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Saul Bemerguy assina dispensa de licitação milionária com empresa de Manacapuru criada em 2020

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O prefeito de Tabatinga (a 1.106 quilômetros de Manaus), Saul Bemerguy, dispensou licitação para adquirir materiais de apoio para as “atividades continuadas de Saúde Pública em prevenção de enfermidade”. O valor da compra é de R$ 2,8 milhões. O Extrato do Termo de Contrato nº 014/2023 foi publicado na edição desta terça-feira, 2, do diário oficial da Associação Amazonense de Municípios (AAM). 

O documento informa que essas atividades continuadas da Prefeitura de Tabatinga seriam para conscientizar a população e reduzir índices de referência. Não há informações sobre para qual enfermidade o material abordaria nem quais índices Saul Bemerguy deseja reduzir. 

Criada em 2020, a Amazônia Tecnologia em Educação e Meio Ambiente LTDA, inscrita no CNPJ sob o nº 38.387.073/0001-50, irá receber o valor total de R$ 2.827.000,00 da Prefeitura. O contrato tem validade de 12 meses, a contar de 8 de dezembro, quando foi assinado pelo prefeito. 

De acordo com dados do cartão CNPJ, a empresa tem como CNAE principal os “serviços combinados de escritório e apoio administrativo” e capital social de R$ 2 milhões. A empresa tem sede na avenida Eduardo Ribeiro, nº 28, no Centro de Manacapuru. Porém, ao procurar o endereço pelo Google Maps, o Portal O Poder observou que na localização está uma simples casa, ainda em construção, sem placa informativa de que ali seria uma empresa. 

Veja:

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

Eletrobras vai ao STF na tentativa de reverter decisões judiciais

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A Eletrobras, empresa estatal de energia elétrica, entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter duas decisões judiciais provisórias que impediram a realização de uma assembleia geral extraordinária (AGE) no final do ano passado.

A AGE teria como objetivo definir a incorporação integral da subsidiária Furnas. O ministro Alexandre de Moraes será o responsável por relatar o caso.

No STF, a Eletrobras busca anular definitivamente as duas decisões tomadas pela segunda instância da Justiça que suspenderam a realização da AGE. A primeira decisão foi emitida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1) da 1ª Região, enquanto a segunda foi proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Vale ressaltar que a decisão do TJ-RJ foi revertida antes mesmo de ser avaliada pelo Supremo.

Os advogados da Eletrobras argumentam que as liminares concedidas pelos tribunais extrapolam os limites da decisão do ministro do STF, Kassio Nunes Marques, emitida em 19 de dezembro. Essas decisões foram tomadas durante o plantão judicial e estabeleceram a suspensão da AGE por 90 dias.

Em dezembro, Nunes Marques determinou que o governo federal e a Eletrobras tentassem resolver, por meio de conciliação, a questão sobre o aumento do poder de voto na gestão da empresa. O governo argumenta que a privatização da companhia limitou o poder decisório da União, que detém 42,6% das ações da Eletrobras.

A incorporação integral de Furnas pela Eletrobras faz parte do plano estratégico da empresa, mas enfrenta oposição do governo, incluindo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), Silveira é contra a operação por considerar Furnas um “patrimônio dos brasileiros, importante para a segurança energética“.

De acordo com O Globo, os advogados que representam a Eletrobras – Luís Inácio Lucena Adams, ex-advogado geral da União, e Mauro Pedro Gonçalves – ressaltam que a lei que permitiu a privatização da Eletrobras e limitou o poder de voto da União continua em vigor até uma decisão em contrário pelo STF.

Eles argumentam que os tribunais violaram os termos da decisão de Marques e invadiram a competência do Supremo sobre o assunto.

As duas liminares foram emitidas durante o regime de plantão judiciário, pouco antes da assembleia que decidiria sobre a incorporação de Furnas.

A empresa argumenta que a decisão da desembargadora do TJ-RJ vai além do determinado pelo ministro Nunes Marques e impede injustamente a realização legítima da AGE.

Os advogados também destacam a importância da matéria e os impactos que uma decisão do STF, ou mesmo de um desembargador em regime de plantão, pode ter na ordem econômica, reforçando a competência do STF para avaliar o caso.

