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RR: Sampaio desiste de pré-candidatura a prefeito de BV e declara apoio à Catarina Guerra

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Roraima – Nesta quinta-feira, 1º, logo após uma sessão extraordinária na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), o presidente da Casa, Soldado Sampaio (Republicanos), anunciou aos colegas que abandonaria a disputa pela prefeitura de Boa Vista e anunciou apoio à Catarina Guerra (UB).

O anúncio, na prática, não causou surpresa, uma vez que o deputado não estava conquistando apoio para a disputa, mas, por outro lado, confirma informações de que, agora, o deputado tem interesse em ser candidato ao Governo de Roraima com a queda do governador Antonio Denarium (PP).

Denarium foi cassado três vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) por crimes eleitorais. Um dos processos, inclusive, já chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A expectativa é que o TSE confirme a cassação do governador até abril deste ano.

Por outro lado, nas redes sociais, Sampaio alegou que sua desistência e apoio fazem parte da organização para um grupo político maior, encabeçado por Denarium. “Estamos num processo de construção continuada e fortalecimento do nosso grupo político, cujo trabalho tem dado resultados positivos para a sociedade roraimense, sob a liderança do governador Antonio Denarium”, escreveu.

Foto: Divulgação 

PF deflagra operação contra fraudes em contratação da Saúde em Roraima

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Roraima – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 2, em conjunto com a CGU, a operação Higeia. O objetivo é investigar a existência de uma estrutura criminosa organizada que teria atuado para fraudar procedimentos licitatórios na área da prestação de serviços de traumatologia e ortopedia, culminando na adesão de uma ata de registro de preço licitada pelo governo do Acre.

Foram expedidos dez mandados de busca e apreensão pelo Tribunal Federal da 1ª Região, para serem cumpridos em Boa Vista/RR, Cuiabá/MT e Goiânia/GO, além da determinação para bloqueio de bens de mais de R$ 30 milhões dos investigados.

As investigações indicam que a contratação foi feita sem um estudo técnico preliminar comprovando a necessidade interna do serviço, desconsiderando auditorias anteriores do TCU e da CGU que indicaram suspeitas de direcionamento de licitação e superfaturamento da contratação da empresa pelo governo do Acre.

Além disso, também foi ignorada a recomendação da própria Controladoria Geral do Estado de Roraima para a não contratação destes mesmos serviços.

Foto: Divulgação 

Deputado Federal Amom destinou mais de R$ 10 milhões em emendas para educação

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Entre todos os deputados da bancada do Amazonas, o deputado Amom Mandel (Cidadania), foi o que mais destinou recursos de emendas parlamentares para a educação de modo geral no Amazonas, totalizando R$ 10.790.957,00. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foi a que recebeu o maior valor de emenda R$ 1.670.000,00 no Projeto de Impulsão do Centro de Patologia Cirúrgica da UFAM.

A UFAM ainda foi contemplada  com o projeto de reforma dos telhados dos ginásios e quadras da FEFF/UFAM no valor de R$ 677.456,00. Além disso foram destinados recursos para o projeto de criação de um laboratório computacional multifuncional para o curso de Engenharia Física no valor total de R$ 200 mil. O projeto de pilates como atividade promotora de saúde de idosos da comunidade e servidores da UFAM, também recebeu R$ 200 mil, entre outras.

As emendas têm como objetivo, apoiar a gestão administrativa, financeira e técnica, e o desenvolvimento de ações dos Institutos Federais de Educação Profissional e Tecnológica, Centros Federais de Educação Profissional e Escolas Técnicas Vinculadas do Estado do Amazonas, destinadas exclusivamente para a concretização e desenvolvimento dos projetos vencedores do 1º Edital Participativo de Emendas Orçamentárias do Amazonas, de acordo com votação popular.

IFAM

O Instituto Federal do Amazonas (IFAM) recebeu Vocabulário Visual da Língua Brasileira de Sinais, o valor de R$ 1.532.500,00. Já o projeto IFAM FIT, academia de atletas vai receber R$ 1.462.611,00, entre outros.

UEA

Essa emenda destinada a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), visa apoiar instituições públicas estaduais de ensino superior no Estado do Amazonas, promovendo a melhoria da qualidade do ensino de graduação e o aumento da oferta de vagas e será destinada exclusivamente para a concretização e desenvolvimento dos Projetos vencedores. O projeto de modernização da Policlínica Odontológica da UEA no valor de R$ 1.489.698,00.

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

 

UEA recebe Prêmio Mérito Ambiental 2023

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A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em celebração às melhores práticas de desenvolvimento sustentável e ambiental, recebeu o Prêmio Mérito Ambiental 2023, na categoria “Preservação e Sustentabilidade Ambiental”. A premiação foi concedida na quarta-feira (31/01) e entregue pela Associação dos Engenheiros Ambientais do Amazonas (Aenambam).

A presidente da Aenambam, engenheira ambiental Janeth Fernandes da Silva, conduziu a abertura da cerimônia, ao lado do diretor-geral da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (Mútua-AM), Afonso Lins, e do representante do Inmetro, engenheiro ambiental Márcio André Oliveira Brito.

Para o reitorda UEA,  professor Dr. André Zogahib, o reconhecimento é resultado dos esforços da universidade. “É com muita alegria que recebemos essa premiação. Ratificamos o nosso compromisso e a responsabilidade com o desenvolvimento sustentável nas suas ações com a gestão ambiental. A UEA tem o compromisso na formação de recursos humanos e de capacitar em lugares mais longínquos do nosso estado. Penso que a educação ambiental precisa permear por todos os cursos, assim teremos uma consciência mais sustentável, promovendo uma melhor qualidade de vida para a nossa população”, pontuou.

Em 2023, a UEA, pelo quarto ano consecutivo, integrou o ranking do UI GreenMetric, sendo a única instituição do Amazonas na lista das mais sustentáveis do mundo. O índice avalia e classifica os esforços em sustentabilidade e gestão ambiental das Instituições de Ensino Superior (IES) em todo o mundo. O ranking 2023 foi divulgado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28). No ranking, as universidades recebem uma pontuação em seis categorias: ambiente e infraestrutura; energia e mudanças climáticas; resíduo; água; transporte; e ensino e pesquisa.

Ainda no segmento, a UEA atua com diversas ações ambientais como: a realização do Fórum de Gestão Ambiental; a produção do “Boletim regional, urbano e ambiental de Manaus”, idealizado pelo curso de Ciências Econômicas; a cooperação técnica com o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE), que integra a cooperação e o intercâmbio técnico-científico a serem desempenhados nas áreas de engenharia, meio ambiente, sistemas elétricos, tecnologia da informação e sustentabilidade, além da cooperação para a realização do “III Simpósio Internacional sobre gestão ambiental e controle de contas públicas – O papel dos TCE’s”.

Além disso, a UEA já formou mais de 300 gestores ambientais. Atualmente, a universidade conta com a oferta do curso nos municípios de Santo Antônio do Içá, Ipixuna, Nova Olinda do Norte e Jutaí. Também oferta o mestrado e doutorado em Direito Ambiental, este último sendo o primeiro doutorado em Direito na Amazônia Ocidental.

Com informações da UEA

Foto: Divulgação

No início dos trabalhos legislativos na Aleam, Roberto Cidade agradece o número de vereadores

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O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), se surpreendeu no início dos trabalhos da Aleam) ocorrido na manhã desta quinta-feira, 1º de fevereiro, com o número de 13 vereadores que participaram da solenidade de abertura quando o governador Wilson Lima (União Brasil) fez a leitura da Mensagem Governamental, com as metas ações e prioridades da administração estadual.

É normal os vereadores prestigiarem o inicio das atividades parlamentares estaduais, mas esse ano em especial, uma possível candidatura de Roberto Cidade a prefeitura de Manaus, pode ter influenciado os vereadores a comparecer a Aleam. De acordo com os bastidores e o movimento das peças do tabuleiro político, Roberto Cidade começa o ano com sinalização de um apoio expressivo dos vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), para o pleito de 2024.

Entre os vereadores que foram a Aleam estão: o presidente da CMM, Caio André, Jaildo Oliveira, Daniel Vasconcelos, Everton Assis, Allan Campelo, Diego Afonso, Bessa, Glória Carrate, Yomara Lins, Thaysa Lippy, Lissandro Breval, Raiff Matos e João Carlos.

Tempo de TV e fundo partidário

Numa eventual candidatura a prefeitura de Manaus, Roberto Cidade, poderá ter quase o dobro do tempo de TV e fundo partidário em comparação ao seu futuro adversário, o atual prefeito David Almeida (Avante).  Este pode ser um dos motivos de Roberto Cidade estar sendo tão ‘cortejado’ pelos vereadores.

De acordo com o estudo preliminar para prefeito de Manaus no pleito deste ano, Roberto Cidade do União Brasil que deve ter o apoio do PP, Republicanos, Podemos, PSB e PRD,  somando todos os tempos dos partidos, terá mais de 15:03,6 minutos diários nos programas políticos na televisão, caso seja confirmada esse agrupamento político. Além de ter o total de inserções de 30 segundos por dia.

Já David Almeida que será acompanhado além do Avante, pelos partidos MDB, PSD e Solidariedade, vai ter o tempo diário de TV no programa eleitoral de 8:16,3 minutos e um total 16,5 segundos de inserções de 30 segundo por dia.

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Com dificuldades jurídicas no potássio de Autazes, governo federal busca alternativa na Bolívia

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Brasil e Bolívia assinaram na última terça-feira, 30, no Palácio do Itamaraty, um memorando de entendimento que tem por objetivo aumentar a produção de fertilizantes nos dois países.
O acordo prevê, entre outras ações, a realização de estudos para construção de fábricas de fertilizantes nitrogenados nos dois países.

A Bolívia tem grandes reservas de gás natural, fundamental para a produção dos nitrogenados, além de minerais usados em outros tipos de nutrientes, mas carece de capacitação e de recursos para desenvolver suas cadeias – carência que o memorando tenta reduzir ao prever ações de cooperação técnica, plano de desenvolvimento industrial e programa de atração de investimento, entre outras medidas.

O documento foi assinado do lado brasileiro, pelos ministros Geraldo Alckmin, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária (Mapa), e Alexandre Silveira, de Minas e Energia (MME).

Do lado boliviano assinaram os ministros Franklin Ortiz, de Hidrocarbonetos e Energias (MHE), e Remmy Gonzáles Atila, do Desenvolvimento Rural e Terras.

Entre os pontos acordados destaca-se a cooperação estratégica para estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para a atração de investimentos em projetos com potencial de desenvolvimento em Três Lagoas (MS) e Cuiabá (MT), no Brasil; e em Porto Quijarro (Santa Cruz), Uyuni (Potosi), Cppaíse (Oruro) e Santivañez (Cochabamba), na Bolívia.

“A Bolívia tem um importante papel de fornecedor de gás natural para o mercado brasileiro, o qual queremos ampliar com novos projetos em matéria de integração energética e nas áreas de fertilizantes e biocombustíveis”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, anfitrião do encontro.

No acordo, também estão previstas ações de mapeamento geológico e pesquisa mineral, além de um conjunto de medidas para ampliação e facilitação do comércio entre os dois países na área de fertilizantes e insumos para a nutrição de plantas.

A implementação do memorando será conduzida por um grupo de trabalho conjunto, composto por representantes das áreas técnicas, que terá a responsabilidade de elaborar um plano estratégico de cooperação.

Ipaam tem autonomia

Mas enquanto o governo brasileiro busca alternativas junto a Bolívia, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), voltou a ter competência para emitir licenciamento ambiental para que comecem a exploração da mina de potássio em Autazes (a 111 quilômetros de Manaus), pela empresa Potássio do Brasil. Enquanto a burocracia não se resolve em Brasília os investidores aguardam a decisão final.

Da Redação, com informações Canal Rural

Foto: Reprodução

 

Mais um ministro pede para Marina Silva não o atrapalhar

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Em ofício enviado à ministra Marina Silva, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, demonstrou preocupação com a possibilidade da paralisação de servidores do Ibama afetar a geração de energia elétrica do país e pediu para que o Ministério do Meio Ambiente intervenha na situação para evitar prejuízos. Com o núcleo de licenciamento do Ibama paralisado, o temor é que faltem licenças para hidrelétricas e linhas de transmissão e, consequentemente, suas operações sejam afetadas.

O assunto do ofício, enviado nesta quarta (31), é “Greve de servidores e possíveis impactos na geração de energia elétrica no país”. O ministro Alexandre Silveira se embasou em cartas recém publicadas pela Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage) e pela Associação Brasileira das Empresas e Transmissão de Energia Elétrica (Abrate).

As duas associações levantaram as preocupações com a paralisação do núcleo de licenciamento ambiental de Ibama. Na esteira da paralisação dos servidores do instituto desde o início do ano, no dia 9 de janeiro os funcionários do setor de licenciamento anunciaram que novas Licenças Prévias (LP), Licenças de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO), que são necessárias, por exemplo, para operações de usinas hidrelétricas, não seriam mais emitidas. Somente processos de licenciamentos anteriores à paralisação continuaram tramitando.

A Abrage destacou que os licenciamentos ambientais, em especial as renovações de Licenças de Operação, “são cruciais para a operação das grandes usinas hidrelétricas, fundamentais para o abastecimento e a segurança do suprimento energético nacional”.

Já a Abrate demonstrou preocupação com falta de licenças para o andamento dos projetos de transmissão de energia elétrica “Como é sabido, as linhas de transmissão têm papel fundamental para assegurar a infraestrutura necessária para integrar as fontes de energia renovável no contexto da transição energética”, explicou a associação.

No fim do ofício, Silveira se colocou à disposição do Ministério do Meio Ambiente e solicitou “atenção e a intervenção do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima para garantir que a greve em questão não prejudique os processos de licenciamento ambiental, evitando impactos na geração de energia hidrelétrica e nas concessões das instalações e serviços associados”.

Paralisação dos servidores do Ibama

Os servidores do Ibama estão paralisados desde o dia 3 de janeiro, por causa de reivindicações de aumento salarial e restruturação de carreira, incluindo indenização de fronteira e da gratificação para operações de risco. As negociações, junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) foram iniciadas no ano passado, mas não houve um acordo. Nesta quinta (1), haverá uma nova rodada de negociações.

O primeiro setor a paralisar foi o da fiscalização ambiental, o que afetou trabalhos de campo, como operações nas terras indígenas. Depois, o núcleo de licenciamento ambiental anunciou a suspensão de emissão de licenças de obras e de autorizações de supressão de vegetação.

Projetos de interesse nacional, executados pelo governo federal, ou que afetem territórios indígenas e parques nacionais dependem de licenciamento do Ibama. Isso engloba grandes obras de infraestrutura, como portos, aeroportos, estradas, usinas hidrelétricas, e todos os empreendimentos offshore de plataformas de petróleo, incluindo, por exemplo, possíveis poços de perfuração na foz do Amazonas, além de afetar o portfólio do novo PAC.

 

Da redação para Portal O Poder, com informações do O Globo.

Imagens: divulgação. 

 

Wilson Lima abre ano legislativo

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A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realiza, nesta quinta-feira, 1º, a abertura solene dos trabalhos da 20ª Legislatura, após o fim do recesso do Parlamento Estadual. O governador Wilson Lima faz a leitura da Mensagem Governamental, com metas, ações e prioridades da administração estadual.

“2023 foi um ano de desafios com a seca e o desmatamento no nosso Estado. Unimos esforços e tivemos colaboração da Aleam, com agilidade em aprovação de projetos para o poder público”, disse.

Seguindo o Artigo 54 da Constituição do Estado, a sessão inaugural de cada ano legislativo é marcada pelo recebimento e apresentação da mensagem do governador, com conteúdo que trata da situação do Estado e aponta medidas de interesse do governo. A Lei cita ainda que, na ocasião, o governador deve remeter o plano de Governo, expor a situação do Estado e solicitar providências que julgar necessárias.

 

RR: Sampaio contrata serviço de agenciamento de passagens para a ALE por quase R$ 5 milhões

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Roraima – O serviço de agenciamento de passagens aéreas nacionais e internacionais para deputados da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) vai custar expressivos R$ 5 milhões aos cofres públicos da Casa Legislativa.

Os dados constam no Diário Oficial da Assembleia Legislativa, na edição do último dia 30 de janeiro de 2024.

Conforme o documento, empresa será responsável por serviços de agenciamento de passagens aéreas nacionais e internacionais, compreendendo os serviços de cotação, reserva, emissão, marcação/remarcação, marcação de assento, compra de franquia de
bagagem, entrega dos bilhetes, cancelamento e reembolso.

A firma vencedora do Pregão Nº 019/2023 foi a MRTUR – Monte Roraima Turismo LTDA, CNPJ Nº 34.794.255/001-95. A Ata de Registro de preços terá a validade de 12 meses, contados da data da sua assinatura.

Foto: Divulgação 

Corregedorias locais se mobilizam para regularizar posse de terras na Amazônia Legal

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Parcerias com as prefeituras, cursos de capacitação e audiências públicas são algumas das ações previstas pelas corregedorias dos tribunais de Justiça dos estados que compõem a Amazônia Legal – Amazonas, Acre, Maranhão, Mato Grosso, Roraima, Amapá, Rondônia, Pará, Tocantins – para reforçar e dar continuidade à regularização fundiária. Em atenção ao Programa Permanente de Regularização Fundiária – Solo Seguro, instituído pela Corregedoria Nacional de Justiça, os tribunais da região deverão executar o planejamento estratégico definido para ampliar as ações iniciadas no último ano.

Dados do Relatório da Semana de Regularização Fundiária Solo Seguro/2023 apontam que foram entregues mais de 31 mil títulos de registros de terras nos estados da Amazônia Legal – são dez mil títulos a mais do número esperado inicialmente. As diretrizes definidas pelo Provimento 144/2023 envolvem as corregedorias locais e os registradores de imóveis, a fim de padronizar as ações na região.

Atualmente existem quase 300 mil ocupações irregulares na área da Amazônia Legal, segundo estimativas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). De acordo com a Corregedoria Nacional, a irregularidade no registro dessas terras traz prejuízos de ordem social, financeira e ambiental, além de constantes conflitos. “A regularização fundiária não pode ser vista apenas como mero instrumento garantidor de acesso à moradia e à propriedade, mas deve ser encarada como instrumento de combate à pobreza e propulsor do desenvolvimento econômico e social do país”, diz o relatório.

Ações locais

Recentemente as corregedorias locais enviaram ao CNJ o planejamento com um cronograma de todas as atividades previstas para 2024. No Amazonas, por exemplo, será realizado workshop de Governança Fundiária, em parceria com o governo local, já em fevereiro. Além disso, serão realizadas audiências públicas para orientar e tirar dúvidas sobre regularização fundiária em alguns municípios, com a participação do Executivo municipal, legislativo e demais integrantes da rede colaborativa.

A corregedoria amazonense (CGJ-AM) também está preparando diagnóstico fundiário do estado, cujos resultados devem ser divulgados em seu portal, até o mês de maio, conforme o planejamento estratégico. O material vai subsidiar as notas técnicas que serão enviadas aos municípios para aperfeiçoar as técnicas para a expedição dos títulos. O planejamento da CGJ-AM considera ainda as peculiaridades de cada localidade, a diferença cultural e as tradições dos povos que habitam a região.

No Acre, a proposta é fortalecer a cooperação da rede que atua na regularização fundiária, agilizando sua execução. Para tanto, estão previstas a capacitação de servidores municipais, a identificação dos conflitos na Amazônia Legal – por meio de reunião com os juízes e juízas que atuam na região – e dos polos rurais em conflito com o Incra.

No Maranhão, por sua vez, devem ser celebrados acordos de cooperação técnica com 94 municípios do estado. Eles se somarão aos 123 municípios que já são atuam em parceria pela implantação do programa. A ideia é que a corregedoria ofereça suporte e treinamento para que as prefeituras identifiquem as áreas para regularização fundiária. Também está incluído o apoio técnico para a proposta de projeto de lei que cria a Secretaria Municipal de Regularização Fundiária. Com essas ações, o TJMA também espera efetivar os registros dos territórios quilombolas e indígenas no estado.

As ações integradas entre Executivo, Legislativo e Judiciário do estado de Mato Grosso preveem o aumento de 100% do número de demandas do “Programa Regularizar”, implantado no estado. Com o alinhamento das ações, espera-se aumentar de 36 para 50 o número de municípios beneficiados. As ações devem resultar, ainda, em crescimento de 30% no número de registros e entregas de títulos de imóveis urbanos e rurais em relação à 1.ª edição da semana Solo Seguro, realizada em 2023.

Em Roraima, a corregedoria local (CGJ-RR) também vai articular com os Poderes Executivos municipais e o estadual o debate sobre a regularização fundiária. No planejamento também está previsto o contato com cartórios extrajudiciais e Institutos de Terra para monitorar os resultados da regularização. A previsão é que, durante a Semana “Solo Seguro”, em agosto, seja realizado Fórum de Governança Fundiária para compartilhar experiências e discutir aspectos teóricos e práticos da regularização fundiária no estado.

A partir do projeto “Moradia Legal”, adotado no Amapá, a corregedoria vai dar continuidade às parcerias com prefeituras, associações e universidades ao longo do ano. O objetivo é garantir que pessoas de baixa renda registrem oficialmente suas propriedades de forma gratuita.

Já em Rondônia, há um pedido de abertura de crédito adicional especial de R$ 2 milhões para ampliar o projeto de regularização fundiária. Com esse recurso, a corregedoria pretende contratar uma empresa especializada para assessoria, capacitação e consultoria em áreas jurídicas, urbanísticas, topográficas e ambientais. Além disso, a corregedoria deve apresentar um relatório sobre os municípios conveniados aos programas “Título Já” e “Papel Passado”. A ideia é mostrar as dificuldades para a emissão de títulos, apesar da quantidade de matrículas abertas.

Com o total de quatro mil títulos registrados e entregues no ano passado, o Pará deve dar continuidade ao projeto “Regularizar”, cujo primeiro ciclo está previsto para se encerrar em 2025. Alinhado ao modelo institucional do judiciário paraense, o projeto vai se concentrar no diálogo interinstitucional: comunicação institucional, interoperabilidade de sistemas e compartilhamento de boas práticas. A meta é entregar dez mil títulos de propriedade com certidões de matrícula imobiliária até o final de 2024.

Por fim, no Tocantins, a previsão é de realizar audiências públicas, entregas de títulos, seminários abertos à população e workshops de capacitação. O Núcleo de Prevenção e Regularização Fundiária (Nupref/TJTO) também deve realizar ações voltadas às comunidades tradicionais – especialmente indígenas e quilombolas –, em parceria com a Defensoria Pública. A partir da cooperação técnica com a Universidade Federal do Tocantins, o Nupref pretende viabilizar novos projetos de regularização fundiária, especialmente em municípios menores. A expectativa é que todos os 139 municípios do estado ajustem um termo de cooperação técnica com o TJTO.

Solo Seguro

Em âmbito nacional, os demais estados do país devem observar o Programa Permanente de Regularização Fundiária Plena de Núcleos Urbanos Informais e Favelas (“Solo Seguro – Favela), conforme indica o Provimento 158/2023. A norma tem vigência e eficácia sobre todos os estados da Federação e a finalidade de fomentar ações sociais, urbanísticas, jurídicas e ambientais relativas à Regularização Fundiária Urbana – Reurb.

 

 

Com informações do CNJ