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AC: Às vésperas do julgamento, STJ suspende denúncia contra Gladson

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O julgamento do governador do Acre, Gladson Cameli, por crimes de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, que aconteceria após o Carnaval, não vai mais acontecer. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a análise da denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o governador do Acre, agendada para o próximo dia 22, e pediu a apresentação de provas por parte do órgão federal. A decisão foi divulgada na quinta-feira, 8, e atende a uma petição impetrada pelos advogados do governador junto à Corte de Justiça.

No dia 30 de novembro do ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STJ que o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), fosse imediatamente afastado do cargo. O pedido também seria analisado no próximo dia 22.

“Determino, excepcionalmente, a suspensão do prazo para apresentação de resposta por parte do acusado Gladson de Lima Cameli”, diz parte da decisão da ministra Nancy Andrighi.

Além da suspensão do prazo, a ministra determinou que seja enviado um ofício ao MPF para que apresente, no prazo de 48 horas, fontes de e-mails apresentados como provas contra o governador.

Também foi requisitado, por meio de ofício, que a Polícia Federal encaminhe, no mesmo período, ‘a íntegra, em meio digital, dos laudos periciais mencionados pelo acusado, das quebras de sigilo bancário, fiscal e demais procedimentos cautelares relacionados ao caso Murano’.

Em dezembro do ano passado, a Corte Especial do STJ decidiu pelo desmembramento da denúncia apresentada pelo MPF sobre suposto esquema criminoso liderado pelo governador do Acre, Gladson Cameli, envolvendo crimes de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Foi tentado o contato com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Em nota, a Polícia Federal afirmou que, assim como nas demais investigações, ‘realizou um trabalho isento e imparcial na busca dos fatos’.

“A investigação foi concluída e enviada ao judiciário, de modo que não cabe mais a esta instituição policial qualquer manifestação neste momento do processo. No mais, qualquer decisão do poder judiciário será cumprida, em respeito ao devido processo legal”, diz o comunicado.

Argumentos

Na petição, os advogados do governador alegaram que a denúncia é baseada em supostos “prints” de ‘conversas mantidas por “e-mail” e aplicativo de mensagens e que a integralidade do conteúdo extraído dos aparelhos apreendidos na fase inquisitorial não foi juntada aos autos.

A defesa afirma também que não teve acesso a laudos, aos conteúdos extraídos também de computadores e outras mídias apreendidas e nem ao conteúdo da quebra do sigilo bancário.

“No entanto, o inteiro teor dos supostos diálogos e a integralidade do conteúdo extraído de tais aparelhos celulares não foram juntados aos autos, impedindo esta defesa técnica de analisar, por exemplo, o contexto em que teriam ocorrido as aludidas conversas e a preservação da cadeia de custódia dos equipamentos apreendidos e de seu conteúdo”, destacaram os advogados do gestor.

Denúncia

A denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governador Gladson Cameli aponta que a empresa Murano Construções – sendo o irmão do governador, Gledson Cameli, um dos sócios dessa empresa – e empresas subcontratadas teriam pago propina ao chefe do executivo estadual em valores que superam os R$ 6,1 milhões, por meio do pagamento de parcelas de um apartamento em bairro nobre de São Paulo e de um carro de luxo.

“Embora a denúncia trate apenas dos crimes praticados no âmbito do contrato firmado pelo governo estadual do Acre com a empresa Murano, há provas de que o esquema se manteve mesmo após o encerramento da contratação. Foram identificados oito contratos com ilegalidades, e a estimativa é que os prejuízos aos cofres públicos alcancem quase R$ 150 milhões”, diz o Ministério Público Federal (MPF).

Ao longo de quase 200 páginas, o MPF apresentou amplo material probatório dos crimes praticados e que tiveram como ponto de partida a fraude licitatória, o que consistiu na adesão da Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano do Estado do Acre a uma ata de registro de preços vencida pela empresa Murano, que tem sede em Brasília (DF), e nunca havia prestado serviços no Estado do Acre.

O objeto da licitação feita pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano (campus Ceres /GO) era a prestação de “serviços comuns de engenharia referentes à manutenção predial”. Já no Acre, a empresa foi responsável pela execução de grandes obras rodoviárias, tarefas executadas, conforme a denúncia, por companhias subcontratadas, uma delas a Rio Negro Construções, que tem como sócio Gledson Cameli, irmão do governador.

Em nota divulgada na época, o governador disse que confiava na justiça, se mantinha à disposição para quaisquer esclarecimentos.

“Diante das publicações recentes veiculadas na imprensa acreana e nacional acerca de denúncia da Procuradoria-Geral da República, e, consequente, pedido de afastamento do exercício do mandato, o governador Gladson Cameli mantém sua confiança na Justiça, mantendo-se à disposição para quaisquer esclarecimento, bem como permanece cumprindo suas obrigações como chefe do Poder Executivo do Estado do Acre”.

Gladson de Lima Cameli (PP) e outras doze pessoas são suspeitas pelos crimes de organização criminosa, corrupção nas modalidades ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. Iniciadas em 2019, as práticas ilícitas descritas na denúncia teriam causado prejuízos de quase R$ 11,7 milhões aos cofres públicos.

Além da condenação de forma proporcional à participação individual no esquema criminoso, o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos pediu o afastamento do governador até o fim da instrução criminal. Somadas, as penas pelos crimes podem ultrapassar 40 anos de reclusão.

A denúncia foi apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), foro para processamento de autoridades como governadores, e está restrita a um dos fatos apurados na Operação Ptolomeu: irregularidades envolvendo a contratação fraudulenta da empresa Murano Construções LTDA, que teria recebido R$ 18 milhões dos cofres públicos para a realização de obras de engenharia viária e de edificação. Além do governador, também foram denunciados a ex-mulher de Cameli, dois irmãos do chefe do Poder Executivo, servidores públicos, empresários e pessoas que teriam atuado como “laranjas” no esquema.

Se efetivado o afastamento de Cameli, a vice-governadora Mailza Assis assume o comando do estado e se torna a segunda governadora do Acre após 40 anos.

 

 

Da Redação, com informações do G1

Ilustração: Neto Ribeiro

Beto Simonetti diz ser ‘devaneio’ de Bolsonaro apoio contra as urnas

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Revelada pela Polícia Federal, uma fala em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sugere que tentaria apoio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para uma nota contra o sistema eleitoral foi considerada um “devaneio” pelo atual presidente da instituição, Beto Simonetti.

“Essa fala é um acinte a todo trabalho e empenho da OAB durante as eleições presidenciais. Fomos a primeira entidade a afirmar a lisura do pleito, atestando a inviolabilidade das urnas eletrônicas”, diz Simonetti.

 

 

Com informações da Folha de S. Paulo

Eleições: João Campelo lidera com ampla vantagem para reeleição em Itamarati, diz Pontual Pesquisas

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O Instituto Pontual realizou estudo eleitoral em Itamarati (a 983 quilômetros de Manaus. A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 3 de fevereiro, com amostra de 360 entrevistas presenciais, alcançando margem de erro de 5% com intervalo de confiança 95%.

A pesquisa eleitoral teve registro no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) sob o número 09660|2024, obedecendo assim a legislação vigente, cumprindo o rigor metodológico necessário para atender as resoluções especificas.

Intenções de votos

O atual prefeito, Joao Campelo, teve ótimo desempenho no estudo, alcançando o primeiro lugar, com 74,5% da preferência do eleitorado. A marca indica ampla vantagem sobre o segundo colocado, Pacu, que obteve 9% das intenções no cenário estimulado.

O candidato Mestrinho foi o terceiro colocado, com 4,0%, seguido pela candidata Jackie Freitas, com 2,5%, Do total da amostra, 6% dos eleitores responderam que ainda estão indecisos, restando 4% afirmando que deverão votar Branco\Nulo.

Neste cenário, é possível afirmar que o candidato à reeleição, João Campelo, tem uma situação muito confortável, a considerar os resultados dos dados apresentados a seguir.

Rejeição

Os dados da rejeição são importantes para corroborar análise da pesquisa eleitoral. De acordo com o estudo, Pacu desponta com a maior rejeição, sendo 38,5%, seguido por Mestrinho, com 13,5%, e Jackie Freitas 10,5%. A rejeição de João Campelo foi de apenas 6,5%.

Ainda neste cenário, 21% dos entrevistados responderam que estão indecisos sobre quem rejeitam e 10% afirmam ter preferência escolher Branco\Nulo.

Para fins de validação, o Instituto Pontual possui registro no Conre-7 sob número 8260, com estatístico devidamente registrado sob número 9079. Os estudos da Pontual são supervisionados pelo professor mestre Eric Barbosa, especialista em pesquisas de opinião pública.

Confira a pesquisa.

RR: Em silêncio sobre a Saúde e em ritmo de carnaval, Sampaio estica recesso parlamentar

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Roraima – Em completo silêncio sobre a Saúde de Roraima na minha da Polícia Federal por suspeita de fraudes em licitação milionária e o afastamento da secretária da Sesau, Cecília Lorenzon, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), Soldado Sampaio (Republicanos), priorizou o descanso e esticou o recesso parlamentar.

Os trabalhos legislativos, que estão suspensos desde dezembro de 2023, estavam previstos para iniciarem no dia 15 deste mês foi adiado. Em publicação no Diário Oficial da Casa Legislativa, Sampaio prorrogou a retomada dos trabalhos para o dia 20 deste mês.

“Comeram abiu”

Em completo desprezo à população, aliados do governador cassado de Roraima, Antonio Denarium (PP), deputados estaduais, federais, senadores e vereadores permanecem em completo silêncio sobre a grave crise que assola a Saúde de Roraima.

Nem mesmo a operação Higeia, da Polícia Federal, sensibilizou os parlamentares a se posicionarem sobre o descaso do Governo de Antonio Denarium como o caos na Saúde do Estado.

A operação da Polícia Federal, em conjunto com a CGU, investiga a existência de uma estrutura criminosa organizada que teria atuado para fraudar procedimentos licitatórios da Sesau.

A operação mira supostas fraudes na área da prestação de serviços de traumatologia e ortopedia, culminando na adesão de uma ata de registro de preço licitada pelo Governo do Acre.

Foto: Divulgação 

TSE nega recurso e mantém cassação de prefeito e vice de Alto Alegre

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Roraima – Nesta quinta-feira, 8, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou um recurso apresentado pelo prefeito de Alto Alegre, Pedro Henrique Machado (PSD), e pela vice, Simone Elisabete Friedrich, e manteve a cassação de ambos por compra de votos no pleito de 2022.

Pedro Henrique e Elisabete foram acusados de distribuir cestas básicas em troca de votos e os foram cassados decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). Eles recorreram ao TSE.

Em decisão desta quinta, foram favoráveis pela cassação os ministros Alexandre de Moraes (presidente), Cármen Lúcia, Nunes Marques, Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Floriano de Azevedo Marques e André Ramos Tavares.

Fraudes

No ano passado, a Justiça Federal afastou Pedro Henrique Machado após investigações de uma organização criminosa por fraudes em licitações, pagamentos de propinas e lavagem de dinheiro.

Machado chegou a ser preso, mas ganhou liberdade e em dezembro do ano passado voltou ao comando da Prefeitura de Alto Alegre.

Leviatã

A Polícia Federal deflagrou a Operação Leviatã, no dia 29 de agosto de 2023, para investigar o envolvimento do político em um esquema de fraudes em licitações, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro.

No dia 31 de agosto, o prefeito se apresentou voluntariamente à Polícia Federal em Boa Vista, onde foi cumprido o mandado de prisão expedido pela Justiça Federal. Ele era considerado foragido desde o dia 29 de agosto, quando houve busca e apreensão na residência dele em Alto Alegre e em outro imóvel em Boa Vista.

As investigações tiveram início com a análise de materiais apreendidos durante uma operação anterior da Polícia Federal. Nesses materiais, foram encontrados diálogos entre um empresário e um político discutindo a contratação de uma empresa para realizar serviços de engenharia para a prefeitura de Alto Alegre.

No dia 15 de setembro, Pedro Henrique Machado deixou a  Penitenciária Agrícola de Monte Cristo devido à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques.

Foto: Divulgação 

Corregedoria do TJAM solicita esclarecimentos ao juiz de Carauari que deu voz de prisão a delegado

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O corregedor-geral de Justiça do Amazonas, Jomar Ricardo Saunders Fernandes, determinou a instauração de Procedimento Administrativo preliminar contra o juiz de Carauari (a 788 quilômetros de Manaus), Jânio Tutomu Takeda. Em vídeo divulgado nessa quarta-feira, 7, o magistrado aparece dando voz de prisão ao delegado titular da 65º Delegacia Interativa de Polícia (DIP), Régis Celeghini, após ser acusado de corrupção. 

Takeda tem cinco dias para prestar esclarecimentos e informações sobre o ocorrido ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Os autos do processo se encontram cadastrados no sistema PJECOR e tramitam sob sigilo. 

Por meio de nota, o TJAM informou que o corregedor-geral de Justiça do Amazonas tomou conhecimento do caso pelos setores de Comunicação Social da Corregedoria e do próprio Tribunal, pelas notícias veiculadas e pelos registros audiovisuais. A instauração do Processo Administrativo de apuração, a fim de investigar os fatos e a ocorrência de eventual infração disciplinar por parte do juiz, considerou as atribuições da Corregedoria-Geral de Justiça, especialmente, daquelas discriminadas no art.49 da LC nº 261/2023 c/c art.4º do RICGJAM e, nos termos do art.7º do Provimento nº 396/2021-CGJ/AM. 

Entenda o caso

Durante inspeção realizada no 65º DIP, o delegado Régis narra a visita da equipe do judiciário. Em certo momento, ele se dirige ao juiz e diz que o denunciou ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) por corrupção. Na sequência, o juiz dá voz de prisão ao delegado. O magistrado nomeou um investigador como delegado do município e disse que não iria mais falar com Celeghini.

O documento ao qual o delegado se refere, contendo a denúncia protocolada no MP, acusa o juiz de facilitar a entrada de um telefone em estabelecimento prisional. Segundo o relato, um preso em posse de um celular alegou ao delegado que fazia serviços na casa do juiz e, por isso, estava com aparelho, caso fosse necessário ser chamado. 

A denúncia também acusa o magistrado de favorecimento pessoal e facilitação de fuga de presos.

 

Da Redação

Foto: Reprodução

TCE-AM concede prazo para Mário Abrahim explicar abono do Fundeb em Itacoatiara 

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O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) deu um prazo de cinco dias para que o prefeito de Itacoatiara, Mário Abrahim, explique a destinação do recurso do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) no município. A decisão monocrática foi assinada pelo conselheiro Josué Neto e publicada no diário oficial da Corte de Contas dessa quarta-feira, 07.

Conforme a Representação com pedido de Medida Cautelar interposta pelo vereador Arnoud Lucas (PV), o prefeito Mário Abrahim não pagou o Fundeb aos funcionários da Educação municipal, demitiu 1.360 servidores da Secretaria Municipal da Educação e não foi transparente quanto ao uso deste recurso. 

Como parte do processo de apuração do Processo nº 10464/2024, o conselheiro Josué Neto pediu que a Prefeitura e a Secretaria se manifestem sobre as acusações. Veja:

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Ilustração: Neto Ribeiro/Portal O Poder 

Aliados de Valdemar no PL amazonense ligam sinal de alerta

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O núcleo amazonense do Partido Liberal (PL) ficou surpreso com o desdobramento da operação da Operação Tempus Veritatis da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 8, que investiga o ex-presidente Bolsonaro e aliados pelo suposto planejamento de um golpe de Estado após a derrota nas Eleições de 2022. 

O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, foi preso por posse ilegal de arma. Visto como um dos líderes mais importantes da direita brasileira, ele já foi considerado pelo presidente do PL Amazonas, Alfredo Nascimento, como íntegro e com visão diferenciada, tendo também o apoio de vários amazonenses. 

Neste primeiro momento, a operação concentrou-se em mirar em militares e cargos de chefia do Executivo Federal, incluindo, o da presidência, à época comandada por Bolsonaro. Nos bastidores, corre a notícia que a segunda fase da operação pode mirar demais políticos e empresários que financiaram o suposto golpe, assim como os acampamentos dos bolsonaristas. O rumor preocupa diversos apoiadores do ex-presidente em Manaus.  

No Amazonas, o acampamento concentrou-se em frente ao Comando Militar do Amazonas (CMA). Diversos relatos retratam que havia apoio de militares e empresários por trás da estadia dos bolsonaristas no local. Inclusive, dois ex-comandantes do CMA foram coniventes e tolerantes com a ocupação, além de terem forte influência nos quartéis do estado : Augusto Heleno e Theophilo Gaspar. Ambos foram alvos da operação desta quinta-feira juntamente com o subcomandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), Tenente Coronel Cleverson.

 

Da Redação 

Foto: Divulgação

Valdemar Costa Neto é preso pela PF

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O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (8/2) por posse ilegal de arma. O armamento foi encontrado pelos agentes durante cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Tempus Veritatis, que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados pelo suposto planejamento de um golpe de Estado após derrota nas eleições de 2022.

Costa Neto foi preso em sua residência, na região central de Brasília, que fica no mesmo prédio que a sede do PL, também visitada pela PF no início da manhã desta quinta.

Em contato com a reportagem, a defesa do presidente do PL alega que a arma estaria registrada no nome de um filho de Valdemar.

Investigados alvos da operação

  • Valdemar Costa Neto, presidente do PL – partido pelo qual Bolsonaro disputou a reeleição;
  • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública;
  • General Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército;
  • Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;
  • General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
  • Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”;
  • Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;
  • Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações, como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro;
  • Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.
  • Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros, capitão reformado do Exército expulso após punições disciplinares;
  • Amauri Feres Saad, advogado citado na CPI dos Atos Golpistas como “mentor intelectual” da minuta do golpe encontrada com Anderson Torres;
  • Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército que chegou a ocupar cargo de direção no Ministério da Saúde na gestão Eduardo Pazuello;
  • Cleverson Ney Magalhães, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;
  • Eder Lindsay Magalhães Balbino, empresário que teria ajudado a montar falso dossiê apontando fraude nas urnas eletrônicas;
  • Guilherme Marques Almeida, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;
  • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército;
  • José Eduardo de Oliveira e Silva;
  • Laércio Virgílio;
  • Mario Fernandes;
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior;
  • Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros.

 

Da redação para Portal O Porder, com informações do portal Metrópoles. 

Imagens: divulgação. 

 

Somente três municípios do interior enviaram relatórios da Saúde

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Até o momento, somente três municípios do interior do Amazonas transmitiram os dados sobre suas receitas e despesas com Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), por intermédio do Sistema de Informação sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops). A transmissão de dados refere-se ao sexto bimestre de 2023, o último do ano passado, conforme a Lei Complementar 141/2012.

A Associação Amazonense de Municípios (AAM) confirmou com exclusividade ao Portal O Poder, nesta quinta-feira, 8, que somente Apuí, com 22,68%, Caapiranga, com 18,71%, e Humaitá, com 15,66%, enviaram o sexto bimestre de 2023 com os respectivos percentuais de aplicação. Manaus também enviou os seus dados de 19,98%, regularizando-se com a Saúde. Isso comprova que, dos 62 municípios do Amazonas, apenas quatro já enviaram os seus dados a Saúde.

Prazo prorrogado

Ainda de acordo com a AAM, o prazo para os municípios que ainda não transmitiram os dados sobre receitas e despesas com ASPS, por meio do Siops, que seria até 30 de janeiro, foi prorrogado por 30 dias. O Ministério da Saúde notificou a todos os que ainda não cumpriram a obrigação para que o fizessem até 2 de março.

Monitoramento

De acordo com a AAM, o Núcleo Técnico em Saúde da instituição está monitorando mensalmente as necessidades e obrigações dos municípios que possuem prazo de cumprimento das informações do sexto bimestre do ano passado até 2 de março.

Os municípios, de acordo com a legislação, devem aplicar minimamente 15% da receita própria em saúde, já os estados, 12% das receitas.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução