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Dólar comercial volta a ser vendido acima de R$ 5,10

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Depois de três dias de alívio nos pregões globais, o mercado financeiro voltou a ter um dia de nervosismo. A bolsa de valores caiu e voltou a se aproximar dos 70 mil pontos. O dólar, que ontem (26) tinha fechado abaixo de R$ 5, subiu e voltou a ser vendido acima de R$ 5,10.

O índice Ibovespa, da B3, a Bolsa de Valores brasileira, fechou esta sexta-feira (27) aos 73.429 pontos, com queda de 5,51%. O índice operou em baixa durante todo o dia, seguindo o

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,107, com alta de R$ 0,111 (+2,22%). Por volta das 16h30, a cotação estava em R$ 5,05, mas subiu nos minutos finais de negociação. A divisa acumula alta de 27,2% em 2020. Diferentemente dos últimos dias, o Banco Central (BC) voltou a intervir no mercado. A autoridade monetária vendeu US$ 1,02 bilhão das reservas internacionais, em dois leilões.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a bolsa teve um dia de realização de lucros, quando os investidores vendem ações para embolsar ganhos, após três dias seguidos de alta. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 4,06%, mesmo com a aprovação, pelo Congresso norte-americano, de um pacote de estímulos de US$ 2 trilhões para reativar a maior economia do planeta.

Paralelamente, o Federal Reserve, Banco Central norte-americano, está comprando indefinidamente dívidas corporativas e emprestando recursos diretamente a empresas pelo tempo necessário. Ontem, os países do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, inclusive o Brasil, comprometeram-se a injetar US$ 5 trilhões na economia global.

Pacote de medidas

No Brasil, o mercado continua a reagir às medidas para aliviar o impacto da crise do coronavírus, que devem chegar a R$ 700 bilhões nos próximos três meses, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes. Apenas a ajuda de R$ 600 para trabalhadores autônomos, aprovada ontem pela Câmara dos Deputados, terá impacto de R$ 45 bilhões no orçamento.

Nos últimos dias, o governo brasileiro anunciou uma ajuda emergencial de R$ 88,2 bilhões para estados e municípios. O Banco Central (BC) liberou R$ 1,2 trilhão na economia, principalmente por meio da redução de compulsórios, dinheiro que os bancos são obrigados a reter no BC. A edição de medidas provisórias para flexibilizar a legislação trabalhista durante a crise alivia a perda do valor de ações de diversas empresas.

Petróleo

A intensificação da guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia, que tinha dado uma trégua nos últimos dias, voltou a pressionar o mercado. Os dois países estão aumentando a produção de barris, o que tem provocado uma redução na cotação do produto.

O barril do tipo Brent voltou a cair. Por volta das 18h, a cotação estava em US$ 25,10, com recuo de 4,71%. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, despencaram. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) caíram 10,75% nesta sexta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 7,57%.

Fonte e Foto: Agência Brasil

Senado votará na segunda auxílio de R$ 600 para trabalhadores

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O Senado votará na próxima segunda-feira (30) o pagamento de um auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), confirmou a votação para o início da próxima semana em postagem no Twitter.

Alcolumbre está se recuperando após ser diagnosticado com o novo coronavírus. Quem tem presidido as sessões remotas é o vice-presidente, senador Antonio Anastasia (PSD-MG). A sessão está prevista para ocorrer às 16h. Horas antes, pela manhã, os líderes se reunirão, também remotamente, para discutir outras votações prioritárias da semana.

Pelas manifestações de senadores nas redes sociais, a expectativa é que a medida seja aprovada sem objeções. O vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues (DEM-RR), e o líder da minoria, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), se manifestaram favoráveis à votação e sua aprovação. Além deles, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) e os senadores Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) e Esperidião Amin (PP-SC) também se manifestaram favoráveis.

O auxílio, que foi aprovado na Câmara dos Deputados ontem (26), é voltado aos trabalhadores informais (sem carteira assinada), às pessoas sem assistência social e à população que desistiu de procurar emprego. A medida é uma forma de amparar as camadas mais vulneráveis à crise econômica causada pela disseminação da covid-19 no Brasil e o auxílio será distribuído por meio de vouchers (cupons).

