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RR: Com cargos e contratos exorbitantes no Governo, senadores fecham os olhos para escândalos na SESAU

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Roraima – Centenas de cargos comissionados na estrutura governamental de Roraima e contratos exorbitantes garantem o completo silêncio dos três senadores de Roraima sobre os escândalos na Secretaria de Saúde de Roraima (SESAU). Sobre o tema, os parlamentares não ousaram escrever uma linha sequer sobre o afastamento da titular da Saúde, Cecília Lorenzon, ou da operação da Polícia Federal que mira contratos com suspeita de fraudes na pasta da Saúde.

O senador Mecias de Jesus, conhecido por ter centenas de cabos eleitorais nomeados em cargos comissionados em secretarias do Estado não ousou se manifestar seja sobre os casos que ganharam manchetes nacionais. Mecias é um dos principais aliados do governador e, em caso de cassação definitiva de Antonio Denarium (PP) por crimes eleitorais, tem intenção de indicar ou se indicar a ser candidato do grupo em uma eleição suplementar.

Já o “senador da Saúde”, Hiran Gonçalves, que é médico e empresário, também permanece em completo e descarado silêncio sobre o afastamento da secretária da Saúde, afastamento esse que só ocorreu após decisão da Justiça Federal. Hiran emplacou o filho e a esposa em cargos comissionados no Governo com supersalários.

Além dos salários vultuosos da família, a empresa de Hiran Gonçalves, a Proftalmo, ganhou um contrato com o Governo Denarium de R$ 56 milhões. Contudo, após pressão negativa com matérias na imprensa local, a Sesau publicou um termo de ratificação com a redução do contrato para R$ 8,8 milhões.

Outro que silencia sobre os mandos, demandas e escândalos no Governo Denarium é o senador Chico Rodrigues, conhecido nacionalmente após ser flagrado com R$ 33 mil nas nádegas durante operação da Polícia Federal.

Operação Higeia

A operação Higeia, da Polícia Federal, deflagrada no dia 2 deste mês, mira supostas fraudes na área da prestação de serviços de traumatologia e ortopedia, culminando na adesão de uma ata de registro de preço licitada pelo Governo do Acre. Os agentes cumpriram mandados na Sesau, HGR e na casa de Cecília Lorenzon.

Foram expedidos dez mandados de busca e apreensão pelo Tribunal Federal da 1ª Região, para serem cumpridos em Boa Vista/RR, Cuiabá/MT e Goiânia/GO, além da determinação para bloqueio de bens de mais de R$ 30 milhões dos investigados.

As investigações indicam que a contratação foi feita sem um estudo técnico preliminar comprovando a necessidade interna do serviço, desconsiderando auditorias anteriores do TCU e da CGU que indicaram suspeitas de direcionamento de licitação e superfaturamento da contratação da empresa pelo governo do Acre.

Além disso, também foi ignorada a recomendação da própria Controladoria Geral do Estado de Roraima para a não contratação destes mesmos serviços.

Foto: Divulgação 

 

TRF-1 atende indígenas e volta a autorizar exploração do potássio em Autazes

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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) voltou a autorizar o licenciamento do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para exploração de potássio no município de Autazes – distante a 112 quilômetros de Manaus – na noite desta sexta-feira (9), em decisão proferida pelo desembargador e presidente em exercício, Marcos Augusto de Souza.

Na decisão que cabe recurso, o magistrado deferiu uma reclamação impetrada pela empresa Potássio do Brasil, que tenta há nove anos viabilizar o empreendimento nas proximidades da região habitada por indígenas Mura. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), de 2016, a licença concedida pelo Ipaam à empresa do banco canadense Forbes & Manhattan foi feita sem consulta dos povos que vivem no local.

“Defiro o pedido formulado por Potássio do Brasil Ltda, para suspender a decisão proferida em 16/11/2023 pelo Juízo reclamado, no trecho em que determinou ‘a imediata suspensão do procedimento de licenciamento ambiental por parte do Ipaam, bem como o da consulta ilegítima realizada após desconfiguração ilegítima do Protocolo de Consulta, bem como de qualquer ato de avanço dos trâmites para a implementação do empreendimento da empresa Potássio do Brasil S/A em Autazes’, diz trecho da decisão.

Na justificativa, Souza defende a continuidade do processo exploratório e afirma que se for comprovada alguma irregularidade no processo de licenciamento ambiental, a Justiça poderá declarar e anular o ato administrativo de licenciamento.

“O que não pode ser admitido é o juízo interferir a todo momento no próprio processo administrativo, suspendendo-o pelas mais variadas razões e suspeitas”, completou.
Com a decisão, o TRF1 validou uma carta entregue por parte dos indígenas Mura, na qual consta o apoio ao empreendimento. Documento que anteriormente não foi considerado como válido, pois não seguia o protocolo Yandés Peara Mura, criado em 2019 pelo povo para definir como podem ser consultados sobre empreendimentos.

Dessa forma, o MPF tem cinco dias para se manifestar, assim como os envolvidos no processo tem até 15 dias para apresentar contestações.

Histórico

Inicialmente, a exploração do minério tinha sido autorizada pelo Ipaam. No entanto, a Justiça Federal no Amazonas, impediu a continuidade procedimento por considerar que os indígenas da região precisam ser ouvidos. Esta é a segunda derrubada do TRF1 contra decisões da juíza Jaiza Fraxe sobre a exploração do minério em Autazes.

Em outubro de 2023, a magistrada afirmou que caberia ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o licenciamento do projeto porque o empreendimento alcança uma área reivindicada pelo povo Mura.

Ela também considerou a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário, que dá às populações tradicionais o direito de terem escuta livre, prévia e informada sobre empreendimentos que as afetem.

Em setembro de 2023, o líder do Conselho Indígena Mura (CIM), José Cláudio Mura, entregou ao governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), uma ata e relatório de uma reunião ocorrida entre líderes indígenas, concordando com a continuação do projeto Potássio Autazes.

Posteriormente, habitantes das aldeias Moyray, Murutinga Tracajá, Igarapé Açu e Ponta das Pedras divulgaram quatro cartas expressando desacordo com a aprovação, em assembleia, da continuidade do projeto.

Ao explicar a decisão, Fraxe mencionou o agravamento das irregularidades, como violações, promessas falsas, ameaças e suborno dos povos indígenas, incluindo líderes Mura, além de funcionários públicos pela empresa Potássio do Brasil.

De acordo com a juíza, a persistência na implantação do empreendimento mineral, marcada por várias irregularidades, pode resultar em conflitos e mortes para o povo Mura da região. Portanto, foi ordenada a remoção imediata do marco irregular no território indígena, na Comunidade Soares, com uma multa diária de R$ 500 mil por desobediência e violações ao território e ao povo Mura.

A empresa de mineração também foi multada em R$ 1 milhão pelo não cumprimento dos compromissos assumidos durante as audiências de conciliação, especialmente pela pressão indevida sobre o povo Mura.

A juíza determinou a suspensão imediata de qualquer ato de coação, manipulação, fraude, intimidação, ameaça, pressão e suborno contra os indígenas Mura pela Potássio do Brasil, com uma multa de R$ 100 mil por dia de desobediência.

 

 

Com informações de A Crítica

Alexandre de Moraes concede liberdade provisória para Valdemar

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu a liberdade provisória para o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A decisão aconteceu neste sábado (10)

Costa Neto foi preso na quinta-feira (8) após ser um dos alvos de busca e apreensão da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma tentativa de articulação de golpe de Estado no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em nota, a defesa de Valdemar Costa Neto confirmou a concessão de liberdade provisória pelo Ministro Alexandre de Moraes e “reafirma sua confiança no Poder Judiciário”.

O presidente do PL foi preso em flagrante por porte ilegal de uma arma com registro vencido encontrada na residência do político. Na ação, os agentes também encontraram uma pepita de ouro. A perícia realizada na pepita atestou que o mineral é originário de um garimpo.

