Início Site Página 98

Disputa por protagonismo divide Direita

0

Brasília já viu alianças improváveis, rompimentos dramáticos e reconciliações estratégicas. Mas poucos espetáculos são tão frequentes quanto a disputa por protagonismo dentro do mesmo grupo político.

A mais recente envolve o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira. Em um longo texto publicado no X, Eduardo decidiu lembrar, em detalhes, tudo o que afirma ter feito para ajudar na ascensão de Nikolas. 

O desabafo soou menos como um gesto de pacificação e mais como um inventário público de favores políticos.

Ao tentar reforçar a narrativa de lealdade e gratidão, o episódio acabou revelando algo bem menos estratégico: mais um capítulo de disputa pública dentro do então grupo político que frequentemente cobra “disciplina” e “união”.

Enquanto aliados trocam farpas nas redes sociais, o eleitor assiste a um espetáculo curioso: líderes que pedem coesão no discurso, mas parecem incapazes de resolver divergências longe do palco digital.

No fim, a direita segue discutindo à “mesa de jantar”, enquanto a plateia apenas observa quem vai sobrar de pé.

Da Redação

Após quatro meses, CPI do Crime terminará sem ouvir mais de 90 pessoas

0

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado finaliza os trabalhos nesta semana após quatro meses de atividades. O colegiado, que pressionava pela prorrogação por mais 60 dias, chega ao fim nesta terça-feira, 14, sem ouvir mais de 90 pessoas que já tinham convocações ou convites aprovados.

Levantamento da CNN, com base nos requerimentos aprovados pela comissão, aponta que a comissão parlamentar aprovou a oitiva de ao menos 110 pessoas nominalmente. Na lista, há ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), governadores e referências na área de Segurança Pública.

Desde a instalação, a comissão parlamentar realizou oitiva de 18 pessoas. Na próxima semana, a CPI já tem encontro marcado para a oitiva do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, além da leitura e deliberação do relatório final.

Ainda em fevereiro, a CPI do Crime aprovou convites aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF, e ao presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo. Os ministros não compareceram. O chefe da autoridade monetária foi ouvido pelo colegiado na semana passada.

O colegiado também insistiu, sem sucesso, nos depoimentos do ex-presidente do BC Roberto Campos Neto e do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). O intuito era, em especial, questioná-los sobre as fraude financeira do Banco Master. Ambos foram alvos de convocação – quando a presença é obrigatória –, mas não compareceram após terem pedidos de habeas corpus concedidos. 

A intenção inicial da CPI era ouvir ao menos 11 governadores e seus respectivos secretários de Segurança Pública, mas apenas Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, participou de audiência da comissão. O objetivo era ter um panorama da atuação do crime organizado nos estados e das ações de combate adotadas por cada ente.

A cúpula da CPI do Crime Organizado pressionava o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), pela prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. O chefe do Legislativo, entretanto, negou a demanda com argumento da proximidade do período eleitoral.

“Ele [Alcolumbre] justifica dizendo que se trata de um ano eleitoral, e na visão dele não é bom ter uma CPI tramitando. É óbvio que não concordamos, entendo que o presidente Davi presta um grande desserviço à população”, afirmou o relator Alessandro Vieira (MDB-SE), após reunião com o presidente do Senado na terça-feira, 7.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Alexandre Ramagem é preso pelo ICE nos Estados Unidos

0

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso, nesta segunda-feira, 13, pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduana dos Estados Unidos, conhecido como ICE (sigla em inglês para United States Immigration and Customs Enforcement).

A prisão foi confirmada à CNN Brasil pela PF (Polícia Federal) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado. Ele estava foragido, desde que deixou o Brasil, segundo a PF, de forma clandestina pela fronteira de Roraima com a Guiana.

Segundo informações da Polícia Federal, ainda não há informações se o Ramagem será extraditado. O nome do ex-deputado já consta no sistema do ICE.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que foi informado pela imprensa a respeito da detenção do ex-deputado do partido.

“Acompanharemos com máxima atenção cada desdobramento deste caso, que ultrapassa uma situação individual e toca diretamente no respeito às garantias e à atuação de um parlamentar eleito pelo povo brasileiro. Confiamos no bom senso das autoridades dos Estados Unidos para compreenderem o contexto em que se insere este episódio, marcado por um cenário de forte tensão política no Brasil”, afirmou Sóstenes, em nota.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

João Carlos assume mandato de Silas Câmara na Câmara Federal

0

O vereador João Carlos (Republicanos) anunciou na manhã desta segunda-feira, 13, durante sessão na Câmara Municipal de Manaus (CMM), que deixará o parlamento municipal para assumir o mandato de deputado federal. Ele irá ocupar a vaga de Silas Câmara (Republicanos).

“A Câmara Municipal não está perdendo um membro, está ganhando um reforço. Cada um dos senhores [vereadores] e o povo manauara terão agora uma voz ativa em Brasília e um aliado pronto para dar voz às pautas que nos são tão caras”, disse. “Não poderia deixar de fazer um agradecimento especial à atitude honrosa do experiente deputado Silas Câmara pela confiança e pelo gesto que torna possível este momento”, agradeceu João Carlos. 

Bastidores e Rumores

A movimentação, embora oficializada hoje, já era antecipada pelo Portal O Poder, que noticiou a possibilidade da troca ainda em outubro do ano passado.

Nos bastidores, as informações apontam que o licenciamento de Silas Câmara possui duas frentes: a atuação direta na campanha do pré-candidato ao Governo, senador Omar Aziz (PSD) — com quem esteve em agenda no Distrito Industrial nesta manhã — e a necessidade de dedicar tempo aos cuidados com a saúde. A troca é vantajosa para fortalecer a imagem de ambos para as eleições. 

Até o fechamento desta matéria, o deputado Silas Câmara não havia se manifestado em suas redes sociais sobre o afastamento. Ele continua como presidente do Direito Estadual do Republicanos. 

Com a subida de João Carlos para o Congresso Nacional, quem assume a cadeira na CMM é o ex-vereador Dr. Daniel Vasconcelos.

Veja vídeo:

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por Portal O Poder (@_portalopoder)

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Portal O Poder 

Votação para definir novo comando no TSE ocorre nesta terça-feira, 14

0

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elege nesta terça-feira, 14, os sucessores ao cargo de presidente e vice-presidente da Corte Eleitoral. A movimentação aconteceu após o anúncio antecipado da ministra Cármen Lúcia, deixando o cargo de presidente.

Pelo sistema de rodízio, tradição no tribunal, a eleição deve definir os ministros Nunes Marques na presidência e André Mendonça na vice-presidência. A eleição vai dar início à transição da gestão. A posse do novo comando do TSE deve ocorrer até o fim de maio.

“Considerando que, em 3 de junho, sobrariam pouco mais de 100 dias [para o pleito] e tendo em vista o enorme trabalho que tenho a realizar no STF, decidi, em vez de deixar para o último dia, iniciar agora a eleição dos novos dirigentes”, afirmou a ministra no anúncio de sua saída.

Como funciona o TSE?

O Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros: Três são também ministros do Supremo Tribunal Federal; Outros dois também são ministros do Superior Tribunal de Justiça; Mais dois são da chamada classe dos juristas, advogados nomeados para o cargo.

A atuação é temporária: os magistrados são escolhidos para atuar em períodos de dois anos, renováveis por mais dois.

A presidência da Corte Eleitoral é sempre exercida por um dos três ministros do Supremo que estão na composição naquele momento.

O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral, responsável pela organização e administração do processo de escolha dos ocupantes de mandatos eletivos.

 

Com informações de G1

RR: TSE decide nesta terça futuro de Antonio Denarium e Edilson Damião

0

Nesta terça-feira, 14, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento de uma ação contra o ex-governador de Roraima, Antonio Denarium (Republicanos), e Edilson Damião (União Brasil), atual governador após a renúncia de Denarium para disputar o Senado.

O processo está parado desde novembro do ano passado, quando o ministro Nunes Marques fez pedido de vista. Há dois votos favoráveis à cassação de Denarium e Damião. Os políticos foram cassados quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), por uso indevido da máquina pública no período eleitoral, mas recorreram ao TSE.