Além disso, eles afirmam que os órgãos da empresa, incluindo a assembleia geral de acionistas, mantêm suas atribuições relacionadas à administração dos negócios da Eletrobras.

A empresa ressalta ainda que a incorporação está sendo conduzida de acordo com todas as exigências legais e regulatórias e que não será finalizada até que todas as condições suspensivas sejam atendidas.

 

Com informações do Antagonista

Foto: Reprodução

 

No encerrar de 2023, prefeito de Anori assina duas licitações por quase R$ 10 milhões

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O prefeito de Anori, Nazareno Souza, assinou, no último dia 28 de dezembro, duas licitações que, juntas, somam quase R$ 10 milhões aos cofres da cidade.

O valor mais “em conta” está orçado em R$ 1.580.282,90 e trata da aquisição de material e insumos odontológico. O valor será pago à empresa VM Comércio de Produtoa Hospitalares LTDA (CNPJ 05.475.491/0001-40).

As demais contratações referem-se à aquisição de medicamentos de uso oral, controlável e injetável. Neste Pregão, duas empresas saíram vencedoras.

A F L Shelf Representantes Comerciais e Agentes do Comércio de Mercadorias LTDA (CNPJ 42.043.318/0001-08) receberá da Prefeitura de Anori o montante de R$ 2.647.975,00.

A maior bolada vai ficar com a VM Comércio de Produtos Hospitalares LTDA (CNPJ 05.475.491/0001-40): R$ 6.083.080,00.

 

Da Redação O Poder

Foto: Reprodução

Antiga lei de licitações foi revogada neste sábado; entenda o que muda

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A nova Lei de Licitações para a União, Estados e Municípios, que entrou em vigor em 2021, passou a ser a única legislação vigente sobre o assunto a partir do dia (01 de abril de 2021). Com isso, a lei 8.666 de 1993 –que era base para os contratos na administração pública, foi completamente revogada depois de coexistir com a nova lei por quase 3 anos. Na época em que a Lei nº 14.133, de 2021 foi sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), o texto previa que a lei 8.666 seria revogada decorridos 2 anos da publicação oficial da nova norma.
Em 1º de abril, data do fim do período de adequação, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou uma MP que prorrogou a revogação da antiga regulamentação para 30 de dezembro.

A regra inédita mais notória da Lei nº 14.133, de 2021, são as competências dos funcionários públicos e unidades administrativas na contratação de colaboradores.
Os processos passaram a ser realizados preferencialmente por meio da internet.
As licitações presenciais devem ser feitas em casos excepcionais, com necessidade de justificativa e, a depender do caso, gravação em áudio ou vídeo.

• antinepotismo – serão estabelecidas medidas que visam a combater a contratação de parentes para cargos públicos;
• hierarquia – contratantes terão que ser do quadro permanente da Administração Pública;
• investimento para a economia – licitações levarão critérios em consideração, com destaque para aqueles que renderem um maior retorno econômico;
• sustentabilidade e governança – haverá mais critérios, como cotas para contratar mulheres vítimas de violência doméstica;
• prestação de serviço – incentivo a e execução indireta de obras e serviços de engenharia;
determina que precisam ser viabilizadas. Há possibilidade de cotação de preços em moeda estrangeira; setor privado – terão incentivos para a contratação do Poder Público.

Redação, com informações de Poder 360

Imagem:divulgação

Fim da reeleição, STF e reforma administrativa são as pautas de Lira e Pacheco em 2024

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Reeleitos para um novo biênio no começo da legislatura, em fevereiro, os presidentes da Câmara e do Senado colecionaram discordâncias ao longo de 2023. Donos de perfis políticos distintos, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disputaram a primazia sobre as medidas provisórias, divergiram sobre fundo eleitoral, anistia para partidos políticos e mudanças nas regras das eleições municipais e do Supremo Tribunal Federal (STF). As prioridades anunciadas por ambos para 2024 deixam claro que novos embates serão travados ao longo do novo ano.

Às disputas ainda não resolvidas, vão se somar nos próximos meses pautas como a reforma administrativa, o fim da reeleição para o Executivo e a fixação de mandato para ministro do Supremo. Sem entendimento entre as duas partes, a tendência é que temas como esses não cheguem a um desfecho em 2024. Ou seja, podem até passar numa das Casas, mas enfrentarão dificuldade para avançar na outra.

Mandato para o Supremo

O Supremo Tribunal Federal continuará no centro da discórdia entre Lira e Pacheco em 2024. No fim de novembro, o Senado aprovou a PEC 8/2021, que limita decisões monocráticas (individuais) na Corte e em outros tribunais superiores. O texto era uma das reivindicações da oposição. Sem entusiasmo pela proposta, Lira empurrou o debate para este ano e não incluiu o assunto em sua lista de prioridades.

Rodrigo Pacheco já anunciou que pretende pautar no primeiro semestre do ano a proposta que fixa mandato para ministros do Supremo. Lira deixou claro que é contra a medida. “Imagine uma pessoa que vá para o STF com 44 ou 45 anos, que sabe que vai sair com 55. O que é que vai se esperar de isenção de julgamento de alguém que sabe que em dez anos vai sair com 55 anos, em plena atividade?”, questionou Lira em entrevista à GloboNews.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado tem três propostas semelhantes que estipulam mandato temporário para ministros do Supremo. Pacheco não exernou preferência por nenhuma delas no momento. O texto ainda não tem relator.

A PEC 77/2019, do senador Angelo Coronel (PSD-BA), limita o mandato de ministros a oito anos, permitida uma recondução, e aumenta para 55 anos a idade mínima para compor o Supremo. O texto também altera a escolha dos magistrados, que passariam a ser indicados também por deputados e senadores. Dos 11 ministros, três seriam eleitos pelo Senado e três pela Câmara; os demais continuariam sendo indicados pelo presidente da República. Todos os indicados teriam que ser escolhidos dentre os “ministros de tribunais superiores, desembargadores ou juízes de tribunais”.

A PEC 16/2019, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), estabelece mandato fixo de oito anos para ministros do Supremo e aumenta a idade mínima para nomeação de 35 para 45 anos. O texto também fixa prazo de até um mês, após o surgimento da vaga, para o presidente fazer suas indicações para o STF.

Já a PEC 51/2023, de Flávio Arns (PSB-PR), estabelece mandato de 15 anos para ministro do STF e fixa em 50 anos a idade mínima para a nomeação. A proposta estabelece também uma quarentena para impedir que sejam nomeados para o STF quem tenha exercido determinados cargos públicos nos três anos anteriores.

Fim da reeleição

Outro tema que deve opor Lira e Pacheco é o fim da reeleição para o Executivo. Pacheco manifestou simpatia pela PEC 12/2022, do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que acaba com a reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República e aumenta de quatro para cinco anos o tempo de mandato deles. O senador entende que a mudança só deve valer a partir de 2030. “Não pega o Lula, não pega o Tarcísio [Freitas, governador de São Paulo]”, ressalta.

O presidente do Senado também propõe a unificação das eleições, que passariam a ser realizadas a cada cinco anos. Nesse caso, deputados e vereadores também teriam um ano a mais de mandato. No caso dos senadores, a discussão seria se o mandato seria reduzido dos atuais oito para cinco ou ampliados para dez anos. “O fim da reeleição é algo que é um desejo muito forte dos senadores, nós vamos fazer audiências públicas, debater isso”, afirma.

Arthur Lira tem evitado se manifestar sobre o assunto, mas defende abertamente a discussão a longo prazo sobre a adoção de um modelo de semipresidencialismo no país. Ele defende que seja instalado um grupo de trabalho para debater a mudança, que poderia valer, segundo o deputado, a partir de 2030. Nesse sistema de governo, o presidente da República compartilha o Executivo com um primeiro-ministro indicado pelo Congresso e um conselho de ministros. Pacheco, no entanto, entende que não deve haver pressa nesse tipo de discussão.

Reforma administrativa

Outro ponto tratado com entusiasmo por Lira e relegado a segundo plano por Pacheco é a reforma administrativa. “Acho que o problema do Brasil não é o servidor público, mas a qualidade do gasto público”, disse o senador em café da manhã com jornalistas no último dia 22. Para ele, algum tipo de reforma no funcionalismo público é necessária, mas o tema não é prioritário neste momento.