Na sexta-feira (9), Moraes converteu em preventiva a prisão de Costa Neto e deu o prazo de 24 horas para a PGR se manifestar sobre o pedido de liberdade provisória realizado pela defesa do presidente do PL.

Moraes também decidiu manter as prisões preventivas de outros alvos da investigação da PF, foram eles: Rafael Martins de Oliveira, Marcelo Costa Câmara, que integram o Exército, e de Filipe Martins, ex-assessor especial de assuntos internacionais da presidência.

Prisão Preventiva

O presidente do PL foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e usurpação de bem público por investigadores terem encontrado uma pepita de ouro de origem suspeita em sua residência. A pepita encontrada na casa de Costa Neto pesa 39,18 gramas e vale cerca de R$ 11,7 mil.

A perícia criminal federal feita na pepita de ouro durou quatro horas. O Instituto Nacional de Criminalística (INC), apontou que a pepita é originária de um garimpo. No entanto, a análise não aponta de qual estado seria esse garimpo.

O registro da arma que motivou a prisão do presidente do PL está em nome do seu filho e está vencido, informaram à CNN fontes da Polícia Federal (PF) e pessoas próximas ao político. O filho não mora na mesma residência. Para os investigadores, configura-se porte ilegal de arma.

Operação Tempus Veritatis

Na quinta-feira a PF realizou a operação Tempus Veritatis que tem o objetivo de apurar organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, a fim de obter vantagem de natureza política com a manutenção do então presidente da República no poder. Ao todo foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares.

As buscas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Nesta fase da Operação Tempus Veritatis, as apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital.

O primeiro eixo consistiu na construção e propagação da versão de fraude nas eleições de 2022, por meio da disseminação falaciosa de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação, discurso reiterado pelos investigados desde 2019 e que persistiu mesmo após os resultados do segundo turno do pleito em 2022.

O segundo eixo de atuação consistiu na prática de atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, através de um golpe de Estado, com apoio de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais no ambiente politicamente sensível.

O nome da operação “Tempus Veritatis” significa “hora da verdade” em latim.

Com informações CNN Brasil

Foto: Reprodução

Wilson Lima anuncia crédito de R$ 280 milhões da Afeam para novos investimentos em 2024

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O governador Wilson Lima (União Brasil) anunciou, nesta semana a abertura do crédito da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) para o ano de 2024, que conta com orçamento de R$ 286,5 milhões, um aumento de 5% em relação a 2023, que foi de R$ 272,4 milhões. Nesses dois anos, o Governo do Estado alcança 50% da meta de destinar R$ 1 bilhão em fomento até 2026.

Wilson Lima afirmou ainda, que a Afeam beneficia, com empréstimo de menor juros do mercado e maior prazo de carência, empreendedores de micro, pequeno, médio e grande portes, além de contar com linhas específicas para produtores rurais, mulheres, idosos e pessoas com deficiência.

“Aqui nós temos todas as linhas de financiamento. E quantos empregos foram mantidos ou gerados a partir das operações de crédito que foram feitas aqui na Afeam”, ressaltou o governador, ao destacar que a política de fomento é importante para incentivar a atividade econômica e gerar emprego e renda no estado.

Ainda participaram da solenidade os deputados estaduais Adjuto Afonso, Cabo Maciel e Thiago Abrahim; o desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas, Elci Simões; gestores estaduais, como o diretor-presidente da Afeam, Marcos Vinícius Castro; além de gestores de associações e segmentos do comércio.

De acordo com a Afeam, o orçamento deste ano está dividido em R$ 142 milhões destinados ao microcrédito; R$ 80 milhões para o crédito de varejo; e R$ 44,5 milhões para o crédito rural. Para esses três, o recurso do Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas (FMPES) soma R$ 266,5 milhões. Outros R$ 20 milhões estão reservados para crédito a médias empresas, totalizando R$ 286,5 milhões.

Em 2023, a Afeam alcançou o primeiro lugar, entre as agências de fomento no Brasil, ao realizar mais de 14 mil operações de microcrédito (com operações até R$21 mil), somando R$ 128,5 milhões em recursos aplicados. A média nacional é de 8 mil aplicações e de R$ 55 milhões em investimentos. Ao todo, somente na gestão Wilson Lima (2019-2023), são mais de 67,9 mil operações e mais de R$ 491,3 milhões investidos nessa modalidade.

Durante o evento, foram liberados recursos na ordem de R$ 500 mil para clientes especiais. Os financiamentos para essa categoria beneficiaram clientes dos setores do comércio, serviço e indústria, que liquidaram dois ou mais financiamentos com pagamento das parcelas em dia.

“No agronegócio, as taxas de juros variam 2,7% a 3,2%. No comércio, variam de 6% a 10% ao ano e com prazos flexíveis”, informou Marcos Vinicius. “Já para o maior, até dois milhões, a taxa de juros chega até vinte por cento ao ano. Ou seja, a Afeam atende todos os negócios, todos os segmentos tanto do agronegócio, a indústria, passando pelo comércio e prestador de serviço”, completou o diretor-presidente da Afeam.

Meta global de R$ 1 bilhão

Em 2023, os investimentos em Manaus foram de R$ 96,2 milhões, representando 35% do orçamento, enquanto no interior do Amazonas os recursos somaram R$ 176,2 milhões, aproximadamente, representando 65% do montante, sendo o setor do comércio o mais demandado pelos empreendedores do estado, representando 60%, seguido dos setores do serviço (21%), rural (15%) e indústria (4%).

No total, foram mais de 16 mil operações de crédito, marca que levou a Afeam a gerar/manter mais de 48 mil ocupações econômicas no estado e a superar as metas estabelecidas pelo Governo do Estado para o exercício 2023, representando 27% da meta global para o quadriênio 2023-2026, que totaliza R$ 1 bilhão.

“O meu agradecimento é profundo. E eu não tenho palavras. Muito obrigado ao governador pela oportunidade, pela credibilidade que ele dá para todos nós, não só para mim, mas para toda equipe que eu conheço que faz esse empréstimo aqui”, disse a empresária Sirlene Quaresma, 47, que tem um salão de beleza há 10 anos e emprega cinco pessoas. É a sétima vez que é contemplada, agora com R$ 21 mil.

Acesso ao crédito

Todo processo do crédito é feito de forma on-line, por meio do Portal do Cliente no site da Afeam (www.afeam.am.gov.br) ou por meio de parceiros técnicos (Idam, ADS, FPS, Detran/AM, Amazonastur, Setemp, Cetam, Sejusc, Seas, Ciama, Jucea/AM, Sebrae/AM, Senai e Senac).

Concurso

Para que mais empreendedores tenham acesso ao crédito, o governador Wilson Lima anunciou a convocação de novos concursados, oriundos do certame realizado pela Agência em 2022, para os cargos de nível superior nas especialidades de Agronomia (1), Administração (2), Contabilidade (5), Economia (1) e Desenvolvimento de Sistemas (1). Ao todo, o certame ofereceu 30 vagas. Em março de 2023, tomaram posse os primeiros 20 aprovados. Com isso, 100% das vagas ofertadas já estão preenchidas.

Com informações Secom

Foto: Divulgação

Funai diz que existem indígenas isolados no Campo de Azulão, Eneva contesta dados

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A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), apontou uma “grande possibilidade” de presença de indígenas isolados em área com exploração de gás na região de Itapiranga (AM), a 300 km de Manaus. A afirmação foi feita em um ofício enviado ao MPF (Ministério Público Federal) no Amazonas, que alertou para o “grave e iminente risco à vida de povos isolados” em razão do empreendimento.

Diante do risco, o MPF solicitou uma “urgente intervenção judicial”. Os documentos da Funai e do MPF foram elaborados no último dia 1º.

A exploração de gás no Campo Azulão, em Itapiranga e Silves (AM), é realizada pela empresa Eneva. O gás é transportado para uma termelétrica em Roraima, responsável por 50% da geração de energia elétrica no estado, de acordo com a companhia.

Em nota, a Eneva afirmou que não foram identificadas comunidades indígenas ou quilombolas na área, com base nos registros da Funai e do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). A empresa também destacou que não há previsão legal para a realização de estudos indígenas ou quilombolas.

A assessoria da Eneva enviou uma análise cartográfica da Funai, realizada em 2023, que mostra a Terra Indígena Paraná do Arauató, dos muras, no rio Amazonas, como a mais próxima do Campo Azulão, a uma distância de 27,85 km. Essa área já está demarcada. Outra área indígena, sem demarcação, está a 26,51 km do empreendimento, de acordo com o documento.

A Eneva afirmou que sempre utiliza as bases oficiais e que, caso surjam informações novas, busca manter um diálogo para minimizar os impactos.

Para a realização do empreendimento, a Eneva, que tem BTG Pactual, Cambuhy, Dynamo, Atmos e Partners Alpha em sua estrutura societária, buscou o órgão ambiental do estado.

Da Redação, com informações Koka

Foto: Reprodução

Preso e com pepita de ouro apreendida pela Polícia Federal, Valdemar é sócio de garimpeiro

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, preso em flagrante nesta quinta-feira, 08, por posse ilegal de arma, tinha com ele uma pepita de ouro com cerca de 39 gramas. Segundo a Polícia Federal, o item é compatível com a extração de um garimpo, e tem valor estimado em R$ 11,7 mil. Conforme publicado pelo Uol, o ex-deputado é sócio do garimpeiro Francisco Jonivaldo Mota Campos, coordenador do movimento “Garimpo É Legal” no estado do Amazonas.

A Polícia Federal fará uma análise química do ouro encontrado na casa de Valdemar para identificar de qual região a pepita foi extraída. A probabilidade da pedra ser de origem ilegal é grande, uma vez que a maior parte dos garimpos que operam no Brasil são clandestinos, publicou a colunista Bela Megale.

Em 2022, foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo que Valdemar tinha em seu nome uma madeireira no Amazonas chamada Agropecuária Patauá. A empresa foi fundada na década de 1980, e diz atuar na “fabricação de madeira laminada, compensada, prensada e aglomerada”. Em fevereiro de 2000, outra empresa, a Reflorestadora Holanda, comprou 75% da Patuá.

Ainda de acordo com a Folha, a Reflorestadora Holanda pertence ao empresário Francisco Jonivaldo. O garimpeiro respondia a uma ação civil pública no Ministério Público Federal sob acusação de dano ambiental por supostamente desmatar uma área de floresta nativa da Amazônia sem autorização do órgão ambiental competente. À época, Jonivaldo afirmou que a acusação era “provavelmente um engano” porque ele não teria áreas na região indicada pelo Ministério Público. 

Entenda o caso 

Valdemar estava sendo alvo de um mandado de busca e apreensão em uma ação que investiga a tentativa de golpe de Estado e a abolição do Estado Democrático de Direito, quando foi flagrado com uma arma com registro irregular, documentação vencida e em nome do filho dele. Na decisão que deferiu as medidas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o ex-deputado é tido pela PF como o “principal fiador” dos questionamentos sobre as urnas eletrônicas.

Entre os alvos da Operação Tempus Veritatis (hora da verdade, do latim), estavam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e alguns de seus principais aliados, como ex-ministros de seu governo. Em manifestação sobre as medidas solicitadas pela PF, o procurador-geral da República Paulo Gonet informou haver indícios da participação de Valdemar no “sistema delituoso que se apura”. No relatório que embasou a ação, a polícia afirmou que o PL foi usado para financiar uma tentativa de golpe de Estado.

Ainda segundo a PF, o plano golpista tinha como objetivo prender os ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), antes da posse de Lula. A ideia era manter Jair Bolsonaro no poder.

Quem é Valdemar Costa Neto? 

Valdemar já foi personagem de destaque em eleições presidenciais, no esquema do mensalão, no impeachment de Dilma Rousseff e na mudança para o outro lado do espectro político, quando apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 contra seu ex-aliado e atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em agosto de 2005, o ex-deputado renunciou ao seu mandato parlamentar. Ele foi o primeiro congressista acusado de envolvimento com o mensalão a perder o cargo, após as denúncias do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).

O dirigente do PL foi convocado pela CPI do Mensalão. Na ocasião, ele assumiu ter recebido, dentro do esquema, R$ 6,5 milhões, entre fevereiro de 2003 e janeiro de 2004, para pagar dívidas de campanha presidencial de Lula, que tinha o senador José Alencar (PL-MG), falecido em 2011, como seu vice. Em seu discurso de renúncia, alegou ter sido “induzido ao erro”, mas garantiu que os recursos não eram destinados ao esquema de compra de apoio parlamentar para aprovação de projetos do petista.

Valdemar escapou da cassação do mandato pelo Conselho de Ética da Câmara ao deixar o cargo, e manteve seus direitos políticos. Foi reeleito em 2006 e em 2010, mas acabou condenado a sete anos e dez meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele teve sua prisão decretada pelo STF em 5 de dezembro de 2013. Após 11 meses detido, o STF concedeu o direito de o político terminar a pena em casa.

 

Da Redação com informações de O Globo 

Foto: Divulgação 

 

Silas Câmara ainda não está cassado; entenda o que aconteceu

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O deputado federal Silas Câmara ganhou “uma sobrevida” no processo que pede a cassação do mandato do parlamentar. Através da Representação Especial (12630) nº 0602548-60.2022.6.04.0000, a defesa pediu a disponibilização do voto-vista proferido pelo juiz eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Marcelo Manuel da Costa Vieira. No dia do julgamento, o desembargador eleitoral Victor Liuzzi pediu vistas do processo, mas não foi atendido (veja vídeo no final da matéria). Cada pedido muda o prazo processual, por isso, a defesa do deputado insistiu que a Corte Eleitoral publicasse o Acórdão novamente e “devolvesse” o prazo, após o retorno do pedido de vistas. 

“A Secretaria Judiciária deste Tribunal Regional atestou a ocorrência de erro material atestou a ocorrência de erro material, quando na publicação deste Acórdão proferido nos autos da Representação, razão pela qual ele seria republicado”, diz trecho do documento que consta na edição do próximo dia 15, do diário oficial da Corte Eleitoral, já disponível para consulta. O documento é assinado pelo relator do processo, desembargador Pedro Ribeiro e o novo prazo processual foi concedido. 

O parlamentar foi acusado de captação e gasto ilícito de recursos financeiros na campanha eleitoral de 2022. Houve despesas com fretamento de aeronaves no Amazonas, que ultrapassaram o valor de R$ 396 mil. Em alguns casos, os voos não contaram com a presença de Silas, e sim de outras pessoas, incluindo deputados estaduais e parentes.

 

 

Da Redação

Ilustração: Neto Ribeiro, Portal O Poder 

Auditores da Receita Federal decidem encerrar greve

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Depois de três dias de assembleia virtual, os auditores da Receita Federal decidiram na quinta-feira, 8, encerrar a greve da categoria, que teve duração de 81 dias. A decisão foi anunciada pelo Sindifisco. O encerramento da greve teve a adesão de 77,7% dos filiados.

Com o anúncio, as atividades do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), bem como a atuação nas fronteiras, portos e aeroportos de todo o país, devem retornar imediatamente à normalidade. Os auditores, no entanto, seguirão mobilizados até a assinatura do decreto com os termos acordados com o governo.

Conforme a reportagem havia antecipado, a governo federal apresentou, na semana passada, uma proposta de aumento da remuneração variável que teve boa receptividade entre os auditores da Receita. O acordo foi fechado após uma intensa negociação, com a rejeição de duas ofertas anteriores, que teve atuação direta do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

O acordo foi obtido após o governo ceder na negociação para retirar uma trava do Decreto 11.545/23, que regulamenta o bônus dos servidores da Receita. Essa mudança impede que o comitê gestor do fundo usado para honrar a remuneração variável resolva não pagar o bônus, mesmo quando as metas de eficiência forem atingidas.

A alteração no decreto era importante porque assegura o pagamento do bônus no próximo governo. Até 2026, Fazenda, Ministério da Gestão e o Sindifisco firmaram acordo que prevê que o bônus de eficiência alcance, este ano, de R$ 4.500 a R$ 5.000, passando para até R$ 7.000, em 2025. Em 2026, a remuneração variável poderá chegar a R$ 11.000.

Desde 20 de novembro, quando teve início a greve, o funcionamento do Carf está prejudicado. Chegaram a ser canceladas 45 sessões por falta de quórum, ainda em 2023. Os auditores, no entanto, voltaram a participar dos julgamentos após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que multou o Sindifisco Nacional por descumprir a decisão judicial que os obrigava a manter quórum mínimo.

Após a decisão do STJ, conselheiros representantes da Fazenda Nacional passaram a retirar os processos que relatam de pauta do Carf. Com o fim da greve, a expectativa é que eles voltem a trabalhar normalmente.

Da Redação, com informações JOTA

Foto: Reprodução

Silas Câmara ainda tenta de todas as maneiras mudar decisão judicial

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Mesmo após ter o mandato de deputado federal cassado, Silas Câmara ainda tenta de todas as maneiras inverter a situação. A equipe jurídica do político já está a postos para “driblar” os órgãos judiciários.

Câmara tem o direito de defender seu mandato junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cassação foi determinada no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

Os advogados alegam que a decisão foi formada por pequena maioria de votos. Silas foi condenado por captação ou gastos ilícitos de recursos com fretamento de aeronaves, nas eleições de 2022.

AC: Às vésperas do julgamento, STJ suspende denúncia contra Gladson

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O julgamento do governador do Acre, Gladson Cameli, por crimes de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, que aconteceria após o Carnaval, não vai mais acontecer. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a análise da denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o governador do Acre, agendada para o próximo dia 22, e pediu a apresentação de provas por parte do órgão federal. A decisão foi divulgada na quinta-feira, 8, e atende a uma petição impetrada pelos advogados do governador junto à Corte de Justiça.

No dia 30 de novembro do ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STJ que o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), fosse imediatamente afastado do cargo. O pedido também seria analisado no próximo dia 22.

“Determino, excepcionalmente, a suspensão do prazo para apresentação de resposta por parte do acusado Gladson de Lima Cameli”, diz parte da decisão da ministra Nancy Andrighi.

Além da suspensão do prazo, a ministra determinou que seja enviado um ofício ao MPF para que apresente, no prazo de 48 horas, fontes de e-mails apresentados como provas contra o governador.

Também foi requisitado, por meio de ofício, que a Polícia Federal encaminhe, no mesmo período, ‘a íntegra, em meio digital, dos laudos periciais mencionados pelo acusado, das quebras de sigilo bancário, fiscal e demais procedimentos cautelares relacionados ao caso Murano’.

Em dezembro do ano passado, a Corte Especial do STJ decidiu pelo desmembramento da denúncia apresentada pelo MPF sobre suposto esquema criminoso liderado pelo governador do Acre, Gladson Cameli, envolvendo crimes de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Foi tentado o contato com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Em nota, a Polícia Federal afirmou que, assim como nas demais investigações, ‘realizou um trabalho isento e imparcial na busca dos fatos’.

“A investigação foi concluída e enviada ao judiciário, de modo que não cabe mais a esta instituição policial qualquer manifestação neste momento do processo. No mais, qualquer decisão do poder judiciário será cumprida, em respeito ao devido processo legal”, diz o comunicado.

Argumentos

Na petição, os advogados do governador alegaram que a denúncia é baseada em supostos “prints” de ‘conversas mantidas por “e-mail” e aplicativo de mensagens e que a integralidade do conteúdo extraído dos aparelhos apreendidos na fase inquisitorial não foi juntada aos autos.

A defesa afirma também que não teve acesso a laudos, aos conteúdos extraídos também de computadores e outras mídias apreendidas e nem ao conteúdo da quebra do sigilo bancário.

“No entanto, o inteiro teor dos supostos diálogos e a integralidade do conteúdo extraído de tais aparelhos celulares não foram juntados aos autos, impedindo esta defesa técnica de analisar, por exemplo, o contexto em que teriam ocorrido as aludidas conversas e a preservação da cadeia de custódia dos equipamentos apreendidos e de seu conteúdo”, destacaram os advogados do gestor.

Denúncia

A denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governador Gladson Cameli aponta que a empresa Murano Construções – sendo o irmão do governador, Gledson Cameli, um dos sócios dessa empresa – e empresas subcontratadas teriam pago propina ao chefe do executivo estadual em valores que superam os R$ 6,1 milhões, por meio do pagamento de parcelas de um apartamento em bairro nobre de São Paulo e de um carro de luxo.

“Embora a denúncia trate apenas dos crimes praticados no âmbito do contrato firmado pelo governo estadual do Acre com a empresa Murano, há provas de que o esquema se manteve mesmo após o encerramento da contratação. Foram identificados oito contratos com ilegalidades, e a estimativa é que os prejuízos aos cofres públicos alcancem quase R$ 150 milhões”, diz o Ministério Público Federal (MPF).

Ao longo de quase 200 páginas, o MPF apresentou amplo material probatório dos crimes praticados e que tiveram como ponto de partida a fraude licitatória, o que consistiu na adesão da Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano do Estado do Acre a uma ata de registro de preços vencida pela empresa Murano, que tem sede em Brasília (DF), e nunca havia prestado serviços no Estado do Acre.

O objeto da licitação feita pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano (campus Ceres /GO) era a prestação de “serviços comuns de engenharia referentes à manutenção predial”. Já no Acre, a empresa foi responsável pela execução de grandes obras rodoviárias, tarefas executadas, conforme a denúncia, por companhias subcontratadas, uma delas a Rio Negro Construções, que tem como sócio Gledson Cameli, irmão do governador.

Em nota divulgada na época, o governador disse que confiava na justiça, se mantinha à disposição para quaisquer esclarecimentos.

“Diante das publicações recentes veiculadas na imprensa acreana e nacional acerca de denúncia da Procuradoria-Geral da República, e, consequente, pedido de afastamento do exercício do mandato, o governador Gladson Cameli mantém sua confiança na Justiça, mantendo-se à disposição para quaisquer esclarecimento, bem como permanece cumprindo suas obrigações como chefe do Poder Executivo do Estado do Acre”.

Gladson de Lima Cameli (PP) e outras doze pessoas são suspeitas pelos crimes de organização criminosa, corrupção nas modalidades ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. Iniciadas em 2019, as práticas ilícitas descritas na denúncia teriam causado prejuízos de quase R$ 11,7 milhões aos cofres públicos.

Além da condenação de forma proporcional à participação individual no esquema criminoso, o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos pediu o afastamento do governador até o fim da instrução criminal. Somadas, as penas pelos crimes podem ultrapassar 40 anos de reclusão.

A denúncia foi apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), foro para processamento de autoridades como governadores, e está restrita a um dos fatos apurados na Operação Ptolomeu: irregularidades envolvendo a contratação fraudulenta da empresa Murano Construções LTDA, que teria recebido R$ 18 milhões dos cofres públicos para a realização de obras de engenharia viária e de edificação. Além do governador, também foram denunciados a ex-mulher de Cameli, dois irmãos do chefe do Poder Executivo, servidores públicos, empresários e pessoas que teriam atuado como “laranjas” no esquema.

Se efetivado o afastamento de Cameli, a vice-governadora Mailza Assis assume o comando do estado e se torna a segunda governadora do Acre após 40 anos.

 

 

Da Redação, com informações do G1

Ilustração: Neto Ribeiro