Vale destacar que o caso ficou parado por 378 dias, e, quando foi finalmente pautado, o julgamento foi suspenso pela ministra Cármen Lúcia, que deve se despedir do TSE em breve.

Novo pedido de vista

Há especulações de que um novo pedido de vista será solicitado; nisso, ambos os políticos ganham mais tempo e possibilitam outras articulações políticas. Não é a primeira vez que essas suposições sobre a cassação da chapa ganham força e se concretizam no plenário do TSE.

Dois pesos, duas medidas

Enquanto Denarium e Damião seguiram em seus cargos, se articulando e prolongando seu tempo de vida na política, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi julgado pelo TSE, ficando inelegível pelos próximos oito anos, por conta de irregularidades nas eleições de 2022. Ele foi condenado por abuso de poder político e econômico, as mesmas acusações pelas quais os políticos de Roraima foram cassados no TRE e devem ser julgados no TSE.

Apesar de o julgamento ter sido pautado para terça, há sempre a possibilidade de Denarium e Damião serem “salvos pelo gongo”, indicando que no TSE há dois pesos e duas medidas nos julgamentos, perpetuando assim o benefício político de Denarium.

 

Da Redação, com informações de Veja e Poder 360

Publicação de edital nesta segunda dá início à eleição indireta no Amazonas

0

O edital com as regras para realização da eleição indireta ao governo do Estado deve ser publicado nesta segunda-feira, 13. A informação foi confirmada pelo presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Adjuto Afonso (União Brasil).

Na sexta-feira, 10, o governador interino, Roberto Cidade (UB), sancionou a Lei Ordinária nº 8.162, de 9 de abril de 2026, oriunda do Projeto de Lei nº 190/2026 aprovado na Aleam que estabelece as diretrizes para o pleito. A eleição está marcada para o dia 04 de maio, às 09h.

Convenção partidária e prazos

Adjuto Afonso explicou que a Aleam conta com um corpo de procuradores que elaboraram o edital em conjunto com a Diretoria-Geral da Casa. Após a revisão final, o documento será publicado.

“A partir daí começam a contar os prazos de filiação, pois quem não é filiado a um partido não pode ser candidato. Tudo isso estará explicado no edital, que será brevemente disponibilizado no Diário Oficial da Assembleia”, explicou.

Ao ser questionado sobre a necessidade de convenção partidária, o deputado afirmou que não será necessário, conforme previsto na Lei nº 8.162/2026.

“A lei dispensa convenções partidárias. Caso um partido indique mais de um nome, caberá ao próprio diretório definir o candidato. O edital deve ser publicado, no máximo, até esta segunda. A Assembleia estará à disposição para esclarecer dúvidas de quem desejar se candidatar aos cargos de governador e vice-governador”, enfatizou.

O parlamentar informou ainda que, após a publicação do edital, os candidatos terão o prazo de três dias para formalizar suas candidaturas.

Mandato tampão

A medida decorre da vacância simultânea dos cargos após a renúncia do governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza, ocorrida nos dois últimos anos do mandato. A situação, conforme a Constituição Estadual, exige a realização de eleição indireta pelo Parlamento no prazo de até 30 dias.

Segundo Adjuto Afonso, a eleição está prevista para acontecer no dia 4 de maio, quando os deputados estaduais irão escolher os candidatos por votação de maioria simples. A partir de agora, a Aleam aguarda a publicação do edital, que está sendo elaborado pela Procuradoria-Geral do Poder Legislativo, para dar seguimento ao processo eleitoral.

“Aprovamos a lei, o governador sancionou e ela já foi publicada no Diário Oficial. A partir de agora, começam a correr os prazos que a lei determina. Será publicado o edital, e tudo o que estiver nele terá como base a lei aprovada. O documento vai definir que a eleição será no dia 4 de maio, que é o último dia do prazo, e não queremos correr o risco de fazer uma eleição de forma apressada”, afirmou.

O parlamentar destacou ainda que, tão logo o edital seja publicado, a Assembleia Legislativa ficará de plantão para prestar informações aos possíveis candidatos que atendam aos critérios estabelecidos na lei.

Da Redação, com informações da Aleam
Foto: Divulgação

 

Roberto Cidade abre mão do salário de governador do Amazonas e mantém remuneração como deputado

0

O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), decidiu manter o salário de deputado estadual enquanto estiver à frente do Executivo. A escolha foi formalizada em ofício encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) no sábado, 11.

O político assumiu o Governo do Amazonas de forma interina em meio as renúncias simultâneas do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (Progressistas), no dia 4 de abril.

No documento enviado à Aleam, o governador oficializou que abre mão da remuneração estimada em R$ 45,4 mil e optou por receber o valor do mandato parlamentar, de aproximadamente R$ 34,7 mil.

“Venho, nos termos, optar pela remuneração do mandato eletivo de deputado estadual durante o período que exercer o referido cargo. Para ser expressão da verdade, firmo o presente termo para que produza efeitos legais”, diz um trecho do ofício.

Trajetória

Roberto Cidade iniciou a carreira política em 2016, ao disputar vaga de vereador em Manaus. Recebeu 6.285 votos e ficou como suplente.

Dois anos depois, assumiu cadeira na Câmara Municipal de Manaus, onde participou de votações relevantes, como a Lei Orçamentária do município. Ainda em 2018, foi eleito deputado estadual com 33.239 votos, o segundo mais votado do estado.

Na Aleam, começou em 2019 como 3º vice-presidente da Mesa Diretora e presidiu a Comissão de Transportes no biênio 2019-2020.

Em dezembro de 2020, foi eleito presidente da Aleam no primeiro mandato, aos 34 anos. Tornou-se o mais jovem e o primeiro novato a comandar o Legislativo estadual.

Da Redação, com informações do G1
Foto: Divulgação

‘É fraco’: Trump ataca papa Leão XIV e posta foto vestido de Jesus

0

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América (EUA), direcionou sua metralhadora giratória contra o líder da Igreja Católica, papa Leão XIV, que não estaria, segundo as palavras do republicano, “fazendo um bom trabalho”. “Não sou fã do papa Leão”, disse Trump, na sua rede Truth Social, nesse domingo, 12.

“O papa Leão XIV é fraco no combate ao crime e péssimo para a política externa. Não quero um papa que ache normal o Irã ter uma arma nuclear”, disse o presidente dos EUA.

Nos ataques ao pontífice, que é norte-americano, Trump disse que o religioso é “uma pessoa muito liberal” e deveria “parar de ceder à esquerda radical”. As informações são do jornal The Guardian. 

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por Portal O Poder (@_portalopoder)

Logo após as críticas a Leão XIV, Trump publicou, também na Truth Social, uma imagem de si mesmo, gerada por inteligência artificial, em que aparece vestido de Jesus na cura de enfermos. Veja:

“Idolatria por dinheiro”

Os ataques de Trump ao líder católico vieram depois de um apelo que Leão XIV fez, no sábado, 11, para que os EUA, Israel e Irã cheguem a um consenso que determine o fim da guerra no Oriente Médio. O pontífice chamou o conflito de “loucura” e acusou os envolvidos de terem idolatria por dinheiro.

Nesta segunda-feira, 13, o papa reagiu a Trump, ao chegar a Argel, capital da Argélia. Embora tenha dito que não quer “entrar em debate” com Trump, o pontífice afirmou a jornalistas: ”Não creio que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo”.

“Não tenho medo do governo Trump. Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, completou.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação

Candidatos a vaga ao TCU passam por sabatina na Câmara nesta segunda

0

Em meio a uma disputa pulverizada, a CFT (Comissão de Finanças e Tributação) da Câmara dos Deputados realiza nesta segunda-feira, 13, a sabatina de candidatos para uma vaga de ministro do TCU (Tribunal de Contas da União). A votação no plenário deve ser realizada na terça-feira, 14.

Sete nomes foram indicados para a disputa, apesar de haver um acordo do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para o apoio ao deputado Odair Cunha (PT-MG). O petista é o favorito e tem o endosso de 12 bancadas.

O acordo costurado por Motta garantiu o apoio da bancada petista para a sua eleição ao comando da Casa em 2025, mas o entendimento não teve adesão ampla de partidos de centro e direita. Siglas do centrão, como PSD e União Brasil, lançaram nomes próprios na disputa ao TCU. Veja quem são os candidatos e quais bancadas fizeram as indicações:

  • Adriana Ventura (Novo-SP), indicada pelo Novo;
  • Danilo Forte (PP-CE), indicado pelo PSDB;
  • Elmar Nascimento (União-BA), indicado pelo União Brasil;
  • Gilson Daniel (Podemos-ES), indicado pelo Podemos;
  • Hugo Leal (PSD-RJ), indicado pelo PSD;
  • Odair Cunha (PT-MG), indicado por O nome dele foi endossado pelo PT, MDB, PDT, PC doB, PSB, Republicanos, Solidariedade, PRD, PP, PV e PSOL;
  • Soraya Santos (PL-RJ), indicada pelo PL.

Como a CNN mostrou, um cenário pulverizado pode beneficiar Odair Cunha, que tem maior apoio entre as bancadas. O deputado Emanuel Pinheiro Neto (PSD-MT) será o relator das indicações na comissão.

A escolha com um formato de sabatina não é comum, mas foi determinada por Hugo Motta neste ano como uma das etapas antes da votação no plenário. Cada candidato terá um tempo para fazer uma exposição inicial e depois os integrantes da comissão poderão fazer suas manifestações.

O papel da comissão é apenas consultivo e todos os nomes devem ser levados ao plenário. Será considerado eleito o candidato que receber o maior número de votos.

A votação, no entanto, é secreta, o que abre espaço para traições ao permitir que deputados possam votar sem necessariamente seguir a orientação do partido. Após o aval do plenário, a indicação seguirá para a análise do Senado.

Responsável pela fiscalização do uso de recursos públicos federais, o TCU é um órgão auxiliar do Legislativo e tem vaga aberta desde fevereiro com a aposentadoria do então ministro Aroldo Cedraz. Ele completou 75 anos em 26 de fevereiro, o que o obrigou a se aposentar compulsoriamente. O cargo de ministro é vitalício, com aposentadoria obrigatória a partir dos 75 anos.

Dos nove integrantes da Corte de Contas, três são indicados pela Câmara e três são indicados pelo Senado. Outros três são indicados pelo presidente da República, sendo que dois precisam ter vínculo com carreiras de Estado (um sendo auditor do TCU e o outro membro do Ministério Público de Contas), enquanto o terceiro não precisa ter esse vínculo.

Impasse em indicações

A indicação de Odair Cunha foi negociada ainda em dezembro de 2024. Segundo integrantes da bancada petista, o entendimento articulado envolvia o amplo apoio da maioria das bancadas da Casa. Apesar de a disputa incluir outros seis nomes, o cenário não representa uma preocupação, segundo o líder do PT na Casa, deputado Pedro Uczai (SC).

Além de o acordo de Motta ter sido colocado em xeque, a definição das candidaturas ao TCU também motivou impasses internos em parte das bancadas.

No PL, o deputado Hélio Lopes (RJ) lançou seu nome como candidato e anunciou ter o respaldo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A bancada, no entanto, decidiu indicar Soraya Santos após uma articulação que envolveu a cúpula do partido e o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência.

A sigla decidiu recalcular rota para promover o nome de uma deputada mirando sinalizações ao eleitorado feminino e críticas ao governo Lula por falta de espaço a mulheres na gestão petista. É a segunda vez que Soraya disputará a vaga. Em 2023, ela conquistou 75 votos contra o então deputado e atual ministro Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR), eleito com 239 votos.

Em outra disputa interna, no União Brasil, dois deputados colocaram seus nomes como postulantes ao TCU: Elmar Nascimento (BA) e Danilo Forte (CE).

Sem um consenso, o impasse motivou a saída de Forte do partido e a sua filiação ao PP – que, no entanto, apoiará Odair Cunha em fidelidade ao acordo inicial. Por isso, o nome de Forte foi indicado pelo PSDB.

Ele afirmou em nota divulgada na última semana que não irá desistir da candidatura e criticou o movimento do PL para indicar Soraya Santos.

“Isso não é apenas um desrespeito a ele [Hélio Lopes], mas também às mulheres, já que, se a intenção fosse ampliar a diversidade do TCU, essa agenda teria sido assumida desde o início — e não de forma oportunista como agora”, disse Forte.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação