas definitivamente. Entre os 38% que continuam abertos, a maioria mudou o seu funcionamento, passando a fazer apenas entregas, atuando exclusivamente no ambiente virtual ou adotando horário reduzido. Nos últimos 15 dias, cerca de 18% dos empresários entrevistados demitiram funcionários.

No final do mês de março, o governo anunciou uma linha de crédito emergencial para ajudar pequenas e médias empresas  a quitar a folha de pagamentos. O setor está entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia da covid-19. A estimativa é de liberação de R$ 40 bilhões, para 1,4 milhão de empresas, que devem assumir o compromisso de que não vão demitir o funcionário nesse período.

Do total, R$ 34 bilhões são recursos do Tesouro Nacional e R$ 6 bilhões de instituições privadas. Em contrapartida, os bancos que aderirem à linha de crédito recolherão 5% menos dos depósitos compulsórios ao Banco Central (BC) até o fim do programa. A dedução deixará os bancos com mais R$ 6 bilhões em caixa.

Prorrogação de dívidas

No mês passado, os cinco maiores bancos do país também anunciaram a prorrogação por até 60 dias dos vencimentos de dívidas para clientes pessoas físicas e micro e pequenas empresas. Entretanto, empresas e pessoas físicas têm enfrentado dificuldades para ter acesso a essa pausa e ainda reclamam de juros mais caros em novas operações de crédito. Para o BC, isso acontece pela maior demanda das empresas por determinadas linhas de crédito e também pelo maior risco de inadimplência.

Em nota, o Sebrae informou que vai destinar pelo menos 50% da sua arrecadação para ampliar o crédito aos pequenos negócios. Os recursos vão fortalecer o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas e, segundo a entidade, vão permitir um aumento nas operações de microcrédito com taxas mais baixas, maior prazo e melhor período de carência.

O direcionamento desses recursos está previsto na Medida Provisória 932/2020, encaminhada pelo governo ao Congresso no dia 1º de abril. A MP reduz pela metade as contribuições obrigatórias das empresas para o Sistema S, por um período de três meses, exceto para o Sebrae.

De acordo com a entidade, um dos maiores obstáculos no acesso dos pequenos negócios ao crédito é a exigência de garantias feita pelas instituições financeiras. Nesse sentido, medida de socorro deve começar com R$ 1 bilhão em garantias às micro e pequenas empresas, o que viabilizará a alavancagem de aproximadamente R$ 12 bilhões em crédito para pequenos negócios.

O fundo de aval disponibilizado pelo Sebrae pode alavancar empréstimos no valor de 8 a 12 vezes o seu patrimônio. Ele conta com aproximadamente R$ 470 milhões em recursos disponíveis aos pequenos negócios e, a partir da MP, contará com mais R$ 500 milhões.

Conteúdo: Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em menos de um mês, AM tem 50 mortes e 981 casos positivos de Covid-19

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O governo do Amazonas divulgou, na tarde desta sexta-feira, 10, mais 82 casos positivos da Covid-19. Com essa atualização, o Estado chega a 981 casos de pessoas infectadas e 50 mortes no total. Segundo boletim da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), as 10 mortes confirmadas nesta sexta estavam sendo investigadas e ocorreram entre os dias 5 e 9 deste mês.

De acordo com o boletim, do total de pessoas infectadas 863 casos são na capital amazonense e 118 no interior e os municípios de Anori, Maués e Tefé registraram novos casos de pessoas infectadas. No total, além da capital, 16 cidades do interior têm casos positivos da Covid-19.

O boletim informa, ainda, que o maior número de casos continua sendo no município de Manacapuru com 62. Itacoatiara registra 11 casos; Iranduba 11; Santo Antônio do Içá 7; Parintins 6; São Paulo de Olivença 5; Tonantins 3; Careiro da Várzea 2, Presidente Figueiredo 2, Tabatinga 2, Anori 2 e os municípios de Novo Airão, Manicoré, Maués, Boca do Acre e Tefé registram um caso cada.

Segundo a FVS,  665 pessoas com diagnóstico positivo para Covid-19  estão se recuperando em isolamento social. Do total de casos positivos, há 222 internados, sendo 140 em leitos clínicos e 82 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública (45) e da rede privada (37).

Suspeitos

A FVS destaca, ainda, que há outros 219 pacientes suspeitos internados, que aguardam a confirmação do diagnóstico. Desses, 192 estão em leitos clínicos (81 na rede privada e 111 na rede pública); e 27 estão em UTI (16 na rede privada e 11 na rede pública). Ao todo, 44 pacientes estão fora do período de transmissão.

Mortes

Foram confirmados mais 10 mortes pela FVS, o que eleva o número de casos para 50. Segundo a FVS, os novos casos são de uma mulher de 53 anos, com histórico de diabetes, um homem de 70 anos, sem histórico de comorbidades, um homem de 58 anos, portador de doença cardiovascular, um homem de 92 anos, com histórico de diabetes, doença cardiovascular e tuberculose; e uma mulher de 51 anos, portadora de diabetes, doença cardiovascular e hipertensão.

 

Da Redação O Poder

Com informações da FVS

Foto: Divulgação 

COVID-19: Brasil registra 19.638 casos confirmados e 1.056 mortes

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O Ministério da Saúde informou, na tarde desta sexta-feira, 10, que o Brasil possui 19.638 casos confirmados e 1.056 óbitos decorrentes da infecção pelo novo coronavírus.

Os números mostram um aumento de 9% na quantidade de pacientes infectados e 12% nos óbitos em comparação às informações apresentadas na quinta-feira, 9.

A taxa de letalidade é de 5,4%.

São Paulo permanece sendo o epicentro da epidemia no país, apresentando 8.216 casos confirmados e 540 mortes, seguido de Rio de Janeiro (2.464 pacientes positivos e 147 óbitos), Ceará (1.478 e 58), Amazonas (981 e 50) e Minas Gerais (698 e 17).

 

Conteúdo: Boletim Ministério da Saúde

Foto: Divulgação/ Ministério da Saúde

Cooperativas de saúde denunciam o aumento de profissionais que estão com a Covid-19

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Uma nota assinada por empresas médicas que atuam em unidades de saúde no Amazonas traz relatos de que o número de médicos, enfermeiros, técnicos e demais equipes da saúde afastados e notificados como casos suspeitos de contraírem o novo Coronavírus (Covid-19), não para de crescer.

De acordo com a nota, os números e estatísticas que existem no Amazonas sobre o avanço descontrolado da pandemia da Covid-19 falam por si mesmos, e são reflexos direto de ações pouco coordenadas e inefetivas dos setores técnicos da administração, “que insistem em não dar atenção devida aos profissionais que trabalham na ponta e estão vivenciando a problemática no dia a dia”, diz a nota.

O documento informa, ainda, que o hospital de referência para os casos de Covid-19 continua funcionando com menos da metade de sua capacidade de leitos, e não oferece suporte necessário para a rede, que os prontos-socorros e SPAs seguem cada vez mais superlotados, lutando incansavelmente para atender os casos habituais de infartos, derrames, traumas e outros, sucumbindo à demanda que não para de crescer dos pacientes suspeitos/confirmados de coronavírus.

“Este esforço acontece mesmo sem espaço, sem suporte de recursos humanos adicionais ou reforço dos EPI´s, tentando isolar os fluxos para proteger os doentes já debilitados. Porém sem o devido suporte da administração pública, mais e mais pessoas estão morrendo antes mesmo de conseguirem vaga nos prontos-socorros, em especial pacientes do interior do Estado”, diz a nota.

O documento ressalta, ainda, a escassez dos insumos e medicamentos essenciais, a falta de organização da rede para evacuar os doentes crônicos dos prontos-socorros, além do atraso e imprevisibilidade no pagamento aos profissionais da saúde que estão arriscando suas vidas, e de seus familiares pelo risco de contaminação.

“Pacientes, trabalhadores da saúde e seus familiares estão irmanados neste momento, aguardando medidas concretas emergenciais para evitar que o Amazonas vivencie a maior tragédia relacionada à falta de ação contra a pandemia da Covid-19 entre todos os Estados da Federação!”, ressalta parte da nota.

Sem resposta

A reportagem de O Poder entrou em contato com a Secretaria de Comunicação (Secom) para repercutir o teor da nota assinada pelas cooperativas médicas, mas não obteve retorno.

Confira a nota na integra aqui

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Divulgação

Paulo Guedes admite que PIB pode cair 4% em 2020

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, abre o seminário Produtividade e Crescimento Econômico no Brasil

Na última quinta-feira,9, o ministro da Economia Paulo Guedes, admitiu que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode cair 4% em 2020. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.

Durante uma videoconferência com senadores, Paulo Guedes declarou que o cenário é instável pois depende a pandemia do novo coronavírus já que as atividades estão paralisadas e não há previsão de retorno, sendo assim, se a desaceleração durar entre dois e três meses, a queda deve ser de 1,5%.

Porém, se o empecilho se prolongar até depois de julho, a previsão é de queda de 4%, segundo o ministro.

Mesmo com a análise pessimista o ministro declarou que o Brasil “vai surpreender’’, de acordo com parlamentares.

 

Conteúdo: O Globo

Foto:José Cruz/Agência Brasil

COVID-19: Cerca de 2 mil municípios decretaram calamidade ou emergência em saúde

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Medical staff push a patient on a gurney to a waiting medical helicopter at the Emile Muller hospital in Mulhouse, eastern France, to be evacuated on another hospital on March 17, 2020, amid the outbreak of the new Coronavirus, COVID-19. - A strict lock down requiring most people in France to remain at home came into effect at midday on March 17, 2020, prohibiting all but essential outings in a bid to curb the coronavirus spread. The country has reported 148 deaths from the virus, a number that health experts warn could soar in the coming days, seriously straining the hospital system. (Photo by SEBASTIEN BOZON / AFP)

Mais de 1.900 Municípios já decretaram calamidade ou emergência em saúde pública por conta do novo coronavírus (Covid-19), revela a pesquisa feita pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O estudo realizado pela CNM atingiu 2.601 Municípios (46,71% do total), até a data de 31 de março. Desses, 1.607 (62,0%) responderam que não registraram nenhum caso (suspeito e/ou confirmado) do novo coronavírus e 986 (38%) responderam positivamente.

A entidade, ao perceber a gravidade dessa crise sanitária, adotou ações para identificar como os Municípios estão se organizando para enfrentar essa situação e como o vírus está se disseminando nas cidades brasileiras. Para isso, no dia 18 março iniciou a aplicação de uma pesquisa permanente, ou seja, a coleta de dados continuará ocorrendo até o momento que a transmissão do coronavírus estiver controlada no Brasil.

Para o enfrentamento da pandemia, a CNM questionou ainda se os Municípios elaboraram o Plano Municipal de Contingência do coronavírus. Este plano é uma ferramenta imprescindível para identificação do nível de resposta, estrutura, organização de serviços, bem como planejamento e definição das ações coordenadas, integradas e monitoradas proporcionalmente ao risco. As medidas e a elaboração desses instrumentos – decretação de emergência, elaboração do plano de contingência, implantação de gabinete de crise etc. – devem seguir a necessidade local.

Assim sendo, 2.574 Municípios foram questionados, deles, 2.019 (78,4%) responderam positivamente e 555 (21,6%) Municípios afirmaram não terem elaborado o Plano Municipal de Contingência.

A CNM pretende publicar boletins semanais da pesquisa, mapeando a situação no Brasil e possibilitando que os gestores municipais utilizem como uma ferramenta para a avaliação e o planejamento das ações de enfrentamento a Covid-19.

O estudo apresenta também algumas preocupações como a ausência ou insuficiência de rede de atenção à saúde aos pacientes acometidos pela Covid-19. Apenas 10,6% dos Municípios entrevistados informaram possuir uma rede de atenção à saúde estruturada para enfrentar uma possível epidemia pelo coronavírus.

Confira o estudo da CNM sobre o novo coronavírus.

A entidade também criou uma área no site para disponibilizar os materiais de orientações aos gestores e notícias sobre o tema.

Fonte: Agência CNM de Notícias 

Tramita na Câmara projeto que fixa teto para ICMS dos combustíveis no país

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Tramita na Câmara dos Deputados desde fevereiro deste ano, o PLP 10/20, de autoria do deputado federal Pompeo Mattos (PDT-RS), em que impõe um teto para a taxação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os principais combustíveis.

