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Wilson Lima e Omar Aziz prestigiam abertura de conferência de Ciência, Tecnologia e Inovação

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A abertura da etapa Norte da 5ª Conferência Regional de Ciência, Tecnologia e Inovação, organizada pelo ministério da área, foi realizada nesta quinta-feira, 18. O evento contou com a presença da ministra Luciana Santos, que comanda a pasta sobre o tema no Governo Federal e responsável pelo evento, do governador Wilson Lima (UB), do senador Omar Aziz (PSD), do reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), André Zogahib, do secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, e de outras autoridades

O evento reúne representantes da sociedade civil, empresários e agentes públicos para discutir e estabelecer as políticas públicas que deverão ser prioridades para a região Norte nos próximos dez anos, marcando um impulso para o desenvolvimento científico e tecnológico em todo o Brasil. A programação ocorre, até sexta-feira, 19, no auditório da Escola Superior de Tecnologia da UEA (EST/UEA), localizada na Avenida Darcy Vargas, bairro Chapada, zona centro-sul de Manaus.

“É muito especial essa vinda aqui na região Norte, em particular do estado do Amazonas e discutir o impacto que essa região tem para o Brasil e para o mundo, ainda mais quando nós estamos vivendo o fenômeno do aquecimento global. E a ciência, tecnologia e inovação, dialoga objetivamente com esses desafios porque não há como se enfrentar aspectos do dia a dia e dos desafios que não seja através da pesquisa do desenvolvimento e dos investimentos de inovação”, disse a ministra Luciana Santos.

Durante o evento, foi apresentado detalhes sobre o ‘Plano Ennio Candotti Para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia’, com investimentos estratégicos no valor de mais de R$ 56 bilhões nos próximos quatro anos.

O plano apresentado pela ministra prevê uma distribuição mais equitativa de recursos, destinando 30% dos investimentos para projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com uma contrapartida financeira menor, compensando a realidade regional dessas áreas. Um dos destaques do plano é o aporte de R$ 3,4 bilhões até 2026 para a infraestrutura de pesquisa em inovação, segurança alimentar e outras ações na Amazônia. Todos os recursos devem ser provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que no governo passado sofreu com o corte de mais de R$ 10 bilhões.

Amazonas deve investir cerca de R$ 1 bilhão em Ciência, Tecnologia e Inovação até 2026

O governador Wilson Lima afirmou, nesta quinta-feira, 18, que o Governo do Amazonas deve investir cerca de R$ 1 bilhão em Ciência, Tecnologia e Inovação até 2026. 

“Desde 2019 até agora nós já investimos algo em torno de R$ 600 milhões e, até 2026, o investimento do governo do estado será de algo em torno de R$ 1 bilhão em ciência, tecnologia e inovação. Isso faz com que o Estado do Amazonas esteja muito bem colocado dentre os institutos de ciência e tecnologia não só do Brasil, mas também do mundo”, disse o governador.

De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Serafim Corrêa, as Conferências de CT&I, suspensas há 14 anos, representam um marco para este ano e vão propor recomendações para a elaboração da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024-2030.

“Nós ficamos quase um século totalmente fora do contexto nacional, internacional e do contexto mundial. Voltamos a ter alguma esperança com a zona franca de Manaus, mas nós não podemos ficar no único modelo. Nós precisamos nos dedicar, via ciência, tecnologia e inovação, bioeconomia, biodiversidade, produzir fármacos, investir na mineração sustentável, enfim, tomar os caminhos que a ciência nos recomenda”, afirmou Serafim.

Omar destaca investimentos em ciência e tecnologia para impulsionar desenvolvimento sustentável da Amazônia

“Temos hoje inúmeros produtos regionais que poderiam estar na prateleira dos consumidores e, por causa da Zona Franca, já teríamos muitos recursos para fomentar o CBA (Centro de Bioenegócios da Amazônia) e muitas dessas pesquisas. A Amazônia não depende de desmatamento para se desenvolver, o que vai gerar renda é o conhecimento na região. Temos vários institutos que estão tentando aos trancos e barrancos produzir algo que retorne para as comunidades”, pontuou Omar.

O maior aporte anunciado pela ministra Luciana Santos na conferência, é a destinação de R$ 41 bilhões até 2026 para a indústria brasileira, por meio de créditos de subvenção econômica e instrumentos de estímulo à inovação das empresas. Outros R$ 8 bilhões serão investidos no mesmo período em seis projetos estruturantes em universidades e instituições de pesquisa em todo o País.

As decisões tomadas durante a conferência regional serão encaminhadas para a etapa nacional, a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que acontecerá de 04 a 06 de junho, no Espaço Brasil 21, em Brasília (DF).

 

Da Redação com informações das assessorias de imprensa 

Fotos: Alex Pazuello e Diego Peres/Secom; Pablo Brandão/assessoria Omar Aziz e Redes Sociais 

Gestão Caio André quer transformar CMM e modelo de LGPD no Legislativo

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Diretores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) participaram de uma reunião na manhã desta quinta-feira, 18, que tratou da implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Por determinação do presidente da Casa Legislativa, vereador Caio André (União Brasil), a CMM vai implementar a LGPD nos próximos meses, reforçando o compromisso com a proteção de dados de seus servidores e de todos que passam pela Casa. 

A CMM é um dos primeiros órgãos públicos do Amazonas a implementar a lei. 

“A Câmara, nessa gestão, já tinha iniciado um trabalho com uma comissão para trabalhar na proteção de dados. A lei obriga essa proteção e a Câmara agora se adequa ao que já é trazido por essa lei e tudo o que ela determina. Essa é uma preocupação da gestão do presidente e a Casa Legislativa de Manaus sai na frente, com mais uma ação acertada”, destacou o diretor-geral da CMM, Henry Vieira. 

No final de 2023 foi realizado um certame para definir a assessoria jurídica para a implantação. O escritório Ribeiro e Feitoza, vencedor da licitação, participou da reunião desta manhã, orientando os diretores em relação às necessidades para a implementação da LGPD na CMM.

“A nossa assessoria de LGPD aqui na Casa é dividida em algumas fases, como a parte de mapeamento, processos, análise de vulnerabilidades e algumas outras atividades, como treinamento dos servidores da CMM, para que todos tenham a consciência do que se trata a Lei Geral de Proteção de Dados”, destacou a advogada Thalita Odeth. 

LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei n° 13.709/2018) foi promulgada para proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade. A Lei fala sobre o tratamento de dados pessoais, dispostos em meio físico ou digital, feito por pessoa física ou jurídica de direito público ou privado, englobando um amplo conjunto de operações que podem ocorrer em meios manuais ou digitais. 

No âmbito da LGPD, o tratamento dos dados pessoais pode ser realizado por dois agentes de tratamento, o controlador e o operador. Além deles, há a figura do encarregado, que é a pessoa indicada pelo controlador para atuar como canal de comunicação. Por isso, nos próximos dias será montado, por nove servidores da CMM, um comitê de gestão de LGPD.

A Lei passou a vigorar a partir de 18 de setembro de 2020, ficando a aplicação de penalidades com vigência a contar de agosto de 2021, em razão da pandemia, consolidando a necessidade de adequação dos órgãos públicos no tratamento de dados pessoais. 

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Foto: Emerson França – Dicom/CMM

RR: Investigada pela PF, secretária de Saúde assina dois contratos que somam R$ 7 milhões em compras de medicamentos

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A gestão do governo de Antônio Denarium (PP), em Roraima, vai desembolsar um alto valor em compra de medicamentos. Os dois contratos que somam mais de R$ 7 milhões foram assinados pela secretária de Saúde de Roraima Cecília Lorenzon e publicados no Diário Oficial de Roraima, nesta quarta-feira (17).

No início do ano, a secretária de Saúde foi afastada do cargo após uma investigação da Polícia Federal, que apontou um possível esquema de fraudes em licitações na pasta. Ela passou por auditoria e retornou ao posto de secretária após um decreto do governador Denarium.

Os contratos publicados são referentes a compra de medicamentos em duas categorias para a saúde do estado. Um deles diz respeito a aquisição do Grupo 6, onde compõem o sistema hematopoiético e agentes imunizantes, para atender as unidades de saúde de Roraima.

Só nesse contrato, a pasta vai desembolsar R$ 1.452.874,60 (um milhão, quatrocentos e cinquenta e dois mil oitocentos e setenta e quatro reais e sessenta centavos), que serão pagos para a empresa HEALTH DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA, inscrita sob o CNPJ 35.472.743/0001-49.

Conforme consta na publicação, foi emitida nota de empenho “para cobertura das despesas relativas ao corrente exercício foi emitida nota de empenho nº 20601.0001.24.00644-2, de 25.03.2024, no valor de R$1.000.000,00 (um milhão de reais), nota de empenho nº20601.0001.24.00657-4, de 25.03.2024, no valor de R$452.874,60 (quatrocentos e cinquenta e dois mil oitocentos e setenta e quatro reais e sessenta centavos) a conta da dotação especificada nesta cláusula.”

O outro contato, Roraima pagará o valor de R$5.589.722,00 (cinco milhões, quinhentos e oitenta e nove mil setecentos e vinte e dois reais), na aquisição de medicamentos do Grupo 4 – Hidroeletrolíticos.

Conforme consta na publicação, o prazo de vigência do contrato observará o Exercício Financeiro e a Disponibilidade de Créditos Orçamentários conforme prevê o Art. 105
da Lei 14.133/21. A empresa que venceu o certame foi a PRO-SAÚDE DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS EIRELI-ME, inscrita sob o CNPJ 21.297.758/0001-03.

De acordo com a publicação, “para cobertura das despesas relativas ao corrente exercício foi emitida nota de empenho nº 20601.0001.24.00090-8, de 31.01.2024, no valor de R$3.589.722,00 (três milhões, quinhentos e oitenta e nove mil setecentos e vinte e dois reais), nota de empenho nº20601.0001.24.00091-6, de 31.01.2024, no valor de R$ 2.000,000,00 (dois mil reais), a conta da dotação especificada nesta cláusula.”

Ao todo, serão gastos R$ 7.042.596,6 (sete milhões, quarenta e dois mil, quinhentos e noventa e seis reais e sessenta centavos) somente na aquisição dos medicamentos em Roraima.

Vale pontuar que as publicações não especificam informações a respeito dos contratos, como quantos medicamentos serão adquiridos ou quantas unidades devem receber os produtos adquiridos.

O Convergente entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Roraima e com as empresas contratadas para buscar informações a respeito. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para justificativas.

Alvo de investigação

No início de fevereiro, a Polícia Federal deflagraram uma operação para investigar a existência de uma estrutura criminosa organizada que teria atuado para fraudar procedimentos licitatórios na área da prestação de serviços de traumatologia e ortopedia, culminando na adesão de uma ata de registro de preço licitada pelo governo de Roraima.

Na época, os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa da secretária de Saúde, Cecília Lorenzon.

As investigações indicam que a contratação foi feita sem um estudo técnico preliminar comprovando a necessidade interna do serviço, desconsiderando auditorias anteriores do TCU e da CGU que indicaram suspeitas de direcionamento de licitação e superfaturamento da contratação da empresa pelo governo do Acre.

 

 

Do Portal O Convergente

Prefeito de Silves entra na mira do TCE-AM por conta de barco

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Um contrato de manutenção de embarcações colocou o prefeito de Silves (a 203 quilômetros de Manaus), Paulino Grana (PSDB), na mira do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM). O documento teria irregularidades.

O acordo firmado entre o prefeito e a empresa é de mais de R$ 760 mil. O montante será pago para a MG da Amazônia Serviços de Engenharia, inscrita no CNPJ nº 27.253.136/0001-60.

O TCE-AM indica que faltam detalhes importantes no contrato. O fato pode impedir a precisão dos custos e prazo do serviço.

 

 

Da Redação

Embate entre Salomão e Barroso que rachou o CNJ

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Tentando amenizar um possível racha, o ministro Luís Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça, disse na quarta-feira, 17,  que continua se dando bem com o ministro Luís Roberto Barroso e que as críticas feitas por ele à sua decisão mostram que os dois têm pontos de vista diferentes.

“Continuamos nos dando bem, com pontos de vista diferentes. Ele tem a defesa deste tema e eu tenho a obrigação de aprofundar a investigação. Não tenho nenhuma prevenção nem apoio, não tenho viés. Estou fazendo o meu trabalho”, disse o ministro.

Salomão afastou na segunda-feira, 15, monocraticamente, a juíza Gabriela Hardt, o juiz Danilo Pereira Júnior e os desembargadores Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz e Loraci Flores de Lima, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por indícios de irregularidades na Operação Lava Jato.

Na sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que analisou a decisão de Salomão, o ministro Luís Roberto Barroso – presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e também do CNJ – criticou a decisão do colega.

“Considero que a medida foi Ilegítima e arbitrária e desnecessário o afastamento dos juízes por decisão monocrática sem deliberação da maioria absoluta e sem nenhuma urgência que não pudesse aguardar 24h para ser submetida a este plenário. Entendo que tal decisão contrariou frontalmente decisão do STF”, afirmou.

O CNJ revogou, por maioria, o afastamento de Danilo Pereira Júnior e Gabriela Hardt. Também por maioria, decidiu manter o afastamento de Thompson Flores Lenz e Loraci Flores de Lima.

Os conselheiros se dividiram entre os entendimentos de Salomão, que defendia a manutenção do afastamento dos magistrados, e de Barroso, que pregava a revogação das medidas impostas.

A definição sobre abertura de processo administrativo contra os magistrados foi adiada a pedido de Barroso. Salomão defende a abertura dos procedimentos para aprofundar as apurações.

Os dois ministros atuaram juntos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto Barroso presidia o tribunal, Salomão, que é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), era corregedor-geral da Justiça Eleitoral.

Os críticos da decisão de Salomão avaliam que o ministro quis abrir uma nova frente de investigação contra a Lava Jato com o objetivo de punir e desgastar a imagem dos integrantes da operação.

Aliados do corregedor, no entanto, acreditam que a investigação em curso no CNJ é uma oportunidade de corrigir rumos da operação e evitar que as supostas irregularidades cometidas no passado se repitam no futuro.

Ao longo dos últimos anos, houve uma série de reveses para a operação e seus integrantes. O senador Sérgio Moro (União-PR), que foi o juiz responsável pelos processos da Lava Jato no Paraná, passou a ser investigado no STF e viu inúmeras decisões e condenações proferidas por ele anuladas ou revertidas pela Justiça.

Moro pode ser cassado pelo TSE caso os ministros decidam reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. Os desembargadores absolveram o ex-juiz das acusações de abuso de poder econômico, caixa dois e abuso nos meios de comunicação nas eleições de 2022.

Deltan Dallagnol, que coordenou a força-tarefa da operação em Curitiba, se elegeu deputado federal com o discurso de combate à corrupção, mas teve o registro de candidatura cassado pelo TSE. O ex-procurador também foi alvo de punições impostas pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

Suspeitas de irregularidades 

Um relatório elaborado pela Corregedoria Nacional de Justiça concluiu que Moro, Dallagnol e Hardt atuaram para desviar cerca de R$ 2,5 bilhões do estado brasileiro com o objetivo de criar “uma fundação voltada ao atendimento a interesses privados”.

A atuação em conjunto para tentar desviar recursos públicos teria acontecido, de acordo com o relatório, entre 2016 e 2019, na cidade de Curitiba (PR). O grupo teria tentado desviar os recursos por meio de um conjunto de “atos comissivos e omissivos” e com auxílio de agentes públicos americanos, de dois gerentes da Petrobras e de outros representantes da estatal.

Moro rechaçou as acusações e afirmou, por meio de nota, que nenhum centavo foi desviado. O texto diz ainda que Moro deixou o tribunal em outubro de 2018, antes da constituição da fundação cogitada e que jamais participou da discussão ou consulta a respeito dela.

A especulação de que estaria envolvido nessa questão, sem entrar no mérito, não tem qualquer amparo em fato ou prova, sendo mera ficção”, diz a nota do senador.

Dallanol classificou como “obra de ficção científica” o relatório da Corregedoria Nacional de Justiça e afirmou que o documento “não passa de uma grande teoria da conspiração vergonhosa”. “O que o CNJ está fazendo é virar a lei do avesso, enquanto o STF livra os corruptos, quem é punido são o juízes e procuradores que combateram a corrupção no Brasil”, afirmou.

 

 

Da Redação, com informações da CNN Brasil

Foto: Reprodução 

Criação de procuradoria municipal cabe a cada cidade, decide STF

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A criação de procuradorias municipais depende de escolha de cada município, no exercício da prerrogativa de sua auto-organização. Contudo, feita a opção pela criação de um corpo próprio de procuradores, a realização de concurso público é a única forma constitucionalmente possível de preenchimento desses cargos.

Esse entendimento foi firmado, por unanimidade, pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) ajuizada contra dispositivos da Constituição de Pernambuco.

Na ação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) questionou dispositivos da Constituição estadual que determinaram a instituição obrigatória de procuradorias para representação judicial, extrajudicial, assessoramento e consultoria jurídicas dos municípios pernambucanos e autorizavam a contratação de advogados ou sociedades de advogados para exercer essas funções.

A PGR defendeu que a criação de procuradorias só deveria ser obrigatória para as cidades com mais de 20 mil habitantes, os quais estão obrigadas a ter plano diretor, e que o acesso à carreira da advocacia pública se poderia ocorrer mediante concurso público.

Em seu voto, o ministro Luiz Fux, relator da ação, afirmou que a obrigatoriedade prevista na Constituição estadual de que todos os municípios pernambucanos instituam órgão da advocacia pública viola a autonomia municipal prevista na Constituição Federal.

O relator explicou que cada município tem poder de auto-organização, não cabendo à Constituição Estadual restringi-lo. Acrescentou que a Constituição da República não define obrigatoriedade para que os municípios instituam órgão de advocacia pública. Assim, os dispositivos questionados usurpam dos municípios o direito de escolher o que melhor se ajusta às suas condições concretas e às suas particularidades locais.

Portanto, para Fux, é inviável se fixar interpretação de que a instituição só seria obrigatória para os municípios com mais de 20 mil habitantes. “Isso porque a definição desse critério judicialmente representaria indevida diminuição, sem fundamento constitucional direto, da autonomia federativa municipal, característica que assume a natureza de cláusula pétrea”, destacou.

Obrigatoriedade de concurso

Por outro lado, para o ministro, os dispositivos da Constituição de Pernambuco que permitem a contratação de advogados privados ou sociedades de advogados de forma direta, sem prévia aprovação em concurso público, mesmo quando instituídas as procuradorias, viola a regra constitucional do concurso público. “A realização de concurso público é a única forma constitucional possível de provimento desses cargos”, destacou.

Ele explicou que a contratação de advogados externos é situação excepcional e, tal como também se aplica à União, aos estados e ao Distrito Federal, se restringe à hipótese de necessidade de notória especialização profissional em serviço de natureza singular que não pode ser adequadamente prestado pelos integrantes do corpo próprio de procuradores e mediante processo administrativo formal. A decisão pela procedência parcial do pedido da PGR foi tomada na sessão virtual encerrada no último dia 8.

 

 

Com informações da assessoria de imprensa do STF

Governo Lula vai gastar R$ 200 milhões contra fake e desinformação

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O governo do presidente Lula (PT) quer concluir até o final de maio uma licitação de R$ 200 milhões para a área da comunicação. Essa é a maior licitação da história da Esplanada para o setor.

O objetivo é combater as fake news e a desinformação. Participam da disputa da licitação 24 empresas ou consórcios. No entanto, somente quatro delas serão escolhidas.

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) determinou que as empresas vencedoras da licitação serão determinadas a partir dos melhores cases para combater a desinformação e as fake news. As companhias contratadas terão que executar serviços como mapeamento de influenciadores e análise de sentimentos dos brasileiros nas redes sociais.

 

 

Da Redação, com informações do Pleno News

Foto: Reprodução 

A seis meses da eleição, Pontual Pesquisas mostra Amom Mandel e David Almeida no 2º turno

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O Instituto Pontual Pesquisas realizou um novo estudo eleitoral para a disputa da Prefeitura de Manaus nas eleições de 2024. O levantamento estatístico ouviu 1.066 eleitores de forma presencial em 63 bairros da capital amazonense, divididos em 06 zonas, entre os dias 12 e 16 de abril e coletou intenções de votos para os seguintes pré-candidatos: Amom Mandel, David Almeida, Alberto Neto, Roberto Cidade, Marcelo Ramos, Maria do Carmo e Wilker Barreto. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº AM-09521/2024, obedecendo assim a legislação vigente e cumprindo o rigor metodológico necessário para atender às resoluções específicas. 

Amom e David caminham para segundo turno

O deputado federal Amom Mandel (Cidadania), lidera com 29,3% nas intenções de votos dos eleitores, enquanto o atual prefeito David Almeida (Avante) aparece na segunda posição com 27,5%.

O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) e o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (União Brasil), estão tecnicamente empatados no terceiro lugar. Alberto Neto está com 9,1% enquanto Roberto Cidade está com 9%. 

Os candidatos que aparecem, em seguida, de acordo com a pesquisa são: Marcelo Ramos (PT) com 6,2%, Maria do Carmo (NOVO) com 2,3% e Wilker Barreto (PMN) aparece com 2% das intenções de votos. Os eleitores que afirmaram que irão votar branco/nulo somam 7,4% e os indecisos representam 7,2%. A amostra alcançou margem de erro de 3% com intervalo de confiança 95%. 

David Almeida e Marcelo Ramos são os mais rejeitados 

O pré-candidato apontado pelos eleitores com o maior número de rejeição é David Almeida com 26,6%, seguido de Marcelo Ramos com 17,8%. Os demais apontados são: Amom Mandel com 10,1%; Maria do Carmo com 9,2% e Wilker Barreto com 8,3%.

A menor rejeição é de Roberto Cidade com apenas 5,3%. O segundo pré-candidato menos rejeitado é Alberto Neto com 5,8%.Os eleitores que não quiseram opinar foram registrados com 12,2%. Já entre brancos e nulos, o número é de 4,7%.

41,5% podem mudar seu voto

Questionados sobre a decisão da escolha do candidato, 57,5% dos entrevistados responderam que estão decididos sobre em quem irão votar. Já 41,5% admitiram que podem mudar o voto, enquanto 1% dos entrevistados não souberam opinar.

Amom vence todos em segundo turno 

O Instituto Pontual Pesquisas estudou diferentes cenários para uma análise abrangente das possibilidades eleitorais do 2º turno.

Cenário A: Amom vs David 

Amom Mandel aparece com 49,2% e David Almeida com 40,3%. Os votos brancos e nulos são de 8,9%. Já os eleitores que não responderam ou não sabem representam 1,6%.

Cenário B: Amom vs Alberto Neto

Amom Mandel aparece com 56,4% das intenções de votos, enquanto Alberto Neto tem 29,7%. Os votos brancos e nulos são de 11,5%. Já os eleitores que não responderam ou não sabem representam 2,4%.

Cenário C: Amom vs Roberto Cidade 

Amom Mandel tem uma diferença alta para Roberto Cidade. Mandel aparece com 58,8% enquanto Cidade possui 25,8%. Brancos e nulos são 12,7% e os que não responderam ou não sabem representam 2,7%.

Cenário D: David vs Alberto Neto

O atual prefeito David Almeida aparece com 50,1% enquanto Alberto Neto tem 33,1%. Brancos e nulos são 14,9% e os que não responderam ou não sabem representam 1,9%.

Cenário E: David vs Roberto Cidade

Em um possível cenário de 2º turno entre os candidatos Roberto Cidade e David Almeida, o prefeito de Manaus tem maior vantagem. David Almeida aparece com 50,9% enquanto Roberto Cidade tem 29,3%. Brancos e nulos são 17,7% e os que não responderam ou não sabem representam 2,1%.

Bolsonaro e Lula perdem influência em Manaus 

Em comparação com a pesquisa divulgada em março, a influência do ex-presidente Bolsonaro diminuiu, mas, continua sendo mais influente que Lula nas decisões do eleitorado. De acordo com a pesquisa, caso Bolsonaro decida apoiar um candidato a prefeito as intenções de voto ficariam:

39,7% dos eleitores afirmaram que aumentaria sua vontade de votar no candidato apoiado por Bolsonaro. Em contraponto, os eleitores que afirmaram que diminuiria sua vontade de votar foram 31,9%. Já 25% responderam que seria indiferente o apoio do ex-presidente e os que não responderam ou não sabem representam 3,4%.

Lula aumentou seu poder de influência na capital amazonense, porém, ainda não tem o mesmo impacto que Bolsonaro. No caso de Lula decidir apoiar um candidato, os eleitores afirmaram que 30,7% aumentariam a sua vontade de votar no candidato apoiado pelo presidente. Os que diminuiria sua vontade de votar são 41,8%. Os eleitores que afirmaram que seriam indiferente são 24,8% e os que não responderam ou não sabem representam 2,7%.

Acesse o relatório completo aqui: baixar em pdf. 

Estudo

Para fins de validação, o Instituto Pontual possui registro no Conre-7 sob nº 8260, com estatístico devidamente registrado sob nº 9079. As pesquisas realizadas pela Pontual são supervisionadas pelo Professor Mestre Eric Barbosa, diretor do Instituto Pontual Pesquisas – empresa especializada em pesquisas de opinião pública, mercado e eleitoral, com atuação desde 2016 nos estados da Região Norte do país.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Ilustrações: Neto Ribeiro/Portal O Poder 

‘Aeroporto de Dubai alagou, o culpado é o David’, diz Gilmar Nascimento

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“Aeroporto de Dubai alagou; o culpado é o David”. Foi assim que o vereador Gilmar Nascimento (Avante), ao tentar defender o prefeito David Almeida (Avante), acabou se excedendo usando exemplos de fora do País e a ironia para respaldar a atual gestão. Mas, o discurso soou estranho para os presentes, durante a Tribuna Popular da Câmara Popular, realizada nesta quarta-feira, 17, para tratar sobre as demandas da zona Centro-Oeste de Manaus.

Gilmar Nascimento ainda usou outros exemplos e a ironia para continuar defendendo o prefeito das acusações. Durante a Tribuna Popular o vereador ainda citou alguns exemplos de Manaus se referindo que nesse ano eleitoral todos os problemas da cidade estão sendo colocados na conta do prefeito.

“Uma cidade Dubai, o aeroporto de Dubai alagou quem foi o culpado? O David Almeida. O David Almeida foi o culpado porque Dubai alagou. A Covid chegou e matou milhares de pessoas quem foi o culpado? Foi o David. O David nem estava lá, David pegou o rescaldo, Ah mataram um lá no canto deram um tiro como foi no Parque Dez. Quem foi o culpado? O David. O David não é competente pra fazer a segurança. A não chamaram os Policiais Civis, Bombeiros e Sefaz. Quem é o culpado? O David. O David Almeida, povo fica atento porque esse ano é de eleição”, ironizou.

Augusto Costa, para O Poder  

Foto: Reprodução

 

TRE-AM salva mandato de Daniel Almeida

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) salvou o mandato do deputado estadual Daniel Almeida. O julgamento aconteceu nesta quarta-feira e a relatora do processo foi a desembargadora Carla Reis (17).

“O evento não estava caracterizado politicamente, nem de maneira disfarçada. Considero improcedente. O evento era voltado aos servidores da limpeza pública. Não houve manifestação popular. Não tipifica abuso de poder econômico”, disse a magistrada.

Carla Reis julgou a Ação como improcedente e foi acompanhada pela Corte.

AIJE

O Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no TRE-AM contra o prefeito David Almeida e seu irmão, o deputado estadual Daniel Almeida, por abuso do poder econômico. O fato teria acontecido durante um “showmício” com garis terceirizados em setembro de 2022, antes das Eleições Gerais.

Para o órgão ministerial, Almeida aproveitou o evento para promover a campanha de seu irmão, Daniel Almeida, e do então candidato a deputado federal, David Reis, filho do titular da Secretaria Municipal de Limpeza e Saneamento Público (Semulsp), Sabá Reis.

Os participantes do evento concorreram a sorteios e receberam material de campanha ligados ao Avante. Os produtos eram do vereador e então candidato a deputado federal, David Reis, do secretário Sabá Reis, e de Rossemiro Teixeira Neto, proprietário da Murb -Manutenção e Serviços Urbanos, empresa contratada para cuidar da limpeza urbana da capital.

Para a defesa, o evento não é configurado como eleitoral. Além disso, não há provas, uma vez que a empresa a questão, a Murb, não obrigou ninguém a participar, tampouco o prefeito David Almeida.

 

 

Da Redação