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Wilson Lima busca parceria para projetos educacionais do Amazonas com universidade e empresas em Londres

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O governador Wilson Lima apresentou, nesta quarta-feira, 14, em Londres, na Inglaterra, projetos do Governo do Amazonas voltados à educação, como a Escola da Floresta, ao Lord Dr. Michael Hastings, presidente do Conselho de Curadores da SOAS University of London (do inglês, Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres) e representantes da empresa Pearson, que atua com serviços e produtos educacionais, inclusive no Brasil.

Wilson Lima também esteve reunido com dirigentes da Bloomberg, empresa de tecnologia, dados e mídia para o mercado financeiro. O governador destacou que a ampliação de investimentos na educação é o caminho para promover mudanças de comportamento necessárias ao enfrentamento das mudanças climáticas, preservando o meio ambiente e garantindo sustentabilidade, como prevê o projeto Escola da Floresta, que foi bem recebido pelos representantes das instituições com as quais o governador esteve reunido. 

“Nada mais importante do que a gente começar a educar essas crianças para enfrentarem o mundo no qual nós vivemos, em que a questão da sustentabilidade, da preservação e das questões ambientais não são apenas um plano de governo ou um projeto de uma companhia, mas tem que fazer parte do nosso dia a dia”, destacou Wilson Lima. “Então, a gente tem investido muito nessa questão da educação. A Escola da Floresta é um projeto piloto que traz, além dos conteúdos normais, a questão da sustentabilidade inserida em sua grade curricular”, completou o governador.

 

Parceria com UEA e outros projetos

No encontro com Lord Dr. Michael Hastings, presidente do Conselho de Curadores da SOAS, Wilson Lima conversou sobre a possibilidade de parcerias com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), além do investimento em outros projetos de educação no estado.

Na reunião com representantes da Pearson, líder global na oferta de soluções, serviços e produtos na área de educação para estudantes, instituições educacionais, empresas, governos e outros parceiros, Wilson Lima apresentou aos dirigentes Ana Julia Fernandes, Marianne Lewis e Frederic Bardy todos os principais projetos de educação do estado, incluindo o Jovem Bilíngue, e recebeu sinalização positiva para avançar em parcerias com a empresa.

Na reunião com a Bloomberg, o governador do Amazonas foi recebido pela CEO, Laura Hickey OBE (sigla para Ordem do Império Britânico), e por Jon Moore, CEO da BNEF. Ele tratou sobre projetos de educação e da área ambiental, com o programa Amazonas 2030, que prevê desmatamento líquido zero no estado a partir da aplicação de recursos, obtidos com a venda de créditos de carbono, em iniciativas para o desenvolvimento sustentável.

Participaram da reunião na Bloomberg, representantes da empresa nas áreas de filantropias; da Glasgow Financial Alliance for Net Zero (GFANZ), do inglês Aliança Financeira de Glasgow para Net Zero; e da BloombergNEF (Financiamento de Nova Energia), além do executivo da empresa enviado especial para a ONU e COP.

Na avaliação do governador do Amazonas, que esteve acompanhado do secretário estadual de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a apresentação desses projetos tem o objetivo de divulgar iniciativas e firmar parcerias para fomentar e promover a sustentabilidade e ações socioambientais que contribuam para a preservação da floresta.

“Todas essas conversas são muito importantes para a gente entender quais os caminhos que a gente vai seguir para atingir o tão desejado desenvolvimento sustentável”, frisou Wilson Lima.

Iniciativas em educação

 

Com aproximadamente R$ 5 milhões em investimentos, a primeira unidade da Escola da Floresta já está com 70% de obras concluídas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, em São Sebastião do Uatumã (a 247 quilômetros de Manaus) e deverá ser entregue ainda no primeiro semestre de 2024.

As escolas da floresta foram projetadas para ter um baixo impacto ambiental e terá Estação de Tratamento de Esgoto (ETE); painéis de captação de energia solar; sistema de captação de águas pluviais; uso de madeira de manejo florestal sustentável; sistema de ventilação natural; e ampla acessibilidade. Conta também com salas de aula, de leitura, multiuso e dos professores, refeitório, alojamento dos educadores e dos estudantes, laboratório de robótica (Espaço Maker), entre outros espaços.

Além da escola da floresta, Wilson Lima também apresentou melhorias na educação pautadas pela tecnologia e preparação para o mercado de trabalho, que estão sendo desenvolvidas pelo Governo do Amazonas, a exemplo da oferta do ensino bilíngue e dos laboratórios de robótica (Espaço Maker) e entrega de kits de robótica para alunos da rede de educação estadual.

O Governo do Amazonas tem apoiado a oferta do ensino bilíngue, com dez unidades educacionais oferecendo a modalidade e o projeto Jovem Bilíngue para custear bolsas de estudo da língua inglesa, atendendo quase 7,5 mil alunos neste ano.

Com o início do ano letivo de 2024 na rede estadual, 31 escolas passaram a contar com o Espaço Maker, que somados aos 51 já inaugurados, chegam a 83 salas entregues em escolas públicas, beneficiando aproximadamente 54 mil alunos em todo o estado. São 40 Espaços Makers na capital e 43 no interior. O objetivo é chegar a 100 até 2026.

Neste ano, o governador Wilson Lima também lançou o projeto Edutech. Com 36 mil kits de robótica adquiridos, o Edutech beneficiará alunos do 9º ano da rede estadual de ensino, que hoje conta com 32 mil estudantes nesta etapa escolar. O kit Edutech é composto por livros didáticos sobre programação em blocos e automação e itens tecnológicos como a placa Arduíno UNO, leds, cabos, sensores e outros; além de uma plataforma de ensino adaptativo, com jogos e desafios educacionais.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa  

Fotos: Maurílio Rodrigues/Secom

 

 

Juristas defendem regras para gastos de pré-candidatos

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No início deste mês de fevereiro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) desmarcou o julgamento de duas ações eleitorais contra o senador Sergio Moro (União-PR). O ex-juiz foi pré-candidato a presidente da República nas eleições de 2022, mas desistiu e concorreu ao Senado. O principal argumento dos processos é que a exposição do ex-juiz na pré-campanha à Presidência e a verba utilizada influenciaram na disputa pela vaga de senador no Paraná.

Hoje, não existem muitas regras para as pré-campanhas eleitorais. Especialistas ouvidos  defendem uma regulamentação, para definir o que e quanto pode ser gasto.

Contexto

A campanha eleitoral só começa oficialmente após o registro das candidaturas. Com isso, são abertas as contas bancárias próprias da campanha, para que a Justiça Eleitoral possa fiscalizar o uso dos valores arrecadados e exigir a prestação de contas dos candidatos.

Antes disso, não há obrigação de prestação de contas. Os próprios pré-candidatos ou partidos devem arcar com eventuais despesas.

A Lei 13.165/2015 (conhecida como minirreforma eleitoral) alterou diversas regras eleitorais: reduziu o tempo das campanhas, criou um teto de gastos para elas — regulamentado pelo Tribunal Superior Eleitoral a cada eleição — e passou a permitir a pré-campanha.

Na prática, a norma autorizou pré-candidatos a divulgarem seu nome, dizerem que concorrerão a determinado cargo, exporem suas pretensões e promoverem reuniões abertas para discutir planos de governo. Por outro lado, não podem pedir voto.

O TSE, então, passou a entender que pré-candidatos podem se expor nas redes sociais, fazer eventos custeados pelos seus respectivos partidos para discutir estratégias de campanha e, ainda, gastar recursos — por exemplo, para impulsionar postagens —, desde que moderados.

A jurisprudência da Corte considera que atos de pré-campanha eleitoral não podem extrapolar os limites impostos aos atos de campanha. Ou seja, tudo o que é proibido durante o período oficial de campanha também é proibido na pré-campanha. Isso vale para outdoors e distribuição de brindes, por exemplo.

Da mesma forma, tudo o que é permitido na campanha oficial, como gravação de vídeos e distribuição de materiais impressos, também é permitido na pré-campanha — desde que não haja pedido explícito de votos.

Mas, na divulgação da pré-campanha, os gastos precisam ser compatíveis com as possibilidades de um pré-candidato médio. A ideia é que outros virtuais concorrentes também possam arcar com o valor. Isso barra gastos extraordinários ou muito significativos, embora não haja um parâmetro específico definido.

Lacuna

“Entendo que seja necessária e urgente a criação de regras mais claras sobre a pré-campanha, até porque as candidaturas, atualmente, têm se iniciado um dia após a eleição”, aponta Lígia Vieira de Sá e Lopes, analista judiciária do TRE do Ceará.

Para ela, “disciplinar os gastos e despesas é oferecer ao processo democrático igualdade de condições e maiores garantias de proteção ao abuso de poder econômico e ao uso de caixa dois”.

De acordo com a analista, a regulamentação da pré-campanha seria benéfica aos próprios pré-candidatos, que poderiam “atuar dentro da legalidade, sem ter seu direito de promoção pessoal cerceado”.

O advogado Arthur Rollo, especialista em Direito Eleitoral, concorda que o sistema eleitoral brasileiro precisa de regras mais claras para esse período: “Não faz sentido ter limites na campanha e não ter limites na pré-campanha”.

Segundo ele, a falta de regras mais precisas faz com que certos pré-candidatos exagerem nos gastos. “Na prática, tem gente gastando mais que o dobro do limite da campanha na pré-campanha”, diz.

“De fato, falta uma regulamentação mais clara”, confirma o advogado eleitoralista Fernando Neisser. Para ele, a responsabilidade inicial sobre o tema é do Congresso. Mas, enquanto isso não ocorre, o TSE tem a tarefa de definir as regras – tanto ao analisar os casos concretos quanto na sua tarefa de órgão regulador das eleições.

Gastos possíveis

Na visão de Neisser, um dos pontos importantes a ser definido em uma eventual regulamentação diz respeito aos tipos de gastos possíveis na pré-campanha.

Ele considera que os gastos permitidos nas pré-campanhas deveriam ser aqueles relacionados às ações previstas no artigo 36-A da Lei das Eleições. O dispositivo compila as situações que não configuram propaganda eleitoral antecipada — desde que não envolvam pedido explícito de voto.

Dentre as condutas autorizadas pelo artigo estão a menção à pretensa candidatura; a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos; a participação em programas, debates ou entrevistas nos meios de comunicação; e a organização de reuniões para discutir planos de governo e alianças ou para divulgar ideias, objetivos e propostas.

De acordo com Neisser, não deveriam ser autorizados “gastos que teriam de ser feitos na campanha ou que, feitos antes, se prestam a antecipar um gasto de campanha”. O objetivo é que essas despesas não sejam retiradas da prestação de contas da campanha.

Lopes também defende que os gastos permitidos sejam aqueles que não configuram campanha eleitoral antecipada. Ela lembra que outdoors, comícios, carreatas, distribuição de brindes e veiculação de publicidade com pedido explicito de voto nos meios de comunicação já são proibidos antes do período destinado à propaganda eleitoral.

Limites

Outro objetivo da regulamentação seria definir o que é ou não um gasto moderado para a pré-campanha. Neisser defende a adoção do parâmetro usado pelo TSE na análise de prestações de contas das candidaturas. A Corte considera irrelevantes as irregularidades que atinjam até 10% do total das despesas da campanha.

“Se o TSE entende que 10% do valor da campanha é algo tão irrelevante que não leva nem mesmo à desaprovação das contas, este me parece o melhor valor a se considerar para a pré-campanha”, assinala.

Como exemplo, ele cita o caso da ex-senadora Selma Arruda (Podemos-MT) — conhecida nas urnas como Juíza Selma, por ser magistrada aposentada. O TSE cassou seu mandato em 2019, devido aos gastos exorbitantes na pré-campanha. Nesse período, ela recebeu um empréstimo de R$ 1,5 milhão, que foi usado para contratar empresas de pesquisas e de marketing.

“O valor gasto era muito alto e muito maior do que 10% do teto da campanha para senadores por Mato Grosso”, explica. Além disso, a despesa era típica de campanhas — sua finalidade não se enquadra nas hipóteses do artigo 36-A da Lei das Eleições.

Rollo também considera razoável, no período de pré-campanha, o limite de 10% dos gastos permitidos para as campanhas do cargo em disputa. Mas ressalta que é preciso delimitar a data de início das despesas de pré-campanha. Ele sugere o início de março, “quando todo mundo começa a pensar nas eleições, para valer”.

Na visão do advogado, outro limite importante a ser definido em uma regulamentação é o limite de valores usados para impulsionar conteúdo nas redes sociais durante a pré-campanha.

Já Lopes considera como limite adequado de gasto na pré-campanha “uma média entre 20 e 30% do teto a ser gasto em campanha”.

Em texto publicado na coluna de Direito Eleitoral da ConJur, Allan Titonelli Nunes, desembargador substituto do TRE-RJ e procurador da Fazenda Nacional, já defendeu que o limite de gastos para um pré-candidato médio deve ser estabelecido entre 10% e 20% do valor total permitido para o cargo em disputa.

Alternativa à regulamentação

A advogada Gabriela Shizue Soares de Araujo, que também atua com Direito Eleitoral, entende que a Lei das Eleições, a minirreforma eleitoral e a jurisprudência do TSE “já trazem elementos suficientes para regulamentar de alguma forma os gastos despendidos na pré-campanha”.

Ela destaca que, “como a campanha não tem início oficialmente antes do registro das candidaturas, não há como a Justiça Eleitoral pedir prestação de contas ou fiscalizar os gastos despendidos, exceto se houver alguma denúncia ou evidência de abuso por parte de determinada pré-candidatura”.

Há, ainda, uma grande lista de “condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais”, prevista no artigo 73 da Lei das Eleições. Para Araujo, essas situações “podem também se estender à fase da pré-campanha”.

Da Redação, com informações Consultor Jurídico

Foto: Reprodução

 

 

 

Possível estiagem pode encarecer eleições municipais

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Conforme o Painel El Niño 2023-2024 da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a manifestação do fenômeno deve permanecer no país até abril e a intensidade será forte pelos próximos três meses, ou seja, até maio. A previsão também indica o predomínio de condições mais secas que o normal. O estudo ainda indica a formação do fenômeno La Niña para o segundo semestre. Ela é o contrário do El Niño e é caracterizada por bastante chuva na região. 

A mudança climática causada pelo El Niño pode gerar impacto nas Eleições municipais de 2024, principalmente no interior do estado. Em outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) explicou para o Portal O Poder que o processo torna-se mais caro, não somente para o Poder Judiciário mas também para os candidatos, porque a estiagem severa isola comunidades. Porém, a assessoria do Tribunal garantiu que todos os eleitores irão ter seu direito a voto garantido e que o TRE-AM trabalha com a possibilidade de um cenário pior do que foi visto em 2023. 

“Não prejudica o pleito, mas o torna mais caro. O TRE-AM já tem expertise para lidar com essas situações. Uma vazante mais extrema mudaria o número de comunidades a se atender dessa forma”, respondeu a assessoria do órgão à reportagem, destacando que o número de comunidades alcançadas por hidroaviões ou helicópteros podem aumentar por causa do isolamento causado pela estiagem. 

Desse mesmo modo, os candidatos e partidos terão que lidar com a possibilidade de que uma seca severa possa encarecer suas campanhas, pelo mesmo motivo: possível isolamento de comunidades e aumento nas distâncias percorridas.  

Segundo dados e estudos feitos em relação aos fenômenos climáticos, a possibilidade de que o Amazonas passe por uma nova estiagem severa é real. No último boletim do Governo, divulgado na última sexta-feira, 9, todos os 62 municípios continuam em situação de emergência e as calhas continuam sendo monitoradas. Ainda de acordo com a Defesa Civil, o estado tem 637 mil pessoas afetadas até o momento pela seca severa, ou seja, 159 mil famílias.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

Roberto Cidade apresenta PL que institui comunidades turísticas sustentáveis

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Está em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o Projeto de Lei nº 14/2024, de autoria do presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), que Institui as Comunidades Turísticas Sustentáveis (CTS) e cria o Selo Amazonense de Turismo Sustentável. A matéria vai passar pelas comissões especiais e depois vai ser votada no plenário Ruy Araújo.

De acordo com o PL,  ficam instituídas as Comunidades Turísticas Sustentáveis – CTS, no âmbito do Estado do Amazonas. Entende-se por CTS as comunidades que, através da prática do turismo sustentável, são capazes de equilibrar de forma responsável e saudável, os interesses e recursos da comunidade receptora em relação às esferas econômicas, sociais e ambientais.

Compõem recursos da Comunidade Turística Sustentável – CTS o conjunto de
equipamentos e infraestruturas turísticas, tais como:

I – Serviços Públicos de Turismo;
II – Serviços Privados de Turismo;
III – Equipamentos de lazer;
IV – Recursos Naturais;
V – Recursos Culturais.

A matéria diz ainda que,  o Poder Executivo, por meio do órgão competente, poderá estabelecer critérios e requisitos para a certificação de Comunidades Turísticas Sustentáveis – CTS, levando em consideração aspectos ambientais, sociais e culturais.

Fica criado o Selo Amazonense de Turismo Sustentável, a ser concedido às
Comunidades Turísticas Sustentáveis – CTS certificadas de acordo com os critérios
estabelecidos pelo Poder Executivo.

Roberto Cidade afirmou em sua justificativa que, o turismo sustentável deve ser uma ferramenta para a inclusão social, beneficiando as comunidades locais. A certificação CTS estabelece critérios que promovem a participação ativa das comunidades no desenvolvimento turístico, garantindo a distribuição justa dos benefícios econômicos e sociais gerados pelo setor.

“A criação do Selo Amazonense de Turismo Sustentável proporciona benefícios
econômicos para as Comunidades Turísticas Sustentáveis certificadas, como acesso a linhas
de crédito específicas e capacitação técnica”, afirmou.

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

PA: Helder reúne com representantes de Di Caprio para tentar salvar COP 30

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A ONG Global Citizen convidou a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), para o encontro “Desafios e oportunidades na realização da COP 30 no Brasil”, em São Paulo na segunda-feira (19). O emedebista confirmou presença.

A conferência do clima da ONU acontecerá em Belém, capital do Pará, em 2025.

O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, estará presente, assim como um representante da Re:wild, fundação do ator Leonardo DiCaprio.

 

 

Com informações da Folha de S. Paulo

Em silêncio sobre crimes de Denarium e caos na Saúde, deputada novata critica escola de samba de SP

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Roraima – Em completo silêncio sobre os crimes praticados pelo governador Antonio Denarium (PP), que levaram à cassação dele pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE) por três vezes, a deputada novata Joilma Teodoro (Podemos) resolver tecer duras  críticas à escola Vai-Vai de São Paulo. O post foi publicado nas redes sociais da deputada “Denarista”.

Pronta para disparar sua opinião, a parlamentar desconsiderou que a crítica social feita pela escola de samba no desfile foi contra a atuação de uma pequena parcela de policiais que não honram a farda e a instituição que representam.

“Essa demonização que a escola de samba Vai-Vai, de São Paulo, apresentou nesse final de semana é uma atitude equivocada e desrespeita todo o trabalho e empenho dos nossos policiais. Isso é um absurdo”, escreveu (ou mandou assessores publicarem).

O posicionamento da parlamentar, que já fez parte do alto escalão do governo na gestão do agora governador cassado de Roraima, é curioso quando confrontado à sua falta de posicionamento sobre as mortes de recém-nascidos na única maternidade pública de Roraima, a maternidade de Lona, que já passou de 300 mortes.

A parlamentar também nunca escreveu uma linha sequer sobre a série de crimes cometidos pelo governador para se manter no poder. Crimes esses que foram alvo de denúncias e viraram ações no TRE de Roraima. Por esses crimes, Denarium foi cassado em três processos diferentes.

A parlamentar também não escreveu uma linha que fosse sobre a obra da maternidade que se arrasta há quase três anos e também não se manifestou sobre a operação da Polícia Federal que mira fraudes na Saúde de Roraima. Essa operação, inclusive, tem como alvo Cecília Lorenzon, que só foi afastada do caso por determinação da Justiça Federal.

Foto: Divulgação 

DNIT homologa vencedora de licitação para reconstruir pontes

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O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) publicou o contrato de licitação para reconstruir as pontes que desabaram sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim em 2022. O acordo está publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 15.

Conforme o documento, o prazo para execução dos serviços na ponte do rio Curuçá tem prazo de vigência entre 8 de fevereiro de 2024 e 7 de maio de 2025. O valor total da obra é de R$ 4.11.822,26, com execução pela STE Serviços Técnicos de Engenharia SA.

Já a ponte sobre o rio Autaz Mirim tem orçamento de 4.004.086,25. As obras também serão feitas pela STE Serviços Técnicos de Engenharia SA, durante o mesmo prazo da ponte sobre o rio Curuçá.

Especialistas comentam se apoio de caciques da política pode ser determinante nas Eleições

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No tabuleiro do jogo político é comum pensar que o apoio do cacique político pode influenciar nos rumos que uma eleição pode tomar. Mas, será que esse apoio é tão determinante a ponto de ser decisivo num resultado que configura-se como uma soma de fatores que envolvem, além deste apoio, estratégias, trabalho de base, desenvoltura do candidato, recursos e etc? O Portal O Poder conversou com dois cientistas políticos sobre o assunto. 

Influência

Helso Ribeiro ressalta que a influência de um cacique pode contar muito na hora dos votos. Ele parte da premissa do micro para o macro. “Não tenho dúvidas que o ex-presidente Bolsonaro e o presidente Lula conseguiriam botar a mão em ‘alguém’ e eleger esse ‘alguém’ para qualquer uma das 5.600 Câmaras de município que tem no Brasil”, diz. O mesmo pode acontecer aos candidatos à Prefeitura e ao Governo.

Porém, a estratégia muda em colégios eleitorais maiores. “A liderança vai indicar votos e algumas pessoas vão votar. Isso não significa que ela consiga transferir todos os votos que queria. Não existe essa transferência 100% dos votos”, ressalta. Ele exemplifica que Lula (PT) apadrinhou Dilma Rousseff à presidência e conseguiu que ela fosse a Chefe do Executivo maior. Antes, a ex-presidente trabalhava apenas nos bastidores. 

“Eu diria que um cacique político pode ser decisivo em um apoio a candidato. Mas, não necessariamente, o fato de ser cacique vai eleger um prefeito ou governador, por exemplo. Ele dá um empurrão importante, até porque ninguém consegue transferir a totalidade de votos que teve em uma eleição anterior”, explica Helso. 

Aspectos positivos e negativos  

Para Carlos Santiago, a participação efetiva de um cacique político nas eleições tem aspectos positivos e negativos. “O positivo é porque o cacique político geralmente tem uma estrutura forte. Um governador ou um prefeito, por exemplo, pode influenciar de forma decisiva o resultado de um pleito favorável ao seu apoiado, ao seu candidato. Porém, há um aspecto negativo: dependendo da conjuntura política, esse apoio pode ter um efeito inverso. Isso acontece quando a liderança política se envolve com escândalos ou crimes de corrupção. Pode abalar qualquer candidatura que esteja sob sua influência”, explica. 

Ele relembra que esse tipo de ocorrência já aconteceu no Brasil, a prisão do presidente Lula influenciou, de forma negativa, inúmeras lideranças que tinham formado sua imagem devido ao apoio do político. O resultado é que, em 2016, uma boa parcela do PT não conseguiu se eleger.

“É sempre bom ter um apoio forte de lideranças políticas, mas manter uma independência na imagem e na trajetória. Porque em um momento crítico, isso pode ser decisivo na campanha”, aconselha. 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Divulgação

Wilson Lima indica potencial do mercado de carbono do Amazonas a investidores da Inglaterra

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O governador Wilson Lima (União Brasil), apresentou para investidores em Londres na terça-feira, 13, o potencial da comercialização de créditos de carbono gerados no Amazonas durante seminário promovido pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) do Reino Unido. O governador foi o principal orador do encontro. Lima também apresentou a capacidade de geração de créditos do Amazonas para representantes de instituições financeiras.

Wilson Lima destacou que o estado possui atualmente 809,6 milhões de toneladas em estoque, com potencial de captação de R$ 2,4 bilhões, que deverão ser usados para financiar projetos de desenvolvimento sustentável, por meio do programa Amazonas 2030.

“Esse encontro aqui foi muito produtivo, muito importante para a gente mostrar o ponto de vista de quem mora na Amazônia e ouvir também de investidores, de pesquisadores, de companhias e outros interessados em investir na Amazônia e tratar da agenda ambiental o que de fato eles esperam, qual a expectativa e quais os caminhos para que a gente possa fazer parcerias que são importantes pra gente poder, por exemplo, dar qualidade de vida para a nossa população”, afirmou.

O governador esteve, ainda, com representantes e gestores do banco BlueBay, tratando sobre o mercado de carbono no estado, e também busca parcerias com a empresa do mercado financeiro Bloomberg.

Wilson Lima também reuniu com Lord Benyon, ministro de Estado do Gabinete de Relações Exteriores, da Commonwealth e de Desenvolvimento do governo britânico, tratando sobre a política de rastreabilidade de produtos que são livres de desmatamento, uma preocupação atual do Reino Unido. Na agenda articulada pela embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq, e com a presença da Embaixada do Brasil, o governador levou os projetos do Amazonas e ressaltou que qualquer medida de redução da exportação de produtos amazônicos pode provocar o efeito inverso no desmatamento.

Mercado de carbono no Amazonas

O sistema inovador de Redução de Emissões provenientes do Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) do Amazonas foi um dos destaques brasileiros durante a Conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP 28), realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O Amazonas é o primeiro estado do Brasil a ter um sistema misto de REDD+. Há tanto um Sistema Jurisdicional de REDD+, focado na comercialização de créditos históricos, provenientes de resultados de diminuição do desmatamento obtidos entre 2006 e 2015, como um Sistema para implementar projetos de REDD+ privados em áreas de Unidade de Conservação (UC). Este último, um dos únicos no mundo, segundo o secretário Eduardo Taveira.

“Tenho certeza que em um curto prazo, a gente vai ter recursos entrando para que a gente possa estruturar a bioeconomia, continuar o pagamento do serviço ambiental por meio do Guardiões da Floresta, aportar recursos para melhorar o sistema de meio ambiente do Estado, enfim, com o papel que o governador tem aberto nas discussões desde a COP, tenho certeza que a gente vai colher frutos a respeito dessas visitas e rodadas de negócios que o governador tem sido convidado a participar”, afirmou Eduardo Taveira, secretário de Estado de Meio Ambiente.

O Programa Amazonas 2030 vai funcionar como um norteador dos investimentos do Estado a partir dos recursos obtidos pela venda de créditos de carbono. A meta principal da estratégia é zerar o desmatamento líquido do estado em seis anos.

Agenda sustentável

Ainda no seminário Lide Reino Unido, que reuniu convidados de fundos, empresas, instituições e universidades, o governador do Amazonas apresentou outros projetos do Governo do Estado que aliam economia e sustentabilidade como o Guardiões da Floresta, o Escola da Floresta, o Água Boa, além da Zona Franca de Manaus (ZFM) e outros investimentos que fomentam a ciência, tecnologia e preservação ambiental no estado.

“Estamos construindo um arcabouço legal para dar segurança para investidores por um lado e por outro que esses recursos possam efetivamente se destinar às comunidades onde os projetos serão desenvolvidos, essa tem sido a nossa prioridade”, destacou.

Com informações Secom

Foto: Divulgação 

As eleições municipais serão um termômetro para a eleição do senado em 2026

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As negociações sobre a formação das chapas no pleito municipal de outubro já estão atreladas, em alguns cenários, à disputa para vagas de senadores em 2026, mesmo a quase três anos das eleições gerais.

O pano de fundo desse movimento é o embate pela presidência do Senado, em meio ao acirramento das relações da oposição com o Supremo Tribunal Federal (STF) – em especial, após a operação da Polícia Federal (PF) na semana passada que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dezenas de aliados.

Em 2026, o Senado vai renovar 2/3 da Casa, e esquerda e direita deverão protagonizar uma das disputas mais acirradas na história recente por uma das 54 vagas a serem abertas. Isso porque o Senado é a Casa legislativa com atribuição constitucional para julgar pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

Um parlamentar experiente, de uma legenda do Centro político, observou ao Valor que a operação da PF que teve Bolsonaro como um dos alvos, e ainda levou à prisão o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, aprofundou a tensão no grupo que lidera a oposição ao governo Lula e ao PT.

Uma das consequências, na avaliação deste parlamentar, será o grupo de Bolsonaro dobrar a aposta na eleição para o Senado para tentar formar maioria e obter o controle da Casa.

Líder da oposição e ex-ministro de Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) obteve 32 votos na eleição para presidente do Senado no ano passado. O resultado — mais de um terço dos votos — foi considerado expressivo, mas ficou longe dos 49 votos que reconduziram Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aliado de Lula, para mais um mandato.

Uma das bandeiras de Marinho era, justamente, dar andamento aos pedidos de impeachment contra ministros do STF. Pacheco negou seguimento aos requerimentos, inclusive aos que miravam o ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre milícias digitais, que investiga os ataques à democracia, e tem como alvos Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), e dezenas de aliados.

Até a operação policial, Bolsonaro e Valdemar articulavam meios para eleger entre 30 e 35 senadores do PL em 2026. Uma meta ousada já que a bancada atual da sigla tem 12 titulares. Como a decisão do ministro Alexandre de Moraes impediu a comunicação entre ambos, lideranças do PL deverão dar seguimento à estratégia.

Uma das apostas de Bolsonaro para o Senado é o ex-ministro do Meio Ambiente e atual deputado federal Ricardo Salles (PL-SP). Segundo fontes do PL, Valdemar entrou em campo para dissuadir Salles de concorrer à Prefeitura de São Paulo porque a prioridade do partido é compor a chapa do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que busca a reeleição, na vaga de vice. Bolsonaro já indicou para a vaga o coronel da reserva da Polícia Militar Ricardo Mello Araújo.

Além disso, Salles é visto como um quadro de fôlego do bolsonarismo em São Paulo, com capital para disputar uma eleição majoritária: ele teve quase 641 mil votos e foi o quarto deputado federal mais votado em São Paulo em 2022.

Amazonas

Com a renovação da bancada do Senado para 2/3, cerca de 54 dos 81 senadores mudarão. No Amazonas existem dois prováveis candidatos que estão monitorando as eleições municipais passo a passo. São eles, o governador Wilson Lima (União Brasil) que existe a possibilidade de disputar o Senado e vem acompanhando a eleição municipal na capital e interior .

Ainda existe o candidato a reeleição, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), que na última eleição se elegeu em segundo colocado (ficou atrás de Plínio Valério), mas tem uma avaliação significativa no interior, mas segue enfraquecido na capital.

Correndo por fora vem o senador Plínio Valério (PSDB-AM), que provavelmente será candidato a reeleição ao Senado. Por isso, os três pré-candidatos estão atentos ao “tabuleiro político” das eleições municipais de 2024.

Da Redação, com informações Valor Econômico

Foto: Divulgação