O projeto estabelece valores fixos para a cobrança do ICMS, que deve ser de no máximo 20% para a gasolina, 10% para óleo diesel e 15% para o etanol (anidro e hidratado).

O assunto foi tema central de uma polêmica no início do ano, quando o presidente Jair Bolsonaro sugeriu aos governadores reduzissem a cobrança do ICMS dos combustíveis para forçar a diminuição dos preços nas bombas dos postos de gasolina. À ocasião, muitos governadores, como o do Amazonas, Wilson Lima (PSC), se manifestaram que essa ideia era inviável, haja vista que a redução do ICMS dos combustíveis acarretaria em perda de receita.

Para o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), os Estados devem ter autonomia sobre as decisões sobre o imposto. Ele afirmou que é a favor da autonomia federativa dos Estados de definirem suas alíquotas de ICMS sobre o combustível.

Atualmente, essa alíquota é determinada pelos Estados e, de acordo com dados da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), de janeiro deste ano, variam de 25% a 34% sobre a gasolina. Para o diesel e o etanol, a variação é respectivamente de 12% e 25% e 12% a 32%.

Já o deputado Silas Câmara (Republicanos) diz que, apesar da alíquota elevada do ICMS, “alterar sem ser dentro de uma reforma tributária é muito temerário”. Além disso, para Silas, antes é preciso ouvir os governadores.

O ICMS é um dos principais tributos recolhidos pelos Estados. A arrecadação do imposto é repassada aos municípios, que têm direito a uma cota de 25% do ICMS recolhido, conforme a Constituição.

A proposta do deputado Pompeo Mattos está na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara desde o mês passado.

Arrecadação principal

Para o deputado José Ricardo (PT-AM), devido às altas nos combustíveis, é interessante que se pense em alternativas, e que a proposta do deputado Pompeo de Mattos, deve ser discutida. Porém, ele lembra que “é do ICMS que vem a arrecadação principal dos Estados, que têm que cuidar da segurança, da saúde, dos hospitais, da educação e das escolas”, disse.

Outro ponto levantado pelo deputado, é que o problema não é o aumento dos impostos, e sim, a política de preços praticada. Ainda segundo José Ricardo, no governo Dilma, por exemplo, a alíquota praticada era a mesma e o preço era a metade do que é cobrado atualmente.

“O problema está no preço praticado pelo governo Bolsonaro. Isso começou com o governo Temer. E o Bolsonaro continua, que é utilizar preços internacionais”, disse.

Para o deputado, o preço do combustível só deve baixar quando o governo mudar a política de preço praticada hoje, que é baseada na variação do petróleo no exterior. “Mesmo baixando a alíquota do ICMS, eles não vão baixar o preço dos combustível, porque o custo do produto está em dólar, e está internacionalizado”, completou.

A assessoria do Delegado Pablo PSL-AM, disse que o deputado estudará o conteúdo do PLP – 10/20, mas é favorável às pautas que tragam benefícios à população, principalmente a de redução no preço dos combustíveis que é um dos maiores custos no orçamento familiar.

O deputado Bosco Saraiva (SD-AM) se manifestou favorável à redução de impostos sobre os combustíveis. “Sou a favor de que todos os meios de redução do exorbitante preço atual dos combustíveis seja reduzido, incluindo a diminuição de impostos como o caso do ICMS”, disse. Os demais deputados não se pronunciaram.

‘Difícil abrir mão’

O Poder entrou em contato com o governo do Amazonas para questionar se o Estado concordaria com a proposta que tramita na Câmara dos Deputados e, por meio de nota, justificou que a alíquota do ICMS para combustível no Amazonas é de 25% e, no país, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo o custo dos impostos estaduais sobre este produto gira em torno de 28% do preço.

“O ICMS sobre o petróleo e seus derivados possui um papel relevante na política tributária dos Estados, representando cerca de 20% da arrecadação, de acordo com dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz)”, diz em nota a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

“Diante disso, é muito difícil abrir mão dessa importante fonte de receita sem um estudo aprofundado de impacto. Em reunião do Confaz, ficou acordado que a redução de alíquota estadual para combustíveis será tratada no âmbito da reforma tributária”, finalizou a nota da Sefaz.

 

Izael Pereira, de Brasília para O Poder

Colaborou Álik Menezes

Foto: Getty Images