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Ainda ecoa barulho que Menezes causou no sábado

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A presença do Coronel Menezes (PL) na solenidade de posse do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), no diretório municipal do partido, continua repercutindo nos bastidores políticos. Há ideias de uma provável “união” entre Menezes e o grupo do governador Wilson Lima (União Brasil), visando as eleições municipais de 2024.

Durante o evento, Coronel Menezes falou sobre os motivos da sua ida em prestigiar a posse de Cidade, disse que foi ao evento a convite do governador e do deputado, que são seus amigos, e de pessoas por quem ele tem um grande respeito. “Nós participamos da campanha do governador com coligação porque estava no arco de aliança do presidente Bolsonaro, todo mundo sabe disso. E a convite do Roberto Cidade, por quem eu tenho um grande carinho, estamos aqui para prestigiar esse evento e desejar sorte nesse novo desafio ao formar uma equipe de vereadores e formar as lideranças que vão concorrer”, afirmou.

Críticas ao PL

Menezes não poupou criticas ao PL e disse que a população de Manaus precisa saber qual é o partido político que tem um candidato que saiu da última eleição com mais de 52% dos votos e esse partido o “tira ele do jogo”, se referindo à sua votação de mais de 700 mil votos obtidas para o Senado na última eleição em 2022.

“Deve ser o interesse econômico – sem pensar no bem do povo – de quem dirige o partido e, lamentavelmente, não tem uma visão. Porque isso não existe nunca na politica. Em nenhum local existe. Só aqui e acreditamos que o interesse dessa pessoa está sendo maior que o coletivo porque nós poderíamos, com certeza, representar melhor o presidente Bolsonaro. O PL é um partido que saiu grande na eleição, mas nós temos pessoas que são muito pequenas à frente dele”, alfinetou sem citar nomes.

Surpresa política

A presença de Coronel Menezes na posse de Roberto Cidade do diretório do União Brasil, em Manaus, causou surpresa nos bastidores políticos e um grande barulho de especulações sobre a sua aproximação com o governador e a possibilidade de caminhar com o parlamentar no pleito de 2024. Comenta-se que as peças do tabuleiro estão sendo mexidas e novas aparições ou surpresas podem acontecer e “embaralhar” ainda mais as cartas nesse jogo politico, que pode mudar a qualquer momento, até a definição de quem vai compor chapa, com quem ou quais alianças partidárias serão firmadas.

 

 

Da Redação, com informações O Convergente

Foto: Reprodução

Lula reúne ministros nesta segunda-feira para reagir à queda de popularidade

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou, para esta segunda-feira (18), a primeira reunião ministerial de 2024. Segundo fontes ouvidas pela CNN, o encontro terá como um dos assuntos principais a queda de popularidade do governo.

Assessores presidenciais afirmaram à CNN que Lula cobrará entregas dos principais ministros da Esplanada. O presidente tem dito que alguns índices econômicos têm melhorado – como a taxa de desemprego -, mas que isso não tem se refletido nas pesquisas de aprovação junto à população.

Outros dois temas também serão debatidos na reunião: A alta no valor dos alimentos e o combate à epidemia de dengue, doença que tem feito capitais importantes declararem estado de emergência.

Segundo relatos, o presidente vai pedir uma força-tarefa para combater o mosquito e acredita que isso também pode significar aprovação diante do eleitorado.

Em evento na última sexta-feira (15), o presidente disse que está “tudo bem” perder a popularidade, por ele estar “aquém” do que o povo esperava que estivesse. O discurso foi durante anúncio de ações e investimentos do governo federal para o Rio Grande do Sul.

“A imprensa me perguntou: ‘O Lula perdeu popularidade?’ E eu falei: tudo bem, é porque eu estou aquém do que o povo esperava que eu estivesse, eu não estou cumprindo aquilo que prometi, e eu tenho conhecimento disso”, explicou o presidente.

 

 

Com informações da CNN Brasil

Presença de Coronel Menezes em evento de Roberto Cidade gera rumores nos bastidores

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Um dos destaques do evento que empossou Roberto Cidade como presidente do diretório do União Brasil em Manaus foi a presença de Coronel Menezes no local. O político apareceu na comitiva do governador Wilson Lima, além de ser citado nos discursos e aparecer ao lado do gestor estadual no palanque.

A presença de Coronel Menezes no evento joga ainda mais “lenha na fogueira” dos rumores sobre seu futuro político e sobre sua aproximação com o governador. Com a presença dele no palanque, existe a possibilidade dele caminhar com Roberto Cidade nas eleições de 2024.

É preciso ressaltar, ainda, que a filha de Coronel Menezes, a deputada estadual Débora Menezes (PL), estava presente e também foi citada em vários discursos. Recentemente, ela apareceu em vídeo ao lado do governador Wilson Lima.

Veja momento em que Coronel Menezes chegou junto com a comitiva de Wilson Lima e Roberto Cidade:

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Reprodução

 

Ao lado de Wilson Lima, Roberto Cidade é empossado presidente do União Brasil em Manaus

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O presidente estadual do União Brasil e governador do Amazonas, Wilson Lima, chegou ovacionado em evento que deu a posse aos novos presidentes municipais do partido e promoveu um grande ato de filiação. Ao lado dele, estava o novo presidente do União Brasil Manaus e presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), também aclamado pelas pessoas presentes no local.

A solenidade começou com a fala do vereador Diego Afonso, que deixa o Diretório municipal de Manaus. O parlamentar fez questão de cumprimentar Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil que não estava no evento, além de agradecer ao líder político Wilson Lima e lembrar que há dois anos, o governador oficializava sua filiação ao partido no mesmo local.

Ainda discursaram a vereadora de Parintins, Brena Dianná, o presidente da Associação Amazonense de Municípios e prefeito de Rio Preto da Eva, Anderson Souza, e o deputado licenciado e titular da Pasta de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Amazonas, Fausto Santos Júnior. Todos projetaram uma eleição vitoriosa do União Brasil na capital e interior.

Roberto Cidade é empossado

O deputado estadual Roberto Cidade assumiu publicamente e oficialmente o diretório municipal do União Brasil em Manaus, ao lado do governador. O parlamentar ainda afirmou que Wilson Lima é seu amigo, independentemente da política. Ele ainda agradeceu aos deputados e vereadores presentes, em especial o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Caio André (Podemos).

Roberto encara como maior desafio político assumir o partido municipalmente. Ele tem, entre outras missões, aumentar o número de vereadores.

Wilson Lima agradeceu o povo pelos votos dados em 2018 e 2022, a oportunidade que Antônio Rueda deu e companheirismo nos momentos difíceis e a confiança de conduzir o futuro do estado.  Depois, o governador começou a falar do Roberto Cidade, o elogiou falando que era um jovem trabalhador que desde muito cedo encara desafios e missões. Ele destacou que o parlamentar é um homem de diálogo e sem vaidades. Veja vídeo:

Falta gestão municipal em Manaus 

Roberto Cidade apresentou-se como pré-candidato a Prefeitura e teceu críticas a atual gestão falando que falta gestão municipal em Manaus. Ele ressaltou que que o grupo está unido e tem como ajudar a capital com o auxílio do Estado.

Débora Menezes e pai citados em discursos 

A deputada estadual Débora Menezes (PL) foi mencionada por Roberto Cidade e Wilson Lima. O seu pai, Coronel Menezes, também foi visto na comitiva de Wilson Lima e citado nos discursos.

50 diretórios empossados 

Como presidente estadual, Wilson Lima empossou 50 presidentes de diretórios municipais no Amazonas. Confira a lista:

1. Manaus, Roberto Cidade;
2. Alvarães, Lucenildo de Souza Macedo;
3. Amaturá, Jose Augusto Barrozo Eufrasio;
4. Anamã, Francisco Nunes Bastos;
5. Atalaia Do Norte, Denis Linder Rojas De Paiva;
6. Autazes, Andreson Cavalcante;
7. Barcelos, Radson Rogerton Dos Santos Alves;
8. Barreirinha, Glenio Jose Marques Seixas;
9. Benjamin Constant, Jose Amauri Da Silva Maia;
10. Boa Vista Do Ramos, Eraldo Trindade Da Silva;
11. Borba, Antonio Maia Cidade;
12. Caapiranga, Matulinho Xavier Braz;
13. Canutama, Jose Roberto Torres De Pontes;
14. Carauari, Francisco Costa Dos Santos;
15. Careiro, Petrucio Pereira De Magalhaes Junior;
16. Codajás, Antonio Ferreira Dos Santos;
17. Envira, Paulo Ruan Portela Mattos;
18. Fonte Boa, Belarmino De Albuquerque;
19. Guajará, Ordean Gonzaga Da Silva;
20. Humaitá, Jose Cidenei Lobo Do Nascimento;
21. Ipixuna, Lia Farias De Oliveira De Oliveira Araujo;
22. Iranduba, José Augusto Ferraz De Lima;
23. Itacoatiara, Jorge Thiago Abrahim;
24. Itamarati, Antonio Maia Da Silva;
25. Itapiranga, Nadiel Serrão Do Nascimento;
26. Japurá, Raimundo Vanilton Monteiro Da Silva;
27. Juruá, Jose Roberto Ribeiro Damasceno;
28. Jutai, Jairiton Alves Da Cruz;
29. Lábrea, Moacyr Canizo De Brito Filho;
30. Manicoré, Adrienne Do Vale Cidade;
31. Maraã, Jadir Costa Castelo Branco;
32. Maués, Carlos Roberto De Oliveira Junior;
33. Nhamundá, Marina Pandolfo;
34. Novo Airão, Roberto Frederico Paes Junior;
35. Novo Aripuanã, Jocione Dos Santos Souza;
36. Parintins, Brena Dianna Modesto Barbosa;
37. Pauini, Elizete Maria Da Silva Afonso;
38. Presidente Figueiredo, Patricia Lopes Miranda;
39. Rio Preto Da Eva, Anderson Jose De Sousa;
40. Santa Izabel Do Rio Negro, Jose Ribamar Fontes Beleza;
41. Santo Antônio Do Içá, Antunes Bitar Ruas;
42. São Paulo De Olivença, Nara Souza De Souza;
43. São Sebastião Do Uatumã, Jander Paes De Almeida;
44. Silves, Jose Maria De Almeida Filho;
45. Tabatinga, Carlos Donizetti Gomes;
46. Tapauá, Gamaliel Andrade De Almeida;
47. Tefé, Nicson Marreira Lima;
48. Tonantins, Suelem Lofiego Ribeiro;
49. Uarini, Marcos Souza Martins;
50. Urucará, Enrico de Souza Falabela.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Neto Ribeiro/Portal O Poder 

Justiça Eleitoral devolve direitos políticos a Adail Pinheiro

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Por unanimidade, do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), em sessão realizada na manhã desta sexta-feira, 15, devolveu os direitos políticos do ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Progressistas). Com a decisão, o político planeja disputar as Eleições 2024, após três anos inelegível.

Relator do processo, o juíz Marcelo Pires Soares afirmou que: “Ante o exposto, em harmonia com o parecer ministerial, voto pelo provimento do recurso para que seja inativado o ASE 337 relativo ao processo 0003035-75.2013.8.04.38000, feito em 19/04/2021, sem prejuízo de eventuais outras restrições existentes no cadastro eleitoral do recorrente.

“Determino, ainda, que seja remetida cópia dos autos à Corregedoria Regional Eleitoral, nos termos da fundamentação”, diz documento.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Imagens: Reprodução 

MPF quer apurar os atos de Agência de Mineração nos garimpos da Amazônia

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O Ministério Público Federal (MPF), por intermédio da Portaria nº 12, de 14 de março, instaurou Inquérito Civil para investigar as ações da Agência Nacional de Mineração (ANM), no tocante ao seguinte objeto: “Investigar as ações da ANM, no tocante: à alienação extrajudicial de minérios apreendidos; a autorização de pesquisa e respectivos critérios, limites e transparência; e eventual papel da ANM nos processos de importação e exportação de minérios”.

Ainda de acordo com o documento, o MPF determinou que o Diretor-Geral da ANM que informe, no prazo de dez dias, quais são as condições operacionais exigidas para que o titular da Autorização de Pesquisa execute os trabalhos voltados à definição da jazida, sua avaliação e a determinação da exequibilidade de seu aproveitamento econômico.

No tocante aos equipamentos utilizados, há distinção do maquinário empregado pelo titular de autorização de pesquisa e o titular de permissão de lavra garimpeira ou outra modalidade de exploração minerária? Entre outras.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Em Codajás, Justiça determina que concessionária de energia adote medidas para evitar “apagões” constantes

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O juiz Hercílio Tenório de Barros Filho, da Vara Única da Comarca de Codajás, acolheu pedido de liminar em Ação Civil Pública ajuizada pela Defensoria Pública do Estado (DPE/AM) contra a Amazonas Energia e determinou que a concessionária se abstenha de “realizar desligamentos não programados”, sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil para cada dia de corte e que apresente, no prazo de 20 dias, um plano de regularização da oferta do serviço de energia no município.

A decisão foi proferida no processo n° 0600957-98.2023.8.04.3900 e publicada no Diário da Justiça Eletrônico do último dia 11/03. A empresa também deverá apresentar comunicação mensal, nos autos, de todos os desligamentos programados e não programados que ocorrerem durante o curso da ação judicial, sob pena de multa de R$ 10 mil.

De acordo com os autos, a DPE instaurou um procedimento com base em denúncias da população para averiguar as constantes quedas de energia elétrica na cidade e verificou que a ocorrência vem sendo constante, bem como interrupção, oscilação e queda de fornecimento do serviço.

Em resposta, a própria Amazonas Energia informou que os eventos teriam ocorrido desde janeiro de 2022, sendo um total de 39 interrupções no fornecimento e alegou que a fiscalização e o controle da qualidade da distribuição de energia elétrica compete, exclusivamente, à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

A justificativa é que as interrupções intempestivas ocorreram devido à presença de animais, corrosão, quedas de árvores ou vegetação, descargas elétricas, queimadas ou à necessidade de desligamentos emergenciais, além de desligamentos por sobrecarga, que se dão em decorrência de ligações clandestinas e furto de energia.

Na decisão, o juiz Hercílio afirma que o próprio Código de Defesa de Consumidor, em seu art. 22, prevê que os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.

Conforme o magistrado, ao retirar o direito à energia elétrica de um cidadão, retira-se diversos outros direitos necessários para a vida moderna. O juiz mencionou que neste sentido, o artigo 1.° da Constituição Federal reconhece a dignidade da pessoa humana como fundamento da República e que a falta de energia fere tal preceito quando, notadamente, em municípios vizinhos o serviço de energia é contínuo, fazendo uma distinção injustificável dos cidadãos de Codajás quando comparado com os demais interiores do Amazonas.

“O direito de acesso à energia elétrica é um direito público essencial. É um direito tão essencial que dele derivam diversos outros direitos, já que apenas com energia o cidadão poderá utilizar uma geladeira e micro-ondas (direito à alimentação adequada), um chuveiro quente e máquina de lavar roupas (direito à higiene), bem como assistir à televisão e usar um computador (direito ao lazer). Apenas com energia o cidadão poderá manter seu celular carregado e, com ele, usufruir das diversas inovações e facilidades que o dispositivo acarreta para a vida, tais como serviços bancários, de comunicação instantânea e, até mesmo, direitos civis”, diz a decisão.

O texto ainda ressalta que os arts. 6.º, parágrafo 1.°; 7.° e 31.° da Lei 8.987/95, sobre as concessionárias e permissionárias de serviços públicos, estabelece o dever de eficiência e continuidade na prestação do serviço.

A decisão interlocutória cita também a Resolução Normativa n.º 414/2010 da ANEEL, art. 11, dos “serviços públicos essenciais”, aqueles cuja interrupção coloque em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população, alçando a produção e distribuição de energia elétrica a tal patamar.

 

 

Com informações do TJAM

Metrópoles divulga vídeo de recebimento de sacola com dinheiro dentro da Prefeitura de Manaus; veja repercussão

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Na manhã desta quinta-feira, 14, o site Metrópoles, por meio da coluna Na Mira, divulgou um vídeo que registra o pagamento suspeito de dinheiro, em espécie, para um homem que se identifica como motorista de Elson Santos, dono do portal de notícias, O Abutre. A gravação é feita dentro da Secretaria de Comunicação (Semcom), da Prefeitura de Manaus, como forma de comprovação do recebimento da sacola. Segundo o site, a Polícia Civil (PC-AM) recebeu a denúncia sobre o ato ilícito. Desde então, o caso tem repercutido tanto na capital amazonense quanto nacionalmente. 

No vídeo, o motorista avisa a uma servidora da Semcom, identificada como “Taís”, quem seria e o local onde trabalha. A sacola com dinheiro é entregue lacrada e a interação entre os dois dura segundos. Em seguida, o motorista dirige-se ao banheiro dentro da Prefeitura, na frente da semcom, e abre a sacola dentro do box. É nítido que a gravação é, de fato, uma comprovação do recebimento da quantia em espécie. Veja o vídeo completo: 

 

Repercussão nacional 

Além do site Metrópoles, um site com sede na Bahia, chamado “Bnews” também repercutiu o material. Localmente, o vídeo tem sido bastante divulgado por vários portais.

Já nas redes sociais, os comentários são de cobrança pelo posicionamento oficial do prefeito David Almeida (Avante) e dos órgãos fiscalizadores – Ministério Público do Amazonas (MPAM) e Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM).  

Posicionamento 

A primeira figura pública a falar sobre o caso foi o vereador Marcelo Serafim (PSB), que foi líder do prefeito David Almeida em 2021 e 2022. O parlamentar pontua que o vídeo é didático e que a pessoa a aparecer nele é, provavelmente, a secretária de Israel Conte, titular da Pasta municipal de Comunicação. Ele cobra que a base de David Almeida (Avante) e o secretário se pronunciem imediatamente. 

“Está muito claro, para mim, e para toda sociedade, o porquê dos ataques e o motivo pelo qual os grandes portais ataquem quem faz oposição à Prefeitura”, disse.  

Lissandro Breval, vereador que também rompeu com a gestão atual, avisou que iria fazer um Requerimento para convocar imediatamente Israel Conte à Câmara Municipal de Manaus (CMM) para explicar a situação. “A Prefeitura de Manaus deve explicações do que está sendo feito com o orçamento de R$ 180 milhões da Comunicação”, comunica.

O presidente da CMM, Caio André (Podemos), divulgou uma nota categorizando o vídeo como “extremamente preocupante” e informou que a Casa Legislativa não irá se esquivar de suas funções democráticas. 

“No serviço público não é praxe, nem admissível que valores em espécie sejam entregues em qualquer local, muito menos dentro de um órgão público. Vereadores da 18ª Legislatura me informaram que irão proceder com ações legais e regimentais para buscar esclarecimentos do município sobre o assunto. Esse escândalo obriga que os envolvidos prestem esclarecimentos para Manaus e o Brasil”, informou.

O Portal O Poder procurou a Polícia Civil para perguntar se existe, de fato, uma investigação em andamento sobre o vídeo de recebimento de dinheiro indevido e em espécie dentro da Prefeitura, como informado pelo Metrópoles. 

“A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informa que tomou conhecimento do fato envolvendo um suposto pagamento em dinheiro em uma secretaria municipal. O caso será apurado pela Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Deccor)”, informou a PC, em resposta. 

Outro lado

O prefeito David Almeida disse ao Radar Amazônico que tomará providências e que haverá punição dos responsáveis. 

Ao Metrópoles, o proprietário do portal O Abutre, Elson Santos, negou que tivesse qualquer conhecimento sobre o vídeo e pontuou que não sabia sobre a entrega de dinheiro para um de seus funcionários.

“Esse homem que aparece nas imagens é meu motorista, trabalha levando minha filha para escola. Ele foi até a Secretaria de Comunicação sem o meu conhecimento e pegou esse dinheiro sem a minha anuência”, disse. Elson afirmou, ainda, que iria procurar a Polícia Civil amazonense para denunciar o caso.

Acionada, a Secretaria de Comunicação soltou nota oficial após ser procurada pela coluna:

“A pasta informa que tomou conhecimento do vídeo a partir da solicitação apresentada pelo site Metrópoles, encaminhada para o e-mail institucional nesta quarta-feira, 13 de março de 2024. A partir do conteúdo recebido, a Secretaria iniciará uma apuração para saber em que circunstâncias as imagens foram gravadas”.

 

Da Redação com informações de Metrópoles

Foto: Reprodução

 

Giselle Pascarelli toma posse no TRE-AM

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por intermédio do decreto de 27 de fevereiro de 2024, decidiu nomear a advogada Giselle Falcone Medina Pascarelli Lopes para compor o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) no cargo de Juíza titular, na vaga decorrente do término do primeiro mandato de Kon Tsih Wang. O magistrado havia se afastado do cargo de desembargador eleitoral em junho do ano passado, quando não quis disputar a reeleição.

A solenidade de posse ocorreu no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e foi presidida pelo desembargador Jorge Lins. Estavam presentes o governador Wilson Lima (União Brasil), o prefeito de Manaus, David Almeida, e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (União Brasil).

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Amazonas Energia vira um drama de R$ 10 bilhões

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Afundada em dívidas totalizado mais de R$ 10 bilhões, a Amazonas Energia, distribuidora responsável pelo abastecimento de eletricidade nos 62 municípios do Amazonas, está mergulhada num cenário de insolvência e começa a entrar em confronto com direto com a Eletronorte, empresa do Grupo Eletrobras.

O conflito entre as empresas ficou mais evidente no início deste mês pela Eletronorte, em meio a tentativas para tentar receber aquilo que a Amazonas Energia lhe deve. Em carta encaminhada à diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no último dia 1º, a Eletronorte cobra um repasse direto para a sua conta de R$ 95,474 milhões que a distribuidora está prestes a receber.

Rombo financeiro

Ao explicar o tamanho do rombo financeiro, a empresa do Grupo Eletrobras afirma que atualmente, a Amazonas Energia acumula uma dívida de R$ 3,6 bilhões com a Eletronorte. Junto à holding Eletrobras, há ainda outros valores de R$ 5,6 bilhões em aberto, que constam como provisões no balanço financeiro da companhia. Ao todo, portanto, trata-se de um rombo atual de aproximadamente R$ 10 bilhões, isso se contar os demais credores da empresa.

O que revoltou a Eletronorte neste momento, porém, é que a Amazonas Energia suspendeu os pagamentos mensais de sua dívida junto à companhia e, paralelamente, teve sinal verde do governo federal para receber um crédito extra de R$ 95,474 milhões de um fundo setorial incluído na conta de luz da população, a chamada CCC (Conta de Consumo de Combustíveis).

O repasse seria um ressarcimento de custos com “geração emergencial” de energia durante o semestre de 2019. Ocorre, que de acordo com a Eletronorte, foi ela que, na prática, arcou com aquelas despesas, devido a situação de penúria financeira que a distribuidora já atravessava. Portanto, alega a Eletrobras, é ela que deve receber o pagamento.

Para ampliar o desgaste, a distribuidora tem mantido os pagamentos de sua dívida às empresas do grupo Eletrobras, exceto com a Eletronorte. “Chama atenção não apenas a magnitude da dívida em si – mais de R$ 10 bilhões somente junto ao Grupo Eletrobras -, mas a postura da Amazonas Energia na gestão da crise da concessão, notadamente ao singularizar a Eletronorte em seus inadmplementos”, afirmou a companhia. “A situação chegou a tal ponto que nem mesmo os engargos de transmissão vêm sendo pagos pela AmE à Eletronorte”.

A rigor, a distribuídora sequer poderia receber recursos dos fundos setoriais de energia, por causa do seu endividamento. Uma decisão judicial liminar conseguida pela empresa, no entanto, prorrogou a validade de seu “certificado de adimplemento” com a Aneel, autorizando o pagamento.

A Amazonas Energia, distribuídora que é controlada pela companhia Oliveira Energia, foi questionada para cada uma das informações contidas nesta reportagem. A Oliveira Energia limitou-se a declarar “a Amazonas Energia já se manifestou ao Ministério de Minas e Energia e aguarda resposta”.

A Eletrobras, que também representa a Eletronorte, não se manifestou sobre o assunto.

Caducidade

O drama da distribuidora amazonense não se limita a indefinições sobre seu futuro financeiro. O problema é como resolver a situação atual, porque a equação simplesmente não fecha. A caducidade da Amazonas Energia começou em 22 de novembro de 2023.

Dados contábeis reunidos pela Aneel apontam que, no período de 12 meses encenrrado em setembro de 2023, a geração de caixa da Amazonas Energia ficou negativa em R$ 223 milhões, ou seja, gerou prejuízo. “A empresa não gera receitas suficientes para cobrir suas despesas operacionais, indepedentemente da dívida existente”, concluiu um documento da agência em janeiro deste ano.

Origem da dívida

Os problemas financeiros da Amazonas Energia não são recentes. Em 2017, o governo federal decidiu vender, para a iniciativa privada, deis distibuídoras que eram controladas pela então estatal Eletrobras, as quais enfrentavam sérios problemas de gestão e endividamento. Foram, então, repassadas para as mãos de empresas a operações das distribuídoras Amazonas, Boa Vista (Roraima), Ceal (Alagoas), Cepisa (Piauí), Ceron (Rondônia) e Eletroacre (Acre).

Paralelamente, foram definidas as parcelas das dívidas de cada uma delas e que, naquele momento, seriam assumidas pela Eletobras, como forma de viabilizar os leilões. No caso da Amazonas Energia, o rombo totalizava na época R$ 8,91 bilhões. Ainda assim, a oferta atraiu interessados. Em abril de 2019, a Oliveira Energia, que tem sua origem naquele estado, assumiu as operações nos estados do Amazons e Roraima.

“Gatos”

Durante entrevista coletiva em novembro do ano passado, o presidente da Amazonas Energia, Mário Zimmerman, além de ter desmentido a hipótese de possíveis suspensões dos serviços da concessionária e da admissão de uma situação de instabilidade quanto à concessão também falou sobre o impacto dos furtos de energia – os ‘gatos’ – no controle financeiro da empresa.

De acordo com ele, as perdas oriundas de furtos de energia foram apontadas por Zimmerman como sendo uma das principais causas das dificuldades para se manter o equilíbrio entre a receita e a despesa.

Zimmermann salientou que o montante que a empresa deixa de faturar pelo fornecimento de energia chega a mais de R$ 500 milhões ao ano.

A concessionária não é a única que perde com a ação dos criminosos. O Governo do Estado, segundo o presidente, deixa de arrecadar por volta de R$ 400 milhões e os consumidores em geral do estado acabam tendo sobrecustos da ordem de 600 a 700 milhões.

 

 

Da Redação, com informações de NeoFeed

Ilustração: Neto Ribeiro