Fonte e Foto: Agência Brasil 

Justiça derruba decretos de Bolsonaro e o proíbe de tomar medidas contra a quarentena

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O governo de Jair Bolsonaro está proibido pela Justiça Federal de adotar medidas contrárias ao isolamento social como forma de prevenção ao coronavírus. Dois decretos do presidente que ia nesse sentido foram suspensos, o que classificava as igrejas e casas lotéricas como serviços essenciais, o que, na prática, permitia o funcionamento desses estabelecimentos, mesmo em Estados em que os governos municipais ou estaduais tivessem proibido aglomerações.

O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF). Na decisão, o juiz da 1ª Vara Federal de Duque de Caxias, Márcio Santoro Rocha, determinou que o governo federal e a prefeitura da cidade de Duque de Caxias, “se abstenham de adotar qualquer estímulo à não observância do isolamento social recomendado pela OMS”, a multa em caso de desobediência é de R$ 100 mil.

O presidente vem afirmando que o isolamento social não é a medida mais eficaz contra a pandemia do coronavírus. Com os dados e os conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde, secretarias estaduais da saúde e maiores cientistas de todo mundo, é possível afirmar que ou o presidente está mentindo ou está extremamente mal informado.

Para Bolsonaro, quem tem seguido os conselhos dos órgãos acima mencionados, está agindo com “histeria”. Sem apresentar um dado científico, o presidente tem pedido abertamente, inclusive em campanha bancada com dinheiro público, para as pessoas voltarem as atividades normal.

O coronavírus já vitimou fatalmente 23.335 seres humanos no mundo e já contaminou 509.164 pessoas. Estamos falando de meio milhão de vidas.

No Brasil a situação não é nada esperançosa. Em um mês desde que a doença chegou por aqui, são 3.417 pessoas infectadas e 92 mortos.

 

Conteúdo: Congresso Em Foco

Foto: Isac Nóbrega/PR

Governo atualiza dados e sobe para 81 casos de coronavírus no Amazonas

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Subiu para 81 o número de casos confirmados de pessoas infectadas com o novo coronavírus no Amazonas. Segundo o governo do Estado, são 75 casos em Manaus e 6 no interior. A confirmação de mais um caso ocorreu minutos após a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Rosemary Pinto, encerrar a entrevista coletiva on-line na tarde desta sexta-feira, 27, quando divulgava o boletim diário da doença.

Com essa última atualização, 75 casos estão em Manaus, 2 em Parintins, 2 em Manacapuru, 1 em Boca do Acre e 1 em no município de Santo Antônio do Iça. Durante a coletiva on-line, Rosemary disse que três casos estão internados na rede de saúde pública. “Dois estão internados na UTI do Hospital Delphina Abdel Aziz e ambos fazem o tratamento experimental com cloroquina”.

No início da noite desta sexta, o Governo do Amazonas, informou que um homem de 46 anos com suspeita do novo coronavírus morreu. Segundo a FVS-AM, o homem estava internado no Hospital e Pronto-Socorro Delphina Abdel Aziz, na Zona Norte da cidade. O homem foi internado na manhã desta sexta no hospital e tinha histórico de comorbidades como asma e doença cardiovascular crônica.

 

Álik Menezes, para O Poder

Foto: Divulgação

Covid-19: Bancada do AM destina R$ 151 milhões de emendas impositivas à saúde

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Parlamentares do Amazona em reunião no Congresso

Brasília – Os deputados federais e senadores da bancada do Amazonas, em conjunto, irão sugerir ao governo federal que repasse R$ 151 milhões à saúde do Amazonas. Dentro do pacote, R$ 116 milhões será destinados ao enfrentamento do novo coronavírus.

Os recursos deverão de repassados por meio de emenda impositiva, proposta pelos senadores Omar Aziz (PSD), Plínio Valério (PSDB) e Eduardo Braga (MDB), e pelos deputados Átila Lins (PP), Sidney Leite (PSD), Marcelos Ramos (PL), Bosco Saraiva (Solidariedade), Capitão Alberto Neto (Republicanos), Delegado Pablo (PSL) e Silas Câmara (Republicanos).

Em post no Facebook, Omar Aziz fez anúncio da medida encabeçada pelos parlamentares e disse que “é obrigação de cada parlamentar desta bancada trabalhar para solucionar os problemas que a saúde pública enfrenta no nosso Estado e em todo o país”, escreveu.

Para que as medidas impositivas sejam aprovadas, antes devem passar pelo crivo do Ministério da Saúde e do presidente Jair Bolsonaro. 

A assessoria do senador Omar Aziz disse que “na próxima semana provavelmente, o Governo Federal vai abrir o sistema de emendas para indicar os beneficiários.  Como este recurso é fundo a fundo, a média é que, em até 72 horas, o recurso esteja com o beneficiário indicado”.

Marcelo Ramos disse que na próxima semana estará em Brasília “para agilizar a liberação junto ao Ministério da Saúde”. 

Os repasses

Cada deputado e senador podem repassar até R$ 15 milhões em emendas individuais em benefício dos municípios e ou Estado onde foram eleitos. Dentro desse valor, R$ 7,5 milhões, 50%, deve ser destinado  à área da saúde.

Os parlamentares contam ainda com recursos das emendas impositivas da bancada de cada partido. 

O deputado Bosco Saraiva (Solidariedade) irá destinar R$ 18 milhões ao pacote. Átila Lins (PP) 8 milhões. Delegado Pablo (PSL) R$ 12 milhões; Marcelo Ramos, R$ 18 milhões; Silas Câmara (Republicanos) R$ 30 milhões, do quais R$ 8 milhões são da emenda individual e 22 milhões da bancada do seu partido; Sidney Leite repassará R$ 26 milhões, sendo R$ 19 para o combate ao coronavírus.

Procurado pelo O Poder, o deputado José Ricardo (PT) disse que não foi contactado pela bancada a respeito dessa medida impositiva, mas é a favor que os recursos sejam repassados para o combate ao coronavírus. 

O deputado defendeu ainda, que os demais congressistas também façam usos desses recursos para esse fim.  “Se todos os parlamentares fizerem isso, que é o que eu estou sugerindo ao governo federal, os 594 parlamentares, isso dá R$ 4 bilhões que podem ir imediatamente para saúde”, afirmou.

 

Izael Pereira, de Brasília para O Poder

Foto: Reprodução/ Facebook Omar Aziz

Homem com suspeita de coronavírus morre no HPS Delphina Aziz

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O Governo do Amazonas, informou, no início da noite desta sexta-feira, 27, que um homem de 46 anos com suspeita do novo coronavírus morreu. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), o homem estava internado no hospital e Pronto-Socorro Delphina Abdel Aziz, na Zona Norte da cidade.

Ainda conforme a nota, o homem foi internado na manhã desta sexta no hospital e tinha histórico de comorbidades como asma e doença cardiovascular crônica. Segundo o comunicado, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) realizou a coleta de amostras biológicas do paciente e o resultado ficará pronto neste sábado, 28.

Na terça-feira, 24, o Amazonas registrou a primeira morte por coronavírus. Segundo o governo, o homem tinha 49 anos e morava no município de Parintins.

No início da tarde desta sexta-feira, 27, o Estado contabilizou 80 pessoas infectadas com o vírus, sendo seis em quatro municípios, Parintins, Manacapuru, Boca do Acre e Santo Antônio do Içá e, uma morte. Em 24 horas, foram confirmados mais 13 casos.

 

Álik Menezes, para O Poder

Com informações da Secom

Foto: Divulgação

Covid-19: Deputados querem apoio ao setor de eventos e merenda escolar aos alunos carentes

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Na próxima semana, os deputados estaduais Fausto Jr. (PV) e Therezinha Ruiz (PSDB), vão apresentar indicações ao governo do Estado direcionadas à economia e à educação, para que não sejam tão afetadas com a pandemia do coronavírus.

A proposta de Fausto é que casas de shows e empresas de eventos que estão tendo prejuízos por estarem proibidas de funcionar por causa do Covid-19, possam receber ajuda da Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), que atualmente possui diretrizes que dificultam a concessão de financiamento para casas de shows.

“Vou defender junto ao governo estadual a mudança nas regras da Afeam. Dessa forma, as casas de shows terão acesso aos recursos para enfrentar esse momento difícil”, adianta.

Segundo ele, o setor de eventos movimenta mais de 20 mil empregos apenas em Manaus.  “São trabalhadores ameaçados de perder o emprego por causa da ordem de fechamento temporário das casas de shows. Precisamos encontrar soluções para todos os setores afetados pela crise do coronavírus”, enfatizou.

Merenda escolar

Já Therezinha Ruiz vai apresentar requerimento à mesa diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), direcionado ao secretário de Educação e Qualidade de Ensino, (Seduc), Luiz Fabian, solicitando a doação da merenda escolar para alunos de baixa renda, cadastrados no Programa Bolsa Família. Atualmente por causa do coronavírus as aulas presenciais estão suspensas e mais de 180 mil alunos estão estudando por intermédio de aulas transmitidas via internet.

“Existe uma preocupação muito grande com essas crianças que estão em casa e com seus pais que são autônomos e não têm trabalho. Vimos que o governo federal estava cobrando isso do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e possivelmente devem enviar uma portaria disponibilizando isso para que sejam feitas cestas básicas para as crianças”, afirmou a deputada.

A Assembleia Legislativa retorna com suas sessões virtuais na próxima terça-feira, 31, quando deve votar o pacote econômico do governo do Estado, apresentado nesta sexta, 27, pelo governador Wilson Lima (PSC).

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Aleam

Bolsonaro ‘participa’ de carreata em Manaus por meio de chamada de vídeo

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Em apoio ao discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que pede aos brasileiros que retornem às suas atividades e acabem com o isolamento por conta do Covid-19, empresários bolsonaristas de Manaus realizaram carreata na tarde desta sexta-feira, 27, nas principais ruas da cidade.

O ato foi organizado na noite desta quinta, 26, pelo superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, um dos principais aliados do presidente Bolsonaro no Estado e divulgado em suas redes sociais.

A carreata em Manaus, que reuniu cerca de 500 veículos, entre carros, caminhões e motos, conforme os organizadores, teve a participação indireta do presidente Bolsonaro por meio de uma ligação por vídeo feita a Menezes, em que classificou a iniciativa de “fantástica”.

O ato teve início na avenida Djalma Batista, na Zona Centro-Sul da cidade e finalizou no Completo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste. Um dos organizadores do evento, Fred Melo, disse ao O Poder que a carreata tem o apoio de empresários da cidade.

“Estamos em direção à Ponta Negra, tem uma fila enorme de veículos. É um evento organizado por empresários, aqui não tem político”, disse, num dos contatos que a reportagem teve com ele durante a carreata.

Segundo Melo, o presidente participou da carreata por meio de uma ligação de vídeo, elogiou o ato e mandou todo mundo trabalhar. “Ele disse que a manifestação era fantástica e mandou toda população ir trabalhar”, disse.

 

Álik Menezes, para O Poder

Foto e vídeos: Divulgação

Ações para enfrentar coronavírus totalizam R$ 700 bi, diz Guedes

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As ações da área econômica para reduzir os danos provocados pela crise do coronavírus totalizam R$ 700 bilhões, entre antecipações de recursos, liberação de linhas de crédito e aumento de gastos públicos, disse hoje (27) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em vídeo postado nas redes sociais do ministério, ele declarou que apenas a medida de renda básica para os trabalhadores autônomos, aprovada na quinta-feira, 26, pela Câmara dos Deputados, resultará em gastos de R$ 45 bilhões nos próximos três meses.

Nas contas do ministro, a liberação do Bolsa Família para 1,2 milhão de famílias e as antecipações do décimo terceiro salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), somadas à ajuda aos autônomos, garantirá praticamente R$ 100 bilhões em proteção para a população mais desprotegida.

“A determinação do presidente Jair Bolsonaro é que não vão faltar recursos para defender as vidas, a saúde e os empregos dos brasileiros. Nenhum brasileiro vai ficar para trás. Nós vamos cuidar de todos e começamos justamente protegendo os mais vulneráveis”, disse o ministro.

O ministro citou ainda a liberação de R$ 200 bilhões de compulsório (dinheiro que os bancos são obrigados a deixar depositados no Banco Central), de R$ 100 bilhões da Caixa Econômica Federal e de R$ 50 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele mencionou a ajuda de R$ 88 bilhões para estados e municípios, anunciada no início da semana.

Segundo Guedes, se forem somadas as medidas listadas, que somam R$ 538 bilhões, mais as ações a serem anunciadas em breve, a ajuda chegará a R$ 700 bilhões nos próximos três meses. O ministro não especificou o quanto desse total corresponde a recursos novos, decorrente de aumento de gastos públicos, e o quanto decorre de antecipação de benefícios ou do adiamento de pagamento de tributos, mas disse que o dinheiro ajudará o Brasil a enfrentar o que chamou de “primeira onda”, caracterizada pela pressão sobre o sistema de saúde.

“Nos próximos, três, quatro meses, esses R$ 700 bilhões vão entrar na economia brasileira para nos proteger contra esse choque da saúde que está se abatendo sobre o povo brasileiro”, destacou.

Numa primeira versão do vídeo, o ministro tinha explicado como funcionaria a complementação de salário proposta pelo governo para evitar demissões em massa. Inicialmente, o ministro tinha informado que a empresa pagaria 50% do salário do trabalhador, com o governo completando 25%. Para setores mais afetados, cujas receitas tendam a cair a zero durante o estado de calamidade pública, o governo aumentaria a complementação para 33%. Em nenhum dos casos, o trabalhador afastado temporariamente continuaria a receber 100% do salário.

Posteriormente, o ministério subiu uma nova versão do vídeo, sem as explicações de Guedes sobre a suspensão do contrato de trabalho. A assessoria do Ministério da Economia explicou que a proposta foi atualizada para aumentar a renda do trabalhador dispensado temporariamente.

Segundo a assessoria da pasta, o patrão de empresas que tiverem de interromper ou reduzir as atividades cortará parte do salário do trabalhador, com o governo complementando um percentual do seguro-desemprego a que a pessoa teria direito equivalente ao percentual de corte sofrido. Dessa forma, caso o empresário corte o salário em 50%, o governo entraria com 50% do seguro-desemprego. Se o empresário cortar 25% do pagamento, o governo complementa 25%.

Além do choque sobre o sistema de saúde, Guedes citou uma segunda ameaça sobre a economia brasileira: o colapso do abastecimento provocado por eventuais interrupções de atividades essenciais. O ministro disse que o isolamento social é necessário para enfrentar a pandemia, mas advertiu que a população pode encontrar dificuldades em gastar a ajuda recebida caso a atividade econômica esteja desorganizada.

“Se nós não nos lembrarmos de que temos que continuar resistindo com a nossa produção econômica também, nós vamos ter aquele fenômeno onde todo mundo está com os recursos, mas as prateleiras estão vazias porque nós deixamos a organização da economia brasileira entrar em colapso. Então, o alerta do presidente é o seguinte. Sim, vamos cuidar da saúde, mas não podemos esquecer que, ali na frente, nós temos o desafio de continuar produzindo”, declarou.

Entre as atividades consideradas essenciais pelo ministro estão a saúde, a produção rural e o transporte de cargas, principalmente por caminhoneiros. Ele encerrou o discurso com uma mensagem positiva e se disse confiante de que o Brasil se unirá para superar tanto a pandemia do novo coronavírus como os impactos econômicos provocados pela crise.

“O presidente da República, o Congresso brasileiro, o povo brasileiro, os empresários brasileiros que não vão deixar a produção ser desorganizada, os caminhoneiros que vão fazer o transporte, os produtores rurais que vão garantir o abastecimento. É o Brasil acima de tudo e o Brasil vai atravessar as duas ondas. Nós vamos furar as duas ondas e vamos sair mais fortes e unidos do lado de lá”, concluiu Guedes.

O ministro gravou o vídeo de sua residência, no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Desde o dia 20, Guedes despacha de casa, em trabalho remoto. Ele promove reuniões com o presidente Bolsonaro, com representantes do setor privado e com membros de sua equipe por meio de videoconferências. Ontem, o ministro informou que seu teste para o coronavírus deu negativo e que está em quarentena por precaução.

Conteúdo: Agência Brasil

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Prefeito de Milão pede desculpas por ter defendido retorno de atividades

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Há exatamente um mês atrás, no dia 27 de fevereiro de 2020,o governo italiano promoveu uma campanha chamada de #MilãoNãoPara, com o objetivo de retornar as atividades socioeconômicas na cidade e no país.Na ocasião, o prefeito da cidade de Milão,Giuseppe Sala, foi um dos pioneiros na campanha.

Ela recomendava que a população não adotasse mais o isolamento social e o confinamento. Também exaltava os milagres feitos todos os dias pelos cidadãos de Milão e seus resultados econômicos importantes.

“Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para”, dizia o vídeo.

Na época da campanha, a Itália havia registrado 14 mortes, hoje um mês depois, o país registra mais de 9 mil mortes.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, admitiu ter errado ao apoiar a campanha “Milão não para”, que pedia que a cidade não paralisasse suas atividades no início da pandemia de coronavírus na Itália.

O mea culpa de Sala, do Partido Democrático, foi feito durante o programa “Che tempo che fa”, que foi ao ar na televisão italiana no último domingo (22). De acordo com o prefeito da cidade de 3,1 milhões de habitantes, foi um erro defender a não interrupção da vida normal.

Foto: G1