O senador considera que o mais importante é promover uma ampla discussão sobre a qualidade do gasto público, o que inclui a destinação das emendas parlamentares. O controle sobre as emendas, aliás, é o principal capital político do presidente da Câmara. Qualquer tentativa de se impor limites às emendas enfrentará resistência de Lira.

Em seu primeiro ano à frente da Câmara, em 2021, Lira emplacou a reforma administrativa na comissão especial. Teve de segurar o assunto – impopular entre os servidores públicos – no ano seguinte por causa das eleições. Em 2023, viu o tema esfriar com a ascensão de Lula ao poder. O governo é contra reforma administrativa nos moldes discutidos pelo Congresso, com o fim da estabilidade, por exemplo, e propõe a reestrutura das carreiras.

Em encontro com instituições financeiras, ele afirmou que a administrativa é o “último pilar” das reformas de que o país precisa, “um convite à transformação”. “Uma oportunidade para repensarmos e reconstruirmos a máquina pública, tornando-a mais eficiente e condizente com os desafios do século 21”, discursou. Ele admitiu, no entanto, que sem o apoio do Executivo dificilmente a reforma será concluída no Congresso.

A proximidade das eleições municipais é outro complicador para a reforma em 2024. Além de o calendário de votações ficar esprimido no primeiro semestre, os parlamentares reconhecem que a mudança nas regras do funcionalismo soa como medida impopular, capaz de prejudicar a eleição daqueles que postulam o Executivo municipal.

Fundo eleitoral

Na última sessão do Congresso em 2023, Pacheco saiu derrotado na queda de braço com Lira. O presidente do Senado fez um apelo derradeiro aos parlamentares durante a votação da proposta orçamentária, para que recuassem da ideia de elevar para R$ 4,9 bilhões o fundo destinado a custear as campanhas eleitorais deste ano.

Ele propôs que fossem retomados os cerca de R$ 900 milhões propostos inicialmente pelo governo e se comprometeu a fechar um acordo com o governo para elevar o fundo de financiamento para cerca de R$ 2,7 bilhões – valor correspondente ao executado na campanha municipal de 2020, acrescido da correção da inflação. Segundo ele, o valor acolhido pelo relator do orçamento, deputado Luiz Carlos Mota (PL-SP), era um exagero e poderia precipitar uma campanha contra o financiamento público na sociedade.

Governistas e oposicionistas rejeitaram a proposta e confirmaram o montante de quase R$ 5 bilhões. Lira, que não integra a Mesa Diretora do Congresso, foi um dos incentivadores do valor.

Minirreforma eleitoral

Em outubro, o Senado impôs uma derrota à Câmara ao se recusar a acelerar a votação de uma minirreforma eleitoral que flexibilizava a cota de participação das mulheres nas eleições, afrouxava regras sobre prestação de contas e alterava o calendário eleitoral. O texto foi engavetado pelos senadores, o que impediu que as mudanças valessem para as eleições e 2024.

Na ocasião, diante de críticas de aliados de Lira, Pacheco respondeu: “Paciência. Discutiremos mais alongadamente [as mudanças] para poderem valer nas eleições de 2026”.

Medidas provisórias

A queda de braço travada entre Lira e Pacheco no ano passado se fez sentir no Palácio do Planalto. O presidente do Congresso tentou restabelecer o rito de tramitação das medidas provisórias por meio de comissões mistas (formadas por deputados e senadores), responsáveis por fazer a análise prévia do texto antes de submetê-ao plenário. A relatoria e a presidência da comissão eram alternadas por senadores e deputados. Esse foi o rito que imperou até o início da pandemia, quando os trabalhos legislativos passaram por uma série de adaptações.

Lira resistiu a indicar os representantes da Câmara, o que obrigou o governo a tratar dos mesmos assuntos por projeto de lei, sob pena de ver suas MPs perderem a validade. Ele defendeu que o relatório deveria ser feito pelos deputados em plenário, a exemplo do que ocorria desde o início da pandemia.

Como consequência, Lula terminou o primeiro ano de seu mandato com apenas nove, de um tota de aproximadamente 50 medidas provisórias, convertidas em lei após votação na Câmara e no Senado. Os temas tiveram de ser tratados por projeto de lei com regime de urgência. “Tivemos essa divergência. Continuo acreditando que eu estava certo. Mas no final deu tudo certo”, disse Pacheco no café da manhã com jornalistas às vésperas do Natal.

 

Henrique Souza, com informações de Congresso em Foco 

Imagem: divulgação 

Wilson Lima oficializa mudanças no secretariado

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O governador Wilson Lima (União Brasil) iniciou o ano de 2024 fazendo mudanças nas secretarias governamentais. As alterações constam na edição da última quinta-feira, 28, do Diário Oficial do Estado, disponibilizado nesta terça-feira, 2, para consulta.  

O deputado federal Fausto Santos Júnior foi nomeado como secretário da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) no lugar de Marcellus Campêllo. Na semana passada, Fausto tinha anunciado a novidade pelas redes sociais. 

A pasta de Cidades e Territórios (SECT) também sofreu modificações. Renata Queiroz Pinto Mustafa assume o lugar de João Braga, conhecido como Braguinha, na secretaria.

Veja: 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Divulgação

Todos os municípios do Amazonas continuam em situação de emergência devido estiagem

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De acordo com o Boletim Estiagem, divulgado pelo Governo do Amazonas, por meio do Comitê Intersetorial de Enfrentamento à Situação de Emergência Ambiental, nessa segunda-feira, 1º, todos os 62 municípios amazonenses estão em situação de emergência. 

Segundo dados da Defesa Civil, o Amazonas tem 599 mil pessoas afetadas até o momento pela seca severa, ou 150 mil famílias. O número de pessoas e famílias afetadas pela estiagem no estado é dinâmico e baseia-se nas informações disponibilizadas pelos municípios que alimentam o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres da Defesa Civil (S2iD). Esses números são atualizados e corrigidos diariamente, podendo sofrer alterações para mais ou para menos, de acordo com os ajustes realizados pelas autoridades municipais, visando a precisão dos dados.

Ainda conforme o boletim,  2.992 incêndios foram combatidos no estado. Ao longo de 2023, foram 19.603 focos combatidos. Desses, 2.862 foram na Região Metropolitana de Manaus, uma porcentagem de 14, 59%. A maior parte concentra-se na Região Sul do Amazonas com 10.510 focos, correspondente a 53,61%.    

O Comitê foi instituído pelo governador Wilson Lima, no dia 29 de setembro. O governador também anunciou medidas para reforçar as ações do Governo, que já estão em andamento, por meio da operação Estiagem 2023.

Gastos

Há pouco tempo, os prefeitos do interior foram buscar recursos, inclusive federais, para combater a estiagem. Mas o Réveillon foi de luxo para vários municípios. 

A exemplo, o presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM) e prefeito de Rio Preto da Eva, Anderson Sousa, e o prefeito de Carauari, Bruno Ramalho, promoveram grandes festas na virada do ano, contrariando o fato de que ao longo de 2023, enfrentaram dificuldades para manter os recursos das Prefeituras para combater a estiagem e pagar os servidores.  

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa  

Foto: Divulgação

Ano de choro, mas Réveillon no luxo: Anderson Sousa e Bruno Ramalho ostentam em programação no interior

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Os prefeitos de Carauari e Rio Preto da Eva, Bruno Ramalho e Anderson Sousa, respectivamente, diziam enfrentar grandes desafios para manter as folhas municipais e honras os compromissos da administração pública durante todo o ano de 2022, principalmente nos períodos de estiagem e queimadas.

Os dois prefeitos também lamentaram a queda de recursos do município e, por vezes, assinaram normas que continha as despesas com a justificativa de não endividar os municípios que administram.

No entanto, as festas de Réveillon aparentou ser bem contraditório do que os prefeitos discursaram no decorrer do ano. As festas foram faraônicas.

Em Carauari, foram três dias de festa, com a contratação de diversos artistas.

Anderson tratou da festa do seu município como se fosse a capital amazonense. Tanto que muitos dos artistas que foram contratados para a Praia da Ponta Negra, em Manaus, também passaram pelo palco de Rio Preto da Eva.

Anderson Sousa ainda fez questão de, além da tradicional contagem regressiva, cantar para o público presente. Assista:

 

Da Redação O Poder

Foto: Reprodução 

Disputa pela Prefeitura de Manaus é marcado por ritmo frenético

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2024 ainda nem tinha começado e as eleições, marcadas para outubro deste ano, causavam um verdadeiro frisson no finalzinho de 2023, deixando a corrida pela Prefeitura de Manaus num ritmo frenético.

Na segunda quinzena de dezembro, o deputado federal Capitão Alberto Neto anunciou que o nome do PL nesta disputa é o dele e, nos últimos dias do ano, foi o colega de bancada Amom Mandel (Cidadania) que pegou todos de surpresa, anunciando que não é pré-candidato, se colocando fora do game.

Não bastasse as informações de quem é ou não uma opção de voto aos eleitores manauaras, alguns institutos de pesquisa aproveitaram o hype e os bombardearam com divulgações de percentuais.

O recuo de Amom, a confirmação de Alberto Neto e, claro, as divulgações dos números de pesquisa geraram grande movimentação nas equipes dos principais ‘atores’ das eleições municipais que já viabilizam a conquista/transferência de votos.

Pré-campanha forte

David Almeida (Avante), Roberto Cidade (União Brasil) e Alberto Neto, hoje, figuram nas primeiras colorações das pesquisas.

Já com suas equipes de ‘marqueteiros’ definidas, os três têm usado estrategicamente as redes sociais para se aproximar da população manauara, tocando em pautas pertinentes à cidade.

O prefeito, por sua vez, mostrando o que tem feito para mudar – e melhorar a cidade – enquanto os adversários, claro, apontam o que falta ser feito.

Da Redação O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro, Portal O Poder 

Partida de Amazonino deixou legado político e admiração de aliados e adversários

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A partida do ex-governador Amazonino Mendes (Cidadania), aos 83 anos, ocorrida em fevereiro deste ano, deixou um legado político e admiração de aliados e adversários na história de um dos maiores políticos do Amazonas. Natural de Eirunepé (distante a 1.772 quilômetros de Manaus), além de ser político, Mendes era empresário e advogado e deixou três filhos.

O legado de Amazonino, perpassa qualquer resultado das urnas por sempre ser respeitado por adversários, amado pelos seus eleitores e admirado pelas próximas gerações políticas. O governador Wilson Mendes (União Brasil) que disputou o segundo turno na ultima eleição de Amazonino Mendes para governador em 2022, reconheceu o valor e o legado do adversário político quando Amazonino chegou a liderar boa parte da eleição sendo o segundo candidato mais votado na capital, ficando de fora do segundo turno por estar debilitado e não conseguir fazer campanha que foi disputado por Wilson Lima e Eduardo Braga (MDB).

A bancada federal do Amazonas dos senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), velhos aliados de Amazonino em outros pleitos políticos também prestaram homenagens ao velho guerreiro do Amazonas e reconheceram o seu legado, além do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) que ainda destacou os méritos de Amazonino.

Trajetória política

Em sua trajetória política, Amazonino Mendes foi governador do Amazonas pela primeira vez entre 1987-1990. Depois, nos anos 1995-1998, 1999-2002 e 2017-2019. Ele também foi prefeito de Manaus nos anos 1983-1986, 1993-1994 e 2009-2012 e senador da República.

Dignidade

Durante um vídeo postado em outubro de 2022, Amazonino Mendes faz alusão a derrota nas urnas para Wilson Lima na eleição de 2018, numa imensa demonstração de respeito a democracia e a soberania do povo ao reconhecer a vitória do adversário, além de dignidade até na derrota. Amazonino ainda destaca o governador do Pará, Helder Barbalho e afirma o seu apoio ao presidente Lula na última eleição.

“Amazonenses em 2018, em razão da última eleição que eu perdi, de imediato dei entrevista reconhecendo a derrota. Me abstive de qualquer questionamento é o meu espírito democrático, o povo é soberano.  Sempre carreguei isso comigo, agora, recentemente, o povo mandou um recado muito claro, aprovou o governo atual de forma muito incisiva. O meu espírito democrático em decorrência disso me desautoriza a tomar qualquer partido. Que fique na soberania do povo o futuro do nosso estado. E peço a Deus que ilumine a todos para que tenhamos momentos mais felizes”, afirmou ao agradecer os mais de 355 mil votos que recebeu.

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução